Ouse Crescer Resumo - Tara Mohr

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Ouse Crescer

Ouse Crescer Resumo
Autoajuda & Motivação

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Playing big

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 9788543104058

Também disponível em audiobook

Resumo

Vá de encontro com a corrente da negatividade e ouse crescer neste mundo! Use as dicas do presente livro para libertar os seus talentos, usar melhor o seu potencial, seu poder, e realmente fazer a diferença nesse mundo. Desmascarando as desculpas que contamos para nós mesmos e iniciando uma revolução pessoal através de passos claros e dispostos neste microbook.

Procurando uma mudança de vida? Não pense duas vezes, e mergulhe nesse livro. Ideal para ser lido em qualquer momento ou contexto do seu dia.

Tara Mohr, a nossa autora, é uma expert em liderança, principalmente de profissionais femininas. Uma brilhante empreendedora que traz em seus livros inspirações e projetos que farão você, criar uma nova versão mais poderosa e impactante de si. Invista os próximos 12 minutos para conhecer mais sobre o que você é capaz!

A censora interior

A censora interior é a voz do “não é para mim’” – o palavrório interno que diz à mulher que ela não está pronta para liderar, não é suficientemente especializada, não é boa o bastante nisso ou naquilo. É a voz da dúvida em relação a si mesma.

Ter uma censora interior não é anormal nem doentio. Todas temos. A censora interior é uma voz dentro de você – uma voz que pode se tornar dominante. Mas não é a sua essência.

Sua essência é constituída por seus talentos, suas aspirações e pelo desejo de expressar e de receber amor no mundo, à sua maneira, com singularidade.

O objetivo não é se livrar da censora interior. É aprender a ouvir suas ideias e suas dúvidas insensatas, questioná-las com base na realidade e não permitir que determinem suas ações.

A censora interior está preocupada em mantê-la segura. Não quer saber se você se sente realizada no percurso. Se lhe der ouvidos, assumirá menos riscos de um certo tipo, mas não fará a contribuição que deseja e de que é capaz.

O método básico para lidar com a censora interior é o seguinte: identifique-a quando aparecer e nomeie-a pelo que ela é.

Transformando-se em sua mentora interior

Começamos a nos transformar em nossa mentora interior fazendo perguntas simples e objetivas, como:

  • o que ela gosta de fazer logo ao acordar?
  • O que prefere fazer à noite?
  • Qual é sua comida preferida? Que tipo de exercício ou atividade física ela gosta de praticar e qual é sua atitude em relação a ele?
  • Como ela descansa?
  • Como se comporta em reuniões familiares ou sociais?
  • De que maneira ela se veste?
  • Podemos perguntar, repetidas vezes, “Como ela agiria nesta situação?” e agir como se estivéssemos no lugar dela.

Então existem as mudanças maiores. Antes de uma conversa difícil, podemos nos perguntar “O que ela diria?” e dizer exatamente a mesma coisa. Podemos parar enquanto escrevemos algo importante e pensar: “Como ela escreveria isso?”

Podemos ver como ela agiria em um relacionamento confuso, em um ambiente de trabalho disfuncional, na hipótese de mudança de carreira, diante de um medo paralisante ou ao lidar com uma questão persistente em nós mesmas, que há anos não conseguimos resolver.

Gerd Nilsson, que participou de um curso ministrado pela autora, descreve sua prática:

“Desenvolvi o hábito de me encontrar com minha mentora interior para uma conversa de manhã, quando me preparo mentalmente para o dia. Se houver questões especialmente desafiadoras com as quais terei de lidar naquele dia, pergunto como ela as enfrentaria. E, de repente, encontro a resposta.”

Também podemos consultá-la ao tomar decisões. Esses critérios ajudam a dizer com rapidez muitos nãos e alguns sins significativos. Ajudam a eliminar pressões externas e encontrar as soluções mais adequadas.

Você não se transforma integralmente em sua mentora interior. Ela não é um destino a que você chega.

Em vez disso, ela é a estrela a que você recorre para se orientar, uma maneira de navegar, a bússola a ser consultada a qualquer hora, diante de escolhas difíceis ou nos momentos mais desafiadores.

Ao ouvir a voz da mentora interior, não a da censora interior, você está ousando crescer. A mentora interior é uma versão imaginada de você mesma, mais velha, mais sábia, mais autêntica – é você daqui a vinte anos.

Ao criar a percepção nítida dessa versão mais velha, mais sábia e mais autêntica de si mesma, verá que ela existe como uma voz dentro de você neste exato momento.

Sua mentora interior vê os atuais desafios e dilemas que você enfrenta de uma perspectiva muito diferente – e muito útil – e é possível recorrer a ela em busca de orientação.

As mulheres são sempre encorajadas a buscar mentores, e elas precisam, como contraponto de qualquer orientação externa que recebam, buscar respostas dentro de si mesmas. A mentora interior é uma ferramenta para isso.

Embora os relacionamentos de muitas mulheres com mentores externos envolvam elementos de competição, desilusão e até de traição, nossa mentora interior é uma guia confiável e amorosa.

Sua mentora interior é a estrela que atua como sua bússola. Ela não é um destino final ao qual você possa chegar.

Tornar-se cada vez mais semelhante à sua mentora interior, passo a passo, decisão a decisão, permite às mulheres ousar crescer de uma maneira natural e adequada a elas.

A verdade primordial que a mentora interior nos revela é a seguinte: dentro de nós existe uma voz que nos lembra de nossos caminhos. Dentro de nós existe uma voz de sabedoria, tranquilidade, amor e orientação.

Podemos nos voltar para nós mesmas em busca de respostas sempre que desejarmos.

Uma maneira muito antiga de encarar o medo

No Antigo Testamento, há duas palavras diferentes para o medo. Pachad é o medo de coisas projetadas ou imaginadas. Yirah é quando somos tomados por muito mais energia do que estávamos acostumados, quando habitamos um espaço maior que o de costume e quando estamos na presença do divino.

Para muitas mulheres, ousar crescer – quer estejamos apenas considerando uma ação ou nos encontremos no meio dela – evoca tanto pachad quanto yirah.

Ousar crescer é, em parte, mudar de pachad para yirah. Isso significa, quando experimentarmos o pachad, fazermos uma pausa para deliberadamente mudar nosso estado de consciência.

Nosso propósito é reduzir a influência de medos do tipo pachad na nossa vida e, ao mesmo tempo, buscarmos e cultivarmos experiências de yirah.

O pachad surge quando o ego percebe algo que possa ameaçar sua frágil visão de si mesmo. O yirah surge quando iniciamos algo – ou pensamos em iniciar algo – que transcende o ego e nos impulsiona para um eu superior.

Nosso trabalho com o yirah é reconhecê-lo e recebê-lo pelo que é. Nosso trabalho com o pachad é aquietá-lo e administrá-lo, porque esse tipo de medo geralmente nos desorienta, levando-nos a recuar a fim de evitar riscos emocionais ou danos potenciais.

Isso nos impede de partilhar nossa voz, de sair de nossa zona de conforto e de perseguir nossos sonhos.

Libertando-se do jugo do elogio e da crítica

Quando dependemos de elogios ou evitamos críticas, não podemos expor ideias controversas nem lidar com a resistência que se manifesta ao atuarmos como agentes de mudança, nem desbravar novos caminhos para a realização pessoal, caminhos que outros talvez não compreendam nem aplaudam.

Libertar-se da dependência do elogio e da crítica é uma das principais mudanças que devemos empreender para ousar crescer.

Vários fatores contribuem para que fiquemos sob o jugo da crítica e do elogio:

  • o condicionamento da boa menina;
  • o foco cultural em como as mulheres são vistas no mundo;
  • a maior habilidade das mulheres para interpretar as reações alheias;
  • nossa orientação para os relacionamentos;
  • os ataques pessoais injustos e hostis a que frequentemente estão sujeitas as mulheres em posição de liderança;
  • o histórico de garantia da sobrevivência das mulheres por meio da afabilidade e da aprovação dos outros, na falta de poder financeiro ou jurídico.

Algumas ideias importantes podem ser úteis para nos libertar da crítica. A primeira é que o feedback lhe fala sobre quem dá o feedback, não sobre você.

Sempre que recebê-lo, você pode perguntar: “O que isso me diz sobre a pessoa que está dando o feedback?” A partir de sua resposta, pode aprender algo sobre os públicos que está tentando alcançar e influenciar.

As mulheres que ousam crescer sempre são alvos de crítica. Aprender a ver essas críticas como parte integrante de um trabalho importante – em vez de interpretá-las como sinal de fracasso – é um rito de passagem fundamental na jornada para ousar mais.

As críticas que mais nos doem espelham uma convicção negativa que nutrimos sobre nós mesmas. Os elogios que buscamos com mais fervor refletem o que mais desejamos confirmar sobre nós.

O que parece um problema com a crítica ou o elogio costuma ser, na verdade, um problema com o que acreditamos a nosso respeito.

Deixando para trás os hábitos da boa aluna

O sucesso das meninas na escola é muito enaltecido, mas precisamos encarar com olhos críticos esse bom desempenho e reconhecer a sobreposição entre normas da “boa menina” e os comportamentos recompensados na escola.

A escola tradicional transmite às mulheres várias habilidades importantes, mas não ensina muitas das mais essenciais para o exercício da liderança.

À medida que as mulheres fazem a transição de alunas para profissionais, elas precisam adicionar a seu conjunto de habilidades:

  • a capacidade de desafiar a autoridade;
  • a capacidade de improvisar;
  • a capacidade de recorrer ao que já sabem e confiar nisso;
  • a capacidade de tornar seu trabalho visível para outras pessoas.

Escondendo-se

As mulheres brilhantes geralmente se escondem e adiam ousar crescer das seguintes maneiras:

  • adotando premissas falsas sobre a ordem em que as coisas devem acontecer;
  • projetando no papel, em vez de conversar com os públicos a serem alcançados;
  • coletando e organizando as ideias de outras pessoas sobre tópicos pelos quais somos apaixonadas em vez de compartilhar nossas ideias;
  • criando algo demasiadamente complexo ou abstrato ao mesmo tempo que omitimos nossas histórias pessoais;
  • buscando mais educação formal, treinamento e certificações – convencendo-nos de que precisamos do diploma para ousar crescer;
  • aperfeiçoando e sofisticando indefinidamente.

Ironicamente, muitas vezes evitamos ousar crescer abraçando projetos que parecem grandes e ambiciosos porque, em meio a toda essa grandeza, temos muito espaço para enterrar nossas vozes e ideias.

Saltando

O antídoto contra nossas táticas comuns de ocultação e postergação é um tipo especial de ação denominada salto.

O salto a leva a ousar crescer agora, é simples, pode ser completado em uma ou duas semanas, faz a adrenalina fluir e a põe em contato com as pessoas, públicos, clientes ou agentes que você quer alcançar ao ousar crescer.

O salto envolve no âmago uma pergunta – algo que você quer aprender ao dar o salto. Resistimos aos saltos porque, em geral, eles parecem desconfortáveis e assustadores – principalmente no começo, quando ainda não temos prática.

São imensos os benefícios – psicológicos e táticos – de saltar: evitamos erros onerosos, aprendemos sobre o que realmente é eficaz com nosso público-alvo e experimentamos a alegria e o significado que vêm do fato de ousar crescer agora.

Comunicando-se com vigor

Algumas das maneiras mais comuns pelas quais as mulheres se sabotam com as palavras incluem:

  • “muletas”: inserções de palavras e frases como “só”, “na verdade”, “talvez”;
  • desculpas desnecessárias: “Quero falar só um pouco sobre isso...”, “Gostaria de tomar um minuto de seu tempo para falar sobre...”, “Não sou especialista neste assunto, mas...” ou “Vocês todos já pensaram nisso mais do que eu, mas...”;
  • perguntas confirmando se a mensagem foi compreendida: “Isso faz sentido?”, “Estou sendo clara?”;
  • estruturas sabotadoras como entonação de pergunta ou substituição de afirmação por pergunta.

Muitas mulheres se veem num duplo vínculo em suas comunicações, comprometendo sua competência perante os outros para parecerem mais afáveis.

Em vez disso, podemos conscientemente transmitir tanto competência quanto afabilidade, abandonando hábitos verbais sabotadores ao mesmo tempo que potencializamos o afeto com que nos comunicamos.

Facilite as coisas

A probabilidade de alcançarmos nossos objetivos é maior quando somos motivadas por um espírito de cuidar de nós mesmas em vez de pela culpa ou a autocrítica.

Não existe essa tal de autodisciplina! O que parece autodisciplina é, na verdade, uma ampla gama de motivações que resultam em uma ação consistente. Criamos uma ação sustentável não por meio da autodisciplina nem da força de vontade, mas recorrendo a uma variedade de fontes de apoio, como:

  • começar com um objetivo-satisfação, não um objetivo-obrigação;
  • encontrar aliadas e alguém a quem prestar contas;
  • estabelecer planos com base nas forças individuais e nos recursos disponíveis;
  • seguir rotinas que transformem os comportamentos almejados em “modo padrão” no nosso dia a dia;
  • ao empacar, investigar com autocompaixão o que está acontecendo.

Chamados

Um chamado é um sentimento profundo de anseio ou inspiração para suprir determinada necessidade no mundo. Todas recebemos chamados. Ouvir e respeitar esses chamados é uma de nossas tarefas mais importantes.

Os chamados tendem a se manifestar como uma frustração em relação a algum aspecto do status quo ou uma visão do que poderiam ser. Com um chamado, geralmente temos a sensação de termos recebido uma incumbência em vez de a escolhermos.

Mas, infelizmente, resistimos aos nossos chamados. De início, quando o chamado se manifesta, nunca temos tudo nem somos tudo que deveríamos ser para o atender. Isso acontece por que não percebemos que nossos chamados têm um propósito duplo – promover nosso crescimento e curar o mundo.

Notas finais

As mulheres hoje têm direito a participar da vida pública e da vida política e a ter uma profissão, mas estas ainda não refletem suas vozes e seus modos de pensar, de agir e de trabalhar.

Isso significa que, ao participarmos desses domínios, com frequência nos sentiremos como forasteiras, estranhas em uma terra estranha.

Nossa missão consiste em não recuarmos diante disso, mas assumirmos nossa pequena parte no trabalho dessa equipe de transição, expondo nossas ideias, nossa voz e nossos chamados de uma maneira autêntica para nós.

Assim, criaremos uma cultura mais saudável e equilibrada, que reflita tanto as vozes dos homens quanto as das mulheres.

Isso significa que, voluntariamente ou não, você será uma revolucionária, pois qualquer mulher que seja autêntica em seu trabalho difundirá ideias e estilos contrários ao status quo de sua empresa, setor de atividade ou comunidade – um status quo definido por valores e modos de trabalho masculinos.

Você não precisa declarar-se uma agente de mudança. Quando uma mulher de fato ousa crescer, de acordo com o que entende por ousar crescer, ela se converte naturalmente em agente de mudança.

Na mente das mulheres em todo o mundo se encontram as sementes das soluções para a mudança climática, a pobreza, a violência, a corrupção: em milhões de comunidades, organizações, empresas e famílias, as mulheres sabem o que precisa ser feito. Ousar crescer é fazê-lo.

Dica do 12’

Leia também o microbook “O Poder do Agora” e descubra como se livrar de todos os problemas relacionados ao que já aconteceu ou ainda não aconteceu que, criados pela nossa mente, nos aprisionam e impedem o nosso desenvolvimento.

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Quem escreveu o livro?

Tara Mohr é especialista em liderança feminina. Formada em literatura inglesa em Yale e com um MBA de Stanford, é colunista do The Huffington Post e costuma ser convidada pela imprensa para falar de temas relacionados a mulheres e carreira. Já apareceu em programas de TV como Today Show e outros veículos como ForbesWoman, Harvard Business Review, Whole Living e The Financial Times, entre outros. Em 2011, criou o programa Ouse crescer – Playing Big, que oferece ferramentas de apoio ao crescimento pessoal e pro... (Leia mais)