Aprendizados Resumo - Gisele Bündchen

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Aprendizados

Aprendizados Resumo
Autoajuda & Motivação

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Aprendizados - Minha caminhada para uma vida com mais significado

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-465-0152-6

Também disponível em audiobook

Resumo

Disciplina

“A disciplina é mais que trabalho duro. É onde o processo se inicia.”(p.1) Para algumas pessoas, uma vida organizada e disciplinada é algo distante. Para Gisele, a dedicação sempre esteve presente, seja para tirar boas notas, seja para fazer seu melhor em uma campanha como modelo. Com uma rotina de trabalho árduo, chegar em casa e ler um bom livro era o suficiente diante de uma vida muitas vezes solitária. Ter clareza dos sonhos – de forma realista - passa a ser fundamental para persistir e ter a motivação necessária para chegar ao sucesso em qualquer profissão. Com clareza e foco é possível analisar que mudanças – na rotina, ambiente, pessoas etc – precisam ser feitas. E, para isso, é preciso dedicar tempo.

Com filhos pequenos, Gisele sentiu a necessidade de diminuir o ritmo de trabalho e focar sua energia para a família. Com uma rotina que inclui acordar entre 5h00 e 6h00 da manhã, hábitos que ajudam a equilibrar o corpo e a mente são essenciais – como meditar por 5 minutos antes de preparar o café da manhã dos filhos e levá-los à escola. Fazer exercícios logo de manhã é uma boa escolha para quem tem um dia agitado. Após o ritual diário, Gisele inicia o lado profissional. O mais importante neste processo é estar presente e criar momentos prazerosos ao longo do dia.

"Aos 23 anos, meu corpo estava entrando em colapso"

Essa rotina envolvendo cuidados e autoconhecimento não esteve sempre presente na vida de Gisele. A modelo lembra de épocas em que café e cigarro faziam parte de seus dias corridos, onde desfazer as malas não era uma opção. De um lugar a outro, Gisele trabalhava 350 dias por ano e pouco prestava atenção que estava em uma “rodinha de hamster” vivendo à base de estimulantes e calmantes.

Apesar de se manter distante de festas e drogas ilícitas, a vida centrada e disciplinada não foi suficiente para impedir que a rotina incessante e suas consequências se transformassem em ataques de pânico. Aos 23 anos, o medo que teve início dentro de um avião, passou a se manifestar de inúmeras formas. Metrôs, quartos de hotéis, elevadores, túneis, carros. Após 6 meses de crises, permanecer no próprio apartamento roubava-lhe o ar.

Por fim, as coisas chegaram a um ponto crítico. Era um fim de semana, e eu estava no meu apartamento em Nova York. Tinha marcado uma massagem para me ajudar a relaxar (...). (...) de repente, no meio da massagem, simplesmente não consegui mais ficar lá dentro. Não conseguia mais respirar. Dei uma desculpa, me levantei, enrolei a toalha no corpo e sai para o terraço. (...) . Havia a água e as luzes a distância e todo o ar de que eu precisava, mas ainda assim não conseguia respirar. Parecia que tudo na minha vida ia me matar. (...). Tudo tinha se tornado uma jaula. (p. 15)

Foi neste momento que entrou em contato com a ioga. As respirações, o relaxamento e a prática espiritual como um todo lhe devolveram a vida. Gisele passou a ter uma rotina pensada na sua saúde mental e física, envolvendo a eliminação do cigarro, do açúcar, de comidas pobres em nutrientes e acrescentando exercícios físicos prazerosos. Três meses depois, os ataques de pânico desapareceram e, com a ajuda da família, aos poucos foi retomando a alegria.

Família

Para Gisele, a família é o seu porto seguro. Com cinco irmãs, aprendeu a compartilhar, cuidar, ser responsável e tolerante. É onde palavras são ditas sem rodeios e com a sinceridade necessária. É ali que é possível perceber os reflexos de cada ação.

Gisele é uma mulher de muitas palavras, impaciente, intuitiva, emotiva. Ela reconhece que é a sua energia que dá o tom para a sua família, conseguindo encontrar um equilíbrio com o marido Tom – analítico, calmo, um homem de poucas palavras. É nas relações com as pessoas – sendo da família ou não – que o aprendizado e o autoconhecimento aparecem. Ao compartilhar amor, é provável que se receba amor.

O Poder das Palavras

Ter consciência de suas ações e escolhas durante o dia é uma prática que Gisele tenta manter, estando presente em todos os momentos e aproveitando cada experiência. Pensamentos positivos e negativos moldam a qualidade das mesmas.

Seguindo o mesmo princípio, palavras ofensivas e estereotipadas podem e devem ser entendidas como verdade somente para o ator das palavras. Nós decidimos o que fazer com palavras negativas ao nosso respeito. Sendo magra e, pelo menos 10 cm mais alta que seus colegas de aula, Gisele frequentemente era alvo de piadas maldosas referente à sua aparência. A situação a fazia sentir-se estranha, diferente e desengonçada. No mundo da moda não era tão diferente:

(...)ouvi as palavras de uma editora de moda em um dos meus primeiros castings: ela nunca vai ser capa da minha revista. Os olhos dela são pequenos demais e o nariz é muito grande para o rosto. Fiquei tão triste e naquele mesmo dia liguei para o meu pai (...). Ele disse: da próxima vez que alguém te falar isso diga para eles eu tenho uma grande personalidade também"

Hoje, passa para seus filhos a importância em entender insultos vazios como uma fraqueza de quem pronuncia palavras maldosas. O autoconhecimento é essencial para diferenciar críticas construtivas das ofensivas.

A meditação ajudou Gisele a encontrar a sua voz interior. Não aquela que fala o que os outros querem, o que os pais querem ou o que a sociedade impõe. Mas aquela recheada de saber sobre nós mesmos que conduzirá escolhas que vão ao encontro dos nossos valores, princípios e vontades verdadeiras.

“Onde você focar sua atenção, é onde colherá resultados”

Ao acreditar que algo é verdade, mais perto este algo está de se tornar verdade. É importante termos cuidado onde colocar nossa atenção, iniciando com nossos próprios pensamentos. Se temos uma opinião desfavorável ao nosso próprio respeito, essa opinião irá influenciar negativamente em nossas interações. Irá sabotar sonhos, desviar o foco e limitar nossas realizações. Pensamentos que envolvem confiança irão impactar positivamente nas situações.

(...) a menina que finalmente surgiu na passarela não era ninguém que eu conhecia, ela era muito mais confiante e forte que eu. Poucos minutos antes, eu chorava tanto que as lágrimas estavam borrando toda a maquiagem. Eu era uma boa menina. Era meio moleque. Era alguém que sentia vergonha de ter seios grandes desde a puberdade. Eu era a garota que morria de medo de que a família ficasse com vergonha e que nunca mais falasse com ela. (p.10)

Primeiro é preciso almejar algo. Quanto mais você pensa em algo, mais fortes se tornam os pensamentos, que acabam se transformando em crenças. É preciso driblar os medos e sair da zona de conforto para encontrar oportunidades únicas.

Conexão com a natureza

Por ter crescido em uma cidade pequena, Gisele se acostumou não só com a natureza ao seu redor, mas em vivenciá-la como provedora de vidas. Seus avós plantavam seu próprio alimento e ensinaram todo o processo e dedicação que envolve o ciclo natural dos alimentos.

Essa conexão com a natureza acompanhou Gisele desde cedo, a possibilitando recarregar as energias ao pisar na areia, sentir a água do mar ou ouvir os pássaros cantarem. Para a modelo, a natureza é Deus. Seguindo seus valores, criou e apoiou inúmeros projetos envolvendo a recuperação de áreas verdes, a preservação da Amazônia e dos grupos indígenas nela estabelecidos. Junto com seu pai, criou o projeto Água limpa, responsável por reflorestar as margens e recuperar a mata nativa do rio de Horizontina. Este movimento em prol do meio ambiente resultou no convite da ONU para que fosse a Embaixadora da Boa Vontade. Além disso, seus esforços foram reconhecidos pela Universidade de Harvard.

Essa busca pelo natural fez Gisele tomar a decisão de ter seus dois filhos em casa, junto com uma parteira, seu marido e sua mãe. A escolha parecia certa e se mostrou a mais adequada para a conexão que ela pretendia.

Quando o Benny chegou, senti, e não pela primeira vez, que, de alguma forma, estava fora do meu corpo vivenciando aquele momento de duas perspectivas diferentes. Podia me ver na banheira, como se estivesse assistindo um filme, testemunhando tudo de cima, simultaneamente sentindo uma onda de energia enquanto continuava a respirar. Estava vendo meu filho nascer de cima e, ao mesmo tempo, totalmente imersa na experiência de dar a luz. (p. 24)

Depois das crises de pânico, Gisele passou a prestar atenção à sua alimentação e em como seu corpo reagia diante de cada alimento. Passou a priorizar orgânicos, frutas e verduras da estação e grão integrais. Em contrapartida, passou a evitar açúcares, carne em demasia e álcool. Em sua casa, toda a família segue a mesma alimentação saudável pensando no bem-estar do corpo e da mente. É importante prestar atenção no que se come e no estado emocional enquanto se come. Logo, ao comer com ansiedade, essa ansiedade será ingerida.

“Não há um jeito certo para viver”

A possibilidade de viajar para inúmeros lugares e conhecer diversas culturas fez com que Gisele se interessasse cada vez mais por conhecimentos envolvendo a espiritualidade e a filosofia. Fascinada por hábitos dos tempos antigos, mergulhou nos mundos dos egípcios e maias, assim como abriu seu coração para a meditação, ioga, taoísmo.

Com isso, juntou ferramentas para se autoconhecer, encontrar, cada vez mais, o equilíbrio entre amor e poder, força e sensibilidade, agir e ouvir, energia feminina e masculina.

Mas porque estamos aqui se não para vivenciar o que é ser humano em sua totalidade – tanto nossa energia feminina quanto masculina? Você acha que é de se admirar o fato de a ioga atrair tantas mulheres que, tendo em mente o que ouviam, quando pequenas, que deviam cobrir o corpo e calar a voz, agora estendem os braços na postura do guerreiro? Ao longo da vida, homens e mulheres dão e recebem, lideram e seguem, dão ordens e as cumprem. Se não somos capazes de descobrir como unir essas duas energias, ficamos incompletos e desequilibrados, o que pode levar a todo o tipo de comportamento negativo. (p. 8)

É preciso compreender o momento de agir e o de repensar suas opções. Dar prioridade para o que realmente importa. Foi pensando nessas escolhas que, após a chegada do seu primeiro filho, Gisele trocou Manhattan por Boston.

Não conhecia ninguém em Boston e morar lá tornava mais difícil o meu trabalho, mas estava apaixonada pelo Tom e queria fazer nosso casamento dar certo. Então, aquilo que tinha me esforçado tanto para conquistar, o que eu havia feito desde os 14 anos de idade, precisou ficar em segundo plano. (p.16)

Viver em um vale

Hoje, Gisele enxerga sua família como prioridade, a fazendo assumir uma vida mais calma profissionalmente. Metaforicamente, entende que está em um vale. Já subiu ao topo da montanha, enxergou longe e percebeu o momento de descer, para um local mais calmo. Ainda é possível subir a montanha – quando viaja para cumprir contratos ou quando se dedica a causas importantes – para depois voltar ao seu refúgio. Como consequência, recusa a maior parte dos trabalhos como modelo por motivos de: a) Benny ou Vivi estão com uma tosse que não passa b) seu enteado Jack vai visitá-los c) seu marido Tom tem um jogo importante, entre outros contratempos.

Escolheu desacelerar e essa escolha foi exclusivamente sua, consciente dos seus desejos, sonhos e realizações; ao mesmo tempo em que se preparava, aos poucos, para a nova subida ao topo da montanha.

Dica do 12min

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Quem escreveu o livro?

Gisele é uma mulher confiante, que é rosto da Dolce & Gabbana, Versace, Dior, Valentino, Chloé, Prada e outras marcas. Se portando exatamente da forma que os fotógrafos precisam, Gisele Bündchen divide... (Leia mais)