Poder e Alta Performance Resumo - Paulo Vieira

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Poder e Alta Performance

Poder e Alta Performance Resumo
Desenvolvimento Pessoal

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Poder e Alta Performance: O manual prático para reprogramar seus hábitos e promover mudanças profundas em sua vida

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 9788545201489

Resumo

Identifique seu estado atual

Todo processo de mudança precisa de três ingredientes. O primeiro é identificar, com total clareza e verdade, o estado atual, ou seja, onde e como a pessoa se encontra.

A segunda etapa é descobrir onde ela realmente quer chegar – afinal, para quem não sabe aonde quer chegar, o caminho não é importante. E a terceira etapa é a elaboração consistente, precisa e flexível de um plano de ação.

Um piloto de avião, para elaborar o plano de voo, precisa, de início, ligar o GPS e plotar no computador de bordo a latitude e a longitude da aeronave, para depois colocar as coordenadas de destino.

Em seguida, com parâmetros preestabelecidos, o computador dará a rota de voo precisa, segura e rápida. Você precisa ser o piloto da sua vida, o comandante do seu destino, e começar agora essa trajetória: de onde você se encontra até o mais extraordinário destino.

Vamos localizar e entender onde você está agora. Responda as perguntas a seguir escrevendo à mão, com toda a sinceridade. Reflita profundamente sobre a sua existência, sobre suas facilidades e dificuldades. Reflita sobre quem você tem sido e como tem vivido.

Um grande engano da maioria das pessoas é achar que são aquilo que estão sendo neste momento, e que, como uma estátua de mármore, continuarão a ser da mesma maneira para sempre, sem a possibilidade de mudanças e de transformações.

A criação que tivemos, a educação que recebemos, os ambientes que frequentamos, a quantidade e a qualidade do amor que nos foi dado nos tornaram pessoas distantes dos nossos sonhos e potenciais, a ponto de nos perguntarmos quem somos e qual é o sentido da vida.

Porém, nós podemos ser e viver de maneira diferente do que temos sido e vivido até hoje. Podemos ser mais motivados, mais alegres, mais amorosos, mais competitivos, mais vitoriosos, mais entusiasmados, mais felizes – enfim, podemos ser tudo, ou quase tudo, que quisermos ser.

Use no mínimo vinte linhas para cada resposta. Quanto mais você escrever, melhor compreensão terá do contexto atual e, consequentemente, do caminho futuro a ser desenhado e seguido.

  • Ser: quem é você? Defina-se como ser humano. Retrate suas crenças mais arraigadas, elenque seus sentimentos em relação às coisas que mais o alegram e mais o entristecem. Traga à tona pensamentos reincidentes que mais gravitam em sua mente e também quais são seus comportamentos mais louváveis e mais deploráveis.

    ● Fazer: o que você tem feito? Onde tem trabalhado? Qual a qualidade do seu trabalho e dos resultados gerados? Quais são os seus programas sociais e de lazer? Qual a qualidade dos locais que frequenta? Quais os impactos de suas ações em sua família, seus parentes e na sociedade?

    ● Ter: o que você possui no contexto material? Onde mora? Que carro possui? Qual a qualidade do que você veste? Possui reservas financeiras? Quais são os bens que possui?

Autorresponsabilidade

Responsabilize-se por sua vida, aceite o desafio de usar sabiamente o livre-arbítrio que Deus lhe deu e vá em frente. Sua vida e suas realizações esperam por você. O mundo inteiro muda quando você muda primeiro e persiste nas suas mudanças.

Para tanto, você deve conhecer e aplicar as 6 leis para a conquista da autorresponsabilidade. Tratam-se de práticas que, transformadas em hábitos diários, trarão tantas mudanças que as pessoas ao seu lado e você próprio perceberão uma nova pessoa surgindo e novas oportunidades e possibilidades batem à sua porta.

Lei I: Não criticar as pessoas

Por favor, não se engane, dizendo que suas críticas são construtivas e que o objetivo real é ajudar o outro. Como você se sente quando alguém olha para você e, com um tom de quem sabe mais sobre o assunto, diz: “olha, vou fazer uma crítica construtiva, mas é para o seu bem!”

Quando paramos de criticar, nosso foco passa a ser a solução, e não o problema. Nosso subconsciente passa a se responsabilizar pelos acontecimentos e, de forma mágica e inconsciente, as decisões e as atitudes se tornam mais acertadas, mais proativas, mais maduras, e então mais produtivas.

Lei II: Não reclamar de situações

A definição da palavra “reclamar” é muito clara e não dá margem para outra interpretação. Reclamar é exigir para si, reivindicar e, em outra abordagem, significa queixar-se, protestar e lamuriar.

Infelizmente, existem pessoas pautando a própria vida à base de reclamações e cobranças desenfreadas, criando para si uma existência pobre e carente.

Quando nos detemos mais em problemas e erros, são essas sementes que vão florescer; quando nos detemos nas soluções e nas possibilidades, são essas que florescerão – e muitas vezes as possibilidades florescem tanto que os problemas se tornam irrelevantes.

Lei III: Não buscar culpados

Buscar culpados é uma maneira fácil e rápida de se desresponsabilizar pelo mundo em que você vive, pelos acontecimentos, pelos fatos e resultados obtidos em sua vida e ao seu redor. É muito fácil olhar para os erros dos outros, entretanto é bem mais difícil perceber os nossos.

Neurologicamente é um grande perigo, pois o hemisfério direito, que é o lado realizador do nosso cérebro, ao receber a mensagem de que o resultado insatisfatório obtido foi por culpa dos outros, cria o seguinte diálogo interno: “por que mudar e fazer diferente, se culpa é do outro?”

Não busque culpados. Busque solução e aliados, parceiros de uma aprendizagem eterna.

Lei IV: Não se fazer de vítima

Muitas pessoas possuem o terrível hábito de se fazerem de vítima. Criticam, reclamam e se colocam em uma situação de inferioridade e sofrimento.

Se você, de fato, quer chamar a atenção, ser querido, amado e admirado, viva, aja e fale como um vencedor. Que da sua boca só saiam palavras de vida e construção, palavras que edifiquem.

Ninguém consegue a atenção e o carinho de outras pessoas por um longo período falando de sofrimentos e angústias, a não ser que a outra pessoa também seja acometida do mesmo mal: a vitimização.

Aí serão duas pessoas debilitadas emocionalmente que servirão de muleta uma à outra. Um ciclo vicioso, maléfico e autodestrutivo.

Lei V: Não justificar seus erros

O erro é uma etapa fundamental no processo de aprendizagem, parte integrante do processo de desenvolvimento humano. Se o erro não é reconhecido, não há aprendizado e, dessa forma, não ocorre mudança.

Reflita por um momento sobre a seguinte afirmação: “não existem erros, apenas resultados”.

Pessoas de sucesso trazem esse pressuposto arraigado em suas vidas, em suas atitudes. Pessoas realizadas e autorresponsáveis acreditam, de fato, que tudo de ruim que acontece a elas não são erros, muito menos fracassos: são efeitos, são apenas resultados.

Dessa maneira, podem aprender com eles e sabem que, para não colher os mesmos resultados, basta fazer diferente na próxima vez.

Lei VI: Não julgar as pessoas

Quando alguém nos ofende, a reação normal, da maioria das pessoas, é se magoar e entender a ofensa como algo pessoal e direto.

Quando alguém nos fecha no trânsito, o mais comum é xingar, reclamar e até fazer sinais agressivos e obscenos, entendendo a “fechada” como algo proposital e pessoal, algo que o suposto barbeiro fez de propósito contra você.

Essa maneira de levar a vida é muito pesada e nada produtiva. É como dar força e poder a alguém que não deveria ter força nem poder sobre sua vida. É deixar um desconhecido mandar em seus sentimentos e emoções.

Quem é autorresponsável não julga os outros, e sim o comportamento deles. Seu diálogo interno é mais ou menos assim: “Que barbeiragem aquela pessoa fez, poderia até causar um acidente”.

É como está na Bíblia: “Com a mesma moeda que julgas, serás julgado”, ou ainda outra passagem, que diz que só Deus pode julgar os vivos e os mortos. A nós só compete julgar comportamentos e ações – e, de preferência, começando por julgar os nossos próprios.

Fisiologia: a postura dos reis

Se, independentemente das circunstâncias, você adota uma postura erguida e altiva, levanta a cabeça e os ombros, abre os olhos e alarga o sorriso, você começa a melhorar.

Realizar conscientemente essas mudanças na sua comunicação não verbal e verbal é uma maneira de acessar de imediato um estado de recursos de sucesso e vitória que apoiará suas realizações e conquistas. É agir como se já tivesse chegado lá.

Pessoas de sucesso agem e comunicam-se como se já tivessem conquistado seus objetivos. Agir “como se” é mais efetivo quando você põe sua fisiologia corporal e suas palavras no estado em que estaria se os já tivesse conquistado.

Se você tem alguma dúvida sobre a capacidade que nossa fisiologia possui de produzir efeito imediato em nosso sentimento e estado de espírito. Então façamos um teste:

Levante os braços como quem comemora um gol. Ponha um sorriso de alegria e realização no seu rosto. Erga a cabeça e levante bem os ombros. Dê um grito ou um brado de vitória. Mantendo toda essa comunicação e fisiologia, tente pensar em algo ruim.

Decerto não vai conseguir. Afinal, mente e corpo fazem parte do mesmo sistema cibernético. A mente acompanha o corpo, e o corpo acompanha a mente.

Nosso autor reafirma: quando você levantar a cabeça e os ombros, fizer um olhar de alegria e estampar um sorriso, seu foco não será mais no problema, e sim na solução. O medo se transforma automaticamente em fé. O pessimismo vira esperança, e a tristeza vira alegria.

Reproduza a excelência

Lembre-se de que nada é por acaso, muito menos coincidência. O padrão repetitivo de homens ou mulheres que você atrai produz na sua vida situações e sentimentos recorrentes. As amizades que você atrai também o levam a situações e sentimentos que sistematicamente se repetem.

Enquanto o que se repete for bom, deixemos como está. Se, porém, as situações e os sentimentos que se repetem ao longo da vida são verdadeiras “maldições” e fazem você sofrer, é chegada a hora de romper com esse padrão e se curar desse vício.

Alguém que não conhece ou não vive o conceito da autorresponsabilidade certamente culpará os “outros” por essas situações e esses sentimentos negativos que se repetem.

O poder profético das palavras

Uma das palavras de maior poder profético é “validar”. Validar é reconhecer que aquilo que as pessoas são, fazem ou possuem merece o seu elogio verbal. Validar é um ato de amor, humildade e verdade.

Validar é reconhecer algo de valor em outra pessoa, por mais simples que seja. A validação é um ato sincero e respeitoso.

O que aconteceria ou acontece quando seu chefe ou mesmo um colaborador para na sua frente, olha nos seus olhos e diz: “puxa, parabéns pelo seu trabalho. Ficou muito bem feito, e não lembro de ter visto um trabalho com tanta qualidade como o seu. Parabéns mesmo!”

Como você se sente depois de ser validado dessa maneira? Seu dia continuaria o mesmo? Certamente não. O poder de um elogio sincero, ou validação, vai muito além da compreensão racional.

Que tal, de hoje em diante, colocar em prática essa ferramenta tão poderosa? Vamos mudar, ou melhor, transformar nossos ecossistemas com validação e elogio.

Porém, infelizmente, muitas pessoas usam as palavras para fazer o contrário, ou seja, invalidar as pessoas. Algumas usam um tom de brincadeira ou piadas “inocentes” para disfarçar suas invalidações.

Outros ainda se gabam de ser sinceros e transparentes e de “dizer tudo na cara”, não importando se alguém quer ouvir sua opinião e, às vezes, até ofendendo o interlocutor. Essa atitude de “sinceridade extrema” denota no mínimo falta de educação e no máximo profunda falta de equilíbrio emocional.

Essa “verdade” talvez o seja apenas para quem diz, mas não para o resto do mundo. Por isso, muito cuidado com as suas verdades; afinal, é bem provável que elas sejam apenas suas.

O mais fácil para algumas pessoas é o elogio e a validação pelo resultado, pois é algo palpável e costuma ser o que se espera das outras pessoas. Contudo, podemos ir além, ser mais producentes e não esperar pelo resultado, mas elogiar os comportamentos que direcionam a pessoa ao alvo.

Lembre-se de que você pode transformar seus relacionamentos e seus ambientes de maneira maravilhosa, e para isso basta mudar a sua forma de falar e comunicar. Talvez você se pergunte: tenho de mentir ao validar e elogiar? Não, validação não se baseia em mentiras.

Todas as pessoas possuem algo de bom a ser elogiado, coisas pequenas ou grandiosas, mas nossas limitações emocionais nos fazem esperar a perfeição do outro para elogiar.

Em vez de elogiar cada pequena melhora e avanço, em vez de elogiar o que tem para ser elogiado naquele momento, perdem a oportunidade de ser vetores de transformação humana positiva e assim mudarem o contexto da própria vida.

Conhecemos o poder que nossas palavras possuem, sabemos que elas podem matar e também salvar, que elas podem amaldiçoar e também abençoar.

Então, por que ser morno ou passivo, se podemos construir de imediato novas realidades com nossas palavras? Por que não usar as declarações de fé e as validações para criar uma realidade incrível e maravilhosa na sua vida e na das pessoas que o cercam?

Vamos usar o mesmo poder na ordem inversa, proferindo palavras benditas, palavras construtivas e transformadoras na nossa vida e na vida das pessoas que nos cercam e, a partir daí, criar uma nova realidade, uma nova existência, criar um mundo mágico de uma vida extraordinária.

Como estabelecer e realizar objetivos grandiosos

Paulo Vieira apresenta a metodologia de elaboração e estabelecimento de metas e objetivos. É um sistema que nosso cérebro pode compreender, perseguir e conquistar, dividido em seis critérios

1º Critério: Estabelecido e expresso de forma positiva

É muito comum, quando vamos orar, querer ou pedir algo, expressarmos justamente o que não queremos em vez do que queremos. Por exemplo: Não quero ficar doente. Não quero perder meu emprego. Não quero ter problemas com você. Vou perder dez quilos.

É importante reestruturar seus objetivos de forma positiva, para que o cérebro não seja obrigado a se defrontar com ideias desagradáveis, como a negação ou com perdas.

Por exemplo, em vez de não querer ter excesso de estoque, queira ter um nível adequado de estoque. Em vez de não querer ser despedido, queira construir uma bela carreira. Em vez de não querer fracassar na prova, queira passar nela. Declare seus objetivos positivamente!

2° Critério: Específico em todos os aspectos

Lembre-se de que uma meta estabelecida de forma não específica ficará mais parecida com um sonho – e nós sabemos que um sonho, apesar de ser muito importante, é apenas um sonho e não tem o compromisso de acontecer.

Então, na elaboração de metas e objetivos, quanto mais específico e detalhista você for, mais chances terá de conquistá-los.

Por exemplo: você pode ter uma meta de tirar férias na Europa. Se expressa dessa maneira, ela não é específica o suficiente para ser processada e compreendida por seu cérebro. Vamos usar as perguntas que seguem para deixar sua meta específica:

  • que países visitarei em minha viagem para a Europa?
  • Quando será essa viagem?
  • Quanto tempo durará?
  • Qual o roteiro e os pontos a serem visitados?
  • Qual o montante financeiro de que necessito para essas férias?
  • Com quem viajarei?

Agora, sim: essa meta está específica e seu cérebro começa a criar representações internas com imagens, sons e sentimentos detalhados de seu objetivo como se já o tivesse realizado.

Com essa condução neural, todo um mover de atitudes, comportamentos e acontecimentos o direcionarão para a concretização de sua meta. Muitas pessoas passam a vida sonhando e querendo a casa própria. Fartam-se com seus pensamentos e sonhos e muitas vezes não os realizam.

3° Critério: Iniciado e controlado pela própria pessoa

Alguns pais têm o hábito de estabelecer objetivos para seus filhos, alguns cônjuges querem estabelecer objetivos para seu marido/esposa, e assim por diante. Entretanto, isso não costuma funcionar, pois esse objetivo não é iniciado e muito menos controlado pela própria pessoa.

Além do mais, gera alto nível de cobrança e ansiedade entre os envolvidos. São expectativas criadas por uma das partes que muitas vezes a outra parte não está disposta ou não é capaz de atender. O resultado final costuma ser sofrimento, desconforto e distanciamento.

Quando um gerente estabelece metas de vendas para sua equipe, ele deve certificar-se de que a meta é tanto dele quanto da equipe.

Para isso, o gerente deve “vender” para sua equipe o desafio de atingi-la, buscando o comprometimento de todos, de modo que a meta não seja mais somente do gerente nem da empresa, e sim iniciada e controlada por cada um dos vendedores.

Assim, cada membro da equipe passa a ser o responsável por atingir suas metas e pelos resultados gerados.

4º Critério: Desafiador, porém possível

O tamanho de uma meta é um fator muito importante para a sua realização. Se pequena demais, não será desafiadora – afinal, por que fazer algo que não é estimulante e cujo resultado todos já imaginam?

Entretanto, se for grande demais, você poderá iniciá-la como se já tivesse perdido ou falhado. Por que entrar em um jogo que de antemão já sabe que perderá?

Nesse quesito, o grande desafio é balizar o tamanho de sua meta. Muitas pessoas se perdem no mundo da lógica e da racionalidade, acorrentando-se a paradigmas e conceitos do que se acham capazes de realizar.

Outras vão muito além do que racionalmente seriam capazes, vão contra toda a lógica e o bom senso e, por fim, realizam o que a maioria das pessoas diria ser impossível. O que poucos sabem é que, se alguém pôde, todos nós podemos. Se alguém realizou, todos nós podemos realizar.

5º Critério: Ecológico, que faça bem a todos

Essa etapa do processo de estabelecimento de metas nos alerta sobre o risco de subirmos o monte errado e, ao chegar lá em cima, olharmos para trás e descobrirmos que tanto esforço e sacrifício não valeram a pena.

Tomemos como exemplo a situação de um profissional que, para aceitar uma nova oferta de emprego ou promoção, na qual receberá um salário três vezes maior do que o atual, deve se ausentar da cidade em que reside, ficando longe da esposa e dos filhos.

Fazendo as perguntas a seguir, a si mesmo e aos seus, nosso profissional minimizará as chances de subir o monte errado, de não ser ecológico:

  • Serei feliz passando a maior parte do tempo longe de minha família?
  • Minha esposa será feliz dessa maneira?
  • Nosso casamento resistirá à distância?
  • Meus filhos sofrerão e terão sequelas futuras pela minha ausência?
  • Como ficará minha saúde com esse novo estilo de vida?
  • O dinheiro ganho compensará as condições impostas?
  • Essa promoção me fará de fato feliz?
  • O que eu de fato ganho? O que eu de fato perco?
  • Quais são as prioridades em minha vida?
  • Por fim, serei feliz vivendo dessa maneira?

Certamente, após responder a essas perguntas, ele estará mais habilitado a decidir de forma mais ecológica, prudente e motivadora.

6º Critério: Temporal, com data para acontecer

A mente humana funciona por prioridades. Quando estabelecemos uma data para uma meta, inconscientemente nosso comportamento é alterado e nos pomos a agir na direção dela.

Porém, quando não estabelecemos uma data ou a estabelecemos da maneira errada, ficamos presos em uma zona de conforto e inação. Sendo assim, cada meta precisa de uma data para acontecer e também deve ter sua evolução acompanhada ao longo do tempo.

Criando uma missão de vida

Por que algumas pessoas se alegram quando chega a noite de sexta-feira e se deprimem tanto quando chega a tarde do domingo? A resposta pode ser simples e fácil.

Será que essas pessoas não gostam da segunda-feira por ser o primeiro dia da “dura” realidade de uma semana de trabalho enfadonho e sem graça? Um trabalho não gratificante que certamente não está alinhado com sua missão de vida nem seus objetivos?

Quando estamos vivendo nossa verdadeira missão, a vida é divertida e desafiante; o próximo dia é sempre uma bênção bem-vinda, a oportunidade de fazer acontecer.

Steven Spielberg diz: “eu acordo tão entusiasmado que não consigo nem tomar café da manhã”. Uma das características das pessoas de vida plena e realizada é o sentido de missão que fornece às suas vidas propósito, sentido e direção.

Quem tem uma missão clara, bem elaborada e ecológica encontrará motivação e determinação para viver com plenitude, e consequentemente alcançará seus objetivos mais desafiadores.

Além disso, uma missão ajudará seu possuidor a estabelecer crenças fortalecedoras e anular crenças limitantes, e mais uma vez conduzirá sua vida para realizar seus sonhos e objetivos.

A missão é algo bem específico que direciona toda a existência de uma pessoa. É o propósito maior que a atrai para a concretização do futuro. Uma missão, quando bem estabelecida, unifica suas crenças, seus valores, seus comportamentos, suas ações e até quem você é e o que será.

É como uma teia tecida a partir de fios principais que são unidos e trançados com seus interesses, seus desejos e suas metas.

Muitas pessoas vagam pela vida sem saber o que de fato estão fazendo aqui e, quando chegam ao final dos seus dias, percebem que sua vida foi vazia e sem sentido.

Outro tanto de pessoas se satisfaz achando que sua missão é trabalhar, pagar contas, cuidar da família, educar filhos e, quando possível, desfrutar de um prazer momentâneo.

Outro grupo de pessoas acredita que sua missão é “ser feliz”, e por isso busca de forma desenfreada curtir e se divertir, de modo totalmente egoísta e autocentrado, todos os prazeres que puder e no menor espaço de tempo possível.

O fato é que vivemos hoje em um mundo caótico, em que a máxima “cada um por si” está em voga. Um mundo onde cada indivíduo vive a sua vida e o outro não é importante, a não ser que haja nele algum interesse ou ganho futuro.

Vivemos em um modelo de sociedade em que a grande massa está focada em si, em que cada indivíduo está preocupado apenas em atender às próprias necessidades, completamente desconectado e despreocupado com o meio ou com os outros ao seu redor.

Por esses motivos, ao colocar no papel a sua missão, você deve se certificar de contemplar tudo o que você já é e quer continuar sendo, e aquilo que você ainda não é, mas quer se tornar.

Afinal, o que ganharemos escrevendo e declarando apenas o que já somos? Sua missão deverá ser montada como uma declaração de fé, uma visão positiva e profética do futuro.

Como o neurolinguista Richard Bandler nos questiona: “por que continuar sendo a mesma pessoa de sempre se posso ser alguém muito melhor?” O objetivo de uma missão é se tornar alguém muito melhor do que já se é, e assim colaborar para que o mundo também se torne melhor.

Crenças fortalecedoras: elabore a sua autobiografia

Escreva em um caderno a sua história de vida desde que nasceu até hoje, porém com o foco principal até os 12 anos. Investigue com pais, irmãos e avós como era o cenário da sua casa quando você veio ao mundo.

Era um lar equilibrado e harmônico? Seus pais se casaram porque sua mãe engravidou de você, ou ela engravidou de você porque quiseram e planejaram? Eram quantos irmãos? Quais eram os papéis que cada membro da família tinha no contexto?

Quais foram os traumas ou momentos difíceis de que você se lembra? Quais foram as maiores mágoas de sua infância? É importante que, além dos fatos, você escreva como se sentiu em relação a cada acontecimento relatado.

É possível que sua vida seja repleta de boas lembranças, momentos mágicos, acontecimentos maravilhosos, momentos de amor e atenção dos entes queridos, e assim por diante.

Todos esses momentos saudáveis de troca de amor foram importantes para gerar e fortalecer suas crenças positivas sobre si mesmo. Entretanto, essas crenças já existem e geram os benefícios que esperamos.

Nosso objetivo agora é trabalhar as crenças limitantes, aquelas que nos atrapalham e nos fazem sofrer. E, para isso, é necessário que, de forma corajosa, olhemos para nossa história e as experiências que tivemos, dando foco e lembrando todas as experiências, porém escrevendo aquelas difíceis e sofridas.

Com o conhecimento adquirido por meio desse exercício, você obterá também muito mais maturidade e autorresponsabilidade. Ele será de fundamental importância para sua transformação e as conquistas ilimitadas.

É possível que você perceba, ao elaborar sua autobiografia, que suas crenças limitantes e todas as dores que você acumulou em sua história de vida se deram pelas falhas do seu pai e de sua mãe.

Você pode até pensar que eles são culpados, mas a verdade é que eles são tão vítimas quanto você. As falhas e os erros que eles cometeram na sua criação se deram efetivamente porque os pais deles, seus avós, também cometeram erros com eles.

Assim, você poderia pensar que os culpados são seus avós. Também, não: os pais dos seus avós, seus bisavós, também cometeram erros tremendos contra seus avós, e assim por diante.

O fato é que somos vítimas de outras vítimas, e cada um é responsável pelas próprias mudanças e pela sua evolução emocional neste momento.

Quantas linhas você escreveu na sua autobiografia? Espero que 100 linhas não tenham sido suficientes. Muitas pessoas têm dificuldade de lembrar do passado. Se for o seu caso, é recomendável que você veja fotos da sua infância, de sua casa, de pais, irmãos e parentes.

Lembre-se de seus brinquedos da infância, e assim por diante. É provável que, depois de tantas recordações do passado, seja mais fácil escrever a história de vida.

Entretanto, se, mesmo com ajuda externa, você ainda não conseguir se lembrar de nada ou quase nada do seu passado infantil, saiba que isso pode ser uma das formas da amnésia pós-trauma.

A amnésia parcial ou total a respeito da infância é também um mecanismo de defesa, uma maneira legítima de a mente evitar reviver conscientemente o passado com seus dissabores.

O que acontece na prática é que essas memórias sofridas da infância, mesmo quando são encapsuladas, embaladas e lacradas, continuam vivas e atuantes na vida da pessoa, mas em um nível inconsciente.

É inconscientemente que elas direcionam suas possibilidades, suas decisões e suas escolhas, tornando a vida limitada em muitos aspectos.

Por mais escondidas, sufocadas e muitas vezes mascaradas que estejam as memórias sofridas da sua infância, elas estão lhe fazendo sofrer física, mental e espiritualmente.

Por isso, precisam ser tratadas; e, para serem tratadas, precisam ser trazidas à tona, da inconsciência para a consciência, reconhecidas, recolhidas e aceitas. Respire fundo, pegue a caneta e comece agora, e certamente seu passado aparecerá de forma incrivelmente nítida.

Esteja certo de que só o fato de contemplar sua vida e sua história já corresponde a 50% da cura e da substituição de crenças limitantes.

Fique atento: se você tivesse vivido na época de seus pais, nas circunstâncias em que eles viveram, tido os mesmos pais que eles tiveram, talvez você tivesse errado ainda mais que eles com você.

Então, a ação e a intenção de uma pessoa autorresponsável é entender seus pais e perdoá-los para ter a leveza, a lucidez e a liberdade de ir em busca dos seus sonhos.

Compreenda e libere o perdão

Crítica, ressentimento, culpa e medo. Essas quatro emoções são aprendidas na infância, porém são reforçadas e mantidas na fase madura pelas informações que nos permitimos receber e pelos comportamentos e pelos sentimentos que escolhemos manifestar.

Entretanto, como já sabemos, somos 100% responsáveis pelas nossas experiências de vida: dessa forma, não temos a quem responsabilizar, se não a nós mesmos, pelo que somos, fazemos e temos.

Tudo o que tem acontecido em sua vida tem sido criado por você, através de pensamentos, sentimentos, palavras ou atitudes. Tudo o que tem vivido é um reflexo direto das suas crenças.

Não se trata de esconder nossas frustrações atrás das crenças; todavia, são elas que atraem as pessoas que nos fazem sentir e viver como temos vivido.

Quando uma mulher diz: “homem nenhum presta, são todos iguais”, vemos aí uma crença limitante sobre o que ela crê sobre os homens, o seu padrão mental fica claro, e certamente isso é realidade na vida dela.

Nossas crenças nos fazem atrair as pessoas capazes de reproduzir esses padrões; então, para iniciar um processo de mudança de crença, é importante começarmos a libertar as pessoas que nos magoaram de nossa vida e nos libertar também dessas pessoas.

Novas e fortalecedoras crenças são iniciadas pelo perdão aos outros e a si mesmo. Certamente, devemos perdoar todas as pessoas que, por um motivo ou outro, nos fizeram sofrer. É importante que tenhamos bons sentimentos em nosso coração.

Todavia, como já vimos, na fase adulta apenas repetimos os padrões de nossa infância, repetimos os padrões aprendidos com pai e mãe ou com pai e mãe substitutos.

Dessa forma, quando perdoamos pai e mãe, nós os liberamos, e consequentemente nos libertamos também desses padrões limitantes. Uma vez libertos, não atrairemos mais pessoas ou circunstâncias que reproduziam os velhos padrões em nossa vida, e assim cortamos um ciclo de maldição e sofrimento.

Perdão não é um sentimento que brota no coração com o tempo: perdão é uma decisão, seguida por uma atitude palpável, por uma conduta de amor. Perdão é uma comunicação ou um comportamento, e, como sabemos, todo comportamento produz um novo pensamento e um novo sentimento.

Sentimentos de paz e vitória produzem crenças fortalecedoras.

Notas finais

Existem leis naturais que regem o mundo e o Universo: lei da gravidade, da inércia, da ação e reação, da atração, da repulsão, dos vetores, entre muitas outras.

Há, também, leis que regem a mente humana, padrões e processos neurais que se repetem em infinitas combinações, gerando comportamentos e possibilidades muitas vezes imprevisíveis e insondáveis.

E são essas leis da mente, com seus padrões e processos, que determinam a qualidade de vida que somos capazes de construir e os recursos que somos capazes de acessar dentro de nós mesmos.

Entretanto, acima das leis naturais e das leis da mente humana, está o Criador de todas as leis. Deus Todo-Poderoso, criador do céu e da terra. Aquele a quem pertence o verdadeiro poder.

Estaríamos sendo, no mínimo, omissos se admitíssemos que qualquer transformação humana pudesse ocorrer sem o consentimento divino. Este microbook chegou às suas mãos com um propósito. Você recebeu ferramentas poderosas, que podem e vão alterar padrões e processos neurais, proporcionando-lhe grandes conquistas.

Contudo, fique atento, pois não são poucos os “doutores” da mente humana, exímios conhecedores e professores de processos e padrões mentais que se ensoberbeceram em seus conhecimentos e achando-se poderosos e autossuficientes, têm uma vida sofrida e inconstante.

Podem até ter dinheiro, mas desconhecem o que é a verdadeira felicidade. E isso acontece pela incapacidade de aplicar na própria vida os sublimes mandamentos de nosso Criador.

Sucesso, paz, conquistas, e que sua contribuição ao mundo seja devolvida a você mil vezes mais.

Dica do 12’

Se você deseja se aprofundar ainda mais no assunto e garantir a conquista da alta performance em sua vida pessoal e profissional, assista aos vídeos da série 7 segredos das pessoas de sucesso, por Paulo Vieira!

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Quem escreveu o livro?

Escritor e conferencista internacional, Paulo Vieira é PhD em coaching pela Florida Cristhian University (FCU) e é um dos mais conceituados coaches do Brasil. Ao longo dos últimos 18 anos, vem acumulando mais de 10.700 horas em sessões individuais de coaching. É o criador da revolucionária metodologia do Coaching Integral Sistêmico (CIS), que já impactou mais de 250 mil pessoas pelo mundo. É um escritor muito respeitado no cenário nacional e internacional. É escritor, palestrante... (Leia mais)