The Splendid and The Vile Resumo - Erik Larson

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The Splendid and The Vile

The Splendid and The Vile Resumo
Biografias & Memórias

Este microbook é uma resenha crítica da obra: The splendid and the vile: a saga of Churchill, family and defiance during the blitz

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-0-008-27495-5

Também disponível em audiobook

Resumo

A abordagem de Larson

Diferentemente da maior parte das histórias acerca do primeiro-ministro britânico Winston Churchill e a blitz durante a II Guerra Mundial, o foco de nosso autor é totalmente diverso. Com efeito, o eixo narrativo é deslocado, aqui,  para a vida pessoal do líder inglês.

Larson concentra-se na vida pessoal de Churchill, sua família e amigos, abrangendo, ainda, conselheiros e emissários dos Estados Unidos, mostrando como eles lidaram com os devastadores ataques aéreos e a ameaça constante de invasão.

O autor observa que, quando Churchill chegou ao poder, em maio de 1940, seu governo ainda contava com influentes colaboradores, que esperavam negociar um acordo de paz com Adolf Hitler.

Porém, o primeiro-ministro sempre esteve ciente da ineficiência dessa ideia, afirmando publicamente ao povo britânico que seria necessário muito “sangue, labuta, suor e lágrimas” nas tratativas com a Alemanha nazista. Não obstante, seus discursos ofereceram uma avaliação sóbria dos fatos, temperada com motivos de otimismo.

A convicção de Churchill

Após a repentina queda da França para as tropas nazistas, o otimismo de Churchill mascarou um medo muito real. O líder britânico temia que sua nação pudesse ser derrotada guerra, caso não contasse com o apoio total dos norte-americanos.

Dessa forma, ele cortejou líderes estadunidenses, principalmente, o presidente Roosevelt e seus dois principais enviados, Harry Hopkins e Averell Harriman. Ele sabia que a vitória só poderia ser alcançada quando o Novo Mundo viesse em auxílio do Velho.

Churchill teve que convencer os líderes dos Estados Unidos de que, caso a Alemanha conquistasse a Grã-Bretanha, a segurança e a liberdade da América seriam ameaçadas seriamente. As apostas eram civilizacionais: “Hitler sabe”, disse em junho de 1940, “que ele terá que nos quebrar nesta ilha ou perder a guerra”.

“Se pudermos enfrentá-los, toda a Europa poderá ser livre, e a vida do mundo seguirá o seu curso. Mas, se falharmos, o mundo todo, incluindo os Estados Unidos, assim como tudo o que conhecemos e amamos, afundará no abismo formado por uma nova era de trevas”.

A indecisão de Roosevelt

É imprescindível mencionar as corajosas ações da RAF (sigla inglesa para “Força Aérea Real” britânica). Articuladas ao afundamento implacável, mas necessário, da frota francesa em Mers-el-Kebir, na Argélia, elas  ajudaram convencer os líderes norte-americanos de que a Grã-Bretanha não se renderia.

Mas, talvez tenha sido a forte resistência de Churchill e do povo inglês durante a blitz que teve o maior impacto na opinião pública norte-americana. O presidente Roosevelt entendeu bem a ameaça geopolítica representada por uma Alemanha dominante no continente europeu.

Sem embargo, o líder estadunidense mostrava-se reticente em perder capital político ao expor toda a verdade ao seu eleitorado. A duplicidade de Roosevelt a esse respeito, no entanto, representava um avanço em relação à atitude apaziguadora de seu embaixador no Reino Unido, Joseph P. Kennedy.

Agora, que chegamos à metade da leitura, abordamos alguns elementos centrais para a composição da presente obra. Desse modo, você conhecerá um pouco mais sobre a resistência britânica, os dramas pessoais vivenciados por Churchill e o ponto de vista germânico.

A resistência britânica

Hitler planejava, de fato, invadir a Grã-Bretanha. Contudo, foi influenciado pelo chefe da Luftwaffe (isto é, a força aérea nazista) Hermann Goering, no sentido de lançar um ataque aéreo que, com um pouco de sorte, deixaria a ilha de joelhos.

O autor acredita, porém, que Hitler queria fazer um acordo com os ingleses para poder concentrar todos os seus esforços no flanco oriental, ou seja, na derrota da União Soviética, a fim de cumprir seu objetivo principal: adquirir o que chamava de “espaço vital” no Leste.

Hitler e Goering calcularam mal os efeitos psicológicos de seu ataque aéreo ao povo britânico. Inspirados, em parte, pela liderança de Churchill, os britânicos sofreram e se sacrificaram, choraram e oraram, mas nunca cederam. Cidade após cidade foi bombardeada e bairros inteiros foram envolvidos em conflitos mortais.

Dezenas de milhares perderam suas casas e muitos entes queridos. As pessoas passavam noites de horror em abrigos improvisados, esperando novas bombas caírem. Alimentos e outros bens foram racionados. O povo, entretanto, resistiu e, depois, revidou.

Os dramas humanos

Churchill insistiu que os bombardeiros britânicos revidassem a Alemanha, e o fizeram com resultados variados. Mais tarde, no desenrolar da guerra, o povo alemão colheria muitas vezes o que seus líderes plantaram entre 1940 e 1941.

A despeito da importância, para todo o mundo contemporâneo, o autor decide, conforme mencionado, se concentrar em dramas humanos, tais como:

  • O vício em bebidas, jogos e mulheres do pai de Winston, o Lorde Randolph Churchill. Essas atitudes destruíram seu casamento com Pamela Digby (que, posteriormente, manteve relações com Averell Harriman e o jornalista americano Edward R. Murrow);
  • A filha mais nova do primeiro-ministro, Mary Churchill, cujo compromisso com Eric Duncannon não sobreviveu à oposição paterna;
  • John Colville, secretário particular de Churchill, que vivenciou um amor não correspondido e desejava voar com a RAF;
  • Lorde Beaverbrook, o amigo mais rico do líder inglês, que supervisionou rigorosamente o aumento na produção de aeronaves e tentou repetidamente deixar o governo, entre outros casos pessoais.

O lado alemão

Larson não negligencia o lado alemão da história. Ele escreve, por exemplo, sobre Rudolf Hess, político de grande destaque, e sua amizade com o intelectual Karl Haushofer. Aborda, ainda, um misterioso voo que empreendera para a Escócia, visando promover a paz entre a Alemanha e a Inglaterra.

Assim, o autor fornece a perspectiva da explosão de Adolf Galland, um dos melhores pilotos da Luftwaffe, que derrubou mais de 100 aviões aliados durante a guerra e pilotou um dos primeiros aviões a jato.

Nosso autor mostra, também, a megalomania e os roubos promovidos por Goering, bem como a bajulação de Joseph Goebbels, o célebre ministro da propaganda de Adolf Hitler.

Sem embargo, é surpreendente como a figura de Churchill domina toda a narrativa, a exemplo de como ele realmente dominou o cenário mundial nos primeiros anos da II Guerra Mundial.

De fato, ele era como um “dínamo humano”, frequentemente visitando os destroços dos bombardeios em Londres e outras cidades britânicas (muitas vezes, chorando diante do sofrimento de seu povo). Além disso, Churchill incitava incansavelmente seu amigo Frederick Lindemann a trazer os seus conhecimentos científicos para os esforços de guerra.

Este fato, aliás, exasperou sobremaneira seus generais e estrategistas que, à época, não aceitavam bem os novos esquemas militares pouco convencionais. Enquanto tudo isso se passava, o primeiro-ministro britânico tinha que lidar com problemas familiares como qualquer outro pai.

Notas finais

Churchill era o rosto e a voz pública de um leão britânico desafiador. Em tenra idade, ele já acreditava que era seu destinado levar a Grã-Bretanha à vitória em uma luta desesperada pela sobrevivência. Ele cumpriu esse destino e mais alguns.

A presente obra, portanto, é um conto de coragem, perseverança, sacrifício, medo, tragédia, drama humano e, finalmente, inspiração para os povos livres de todo o mundo.

No final, o autor ressalta que, nas circunstâncias mais extremas – sozinho contra um ataque totalitário implacável e horrível – Churchill e o povo britânico atuaram como verdadeiros salvadores da Civilização Ocidental.

Dica do 12’

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