O Jogo Mental do Poker Resumo - Jared Tendler

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O Jogo Mental do Poker

O Jogo Mental do Poker Resumo
Esportes

Este microbook é uma resenha crítica da obra: The Mental Game of Poker: Proven Strategies for Improving Tilt Control, Confidence, Motivation, Coping with Variance, and More

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-0-9961919-5-1

Também disponível em audiobook

Resumo

Poker é um jogo que exige muita técnica e cautela. Para aprender a jogar, é necessário prática e estudo, por isso "O Jogo Mental do Poker", um livro de Jared Tendler, vem para ensinar os jogos mentais que podem auxiliar qualquer pessoa a aprimorar a forma que jogam poker. Algumas dicas do livro podem inclusive ser aplicadas no mundo dos negócios.

Dedicado principalmente para aquelas pessoas que estão procurando começar a aprender a arte do poker, quer seja para jogos presenciais ou virtuais, o livro conversa com jogadores que querem se tornar mais eficazes e terem mais sucesso em suas apostas.

Jared Tendler é mais que dotado de capacidade para explicar tudo sobre o mundo do Poker. Afinal de contas, ele é um celebrado treinador de jogos mentais, sendo coach de quase 500 profissionais do poker, dentre eles os melhores do mundo. 

Estratégia do Jogo Mental

Você deve pensar no jogo mental da mesma forma que pensa a respeito de um jogo real. Afinal, tal como ocorre em quaisquer outros jogos, a vitória requer estratégia e um bom nível de habilidade.

Isso significa que a vitória no jogo mental não se diferencia, fundamentalmente, de aprender a jogar Poker de uma forma vencedora. Você necessitar de trabalho duro, talento e, sobretudo, de informações corretas. O único elemento que escapa ao controle é o talento. Há jogadores que são naturalmente bem mais talentosos que a maioria.

Coisas que lhe irritam, por exemplo, talvez nem aumentem os batimentos cardíacos dos talentos natos ou eles podem jogar, sem nenhum problema, ao longo de todo o dia, ao passo que você enfrenta dificuldades para “jogar firme e consistentemente por mais de 1 hora”.

Vislumbrar o talento natural do jogo mental de terceiros, poderá fazer com que isso devesse ser bastante fácil para você também. Segundo Tendler, porém, isso é um erro: é mais fácil para eles justamente porque eles são mais talentosos.

Felizmente, se não possui talento natural, as informações corretas e uma boa dose de esforço podem, eventualmente, fazer com que o jogo fique mais fácil para você. Existem muitos jogadores que consideram que as soluções adequadas aos problemas inerentes ao jogo mental são fáceis, uma vez que os conhecimentos rasos do Poker fazem com que as coisas tenham essa aparência.

Portanto, você ouvirá muitas coisas do tipo: “Mantenha a calma, não permita que o ‘tilt’ (imprudência) se apodere de você”, “Seja destemido e respire fundo”, ou “Tome a decisão certa, sem pensar no dinheiro”. Todas essas frases soam bem, mas é o mesmo que dizer: “Basta vencer a mão”.

Ora, esse é todo o desafio de um jogo – elaborar uma estratégia capaz de ganhar a mão. O desafio, no jogo mental, consiste em desenvolver um método que lhe permita manter a calma, se concentrar na decisão e não no prêmio e impedir que o medo afete as suas escolhas. Nada disso é fácil.

O Modelo de Aprendizagem dos Adultos

Ao adquirir uma habilidade em particular, o processo de aprendizagem é previsível, tendo início, meio e fim distintos. Embora os jogadores diferenciem-se em certos aspectos, esse processo é, desde um ponto de vista global, exatamente o mesmo.

O ALM (sigla inglesa para “Modelo de Aprendizagem dos Adultos”), teoria criada pelo autor, define os 4 diferentes níveis de um processo de aprendizagem:

  • Primeiro Nível: Incompetência Inconsciente. Esse estágio indica a situação de quando a própria pessoa não tem consciência de que não sabe. Dito de outra forma, é quando você não percebe os elementos que lhe tornam inepto para o jogo de Poker;
  • Segundo Nível: Incompetência Consciente. Nesse nível, o indivíduo já “sabe que não sabe”. Contudo, isso, por si só, não o deixa mais habilidoso. Apenas indica que ele conhece as competências que devem ser aprimoradas;
  • Terceiro Nível: Competência Consciente. Ao chegar a esse nível, você já realizou algum ou repetiu o bastante para obter um pouco mais de habilidade. É imprescindível, ressalta Tendler, refletir continuamente sobre o que aprendeu, sob pena de voltar à inaptidão;
  • Quarto Nível: Competência Inconsciente. Nessa fase, você aprendeu tão bem que, a partir desse ponto, não precisa pensar antes de agir, à medida que o comportamento vitorioso se tornou automático.

Esses níveis fazem ainda mais sentido quando começamos a pensar em nossas próprias experiências de aprendizado acerca do Poker, mas também podem ser aplicadas a qualquer outro campo de conhecimento. Um bom exemplo da ALM em ação pode ser encontrado quando aprendemos a dirigir um automóvel.

Desempenho e Emoção

A emoção é indispensável para uma boa performance. A emoção existe, em maior ou menor medida, apenas quando há um problema. Isso é verdadeiro tanto para as emoções negativas quanto para as positivas. Ser excessivamente confiante pode ser um problema, pois isso desativa a sua capacidade de raciocinar.

Entender a relação entre performance e emoção facilita o aprimoramento do seu jogo mental. Para fundamentar sua tese, o autor utiliza a “Lei de Yerkes-Dodson”, que descreve a correlação entre os níveis de excitação e o desempenho obtido pelo jogador.

Essa lei estabelece que a performance melhora sempre que as emoções se intensificam, porém, somente até um certo ponto. Caso a emoção continue subindo e ultrapasse o seu limite, o desempenho passa a cair, pois o sistema emocional interrompe as suas linhas de raciocínio.

Em outras palavras, você não se sairá tão bem, pois, não conseguirá pensar bem. Consequentemente, não terá condições de acessar as habilidades aprendidas. No lado oposto da curva de Yerkes-Dodson, ocorre exatamente o contrário.

Isto é, ao não ter a emoção necessária para refletir, como acontece quando se sente desmotivado ou cansado, é preciso acumular energia em quantidade suficiente para que o seu cérebro volte a funcionar como antes.

Estratégia

As principais estratégias recomendadas pelo autor para solucionar os problemas de um jogo mental são:

  • Injeção de lógica: trata-se de uma estratégica que, por ser de curto prazo contém os problemas mencionados enquanto dá um passo adiante rumo à sua solução;
  • Resolução: é a estratégia usada para corrigir a ausência de lógica que causa problemas no seu jogo mental.

Injetando lógica

A estratégia de “injetar lógica” é algo que se constrói fora do que a maioria dos jogadores de Poker fazem naturalmente ao enfrentarem problemas do jogo mental, ou seja, falar consigo mesmo a fim de resolver a situação.

É claro que, certas vezes, as coisas que diz a si mesmo podem, também, ser como jogar lenha na fogueira, tais como: “Puxa vida, como sou azarado!”. Em outras ocasiões, o que diz a si mesmo pode ser um pouco mais útil: “É apenas variância, pois, eu fiz a jogada correta. Devo me manter calmo e continuar jogando bem”.

Infelizmente, contudo, as soluções não são tão simples que basta dizer coisas certas a si mesmo. Se fossem, você já teria solucionado os seus problemas. A única forma de correção de problemas em um jogo mental consiste em manter as emoções sob controle.

Caso tenda a jogar mal ou desistir devido a um “tilt”, em alguma hora você terá de confrontá-lo diretamente. Essa injeção de lógica funciona como um músculo empregado para bloquear, reduzir ou retardar os problemas que surgirem durante o seu jogo.

Trata-se, enfim, de uma ponte necessária para lhe auxiliar a obter uma solução, de modo que não deve ser visto como uma cura definitiva, mas uma “muleta” que, temporariamente, contém os problemas no curto prazo, enquanto você ganha tempo para resolvê-lo a longo prazo.

Resolução

Para evitar que os problemas emocionais afetem o seu jogo, é preciso reconhecer imediatamente o que está ocorrendo, antes que a situação se esgarce até o limite. Pode parecer algo fácil de ser feito, mas não é. Como o Poker já oferece, por si só, bastantes motivos para lhe iludir, não permita mais esse engano.

Se você trabalhou no seu jogo mental com a mesma intensidade com a qual se dedicou ao desenvolvimento de habilidades técnicas, não precisará se preocupar em dar um “alerta de reconhecimento”.

No jogo de Poker, essa habilidade é, com efeito, implícita. Sem embargo, no jogo mental, há muitos que não são capazes de identificar ou reconhecer problemas emocionais antes de chegarem ao limite.

Alguns jogadores sequer notam que estiveram em um “tilt” até que, depois de algum tempo, olhem para cima e vejam que já cuspiram, pelo menos, 15 “buy-ins”. Por esse motivo, não perca de vista o seu objetivo: reconhecer os padrões associados à sua questão e/ou problema no jogo mental.

A boa notícia é que tais problemas não ocorrem aleatoriamente. Pelo contrário, eles se repetem diversas vezes, permitindo que você aprenda, por exemplo, qual é, exatamente, o seu padrão. O que interessa, portanto, é conhecer todos os indicadores de um possível “tilt”.

Com esse método, você tem um roteiro de seus problemas e, dessa forma, poderá reconhecer os sinais antes de que o seu jogo seja levado a um abismo sem volta. Lembre-se de que, quanto melhor você aprender a identificar o seu próprio padrão, tanto mais rápida será a busca de um meio eficaz para controlar as suas emoções.

A natureza da raiva

A raiva é a sensação ou emoção que melhor representa o conflito que, em um nível fundamental, pode ser resumido a uma forma de desentendimento. Ele é mais evidente quando se dá entre outra pessoa e você, como quando alguém lhe repreende na mesa de jogo por ter pago uma aposta que não devia.

Intrinsecamente, a raiva não deve ser encarada como algo ruim, podendo ser um incrível motivador para a ação, mas, também, pode levar a problemas. Nesse sentido, a primeira medida para superar um problema de “tilt” passa por compreender as causas específicas do seu sentimento de raiva.

O conflito estabelecido entre o Poker e você (ou entre você e os demais jogadores), é bem mais fácil de perceber que o conflito interno, isto é, aquele que acontece consigo mesmo, em seu interior.

Os jogadores, não raro, descrevem seus sentimentos como uma “luta contra eles mesmos” na tentativa de controlar o “tilt”. Esse conflito não é ilusório ou inventado, tendo existência real e envolvendo aquilo que o jogador conscientemente sabe e as falhas que há em sua “Competência Inconsciente”.

Basicamente, eles lutam para impedir que essas falham causem um “tilt”. Em alguns momentos, você será capaz de vencer a batalha, mantendo a fera enjaulada. Em outros, sua mente consciente pode ser dominada pela profundidade da sua raiva, fazendo você perder o controle.

Nessas situações, é difícil envolver a sua mente, pois, desde um ponto de vista lógico, você já sabe como deveria pensar e os motivos pelos quais o “tilt” é irracional. Então, por que esse conhecimento não é o bastante? O autor apresenta essas 3 possibilidades:

  1. você detém a lógica correta e necessita assimilá-la à sua “Competência Inconsciente”;
  2. a acumulação de “tilts” domina, em pouco tempo, suas defesas mentais;
  3. ou você pensa que possui todas as peças desse quebra-cabeças para resolver logicamente o problema, mas, na realidade, não as tem.

A Natureza do Medo

Para Tendler, o medo deve ser entendido como um acúmulo de ansiedades. Estas, por sua vez, representam um acúmulo de incertezas ou dúvidas. As incertezas, essencialmente, são perguntas para as quais você não encontra as respostas ou ainda não adquiriu a experiência necessária para comprovar as respostas que já possui.

Ao não serem respondidas, essas perguntas fazem com que as dúvidas persistam e, assim, acumulem-se sob a forma de ansiedade. Caso isso permaneça por muito tempo, converte-se em medo. De modo semelhante ao que acontece com outras emoções, o medo subsiste ao longo de todo um espectro, embora possa começar com uma simples pergunta.

Ao penetrar fundo em seu medo, você poderá retirar as questões que não foram comprovadas ou respondidas. Encontrar as perguntas fundamentais do seu medo é essencial, pois elas indicam o que você deseja saber, em um estágio mais acentuado.

As incertezas ou imprevisibilidades não criam, por si mesmas, a ansiedade. A raiva, também, não cria sozinha nenhum “tilt”. Chegar a tal nível de ansiedade demanda falhas ou erros fundamentais, no modo como você aprende e lida com o Poker.

O objetivo, portanto, não é eliminar as incertezas, mas corrigir os erros fundamentais de sua lógica que, de uma forma ou outra, lhe pressionam a necessitar de segurança, justamente quando você ainda é incapaz de adquiri-la. Lembre-se: sem incertezas, não há riscos. Sem riscos, não há nada a ser ganho no Poker, nenhum lucro ou vantagem a ganhar.

Notas finais

Você não deve pensar, após o fim deste microbook ou, até mesmo, da leitura da obra na íntegra, que já dominou o que o autor chama de “jogo mental”. Não é factível desenvolver essas habilidades tão rapidamente.

Em vez disso, utilize o que você já aprendeu até aqui, coloque seus conhecimentos em ação e aumente sua experiência para detectar o que está consolidado e o que requererá mais trabalho.

Dica do 12’

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