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Do one thing different - resenha crítica

Do one thing different Resenha crítica
Autoajuda & Motivação

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Do one thing different

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-0-06-289050-4

Editora: William Morrow Paperbacks

Também disponível em audiobook, baixe agora:


Resenha crítica

Mude a execução do problema

Agir sempre do mesmo modo e, ainda assim, esperar resultados diferentes é, segundo o nosso autor, a definição de insanidade. Portanto, O'Hanlon enfatiza a necessidade de fazer coisas novas quando não estiver feliz ou obtendo o sucesso esperado.

Mudar a execução do problema que lhe aflige implica, inicialmente, em prestar atenção aos padrões repetitivos nos quais você está preso e alterar tudo o que puder. Basta observar como você age nas situações positivas e repetir esse comportamento em todas as demais ocasiões.

Altere os padrões

Prepare-se para adotar uma maneira radicalmente distinta de abordar a vida e solucionar os seus problemas. A abordagem do autor, em um primeiro instante, pode parecer simples. Talvez, você pense que os seus desafios são complexos para serem resolvidos com facilidade.

Mas, não há o que perder ao tentar, não é mesmo? O autor garante que, ao colocar em prática suas orientações, você descobrirá o poder dos “princípios de vida orientada para soluções” (conceito original de O'Hanlon). Nos últimos anos, esse método tem revolucionado o campo da psicoterapia.

A maioria dos profissionais da área considerava que as mudanças significativas na vida de seus pacientes demorariam anos para frutificar, sobretudo, quando se trata de problemas sérios e antigos.

No entanto, as diretrizes do autor demonstraram que as pessoas podem fazer mudanças significativas rapidamente, inclusive, ensinando outros terapeutas a tratarem melhor dos indivíduos sob os seus cuidados.

De modo geral, é necessário se concentrar no presente e no futuro, a fim de encontrar motivações para agir e mudar o seu ponto de vista. O passado é importante apenas no sentido de que nos influenciou e nos trouxe até aqui.

Deixá-lo determinar o que ocorrerá em sua vida é um grande erro. Por isso, é fundamental modificar os seus padrões de pensamento e conduta, principalmente, se eles estiverem lastreados em acontecimentos passados.

Faça o que funciona

Uma das formas mais rápidas de mudar os padrões consiste em encontrar algo que você já realiza e que, comprovadamente, funciona. Quando as suas ações não geram os resultados esperados, tente outra coisa, ou seja, algo que já deu certo anteriormente.

Essas soluções são fáceis, pois você já sabe como efetuá-las e, além disso, elas se encaixam em seu ambiente natural. Portanto, não são tão estranhas quanto as ideias ou soluções de terceiros (por melhores que sejam).

Um modo fácil e eficiente de resolver um determinado problema é identificar um exemplo em uma ocasião nas quais as coisas correram bem em relação ao desafio atual e, assim, começar a replicar deliberadamente as iniciativas que você empregou naquela circunstância.

Para reduzir a frequência de uma situação difícil ou apressar a sua superação, nosso autor recomenda usar certos aspectos do que ocorre quando a intensidade do desafio diminui.

Normalmente, isso demanda descobrir práticas controláveis que se sucederam espontaneamente quando o problema terminou e torná-las intencionais durante ocorrências futuras. Dito de outra forma, ao agir conscientemente, as soluções podem ser encontradas rapidamente.

Agora que chegamos à metade da leitura, vamos nos concentrar em alguns pontos centrais da abordagem de O'Hanlon, como a superação de problemas em suas experiências amorosas, o afastamento dos acontecimentos passados e, ainda, os princípios gerais de uma vida orientada para soluções.

Supere os problemas existentes em seu relacionamento amoroso ou conjugal

Uma maneira simples de resolver problemas no relacionamento envolve o uso do que O'Hanlon chama de “conversas acionáveis”, ou seja, palavras e frases que servem para descrever, e não explicar, analisar ou culpar. Há 3 formas de realizar uma conversa acionável:

  1.  Seja específico e descritivo acerca do que não gosta que a sua parceira ou parceiro esteja fazendo, evitando atribuir culpas ou analisar a personalidade do outro (ou outra);
  2.  Exponha claramente o que você gostaria que o outro ou outra começasse a fazer no presente e no futuro;
  3.  Deixe a sua parceira ou parceiro saber quais atos você aprecia e deseja que ele ou ela continue a praticar no futuro.

Se o seu casamento ou namoro está indo mal, tente mudar radicalmente o seu comportamento (obviamente, mantendo-se sempre ético e seguro). Se, geralmente, você não tem muito dinheiro, incentive seu parceiro ou parceira a comprar um presente extravagante para si mesmo.

Muitos homens simplesmente não se lembram das tarefas que precisam ser feitas em casa. Se este é o seu caso, surpreenda a sua companheira iniciando alguma atividade doméstica. É recomendável sair da rotina e, para tanto, você deve realizar algo inesperado e, se preciso, fora da sua zona de conforto.

Lembre-se: se continuar agindo igual, continuará obtendo os mesmos resultados. Logo, encontre um modo de surpreender o outro. O autor ressalta que, infelizmente, somos todos prisioneiros de nossos pontos de vista limitados e, assim, tendemos a pensar que os nossos valores representam a única forma correta de ver o mundo.

Essa característica se torna ainda mais evidente quando estamos nervosos, entristecidos, chateados ou perturbados. Sempre que se sentir infeliz, encontre outro modo de encarar a situação.

Pense nela a partir de outro ângulo. Por exemplo, como estaria pensando nesta situação se a outra pessoa fosse seu filho ou melhor amigo em vez de seu cônjuge ou parceiro?

Exorcize os fantasmas do passado

Desenvolver rituais ou hábitos regulares é outra orientação fundamental do nosso autor. Eles podem ajudar a criar estabilidade e conectar você com a sua vida ou com as pessoas que você ama.

Esse tipo de prática, portanto, pode ser qualquer ato repetido por conta própria que estabeleça uma conexão positiva consigo mesmo ou com os indivíduos que, de uma forma ou de outra, são importantes para você.

Evidentemente, não há uma fórmula única para todos: pode ser dar um passeio todas as noites, escrever em seu diário antes de dormir, ir ao cinema todos os sábados, ler a Bíblia uma noite por semana antes do jantar etc.

Nesse sentido, pense em quaisquer atividades que você pratica com regularidade, seja sozinho ou com um membro da sua família. Dadas as atuais condições de sua vida, qual ritual contínuo seria possível se comprometer a fazer no mês que vem?

Responsabilize-se por conversar (ou escrever) sobre os seus desafios pessoais. Depois que o mês acabar, faça um balanço para identificar se este ritual é adequado para você. Caso contrário, faça os ajustes necessários ou encontre outro.

Seja qual for o ritual que escolher, o mais importante é impedir que ele tenha alguma vinculação com os elementos negativos de seu passado. Afinal, as atividades que funcionavam antigamente já não se encaixam mais em sua vida, pois, com o passar do tempo você, certamente, se tornou uma pessoa completamente diferente da que costumava ser.

Princípios da “vida orientada para soluções”

É indispensável reconhecer os próprios sentimentos e, principalmente, evocar os aprendizados adquiridos pela experiência. Mas, nem o passado e, tampouco, as suas emoções, determinam automaticamente o que você faz agora ou realizará no futuro.

Dito de outra forma, tais elementos não o definem inteiramente, embora seja crucial que não os perca de vista. É melhor prestar atenção ao que funciona do que gastar muito tempo e energia analisando por que as coisas não dão certo ou o que há de errado com você.

Segundo o autor, o primeiro passo é relembrar o que funcionou no passado em circunstâncias semelhantes às que você enfrenta agora. Em seguida, examine o que continua repetindo em qualquer das seguintes áreas:

  • Ações e interações com os outros;
  • Quais assuntos monopolizam a sua atenção;
  • O que pensa ou diz a si mesmo (suas histórias de vida, desafios etc.).

Vale a pena reiterar o conselho fundamental de O'Hanlon: se não estiver dando certo, tente fazer tudo diferente. Mude os seus padrões e descubra se os problemas também mudam. Concentre-se no futuro que gostaria de ter, em vez de focar nos elementos desagradáveis do passado ou do presente. Fale e aja como se a condição almejada fosse possível e provável.

Nesse processo, seja minucioso a respeito de onde deseja chegar e o que fará quando atingir cada objetivo. Aceite e lide com as barreiras (reais ou imaginárias) que o impedem de progredir. Tome medidas para começar a se mover em direção às suas metas e a criar esse futuro.

Você pode usar a espiritualidade, que oferece maneiras de superar a rotina, as crenças limitantes e as preocupações egoístas, visando transcender e resolver os problemas. Evite as armadilhas representadas pela culpa e pelos rótulos sociais.

Se nada adiantar e os problemas continuarem se repetindo, mude os seus padrões de comportamento. Com efeito, uma pessoa pode transformar um relacionamento apenas alterando a sua parte no padrão interpessoal, ou seja, sem requerer mudanças do outro.

No campo da sexualidade, por exemplo, é crucial perceber que o que você sente e deseja não é ruim, errado ou anormal. Isso significa aceitar a sua própria libido e a dos outros. Comunique-se com seu parceiro de modo claro acerca das preferências de ambos, abstendo-se de criar rótulos ou culpabilizar um dos cônjuges.

Após implementar essas estratégias, ainda descobrir que está paralisado diante de algum desafio, utilize um dos rituais de resolução propostos pelo autor. Encontre um objeto simbólico que represente o problema não resolvido e faça algo que simbolize tê-lo fora de sua vida (como jogar fora, enterrar ou queimar).

Para se recuperar de um evento traumático ou evitar novas comoções, desenvolva rituais de conectividade e estabilidade, repetindo atividades que o ajudem a se conectar consigo mesmo e tornar a vida mais estável e previsível.

Notas finais

Em muitas ocasiões, as pessoas que estão passando por problemas, sejam quais forem, tendem a falar sobre os outros, a fim de justificarem para si mesmas que não é possível fazer melhor. Mude a sua história.

Isto é, fale acerca dos momentos nos quais este problema não estava presente em sua vida e o que você fazia neste período. Assuma o controle do que está sob o seu poder.

Embora seja impossível controlar outras pessoas, tenha em mente que você sempre pode mudar as suas próprias atitudes. Ao colocar isso em prática, os indivíduos à sua volta certamente perceberão a sua nova atitude e, consequentemente, agirão de modo diferente.

Dica do 12min

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Quem escreveu o livro?

Bill O'Hanlon, MS, é psicoterapeuta, autor e speaker.https: //en.wikipedia.org/wiki/Bill_O& ... nota Bibliotec... (Leia mais)