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The body keeps the score

The body keeps the score Resumo
Psicologia

Este microbook é uma resenha crítica da obra: The body keeps the score: brain, mind and body in the healing of trauma

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-0-6707-8593-3

Também disponível em audiobook

Resumo

A redescoberta do trauma

O conceito de “redescoberta” de um trauma é bastante significativa, integrando os conhecimentos adquiridos sobre saúde mental, por Pierre Janet e outros acadêmicos, no final do século XX. A pesquisa inicial de Van der Kolk sobre veteranos de guerra é impactante, principalmente, quanto às percepções distorcidas pelo trauma encontradas nos testes de Rorschach.

Como o EMDR (sigla inglesa para “Reprocessamento e Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares”, em tradução livre) lida com as percepções, ele serve como um exemplo concreto de como os traumas distorcem a “realidade” do cérebro.

Essas experiências ajudar o autor a desenvolver o conceito de “lentes de trauma”, ao trabalhar com vítimas de incesto. Com efeito, ele passou a ver as experiências dos pacientes de maneira muito diferente das abordagens tradicionais.

Segundo o autor: “A maioria dos sofrimentos humanos está relacionado ao amor e à perda; portanto, o trabalho dos terapeutas consiste em ajudar as pessoas a reconhecer, experimentar e suportar a realidade da vida, com todos os seus prazeres e desgostos”.

Com efeito, não é possível melhorar até que compreendamos o que sentimos, o que requer uma tremenda coragem e forças necessárias para rememorar os eventos mais traumáticos.

Este é o seu cérebro em trauma

As respostas adaptativas que o cérebro ativa diante de uma situação de estresse leva o indivíduo à ação. Isso apoia as teorias que fundamentam a terapia EMDR, segundo as quais o cérebro “se move” em direção à saúde, como o resto do corpo, a menos que seja, de algum modo, bloqueado ou impedido.

Isso ocorre porque nosso cérebro primitivo, compartilhado com outros mamíferos, é voltado à sobrevivência. Caso as suas respostas normais sejam impedidas de agir, os hormônios do estresse continuam sendo secretados. O primeiro efeito é limitar a atividade “pensante” do cérebro, a fim de que os aspectos emocionais da amígdala e do sistema límbico permaneçam no comando.

Dessa forma, o organismo continua se defendendo contra uma ameaça que pertence ao passado. Eis a importância de trazer a mente dos pacientes para o tempo presente, ou seja, para o atual estado de segurança e conforto do indivíduo em uma sessão de terapia.

Para tanto, Van der Kolk afirma que esse movimento é fortalecido com atividades como a “meditação de atenção plena” (o chamado “mindfulness”) e a ioga (bem como procedimentos que envolvem movimentos e interações físicas). Nesse sentido, as intervenções terapêuticas devem promover ambas as coisas, pois a autorregulação requer conexão com o corpo.

A marca do trauma

Nesse ponto, o autor oferece descrições muito úteis, contrapondo os cérebros saudáveis (ou “normais”) e os traumatizados. Com efeito, ambos têm percepções de experiências armazenadas em redes neuronais, mas a principal diferença reside nos níveis de excitação, determinados pelos graus de significados pessoais e emocionais sentidos durante cada experiência.

Para realizar esse projeto, Van der Kolk remete os leitores a uma pesquisa muito antiga, efetuada por Charcot e Pierre Janet, sobre a raiz da histeria, que hoje é denominada de “Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)”, caracterizada por intensa excitação emocional.

Nosso autor discorre sobre a “cura pela fala”, de Freud, envolvendo uma “reação energética conectada à memória” sendo liberada para a sua própria resolução. Nesse contexto, a dissociação é a separação e o isolamento da memória, para que o paciente permaneça “preso ao tempo do trauma”.

Em termos práticos, as memórias não processadas são a base das patologias que impedem o cérebro de atualizar, adaptativamente, caminhos neurais desenvolvidos por meio de experiências adversas e angustiantes. Esse processamento depende, em grande medida, da velocidade do aprendizado e da assimilação de novas informações positivas e restauradoras da sanidade mental.

Caminhos para recuperação

As diretivas de Van der Kolk para uma terapia eficaz de traumas envolvem os seguintes passos, não em ordem e sobrepostos, para os pacientes:

  • Encontrarem uma forma de se acalmarem;
  • Aprenderem a se manterem focados e tranquilos quando seus pensamentos, emoções e recordações do passado vierem à tona;
  • Manterem-se plenamente vivos, isto é, presos ao momento presente e, assim, se relacionarem saudavelmente com outras pessoas e
  • Não guardarem segredos de si mesmos.

Com efeito, o posicionamento de nosso autor é bastante claro: os traumas devem ser revisitados em níveis que ultrapassem o chamado “cérebro lógico”. A questão fundamental na resolução do estresse traumático é restaurar o equilíbrio adequado entre a parte racional e emocional do cérebro.

Isso requer, por exemplo, exercícios guiados de respiração, atenção plena para fortalecer o núcleo da autoconsciência, relacionamentos criados por meio de boas redes de apoio e outras formas de recuperação que priorizem a conexão social.

Nesse sentido, é altamente recomendável que os pacientes escolham terapeutas capacitados no tratamento desses impactos. Esses profissionais devem possuir uma variedade de técnicas para estabilizar e acalmar, ajudando a mente a descansar e, paulatinamente, prepará-la para se reconectar a outras pessoas.

Nosso autor apresenta, minuciosamente, as diversas abordagens em seu “menu” de cura, incluindo o corpo como a ponte para a linguagem – colocando palavras em experiências não-verbais, além de ioga, EMDR, o modelo de sistemas familiares internos de Schwartz, terapias psicomotoras, neurofeedbacks, teatro e dança, dentre outras.

Embora não tenhamos os recursos que Van der Kolk possui, podemos incorporar alguns desses elementos, à medida que continuamos a tratar nossa própria mente com mais eficiência.

Notas finais

Bessel van der Kolk é o neurocientista que mais tem influenciado a compreensão moderna dos traumas, revelando-os como causadores de inúmeros problemas à saúde mental das pessoas.

Na obra original, que também vale muito a pena ser lida, o uso extensivo de exemplos de casos tratados pelo autor, é capaz de ampliar poderosamente esse entendimento, transcendendo as exposições possíveis neste microbook, sobretudo, no que se refere aos abusos cometidos e a negligência na infância.

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Quem escreveu o livro?

Bessel Van der Kolk, um dos principais especialistas em traumas psicológicos do mundo, dedicou mais de 3 décadas ao tratamento de pacientes... (Leia mais)