O risco que não tem nome nem imagem
No Departamento de Energia, cerca de metade do orçamento de 30 bilhões de dólares protege o arsenal nuclear e limpa resíduos radioativos da Guerra Fria. O primeiro Diretor de Risco da pasta, John MacWilliams, identificou ameaças concretas, mas o quinto risco — má gestão de projetos — é o mais traiçoeiro: sem imagem, sem urgência. Em Hanford, milhões de litros de lixo radioativo vazam de tanques subterrâneos, um projeto bilionário apelidado internamente de 'bilhões e tudo arruinado'.
Quando lealdade política substitui conhecimento técnico
O Departamento de Agricultura destina a maior parte de seus 164 bilhões de dólares a programas de nutrição, não a subsídios agrícolas. Servidores como Kevin Concannon simplificaram o acesso ao vale-refeição para milhões de crianças. Mas a nova gestão indicou um radialista sem formação científica para o cargo de cientista-chefe, enquanto lobistas e pessoas sem experiência assumiram áreas sensíveis. A subdivisão de Desenvolvimento Rural, um banco de 220 bilhões de dólares para regiões pobres, simplesmente sumiu do organograma oficial.
O apagamento silencioso dos dados públicos
A NOAA, parte do Departamento de Comércio, fornece gratuitamente dados meteorológicos que alimentaram negócios bilionários, como a The Climate Corporation, vendida por 1,1 bilhão de dólares. Ainda assim, Barry Myers, executivo da AccuWeather — empresa que tentou limitar o acesso público a esses dados e lucrou com alertas pagos durante o tornado de Moore — foi indicado para chefiar a agência. Paralelamente, relatórios do FBI sobre criminalidade e estatísticas da FEMA em Porto Rico simplesmente desapareceram, sem explicação.
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