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Estratégia Adaptativa

Estratégia Adaptativa Resumo
Carreira & Negócios

Este microbook é uma resenha crítica da obra: 

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 

Editora: Gente

Também disponível em audiobook

Resumo

Uma história recente 

Não faz muito tempo que começaram a ser realizados estudos sobre a estratégia para obter melhores resultados no mundo corporativo. Olhando em retrospecto, podemos observar que as primeiras bibliografias sobre esse tema não têm muito mais do que 40 anos. Em termos de pensamento científico metodológico, isso é bem pouco. 

Mesmo hoje, não há grande abundância de trabalhos mais acadêmicos para tratar da importância de seguir boas estratégias para conquistar o sucesso no mundo corporativo. Boa parte do conteúdo sobre esse segmento é fragmentado, tanto em livros quanto em palestras presenciais, e em menor profusão em teses acadêmicas.  

Mas o que é estratégia?

Antes de tudo precisamos destrinchar essa palavrinha mágica. Estratégia é um termo com origem grega. O significado literal de strategos é comandante de uma armada. Isso porque, no século 19, essa palavra era usada exclusivamente no contexto do ambiente militar. Nas guerras e batalhas, estratégias eram traçadas para definir as melhores maneiras de sufocar os inimigos, conquistar territórios e perder o menor número de soldados em combate.

Foi só depois da segunda metade do século 20 que a estratégia passou a ser trabalhada, estudada e destrinchada no ambiente empresarial. Você deve estar surpreso, né? Se hoje, não é possível pensar em sucesso corporativo sem atuar com boas estratégias, há menos de meio século ninguém nem tocava nesse assunto.

Bons gestores trabalham diariamente sabendo da importância de traçar as rotas, definir metas, delinear objetivos e seguir tudo com muita disciplina para atingir bons números e chamar atenção em meio à concorrência cada vez mais forte. Mas isso é recente. 

Até a metade do século passado, bom era quem apresentava bons números e resultados. Só. Não havia uma preocupação com projeções a médio e longo prazo, portanto, as mudanças eram mais difíceis de acontecer. Com um mundo digital, de mudanças tecnológicas acontecendo o tempo todo, é impossível pensar assim, né?

E essa mudança de paradigma demorou bastante para acontecer. Foi preciso que um economista arrojado se debruçasse no mundo corporativo para surgir uma nova forma de pensar a administração de empresas pelo mundo. 

E surge Michael Porter...

Até a primeira metade do século 20, pouco se falava na importância de ter uma forma de administrar companhias com maior organização, planos a curto, médio e longo prazo, observando os cenários futuros e projetando possíveis mudanças. Tudo isso é o cerne do que entendemos como estratégia. 

Foiaos poucos que se disseminou essa nova forma de pensar, segundo a qual não basta apenas produzir com eficiência e rapidez para se manter nos lugares mais altos do mundo corporativo. Bem devagar, começava a surgir e se espelhar uma nova visão. Segundo ela, era preciso mais do que exercer as próprias atividades com destaque para garantir vantagens competitivas sobre os concorrentes. 

Ninguém dava muita bola para isso. Se os números subiam, tudo bem. Existia uma lacuna no ambiente acadêmico. Não se encontravam teses, conceitos bem elaborados e textos científicos, destrinchando as demandas passadas, presentes e futuras do mercado executivo. Eram apenas as consultorias especializadas em cada setor que tratavam do assunto, sem uma atenção maior ao cenário global.  

Então, no final da década de 1970, um economista arrojado escolheu se debruçar no ambiente corporativo para desenvolver suas teses acadêmicas. Michael Porter era um jovem dando os primeiros passos na Harvard Business School. Por lá, decidiu por elaborar teorias sobre o mundo corporativo. Outros profissionais dedicados à gestão empresarial desacreditaram de um possível sucesso na missão ingrata. 

Mas Porter revolucionou o estudo sobre estratégia. Essa palavrinha passou a fazer parte do vocabulário do mundo empresarial como um mantra a ser seguido. Os maiores gestores do mundo passaram a entender como a existência das empresas que não pensavam em modelos estratégicos seria mais curta. 

O trabalho de Porter foi tão influente no mundo da gestão que até mesmo o doutorado que ele escreveu, sobre a competitividade dos mercados, usou como referência o trabalho revolucionário sobre a importância da estratégia no mundo corporativo. Na definição de Porter, estratégia é o ato de integrar o conjunto de atividades de uma empresa. 

Para ele, o sucesso da estratégia depende de se conseguir fazer muitas coisas bem e de saber integrar cada uma delas. Se não houver adaptação entre as atividades, não há estratégia distintiva nem sustentabilidade. Por fim, os resultados dependem da eficiência operacional, com a estratégia colocada em prática.

Décadas depois, alguém ousa questionar as palavras de Porter?

Mas o que é a estratégia adaptativa?

Toda vantagem competitiva é transitória num mundo tão disruptivo quanto o da era digital. Por isso, qualquer estratégia adotada precisa ser flexível, com a capacidade de ajudar a organização na tomada de decisões ágeis. É fundamental responder às movimentações cada vez mais rápidas e exigentes do mercado o mais rapidamente possível. 

É aí que entra a estratégia adaptativa. Este modelo de pensar os caminhos traçados para o futuro da empresa ocupa um lugar central. É o foco maior da companhia. Mas também está enraizado em todos os níveis hierárquicos e indivíduos da empresa.

Para exemplificar de um jeito bem simples e prático, pense num camaleão. Ele se transforma de acordo com o ambiente, mimetizando as características do lugar em que está, de maneira contínua, para que os caçadores não percebam a presença. A empresa que trabalha a estratégia adaptativa funciona como um camaleão. Ela vai se adaptando a cada ambiente, mas para ser vista e se manter competitiva. 

A estratégia adaptativa representa uma evolução daqueles primeiros conceitos de estratégia aplicados ao mundo empresarial. Sem desprezar os benefícios da eficiência operacional, esse novo modelo de pensar a gestão corporativa valoriza a visão de dinamismo para garantir a relevância do posicionamento para as organizações e do valor das competências essenciais. E, a partir daí, evolui para se adaptar ao ambiente atual, inserindo elementos mais adequados à realidade da economia atual. 

A estratégia adaptativa nada mais é do que um passo além dos ensinamentos de Michael Porter. Sem entender o básico sobre estratégia, é impossível aplicar o novo conceito no mundo corporativo. E sem colocar a estratégia adaptativa em prática no século 21, as chances de ficar para trás aumentam consideravelmente. 

Estratégia adaptativa colocada em prática

Para traçar uma boa estratégia adaptativa, é preciso trabalhar com dados, agilidade e cultura. Tudo de maneira integrada e simultânea. O cliente é o foco principal. É por causa dele que são realizadas contínuas inovações, em busca de melhores resultados. Na estratégia adaptativa, o cliente não é mero comprador, mas protagonista do processo, sendo ouvido e tendo o perfil analisado em cada etapa do trabalho até o produto final.

Estratégia adaptativa não é só um discurso bonito. É incluir o cliente noprocesso, como o centro de uma atividade que, mais que gerar bons resultados em vendas, cria novos valores para a companhia. Note empresas como Uber e Netflix, além de oferecerem um serviço de qualidade, têm uma imagem consolidada perante o público. 

Já reparou como nós nos sentimos muito à vontade ao interagir e dar palpites sobre o funcionamento dessas empresas? Você consegue imaginar isso acontecendo há duas décadas?

Uma boa estratégia adaptativa não apenas substitui o modelo clássico de gestão, nem mesmo é resumida a adotar uma equipe multidisciplinar com talentos em vários segmentos. Ela conecta todos os elementos da empresa. A interdependência é fundamental para uma boa estratégia adaptativa. Todos estão conectados, tanto sucesso quanto fracasso são resultados de um trabalho coletivo.

A importância da cultura organizacional na estratégia adaptativa

Não é fácil implementar a migração para uma estratégia adaptativa dentro de uma empresa. É preciso adotar novos elementos de forma prática. Afinal, esse processo é muito complexo e desafiador, porém necessário. 

Mesmo que a empresa tenha consciência da necessidade de mudanças, é muito mais fácil manter as coisas como estão do que trabalhar por novos e imprevisíveis caminhos. 

Por isso, antes de implementar esse novo modelo, é preciso fortalecer a cultura organizacional interna. É a única forma de solidificar uma nova forma de gerir. 

Para mexer naqueles conceitos estabelecidos há muitas décadas na companhia, em todos os níveis deve haver uma conscientização dos motivos para se adotar um caminho menos rígido e mais propenso a mudanças. Saber onde a empresa está, quais as mudanças que a atravessam e aonde se quer chegar precisa ser disseminado em todos os níveis de hierarquia. 

Para isso acontecer com sucesso, os funcionários precisam se sentir como parte de um todo, não como meras engrenagens de pouca utilidade. Todo o sistema de filosofia e crenças da empresa se transforma na adoção de uma estratégia adaptativa. 

E na sua empresa, a estratégia é flexível, adaptativa, ou estática, parada no tempo? 

Notas finais 

O mundo digital vem promovendo mudanças cada vez mais rápidas. E quem não se adapta a elas, inevitavelmente fica para trás da concorrência e acaba esquecido pelos clientes. A principal lição deixada por José Salibi Neto e Sandro Magaldi é que, cada vez mais, não basta pensar em estratégia com uma mentalidade estática. É preciso analisar cenários e adaptar-se às transformações correntes. Você não quer ficar para trás, né?

Dica do 12min

Ouça o microbook O que importa é seu resultado. Nele, você vai entender o quanto cenários externos, de mudanças, incertezas ou crises, precisam ser superados dia a dia. Afinal, no fim das contas os números não mentem e o seu desempenho precisa ser o melhor possível, mesmo quando as coisas não andam bem. 

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