A Coragem de Não Agradar Resumo - Ichiro Kishimi

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A Coragem de Não Agradar

A Coragem de Não Agradar Resumo
Autoajuda & Motivação

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Kirawareru Yuki

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-431-0570-3

Também disponível em audiobook

Resumo

A necessidade de aprovação alheia pode ser uma maldição para diversas pessoas. No livro "A Coragem de Não Agradar" vemos diversos conselhos e dicas que ajudam os leitores a desconstruir essa necessidade, permitindo que sejamos quem realmente somos, mesmo que a baixa autoestima e os complexos de inferioridade tentem atacar. É o uso da filosofia em prol da melhor qualidade de vida.

Se tem interesse em desconstruir a ideia de que precisa agradar aos que lhe cercam, ou mesmo se quer passar a ter uma melhor qualidade de vida, este livro é mais que recomendado para você.

Ichiro Kishimi e Fumitake Koga são os autores deste livro. Ishimo Kishimi é especialista em filosofia, e trabalha na Direção da "Japanese Society of Adlerian Psycology". Fumitake Koga já ganhou diversos prêmios por livros de sua autoria, assim como segue diversos grandes nomes da filosofia nos seus estudos atuais, como os de Jung e Freud. Quer entender mais sobre o que esses autores têm a falar? Mergulhe neste livro pelos próximos 12 minutos.

A mudança sempre será uma possibilidade real

Se, um belo dia, você soubesse que há uma pessoa reclusa morando do outro lado de sua rua, passando a vida toda isolada do mundo exterior, provavelmente chegaria a algumas conclusões precipitadas.

Você, talvez, presumiria que o indivíduo que vive assim lida com muitos traumas. Afinal, isso explicaria por que os reclusos permanecem indefinidamente nesse estado de isolamento.

Todavia, suposições como essas realmente nascem da crença de que as experiências passadas têm um grande impacto em nossos comportamentos futuros. Elas, geralmente, baseiam-se em conceitos populares da psicologia humana, segundo os quais, tudo está, de algum modo, enraizado nos traumas.

Um bom exemplo dessas suposições pode ser encontrado na criança que sofreu bullying na escola ou em casa, transpondo esse trauma para a sua vida adulta. Tal concepção funciona, também, no sentido oposto: quando vemos uma criança muito mimada, logo concluímos que ela será um adulto terrível, incapaz de enfrentar as realidades do mundo.

Essa forma de pensar indica que todos os nossos problemas psicológicos estão, de alguma forma, enraizados em nosso passado.

Na verdade, porém, esse tipo de pensamento determinístico explica, somente, as vivências dos animais irracionais. Todos somos livres para decidir nosso próprio futuro e, assim, fazer o que quisermos.

Foi assim que Alfred Adler, psicólogo austríaco, encarou a psique humana. Segundo ele, não somos forçados a nos definir pelos traumas do passado.

Nem todas as crianças que sofreram abusos ou intimidações se tornaram adultos incapazes de se integrar à sociedade. As teorias de Adler sugerem que pode haver uma explicação diferente.

Voltemos ao exemplo do vizinho recluso que decidiu nunca sair de casa. E se ele escolhesse o isolamento porque era isso o que desejava fazer? Sua ansiedade pode ter sido desencadeada pelo desejo de estar dentro de casa.

Dito de outra forma, os nossos problemas psicológicos não são corrigíveis, mas, suas razões podem mudar e sempre teremos a liberdade de fazer as coisas de maneira diferente.

Todavia, isso não significa que é fácil reconhecer quando e como mudar de perspectiva.

A dificuldade de mudar os próprios pontos de vista

Encontramos todos os tipos de personagens em nossos círculos sociais. A maneira mais simples de fazer uma distinção consiste em classificá-los em pessimistas e otimistas.

Uma vez que estamos bem familiarizados com eles, tendemos a pensar que as personalidades dos indivíduos são fixas e invariáveis, funcionando rigidamente de uma forma ou de outra. Trata-se, em suma, de um exemplo perfeito do que a psicologia tradicional nos faz acreditar.

Não importa se estamos nos sentindo felizes, alegres ou mal-humorados: na maioria das vezes, nos convencemos de que há um número limitado de categorias nas quais todos se encaixam.

Não obstante, a psicologia de Alfred Adler adota uma abordagem muito distinta. O psicólogo austríaco utiliza o termo “estilo de vida” para descrever aquilo que a psicologia tradicional chama de “personalidade”.

Ao alterar a terminologia, Adler destaca o fato de que o humor não é algo fixo e, portanto, não pode se enquadrar em categorias. Com efeito, o nosso humor é apenas um reflexo da forma pela qual vemos o mundo à nossa volta. Sempre que adotamos uma visão negativa do mundo, tendemos naturalmente a nos tornar pessimistas.

Segundo as teorias da psicologia adleriana, começamos a escolher nossas visões de mundo e estilos de vida por volta dos dez anos de idade. Ademais, as decisões que tomamos são baseadas apenas em nossas experiências de vida anteriores e atuais, podendo ser tanto negativas quanto positivas.

Entretanto, quando se trata de modificar as nossas visões de mundo, somos, ainda que de modo inconsciente, extremamente intransigentes. Reflita sobre todas as pessoas que conhece e que dedicam muito tempo falando sobre a própria infelicidade e em como desejavam que as coisas fossem diferentes.

Nosso primeiro instinto será pensar que eles desejam que as coisas mudem quando, provavelmente, isso não é verdade. De acordo com Adler, se essas pessoas infelizes realmente quisessem que as coisas mudassem, já teriam feito alguma coisa.

Agora que chegamos à metade do livro, é imprescindível efetuar uma profunda reflexão, voltada a identificar se, em alguns momentos, nós mesmos não agimos dessa forma.

A despeito do fato de que muitos indivíduos se encontram em situações francamente detestáveis, eles não mudam nada porque a familiaridade é uma grande fonte de conforto. As mudanças, por outro lado, podem gerar desconfortos intensos.  Assim, nem todos têm a coragem necessária para correr esse risco.

Para promover mudanças reais, é preciso estar disposto a enfrentar o desconhecido e aceitar os próprios erros. Para ilustrar, os autores mencionam os solteirões infelizes. Essas pessoas estão sozinhas há anos e gostariam muito de ter uma parceira, mas não conseguem reunir a coragem necessária para sair de casa, encarar o mundo e conhecer gente nova.

Uma vez que, até mesmo, a socialização representa um gigantesco desafio para tais indivíduos, imagine os desafios inerentes a começar um namoro! Para Kishimi e Koga, os solteirões encontram-se nessa situação porque se permitiram ficar extremamente confortáveis com sua infelicidade e estilo de vida solitário.

Afinal, é bem mais fácil resolver problemas com os quais se está familiarizado do que se expor às feridas causadas por circunstâncias inesperadas. Além dos homens e mulheres solitários, a outra face dessa mesma moeda indica as pessoas cujo ego parecem não caber dentro de si mesmas.

A inutilidade dos egos inflados

Ao longa da última década, sentimentos como isolamento e solidão tornaram-se cada vez mais comuns. As pessoas sentem que estão sendo excluídas do convívio social quando, na realidade, todos fazemos parte de uma grande comunidade.

Adolf Adler afirmava que integrar uma comunidade é extremamente relevante para os seres humanos. Isso não surpreende, porém, o célebre psicólogo leva o conceito ainda mais longe, defendendo a noção de comunidade global.

Para ele, a comunidade não é formada pelas pessoas que conhecemos ou que vivem em nosso bairro, mas, ao contrário, abrange todos e tudo: quaisquer minerais, plantas, animais ou humanos e todos os seres do universo!

Sua ideia central é que nós, como seres humanos, devemos ser capazes de encontrar felicidade e satisfação ao nos tornarmos uma parte valiosa dessa comunidade massiva. Assim que percebermos qual é o nosso papel nessa gigantesca comunidade, começaremos a nos comportar e a pensar de maneira diferente.

A partir dessa profunda conscientização, começaremos a nos preocupar mais com as coisas ao nosso redor e a nos preocupar menos com problemas menores e questões secundárias.

Ao nos darmos conta de que as coisas não giram em torno de nós e não somos o centro do universo, nossas atitudes mudarão para melhor e nossa visão de mundo se tornará, necessariamente, mais positiva.

Obviamente, temos o instinto natural de nos vermos como protagonistas de nossas próprias vidas, mas, quando começamos a pensar que somos maiores do que isso, tudo passa a ficar fora de controle.

Se, por exemplo, pensarmos que somos as majestades reais da expansão cósmica, nossas interações com outros indivíduos se tornarão mutuamente prejudiciais, negativas e sem nenhuma reciprocidade.

Esse tipo de atitude leva a uma vida de frustração, pois ninguém é tão importante assim e um ego altamente inflado será quase impossível de satisfazer. É por isso que os autores insistem na necessidade de mudar as nossas perspectivas.

Pensar em tudo aquilo que o mundo pode nos dar é uma atitude insalubre. Essas expectativas não nos levarão a lugar algum. Por outro lado, pensar em todas as coisas maravilhosas que estão ao nosso alcance melhorará, significativamente, as nossas vidas e a de todos aqueles que estão próximos a nós.

Notas finais

Muitas pessoas creem firmemente que as únicas formas de alcançar o sucesso são esforçar-se e fazer planos estratégicos. Elas imaginam, por exemplo, que os grandes artistas passaram por todo esse processo. No entanto, a vida se torna muito mais agradável quando nos permitimos desfrutar de cada momento.

Embora seja excelente ter o sonho de se tornar um grande artista ou um profissional de renome, adiar e sacrificar toda a sua vida para alcançar esse único objetivo pode deixá-lo muito infeliz.

A sugestão final de nossos autores, portanto, reforça a necessidade de praticar a sua arte ou ofício livremente, aproveitando ao máximo cada momento vivido. Desse modo, você atingirá o sucesso diariamente e aprenderá a mudar os seus pontos de vista em prol de uma vida mais significativa e, sobretudo, feliz.

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