Webwriting Resumo - Bruno Rodrigues

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Webwriting

Webwriting Resumo
Marketing & Vendas

Este microbook é uma resenha crítica da obra: 

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 85-7251-552-6

Também disponível em audiobook

Resumo

A internet e os seus meios de comunicação específicos modificaram a forma que falamos e produzimos conteúdo. É inegável que a forma que lemos na internet é diferente da que o fazemos no mundo real. Por isso, saber escrever para a internet (Web Writing) é essencial. Neste livro, aprendemos tudo sobre a redação online e os princípios poderosos que podem ser utilizados por aqui.

Se você é um profissional de redação para a internet, ou se deseja tornar-se um, este livro é mais que recomendado para você. Ideal para ser lido em momentos de concentração, preferencialmente em casa.

Bruno Rodrigues, o autor deste livro, é um especialista em Comunicação, e produtor de conteúdo online. Grande estudioso da Experiência do Cliente, Bruno Rodrigues consegue passar, da melhor forma possível, tudo o que sabe a respeito da redação para a internet. Aprenda com ele nos próximos 12 minutos!

Introdução

A primeira revelação deste livro é que nada nele irá ensiná-lo a escrever para a mídia digital. Entenda, a escrita é uma atividade que deve ser desenvolvida diariamente. Não é algo que pode ser aprendido do dia para a noite. Então, se você quer aprender a dominar o texto online, a primeira dica é começar a escrever.

Mas então, para que serve este livro? Será apresentado um conjunto de técnicas para a melhor distribuição de conteúdos digitais. Você aprenderá como pensar o conteúdo em ambientes digitais além de algumas dicas preciosas para o dia a dia do redator de web.

Os Primeiros Passos

A primeira dica do livro veio do avô do autor. Mas o que um redator de reclames da década de 30 poderia nos ensinar? A recomendação é que quando temos um espaço reduzido devemos escrever pouco e objetivamente, sendo o mais persuasivo possível. Não há receita de bolo. Não há regras imutáveis gravadas na pedra.

Muitos webwriters possuem experiência em Comunicação. Alguns são jornalistas, outros publicitários e alguns profissionais de relações públicas com vivência em assessoria de imprensa. Todas essas especialidades podem colaborar com o texto online, pois webwriting não é uma linguagem nem publicitária nem jornalística, é uma mistura das duas.

Fisgando os leitores

Todo texto busca persuadir seu leitor de algo. Seja a venda de um produto, a promoção de uma pessoa, a interpretação de algum fato ou a divulgação de uma ideia.  Não é diferente com o webwriting. Vejamos portanto algumas dicas para textos persuasivos:

  • Credibilidade: se você perder isso, você perdeu tudo. Tenha cuidado com o que está fazendo em seu site. Seja sempre honesto com seus visitantes e fuja das artimanhas desleais para aumentar sua visitação;
  • Honestidade: jogue limpo. Por mais sombria que seja a realidade, se houver pontos negativos que precisam ser conhecidos tenha certeza de incluir isso no seu texto. Seja sutil, se algo está errado mostre a razão e o que está sendo feito para corrigir o problema. Mostre os dados completos, não importa a maneira como você irá formatá-los;
  • Emoção: não foque apenas no lado racional, use e abuse das emoções. Não tenha medo se parecer sentimental demais pois no fundo, o leitor quer ser seduzido pelo texto que escolheu ler;
  • Retorno: o famoso feedback. Peça a opinião do leitor. Ele se sentirá valorizado e  poderá abrir um canal precioso de comunicação com você.

Os três mandamentos do webwriting

Após muita pesquisa e experiência, o autor do livro sugere que um bom texto online respeite o que chamou de os três mandamentos do webwriting: objetividade, navegabilidade e visibilidade.

Objetividade

Respeite o tempo do seu leitor e vá direto ao assunto. A internet não é como um livro em que o leitor está disposto a ser envolvido por uma redação. Muito pelo contrário, na web procuramos informações específicas. Seja bastante direto e se necessário, use links caso precise desenvolver tópicos que considere úteis aos seus visitantes.

Visibilidade

Uma das missões do webwriter é deixar as informações principais sempre visíveis. A verdade é que todas as informações simplesmente não cabem em uma única página. Para isso, existe um imenso arsenal de recursos que devem ser conhecidos, tais como os menus, os botões e os conteúdos relacionados.

Navegabilidade

Aprenda com os guias de turismo. Permita que seus leitores cheguem com rapidez as informações que procuram. Evite levá-lo por caminhos indesejáveis e sempre que possível sugira algum atalho.

Vamos ver agora mais detalhes sobre cada um desses princípios.

Primeiro Princípio: Objetividade

O redator da internet deve evitar as tentações de ser pomposo ou prolixo demais. Você não está escrevendo para mostrar como escreve bem e sim para servir ao seu visitante. Passe as informações sem rodeios.

Um bom limite para se ter em mente é o de não ultrapassar vinte linhas em cada texto. Esta é uma média ponderada da expectativa dos visitantes. Entretanto, cada caso é um caso.

Mas não confunda objetividade com simples textos curtos. Da mesma forma que um livro imenso não é necessariamente um livro bom, um texto de internet curto não é necessariamente um texto adequado. A linha do equilíbrio é o desejo do leitor. Pense como se fosse o leitor no momento da leitura. Ele está motivado e desejoso das informações que você precisa passar? Se a resposta for positiva, não tenha medo de colocar as informações na tela.

Mas se o seu texto precisa ter mais de 20 linhas, considere quebrar ele em tópicos, subtítulos e links. Links são particularmente bons porque o internauta navega por eles apenas se quiser, caso contrário continuará no texto inicial.

Segundo Princípio: Visibilidade

O excesso de informação é um perigo constante. Uma home carregada demais é sempre um convite para o internauta sair e não voltar. Esse é um fato psicológico. Quando somos expostos a diversas escolhas, muitas vezes optamos por não escolher nada.

Os visitantes querem ser seduzidos pelo seu site como  quem vai passear em um shopping quer ser seduzido pelas vitrines. E da mesma forma que existe toda uma técnica de vitrinismo, os sites também devem direcionar a atenção do leitor para os produtos certos. Isso envolve uma decisão estratégica de quais são as informações realmente prioritárias.

Nesse aspecto, o webwritter deve trabalhar em conjunto do arquiteto da informação, ou mesmo desenvolver algumas de suas competências. Lembre-se que seu site não é uma árvore de Natal onde podemos pendurar quilos e quilos de enfeites em forma de conteúdo.

Terceiro Princípio: Navegabilidade

Para o redator, navegabilidade tem haver principalmente com o uso de links. A boa utilização desta que é a principal ferramenta do hipertexto, é essencial para que tudo dê certo. Mas uso de links no texto requer alguns cuidados:

  • Evite o uso excessivo de links. Seu texto não deve ser uma estrada repleta de atalhos e saídas;
  • Evite links nas primeiras linhas, este é o lugar onde você deve se concentrar em apresentar a principal informação que deseja passar;
  • Evite na medida do possivel usar links para sites externos dentro do seu próprio seu site. O leitor pode nunca mais voltar.

Aspectos do webwriting

Existem algumas disciplinas que enriquecem muito o leque de possibilidades de um redator de textos digitais. Vamos conhecer algumas delas:

  • Arquitetura da Informação: é a ciência de pensar, planejar e organizar o conteúdo;
  • Design: é a arte de propor uma boa e convidativa programação visual;
  • Tecnologia: o domínio de alguns recursos tecnológicos são essenciais, como uma boa base de HTML, por exemplo;
  • Criatividade: a redação online precisa ser criativa para se destacar e encantar o leitor;
  • Ortografia: os internautas são severos quanto a erros de ortografia e um deslize pode tirar toda a credibilidade do seu texto;
  • Estilo: é a forma com a qual o seu público alvo deve ser abordado.

Preciso conhecer HTML?

HTML significa HyperText Markup Language e é a linguagem de programação básica por trás de toda a web.  Mas será que é realmente necessário para o webwritter conhecer essa linguagem? A verdade é que hoje está cada vez mais comum a possibilidade de se publicar textos em blogs, sites e redes sociais sem sequer saber sobre os códigos que existem por trás. Entretanto, um conhecimento de HTML pode ser um bom diferencial para o redator. Além disso, é importante saber o que um código pode oferecer em termos de recursos para enriquecer aquilo que será oferecido ao seu leitor. Então sim, aprenda um pouco de HTML.

Designer, o parceiro do Webwritter

Ao contrário de outras formas de redação, um redator de sites não trabalha isoladamente.  O webwritter deve aprender a trabalhar em parceria com o designer em um objetivo em comum de atrair internautas e mantê-los em sua página. Podemos dizer que 50% da missão de fisgar um leitor cabe a programação visual e outros 50% ao texto em si. É por essa razão que em muitas empresas, esses dois profissionais recebem o nome de dupla de criação.

Jornalismo online

O autor ressalta que todo webwritter acaba ficando um pouco esquizofrênico. Isso porque na busca por trabalho acaba tendo que desenvolver duas posturas diferentes: a de redator empresarial e a de jornalista online.

O texto empresarial possui um objetivo claro de vender uma empresa, produto ou ideia. Já o jornalista online tem a missão tradicional do jornalismo, que é informar. O texto empresarial tem regras e tempo certo. O jornalismo online não tem tempo e nem as mesmas limitações. Por fim, o texto empresarial precisa e deve ser criativo ao passo que o jornalismo online tem raras oportunidades de criatividade devendo se focar em sua missão de informar.

Textos para intranet

Além de sites que populam a rede mundial de computadores, vez ou outra, todo webwritter com um certo tempo de carreira terá que escrever também para intranets e portais corporativos. Neste caso, estamos lidando com um ambiente fechado que pode ter sua própria lógica e suas próprias regras. Todavia, ainda assim podemos delinear algumas dicas preciosas para a redação em intranets:

  • House-Organs:  em vez de reinventar a roda, foque no ponto principal que é saber falar a língua da empresa, seus termos exatos e nomes apropriados. Para isso, nada melhor do que consultar o house-organ em questão;
  • Fale várias línguas:  lembre-se que cada área ou departamento tem sua forma de se comunicar. É importante que você os conheça muito bem. Considere estes estilos como se fossem dialetos dentro do guarda-chuva linguístico da organização;
  • Saiba se adaptar: lembre-se que muito do que você aprender sobre webwritting de sites também servirá na intranet. Saiba reconhecer o terreno e adaptar suas habilidades a esse novo contexto.

Escrevendo para newsletters

Outra demanda comum dentro das empresas é a redação de boletins empresariais. Aqui, o redator terá dois caminhos a seguir. No caminho informativo, ele deve saber falar sobre os produtos e serviços da empresa mas sem ser visto como uma peça vendedora de publicidade. Já no caminho da divulgação, o foco total é na persuasão e no texto publicitário. O maior erro que o webwritter pode cometer, é oferecer um tipo de texto quando na verdade, seu cliente precisava de outro. Informe-se com antecedência para evitar mal entendidos.

Definindo alguns termos

No mundo da redação online surgiram alguns termos que nunca foram usados antes. Esses termos merecem certa atenção, principalmente em um mercado cada vez mais competitivos. Por exemplo, devemos escrever internet com letras maiúsculas como e fosse um nome próprio ou minúsculas? O autor sugere que se use sempre a versão com letras minúsculas.

Outro exemplo, como se escreve online? Tudo junto, separado ou com hífen? Nesse caso, todas as opções podem ser usadas. Além disso, o autor sugere que o termo “digital” seja usado para contextos genéricos como quando se fala da tecnologia como um todo e não a um artigo ou imagem em particular.

Como conseguir um bom emprego em webwritting

Algumas empresas não entendem ainda a importância de se trabalhar o texto digital de forma especial. Muitas acreditam que qualquer texto serve, qualquer profissional serve. Se você quer ingressar nesta carreira, será sua missão convencê-las do contrário. Aqui vão cinco dicas preciosas para ajudar você nessa tarefa:

  • Seja um vendedor: exercite sua persuasão. Tenha paciência, e insista. Muitas vezes, você estará oferecendo um serviço que as pessoas nem sabem que precisam;
  • Coloque no papel: coloque em texto, até para ficar claro para você a definição de webwritting, sua visão sobre o assunto e principalmente quais os benefícios que isso pode trazer para um site e uma empresa;
  • Tenha um portfólio: se você ainda não tem algo para mostrar, crie uma página como exemplo do seu trabalho. Este é um investimento que vale a pena;
  • Mostre a concorrência: dê alguns exemplos de empresas que se beneficiaram de um bom texto;
  • Lembre do jornalismo: apresente o webwritting como um prolongamento do jornalismo e outras áreas da Comunicação. Algumas empresas resistentes e mais antigas, precisam saber que por trás do seu domínio tecnológico, ainda existe um coração com uma máquina de escrever.

Existem vários espaços no mercado da redação online onde você pode procurar uma posição, incluindo jornais online, revistas online,empresas, produtoras, redes de televisão, provedores de acesso, startups, entre outros.

Um mercado aberto

O mercado de trabalho da redação para internet é bastante aberto. Não existe uma proteção para quem vem do campo do jornalismo. A verdade é que escrever para internet é algo que qualquer pessoa pode fazer. Essa liberdade e acessibilidade faz parte da própria natureza do meio digital.

Aqui estão alguns tipos de pessoas que já estão fazendo parte deste mercado:

  • Mutantes: pessoas de diversas áreas que acabam migrando para o webwritting;
  • Velha Guarda: jornalistas com experiência e mente aberta para escrever na web;
  • Publicitários: redatores publicitários que se valem de suas técnicas de persuasão;
  • Obrigados: profissionais e empresários que não tem outra opção senão começar a produzir conteúdo;
  • Hobbeiros: donos de sites e blogs que começaram a escrever para divulgar suas paixões.

Mas verdade seja dita, profissionais de comunicação estão a frente. Se esta é sua situação, aproveite a vantagem, se não é, corra atrás do prejuízo.

Conselhos para os iniciantes

Se você está entrando agora no mundo do webwritting, precisa ficar atento a alguns pontos importantes de modo a evitar certas armadilhas comuns.

Em primeiro lugar, é recomendado que você crie um Personal Plan, ou seja, uma bússola que o guie entre o seu momento profissional atual e aquilo que você almeja conquistar. Pense no Personal Plan como uma versão pessoal de um plano de negócios. Isso é essencial caso você não queira virar uma mera metralhadora de enviar currículos aceitando tudo o que vier pela frente.

Converse bastante com a pessoa que será seu chefe, seus futuros colegas de trabalho e se possível seus clientes em potencial. Evite levar um cavalo de tróia para casa aceitando trabalhar em empresas que não tenham seu perfil. Verifique a política de horários e feriados e fuja de qualquer instituição que trate seus colaboradores como máquinas.

Por fim, tenha humildade. Claro que você pode ser ótimo e merecer salários astronômicos. Mas além de dinheiro não ser tudo na vida e, às vezes, uma boa experiência pode valer mais do que tudo e elevar seu currículo e portfólio a lugares onde você nunca imaginou.

Como cobrar pelo serviço?

Existem diversas formas de você quantificar monetariamente o serviço de webwritting. O autor não sugere valores específicos pois o que é muito para um pode ser pouco para outro e valores fechados ficariam rapidamente desatualizados. E, vez disso, ele traça algumas estratégias de precificação:

  • Cobrança por lauda: a opção mais tradicional é seguir o preço de laudas definido pelo sindicato dos jornalistas;
  • Cobrança por tela: textos entre quatro e trinta linhas podem ser uma base unitária para a cobrança que agrada muitas pessoas. Esta é a opção favorita do autor;
  • Cobrança por pacote prévio: essa é a pior opção segundo o autor. Se você não sabe o tamanho do trabalho que tem pela frente nem pense em colocar um preço fixo nele.

Lidando com o espírito dos artistas

Um ego mal trabalhado pode levar alguns redatores a verem seus textos como se fossem obras de arte. Não caia nessa. O espaço é reduzido, o tempo é pouco e a informação é o mais importante. Um webwritter precisa se enxergar como profissional e não como artista ou gênio. Isso significa entender que você não é insubstituível, não está sempre com a razão e não tem sempre um gosto mais refinado do que os demais.

Profissionais de todas as carreiras devem sempre se aprimorar e reciclar seus conhecimentos. É assim com médicos, engenheiros e profissionais de tecnologia. Por que não seria com os geradores de conteúdo? O fato de você ter ouvido sua vida toda que escreve bem, não significa que não pode e deve escrever melhor.

Livros, cursos e colunas sobre português não faltam. E lembre-se que escrever é como qualquer outra habilidade, quanto mais você treinar, melhores resultados irá ter. E nunca deixe de ser humilde.

Notas Finais

  • Um texto persuasivo deve prezar pela credibilidade e transparência. Deve também apelar tanto para o lado racional como para as emoções do leitor;
  • Os bons textos na internet respeitam sempre os princípios da objetividade, visibilidade e navegabilidade;
  • Um bom parâmetro de objetividade é se ater a textos menores de 20 linhas. Se for necessário falar mais, considere separar em tópicos, subtítulos e links para outros textos;
  • Visibilidade significa mostrar as coisas certas ao seu leitor. Opções em excesso afastam os visitantes e a identificação de qual o conteúdo mais valioso é essencial;
  • Navegabilidade no texto é traduzida pelo bom uso de links. Evite links no primeiro parágrafo e fuja dos links externos;
  • Aprenda o básico de HTML para saber o que o seu texto pode oferecer.

Dica do 12'

Se interessou na carreira de webwritting? Ou quem sabe você já esteja trabalhando com isso e precise se aprimorar um pouco? Em ambos os casos, como vimos no livro, um conhecimento básico de HTML pode vir a calhar. O site CodeAcademy é um ótimo lugar para começar e oferece um curso rápido, grátis e interativo.

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