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O trabalho não precisa ser uma loucura

O trabalho não precisa ser uma loucura Resumo
Carreira & Negócios

Este microbook é uma resenha crítica da obra: It doesn't have to be crazy at work

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-9508-547-3

Também disponível em audiobook

Resumo

O trabalho está uma loucura 

O seu ritmo de trabalho anda insano? A rotina profissional está uma loucura? Você certamente já passou por períodos assim ou encontrou alguém que parece enfrentar uma carga laboral muito acima do razoável.  

Nesses casos, o dia pode estar dividido em pequenos afazeres, constantemente bombardeados por distrações físicas e virtuais. Ou então, a obsessão pouco saudável por crescer a qualquer custo — com base em expectativas irreais — aumenta os seus níveis de estresse. 

Não é coincidência que mais pessoas estejam trabalhando por períodos mais longos, chegando mais cedo e ficando até mais tarde no escritório, resolvendo pendências nos fins de semana e não se desligando nunca. 

No médio e longo prazo, o excesso de trabalho exaustivo vai deixar você permanentemente ocupado, prejudicando o seu sono e causando doenças futuras. Não se orgulhe disso, essa rotina não é nada saudável.

Sua empresa é um produto

Para começar a ter uma relação mais saudável com o trabalho, você precisa ter em mente que a sua empresa é um produto. Não importa se você é funcionário ou dono do próprio negócio, a lógica é a mesma. 

Os bens ou serviços que você cria são produtos, e a sua empresa é quem os torna realidade. Para melhores resultados, ela precisa funcionar bem. E se a repetição dos processos internos é tocada por pessoas, qual o sentido em deixar os funcionários exaustos?

Se quiser fazer com que seu produto seja melhor, é preciso estar sempre ajustando, revisando e repetindo processos. 

Dê um basta no trabalho incansável

No mundo do empreendedorismo, disseminou-se a ideia do trabalho incansável como única alternativa para a produtividade. Note como é comum encontrar frases motivacionais sobre a necessidade de ser produtivo até a exaustão física e mental.

Não acredita? Faça um teste, busque a hashtag #empreendedor no Instagram e veja a frequência com que se repete a ideia de precisar ser incansável dia após dia. Isso pode ter começado como uma suposta chance para os que têm poucas oportunidades superarem os privilegiados, mas hoje em dia é só um sinônimo de burnout. 

E embora haja uma ínfima minoria que, de alguma forma, encontra suas respostas na exaustão, cresce o número de pessoas que acabam danificadas e esgotadas sem nenhum bom resultado prático. E tudo isso para quê? 

Você não vale mais, na derrota ou na vitória, porque teve que sacrificar tudo. Muito menos porque continuou em frente, mesmo com sentindo muita dor e cansaço, para ser recompensado por um prêmio melhor. As vivências humanas são muito mais do que um trabalho incansável, imparável e com dedicação máxima.

Nossa meta é não ter metas 

Metas trimestrais, anuais, bianuais. Metas enormes de crescimento e multiplicação dos números. Números, números, números. Muita gente reage mal quando entra numa empresa sem metas. Não é o caso dos autores, que dispensaram a obsessão por números na empresa deles. 

Não há metas de prospecção de clientes, nem de vendas, nem de faturamento ou de lucro. Mesmo assim, eles conseguem bons resultados pelo fato dos funcionários trabalharem sem uma pressão extenuante e irracional. 

Não mude o mundo 

No mundo dos negócios, a ambição está hiperinflacionada. Ninguém liga mais para criar um bom produto ou garantir um ótimo serviço, todos querem criar uma coisa nova, que vai mudar o mundo. Prometem mil revoluções de uma só vez, rompendo paradigmas e descumprindo regras. 

Para isso, muitas vezes acabam por descumprir leis trabalhistas e de bom senso com outros seres humanos. Se você rotula o seu trabalho como revolucionário, provavelmente ele não é, mas pode ser apenas uma maneira de fazer com que você se sacrifique sem necessidade. 

Vá criando ao longo do caminho

Na Basecamp, empresa dos autores, não são traçados planos para a empresa ou para o produto oferecido. Nem para os próximos meses, muito menos para daqui a cinco, dez ou vinte anos. 

O negócio não começou com um plano e isso não é a medida para o restante do trabalho. Em mais de 20 anos de atuação, a descoberta do que fazer surgia de semana a semana, sem que isso implicasse numa falta de visão do longo prazo. Eles procuram olhar para o que está à frente, sem prever um futuro distante. Se dá tão certo para eles, por que não pode acontecer o mesmo com você?

É legal estar confortável

O permanente esforço para sair da zona de conforto é um absurdo dos textos corporativos. Não passa de uma ferramenta usada para convencer você que quem não está se esforçando o suficiente, não está dando tudo de si. 

Mas não existe lógica alguma em precisar sofrer para atingir o progresso. Sabe aquele famoso mantra, o “no pain, no gain”? Até fica bonito nos pôsteres de academias, mas malhar e trabalhar são coisas completamente diferentes. 

Oito é o suficiente, quarenta é o bastante

Trabalhar quarenta horas semanais é o bastante. Os autores consideram o suficiente para realizar um ótimo trabalho, ser competitivo e fazer tudo o que é importante. Por isso, essa é a carga horária máxima na Basecamp. Ninguém vira a noite se matando, nem perde os fins de semana. Pode até sair mais cedo, se já tiver concluído as tarefas do dia. 

Eficácia é maior que produtividade

Em todos os cantos, fala-se em técnicas para aumentar a produtividade no trabalho. Livros, cursos e ferramentas procuram ensinar como ser mais produtivo a todo custo. Acontece que a produtividade é para máquinas, não para pessoas. 

Colocar uma quantidade de trabalho excessiva para ser realizada em um tempo curto não é saudável. Enquanto as máquinas podem trabalhar sem parar, os humanos não nasceram com essa capacidade. Quando você mira na produtividade, se concentra em ocupar cada momento com uma tarefa para cumprir. 

Foque na eficácia, que nos permite trabalhar o suficiente para deixar o dia mais livre e disponível para outras atividades. 

O mito do trabalho árduo

Você não pode superar o mundo inteiro trabalhando, porque sempre haverá alguém disposto a ser tão obcecado quanto você. Pensar que pode trabalhar por mais tempo do que os outros é dar crédito excessivo à própria ocupação.

Lembre-se que trabalhar por mil horas seguidas não vai fazer ninguém parecer melhor quando as coisas estiverem mal. E se em algumas empresas existem gerentes qualificando os obcecados como profissionais melhores por ficarem tanto tempo à disposição, saiba que este péssimo exemplo é nocivo à saúde. 

Profissionalismo é cumprir o combinado, dedicar o dia trabalhado a uma tarefa, respeitar o ofício, o cliente e os colegas. Tudo sem procrastinar ou criar trabalho desnecessário para os outros. 

O que importa é o que você faz

Não dá para promover entre seus funcionários as virtudes de trabalhar por um período razoável, descansar pelo tempo necessário e ter um estilo de vida saudável se você não faz o mesmo como chefe. Quando o líder tem um ritmo de trabalho insano, os liderados se sentem pressionados a fazer o mesmo. 

Não importa o que você diz, mas sim o que você faz. É ainda pior em uma empresa com diversos cargos. Quando o chefe do chefe dá mau exemplo, todo mundo segue pelo medo de ser demitido em momentos de crise.

Ninguém já vem pronto

Quando empresas expõem o desejo de contratar alguém pronto, pode-se imaginar que a pessoa precisa já ter exercido a mesma função em outras instituições, com o mesmo escopo e atingindo os mesmos resultados. 

Mas isso é impossível. Cada empresa é diferente, com habilidades, experiências e necessidades específicas. Se você ouve esse tipo de exigência, melhor procurar por outra vaga. A chance da empresa gostar de sobrecarregar seus funcionários é muito grande. 

Prazos impossíveis

​A maioria dos prazos são impossíveis. Datas nada realistas são estipuladas para a conclusão dos projetos em crescimento. Mais trabalho não para de chegar e as metas e as datas continuam iguais, ou até piores. Isso é trabalho? Que nada, é um inferno. 

Sem prazos fixos e realistas, ninguém trabalha com calma. E quem é ciente da impossibilidade do prazo e trabalha freneticamente para não perder o emprego acaba se sentindo mal. Às vezes, até adoecendo. 

Nada é mais desanimador que trabalhar em projetos infinitos, com prazos impossíveis.

Escolha a calma

Toda empresa é um conjunto de escolhas. Dia após dia, você ganha uma chance de fazer novas escolhas para melhorar o ambiente. O que você quer? Se tiver o poder de modificar o seu lugar de trabalho, opte pela calma, por mais saúde na empresa e entre os seus funcionários. 

Notas finais 

Repensar o mercado de trabalho é fundamental para manter uma relação mais saudável com a vida profissional. A lição maior de Jason Fried e David Heinemeier Hansson foi a de que não é preciso deixar a alma na empresa para conseguir melhores resultados. Que mais empreendedores e líderes entendam essa forma mais saudável de enxergar o cotidiano laboral!

Dica do 12min

Depois de rever alguns conceitos sobre a rotina insana de trabalho, que tal aprender boas maneiras de tirar o melhor da sua criatividade, mesmo em ambientes adversos? Para isso, ouça o microbook O caos criativo, uma verdadeira aula para não se deixar abalar quando as coisas não estão organizadas.

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Quem escreveu o livro?

Jason Fried é um escritor, blogueiro e fundador da Basecamp, uma empresa que cria softwares de gerenciamento de projetos para pequenas empresas. É o co-fundador e presidente da 37signals, uma empresa privada de Chicago que se comprometeu a construir as melhores ferramentas baseadas na web possíveis com o menor número de recursos necessário... (Leia mais)

David Heinemeier Hansson é um programador dinamarquês e criador da popular estrutura de desenvolvimento web Ruby on Rails e do Wiki Instiki. Ele também é parceiro da empresa de desenvolvimento de software Basecamp Hansson co-escreveu Agile Web Development with Rails com Dave Thomas em 2005 como parte da série The Facets of Ruby. Ele também co-escreveu Getting Real, Re... (Leia mais)