Vai Lá e Faz Resumo - Tiago Mattos

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Vai Lá e Faz

Vai Lá e Faz Resumo
Startups & Empreendedorismo

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Vai lá e faz: Como empreender na era digital e tirar ideias do papel

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 9788581743660

Também disponível em audiobook

Resumo

Legado e propósito

O conceito de legado pode ser definido como aquilo que você quer deixar para a posteridade. Por sua vez, o propósito se refere àquilo que você deseja alcançar com esse legado.

Atualmente, muito se tem falado sobre propósito e pouco sobre legado. Há quem utilize ambos os conceitos como se fossem sinônimos. O que é errado: propósito é a missão que um ser humano define a si mesmo. Legado são os elementos dessa história que sobrevivem ao tempo.

Em outras palavras, o propósito é o sentido que fundamenta o seu plano. O legado é fruto do seu planejamento. O empreendedorismo é a energia necessária para colocar tudo isso em prática. Logo, os três devem estar perfeitamente alinhados

Encontrar o seu propósito na vida é como decifrar um misterioso enigma. Talvez você leve anos até descobrir a resposta. Porém, depois disso, você não terá como negá-la, esquecê-la ou ignorá-la.

Trata-se, felizmente, de uma viagem só de ida.

Propósito e utopia

Muitas pessoas consideram que o propósito pode ser entendido como um objetivo, devendo ser passível de mensuração. Porém, as coisas não são bem assim. Se você puder metrificar, então, não se trata de um verdadeiro propósito, mas de um desejo.

Considere o seguinte: após alcançá-lo sua vida perderá o sentido? Portanto, o seu propósito deve ser como um caminho sem fim. Nessa estrada, você não se preocupará com o destino. A jornada é o que realmente importa.

As oito grandes armadilhas na hora de se ter ideias empreendedoras

Entre os empreendedores mais jovens, existem oito armadilhas em forma de comportamentos que ameaçam todos aqueles que desejam efetivar suas ideias, tirando-as do papel.

Primeira armadilha: o círculo vicioso das novas ideias

Ao termos uma boa ideia, ficamos como que embriagados. Nem tanto devido aos elogios, declarações de admiração e sorrisos que recebemos dos outros, e sim, pela satisfação eminentemente pessoal que experimentamos.

É por isso que encontramos tantos empreendedores verdadeiramente apaixonados, reféns de suas ideias próprias. Gesticulam energicamente, falam em um tom alto, ficam de olhos arregalados e sorriem muito: estão sob os efeitos de uma droga que, assim como qualquer outra, causa abstinência.

Quando, finalmente, você percebe a extensão e a dureza do trabalho necessário para colocar suas ideias em prática, é natural que sobrevenham sentimentos de frustração. Todavia, há uma forma de voltar ao estado anterior: basta ingerir uma nova dose daquela droga.

Dito de outra forma, você pode ter uma ideia nova. A sensação de poder, novamente, toma conta de seu espírito e, assim, inicia-se novamente o ciclo.

Segunda armadilha: perfeccionismo e ego

Se você torcer uma toalha molhada, a água irá escorrer. Se torcer mais um pouco, notará que ainda há mais um pouco de água para escorrer. Se torcer ainda mais, perceberá que ainda sai água.

Com isso, o autor quer dizer que você nunca terminará completamente uma ideia. Logo, se o processo não for interrompido um tanto abruptamente, sempre existirá espaço para novos aperfeiçoamentos. Desse modo, você evita que o “excelente” se torne inimigo daquilo que já está bom.

Terceira armadilha: sigilo e confidencialidade

Atualmente, a competitividade dá lugar à colaboratividade por meio do pensamento open source, de importantes iniciativas de inovação etc. Isso também vale para as novas e fecundas ideias empreendedoras. Se você deseja tirar as suas do papel, não é recomendável mantê-las escondidas.

Essa é justamente a terceira armadilha: pensar que, quanto maior o segredo ou a confidencialidade, maiores serão as chances de sucesso.

Quarta armadilha: a multiplicação

Para a execução, as ideias são, apenas, um fator multiplicador. É muito comum vermos pessoas adotarem uma postura defensiva na tentativa de proteger suas ideias. Entretanto, se não forem colocadas em prática, as ideias não terão valor nenhum.

Para construir um negócio de sucesso, você deve multiplicar suas ideias e, também, sua execução. A melhor ideia, se não for executada, valerá, por exemplo, 20 reais. A melhor ideia, ao ser acompanhada de uma excelente execução vale milhões.

Quinta armadilha: brainstorm desleixado

O autor separa três regras simples para ajudar em seu brainstorm:

  1. o brainstorm não deve demorar muito tempo;
  2. verbalize todas as ideias, a fim de impedir que elas fiquem bloqueando a criatividade, tanto a sua quanto a da equipe;
  3. incentive o clima colaborativo, evitando descartar ideias que parecem inapropriadas em um primeiro momento.

Sexta armadilha: a emergência

Independentemente do método escolhido, sempre vamos nos deparar com três diferentes momentos: divergência, emergência e convergência.

A divergência pode ser caracterizada pela alta de energia decorrente do surgimento de soluções diferentes, abrindo todo um universo de possibilidades.

A emergência marca a angústia gerada pela pressão dos prazos, pela frustração com os demais envolvidos nos projetos e pele número limitado de possibilidade. Nesse momento, é fundamental lembrar que a existência de atritos faz parte do jogo, permitindo o progresso.

E, finalmente, temos a instauração da convergência quando as soluções adotadas passam a ser analisadas com base em sua capacidade de resolver o problema inicial. É o momento da escolha e da seleção da melhor alternativa.

Sétima armadilha: criatividade

Há diferentes formas de expressar criatividade. Cada uma delas gera um processo que, por sua vez, deve ser seguido pelo empreendedor. Estranhamente, ao criar, muitos escolhem, justamente, a mais difícil.

Dessa forma, assumem uma postura temperamental e excêntrica em defesa das ideias mais descabidas – como se qualidade e ousadia fossem sinônimos, algo raro de acontecer.

Oitava armadilha: inovação, criatividade e imaginação

As diferentes disciplinas científicas ainda não entraram em um “acordo” para definir conceitos como inovação, criatividade e imaginação. Na realidade, poucos foram capazes de criar fronteiras permanentes entre esses campos.

A oitava armadilha consiste em confundir esses três mundos, pois, assim, você pode pensar que está trabalhando eficientemente em alguma coisa, quando, na realidade, está agindo sobre outra. Essa confusão pode reduzir suas chances de realização.

A imaginação que precede a realização é crucial, pois viabiliza a criação de elementos que não foram captados pelos sentidos.

Podemos definir a criatividade como a possibilidade de empregar a imaginação para encontrar a solução de um problema.

A criatividade da ideia é, portanto, proporcional à originalidade da solução encontrada. Não se esqueça, também, desse ponto essencial: a ideia deve, necessariamente, ser viável.

A inovação, por sua vez, requer a aplicação da criatividade, colocando a solução em prática. Isto é, refere-se à efetiva resolução de um problema e ao ato de gerar valor àquilo que não passava de um exercício de abstração.

Fique atento para não se enganar: embora a imaginação seja indispensável para a criatividade são os inovadores que mudam a realidade e, com ela, abalam o mundo como o conhecemos.

Produto minimamente viável (MVP) e protótipo

Não se trata de uma ferramenta nova. Porém, ela é crucial para quem deseja empreender, sendo dividida em duas etapas: protótipo e Produto Minimamente Viável (MVP, na sigla inglesa).

Certamente, você já ouviu a palavra “protótipo”. É um teste, um esboço, um piloto daquilo que a sua empresa lançará no mercado. Sua transição para o MVP se dá quando sua organização não testa apenas o produto e/ou serviço em si, incluindo nas análises a sua viabilidade em termos comerciais.

A combinação de ambas as etapas ocasionou o aparecimento de inúmeros bordões. Entre eles, destaca-se “falhe tão rápido quanto puder, de forma inteligente e desperdiçando pouco dinheiro”.

Hipótese

Todas as novas ideias de negócios partem, necessariamente, de uma premissa. Por exemplo: “os consumidores do bairro x gostariam de um pet shop que comercialize somente produtos ecologicamente sustentáveis”. Perfeito. Mas, como ter certeza disso?

Teoricamente, as premissas fazem sentido. Durante uma reunião, toda e qualquer hipótese funciona. Mas, de novo, como ter certeza? Antes de investir seu amor, tempo e dinheiro, que tal realizar um test-drive?

Uma vez que a grande maioria dos novos empreendimentos fracassa logo nos primeiros meses, alguma parte da conta não está fechando. Sempre há um ponto de interrogação entre a realidade nua e crua do mercado e a hipótese perfeitamente elaborada.

Para reduzir esse nível de incerteza, o ideal é conceber um microcosmo e visualizar como a hipótese reage nesse ambiente.

A validação da hipótese

O protótipo consiste em uma versão simples do produto e/ou serviço que a sua empresa deseja comercializar. Essa lógica é muito comum no mercado, pois, todos conhecemos a estratégia de lançar produtos-teste que colaboram para a construção da versão que será produzida em massa.

O segredo é gerar um protótipo menor do que a representação daquilo que você deseja lançar no mercado. Contudo, ele não pode ser muito reduzido, pois, assim, você correrá o risco de testar algo diferente da sua real intenção.

Mas, se o protótipo não for uma expressão mínima da natureza de seu empreendimento, os clientes não conseguirão entendê-lo, tornando seu teste inválido. Busque o equilíbrio.

Teste de mercado

Todo Produto Minimamente Viável é, necessariamente, também um protótipo. Afinal, o MVP é uma versão simples do seu negócio. Mas o inverso não é verdadeiro. O protótipo se torna MVP apenas quando o mercado oferece feedbacks úteis para a validação da sua hipótese.

Feedbacks

Se você enviar um e-mail aos seus amigos, contando que tem a intenção de inaugurar um pet shop apenas com produtos ecologicamente sustentáveis, certamente todos adorarão a sua ideia. Se criar uma fanpage para publicar as fotos dos produtos, ela terá muitos comentários, compartilhamentos e curtidas.

Agora, tente vender. Você estará diante de uma realidade bem diferente: as pessoas desaparecem. No máximo, darão alguma desculpa. É assim que funcionam as coisas no mundo real.

Combatendo o sumiço

Esse desaparecimento repentino não é tão raro quanto você pode imaginar. Considere o seguinte: o que aconteceria se você investisse tudo o que tem nesses clientes em potencial que, no dia D, somem?

É por esse motivo que você deve buscar a melhor relação possível entre custo e benefício.

A teoria do fluxo

Num eixo, está a dificuldade ou grau de complexidade do desafio. No outro, o nosso nível de habilidade. Ao combinar ambos os eixos, temos sentimentos agrupados em oito diferentes categorias:

  • apatia;
  • preocupação;
  • ansiedade;
  • tédio;
  • relaxamento;
  • controle;
  • excitação.

Isso significa que os nossos sentimentos podem variar de escala, grau e intensidade, indo desde uma sensação de apatia ante uma determinada tarefa até a plena consciência da nossa capacidade.

Notas finais

Pesquisadores da University College London encontraram o balanço entre a criação de um hábito e a sua manutenção. Para simplificar, a resposta é: sessenta e seis dias. Apesar de o estudo indicar uma grande variação de pessoa para pessoa, 66 dias foi identificado como ponto de desequilíbrio.

Em geral, quando cultivamos um hábito por pouco mais de dois meses, sem interrupções, a necessidade de disciplina para mantermos esse hábito cai drasticamente.

Pessoas produtivas não nascem produtivas. Elas levam o cérebro para a academia diariamente. Então, fica a pergunta: a sua massa cinzenta tem barriga de tanquinho? Ou anda fora de forma?

Lembre-se: as pessoas não decidem os seus futuros, elas decidem os seus hábitos – e os seus hábitos decidem os seus futuros.

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Quem escreveu o livro?

Tiago é considerado um dos principais futuristas do Brasil [6]. Em 2017, entrou para o time de professores da Singularity University (instituição líder em futurismo no mundo). É também professor da Universidade Hebraica de Jerusalém (Trans-disciplinary Innovation Program), send... (Leia mais)