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Maybe you should talk to someone

Maybe you should talk to someone Resumo
Psicologia

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Maybe you should talk to someone

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-1-3286-6304-7

Também disponível em audiobook

Resumo

Quando os pacientes entram em terapia, seus problemas geralmente são mais profundos do que parecem

“Então, o que o traz aqui hoje?” Essa é a pergunta que a autora costuma utilizar para iniciar sua primeira sessão de terapia com um paciente. A resposta que o paciente oferece é chamada de “apresentação do problema”, isto é, o problema que é levado ao consultório da terapeuta em busca de uma solução.

Pode ser algo específico, como vivenciar a perda de um ente querido ou sofrer ataques de pânico. Ou pode ser algo vago, como uma sensação geral de estar “preso”. Infelizmente, a apresentação do problema, geralmente, não se refere ao seu problema real. 

Consequentemente, as soluções que eles tendem a buscar também não são realistas. Reconhecer sua tristeza e aprender a ser tornar mais aberto aos outros é, na maioria dos casos, a verdadeira solução para os problemas dos indivíduos.

Entretanto, é preciso muito trabalho para chegar ao ponto em que é possível identificar essas questões e, assim, passar à ação, fazendo algo sobre elas. Isso é válido tanto para os pacientes quanto para os próprios terapeutas.

Os pacientes tendem a crer em narrativas inúteis que construíram sobre seus problemas

Ao iniciar a terapia, os pacientes tendem a demonstrar mais do que apenas um problema inicial: eles têm uma narrativa inteira construída em torno dele. E, para piorar, essas narrativas, geralmente, são usadas apenas para simplificar as questões de fundo e projetá-las externamente, quando o melhor seria se aprofundar e deslocar o foco para si mesmo.

Esse foi exatamente o caso da autora quando ela mesma sentiu a necessidade de procurar por terapia. Por dois anos, ela namorou um homem com o qual planejava se casar. Eles estavam apaixonados e tudo parecia estar indo bem.

Então, do nada, ele anunciou o fim do relacionamento. O motivo? Gottlieb era uma mãe solteira com um filho de 8 anos e seu namorado percebeu que não queria viver com uma criança.

Como seu namorado nunca havia revelado isso antes, o choque da separação foi a causa de muita dor e angústia para a nossa autora. A essa altura, ela já tinha quase 40 anos de idade, tendo passado relativamente bem por outras separações.

Dessa vez, porém, ela experienciou uma forte onda de ansiedade e depressão, o que a motivou a procurar um terapeuta para si mesma. Quando iniciou o seu tratamento, fez exatamente como seus próprios pacientes: partiu de uma narrativa pré-construída em sua mente.

Aos poucos, contudo, percebeu que esperava que o terapeuta fornecesse uma validação externa à sua construção mental, a fim de utilizá-la para entender a separação e seguir em frente com sua vida. Todavia, o terapeuta se recusou a fornecer esse aval, pois, somente assim ela compreenderia que estava, na verdade, buscando uma forma de evitar seus problemas reais.

Chegamos, agora, à metade da leitura. Assim, vamos nos aprofundar nos mecanismos de defesa dos pacientes e a importância das reconexões humanas. Vamos lá?

Os pacientes usam mecanismos de defesa para evitar o confronto com a verdade

Algumas das principais complicações da terapia decorrem de fatos muito simples sobre os seres humanos. Um dos mais elementares é que, de um modo geral, não gostamos de sentir emoções dolorosas e, se pudermos, evitamos. Desse modo, desejamos nos sentir positivos sobre nós mesmos e desejamos que os outros nos vejam da mesma forma.

Mas, na terapia, pede-se aos pacientes que se aprofundem nas partes mais emocionalmente dolorosas de sua psique e revelem as feridas mais graves e potencialmente pouco lisonjeiras que estão alojadas na mente. Isso contraria as duas tendências humanas sobre as quais comentamos acima.

Como resultado, muitos pacientes adotam mecanismos de defesa para tentar afastar a ameaça que a terapia parece representar. Para examinar a verdade oculta por essa defesa, os terapeutas precisam captar as pistas deixadas pelos pacientes. 

A terapia se endereça, principalmente, às perdas e à recuperação das conexões humanas

Embora o medo da morte possa parecer o maior temor de todos, pergunte a si mesmo: você escolheria permanecer vivo se tivesse que viver o resto de sua vida em um confinamento solitário?

A perspectiva da solidão a longo prazo é bastante assustadora – e a sua materialidade pode ser completamente insuportável. Segundo a autora, a falta de conexão humana é um dos problemas subjacentes mais comuns que levam os pacientes à terapia.

Portanto, forjar essa conexão com o terapeuta desempenha um papel crucial para trazê-los à tona novamente, ajudando-os a alcançar um local de cura. Durante uma sessão, paciente e terapeuta experimentam algo que está se tornando cada vez mais incomum no mundo atual: um longo e ininterrupto tempo de conversa íntima e “cara a cara”.

Ao longo de uma série de sessões, os pacientes são capazes de contar suas histórias e se sentirem compreendidos por seus terapeutas, que os ajudam a reescrever suas narrativas, de tal modo seja mais fácil se curar das feridas mais profundas e seguir adiante.

Notas finais

A maioria dos pacientes inicia uma terapia partindo de uma concepção incorreta dos problemas que os levaram a procurar por ajuda psicológica. Desse modo, muitos evitam confrontar a verdadeira natureza de seus problemas, lançando mão de narrativas falhas e variados mecanismos de defesa.

Não obstante, as questões mais profundas envolvem o medo da morte, do isolamento e/ou falta de propósitos, o que geralmente é associado à ausência de liberdade. Recuperar esse senso de liberdade perdido, portanto, é a chave da recuperação mental.

Infelizmente, porém, a resistência interna das pessoas à mudança torna isso difícil. Para superar essa resistência, é necessário apenas reconhecer e expressar as emoções que envolvem esses problemas.

Dica do 12’

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Quem escreveu o livro?

Lori Gottlieb é uma psicoterapeuta estadunidense, com formação acadêmica construída nas universidades de Yale e... (Leia mais)