Hábitos atômicos Resumo - James Clear

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Hábitos atômicos

Hábitos atômicos Resumo
Estilo de vida

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Atomic Habits: An Easy & Proven Way to Build Good Habits & Break Bad Ones

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-8550807560

Também disponível em audiobook

Resumo

Um pouco sobre o autor

James Clear começa o livro contando um fato pessoal que o levou a repensar hábitos, especialmente a forma de enxergar a vida. E ele vai longe, até o segundo ano do Ensino Médio.

Foi quando, por acidente, um colega acertou seu rosto com um bastão ao pegar impulso para dar uma tacada durante uma partida de beisebol. Clear conta que sequer lembra o momento do impacto, que foi forte e o deixou hospitalizado.

Seu rosto foi estatelado com tanta força que deixou o nariz esmagado, com um formato de U, segundo o autor. O tecido mole de seu cérebro chacoalhou dentro do crânio e ele ficou com a cabeça inteiramente inchada. 

Além do nariz quebrado, Clear teve várias fraturas no crânio e duas órbitas oculares estilhaçadas. Ao voltar a si, notou que havia uma quantidade razoável de pessoas o encarando e correndo para ajudá-lo, com manchas de sangue em suas roupas que o deixaram assustado. 

A gravidade foi tanta que ele não era capaz de informar em que ano estava, quem era o presidente dos Estados Unidos ou qual o nome de sua mãe. 

Desde então, Clear passou a repensar muitos hábitos em sua vida ao ter a exata noção do quanto tudo pode mudar em poucos segundos. O acidente aconteceu com ele, mas algo similar pode acontecer comigo, com você, com qualquer um de nós. 

O surpreendente poder dos hábitos atômicos

É comum subestimarmos o valor de pequenas melhorias diárias, dando uma desmedida importância apenas aos grandes momentos decisivos na vida. Achamos que um sucesso estrondoso requer uma ação também estrondosa, sem ter em mente que os pequenos hábitos vão construindo as grandes conquistas, como erguer um castelo exige dedicação a cada tijolinho ali encaixado. 

Para qualquer objetivo traçado por nós, é comum não darmos importância para os avanços de 1% em 1%, por ele não ser particularmente notável e até imperceptível. 

Mas vamos pensar em termos matemáticos? Se você ficar 1% melhor a cada dia durante um ano, acabará sendo 37 vezes melhor quando terminar aquele período. Mas se ficar 1% pior a cada dia durante um ano, o declínio te levará abaixo da estaca zero. 

Busque ser 1% melhor a cada dia, dedicando-se a esses pequenos hábitos e, no final de um período maior, verá o quanto você e sua vida mudaram. 

Para isso, é importante conhecer as quatro leis da mudança de comportamento, que lhe ajudam a entender como seus hábitos podem ser moldados e melhorados com seu esforço.

A 1ª lei da mudança de comportamento: torne seus hábitos claros

Nosso cérebro absorve de maneira contínua as diversas informações encontradas no entorno e lançadas por nós ao longo dos dias. 

Quando você experimenta algo repetidas vezes, o cérebro passa a perceber o que é importante de fato e classifica, detalhadamente, quais são os estímulos relevantes para chegar a um lugar desejado.

É como se seu cérebro codificasse todas as lições aprendidas por meio das suas experiências de vida. Mesmo que não sejamos capazes de explicar o que acabamos de aprender, ao longo do caminho o cérebro armazena tudo por lá, como se fosse um catálogo. 

Por isso, é fundamental deixar os hábitos claros para nosso cérebro, demonstrando para ele que aquela repetição não é por acaso, mas intencional. Assim, ele aprende e o coloca na lista de coisas a serem feitas, como um check-list de tarefas a cumprir.

A 2ª lei da mudança de comportamento: deixe seus hábitos atraentes

O cérebro de cada animal, incluindo o dos seres humanos, está pré-programado para certas regras de comportamento. Quando se depara com uma versão exagerada dessa programação, ele se ilumina e se sente superestimulado, como se visse a realidade de maneira aumentada. 

Estamos propensos a gostar de versões exageradas da realidade justamente por isso. Pegue por exemplo o vício em alimentos que estão longe de ser saudáveis, como lanches, refrigerantes ou outras porcarias. Elas representam uma versão aumentada da realidade satisfatória que é o ato de comer. 

Quando nos alimentamos com comidas mais saudáveis, não temos a mesma satisfação de sentir o barulho do crocante em nossa boca, ou mesmo aquela gordurinha escorrendo pelo rosto. 

Você precisa deixar seus hábitos, dos maiores aos menores, atraentes. Associá-los a algum costume antigo que lhe satisfaça exageradamente é uma boa estratégia para que o cérebro se acostume a eles, automatize-os e nunca os perca de vista em meio às repetições diárias. 

A 3ª lei da mudança de comportamento: seus hábitos precisam parecer fáceis

A única coisa que pode gerar resultados concretos é a ação. Nada melhora as coisas se não sair do campo das ideias, das planilhas e rabiscos do planejamento.

Para que seus hábitos pareçam fáceis, você precisa agir, colocando-os em prática, de forma que a repetição faça seu cérebro ser condicionado a entendê-los como algo fácil.

O hábito da repetição nos leva a abrir mão do excessivo planejamento, de tão automatizados que ficam os costumes dentro da cabeça. Uma parte considerável dos planos malsucedidos se dá em razão da ausência da prática. O adiamento contínuo leva o cérebro a ser condicionado a pensar no hábito como algo muito longe de ser alcançado, o que nem sempre é verdade.

Por outro lado, até as tarefas mais difíceis podem ser realizadas quando o cérebro se condiciona a elas. Faça, repita, habitue-se.

A 4ª lei da mudança de comportamento: seus hábitos precisam ser satisfatórios

Quando a experiência de repetir um mesmo comportamento se mostra satisfatória, os hábitos tendem a ser realizados de maneira automática, sem a necessidade de lembrar daquele hábito como uma tarefa.

É uma questão lógica sentir mais prazer em um comportamento satisfatório. Este prazer ensina seu cérebro a ver aquele hábito como um comportamento que traz bons resultados. 

Entenda seu hábito como algo que lhe trará uma recompensa e seu cérebro se portará de maneira a colocá-lo como prioridade ao longo do dia. 

Quanto tempo realmente leva para se criar um novo hábito?

Formar novos hábitos é um processo. E ele ocorre de maneira progressiva, com a repetição fazendo com que ele se torne automático, enraizado em seus afazeres cotidianos.

Quanto mais vezes você repete uma atividade, mais o cérebro passa a se habituar a ela, melhorando a forma de agir para que seja mais efetivo. É o que os neurocientistas chamam de potenciação de longa duração, relacionado ao fortalecimento das conexões entre os neurônios do cérebro com base nos padrões recentes de atividade. 

Cada vez que uma atividade é repetida, as células melhoram a comunicação entre si e as conexões neurais se fortalecem. Seu cérebro é o maior aliado na construção desses pequenos hábitos, que trarão resultados positivos em um futuro próximo. Entendê-lo é parte importante do processo da criação de novos hábitos, sejam pequenos ou grandes.

Como usar a gratificação instantânea a seu favor 

Para finalizar, é importante saber que cada novo pequeno hábito adquirido é uma pequena vitória e você deve se sentir bem-sucedido por incorporá-lo em sua vida.

Toda vez que sentimos o sucesso em nossas vidas, acreditamos, e com razão, que a mudança e os novos hábitos valeram a pena. 

Num mundo ideal, a recompensa por um bom hábito é o próprio hábito por si só. Mas, no mundo real, os bons hábitos só valem a pena depois que lhe proporcionam algo, como a sensação de sucesso, como uma recompensa qualquer.

Afinal, no começo da adoção de um novo costume, tudo é sacrifício. Pense nas vezes em que você tentou dar início a uma nova dieta ou a fazer exercícios na academia mais próxima de sua casa. É bem possível que em uma dessas incursões você tenha desistido por se sacrificar tanto e não ver resultados práticos em pouco tempo. 

Por isso, recompensas imediatas são essenciais para o sucesso na implementação de um novo hábito. Busque aplicá-las a você mesmo, de pouco em pouco, a cada novo hábito que se transformou em um costume entranhado entre os seus afazeres. 

O final de cada hábito precisa ser satisfatório, afinal foram a dedicação e o esforço que lhe levaram a esta mudança. 

Nosso cérebro tende a se recordar com maior facilidade do final de cada uma das atividades do que de seu começo. Por isso, a lembrança que fica é a da conquista e da recompensa.

Condicione seu cérebro a entender o novo hábito como algo que lhe traz presentes e recompensas para, assim, implementar com mais facilidade costumes que, a longo prazo, trarão benefícios inimagináveis para quem só pensa no agora.

Notas finais 

É comum o desejo de mudar não sair do campo das ideias e dos planos. Em Hábitos atômicos: Um Método Fácil e Comprovado de Criar Bons Hábitos e se Livrar dos Maus, James Clear demonstra o quanto é necessário partir para o campo da ação.

Cada pequeno hábito que colocamos em nosso dia a dia é importante, e as grandes mudanças não costumam acontecer de uma hora para outra, mas de pouquinho em pouquinho. 

Sabendo disso, não temos mais desculpas para reclamar das coisas como estão, sem fazer nada, inertes. O autor nos convida a quebrar a inércia e começar, de grão em grão, toda e qualquer mudança necessária e desejada por nós.

O que você está esperando?

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Para mudar de vez e eliminar os maus hábitos, a leitura do microbook O poder dos 5 segundos é um bom complemento, que traz um método simples de lidar mais tranquilamente com os problemas diários. 

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