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Subliminar

Subliminar Resumo
Ciência

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Subliminal: the new unconscious and what it teaches us

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-8537809594

Também disponível em audiobook

Resumo

O novo inconsciente 

Quase todo mundo pensa que os comportamentos são conscientes. Também é muito comum acreditar que atitudes instintivas dos animais de estimação são dotadas de algum tipo de consciência. Nos dois casos, temos um erro crasso de percepção sobre o funcionamento do cérebro. 

Da mesma forma que os animais seguem instintos para garantir a sobrevivência, nós, seres humanos, temos uma natureza que nos induz a determinados comportamentos. Segundo estudos recentes, é possível fazer um paralelo entre esse inconsciente humano e o instinto animal. Suas decisões, julgamentos e comportamentos são menos fruto da sua própria vontade do que pode parecer. 

Além do inconsciente individual, não podemos esquecer do inconsciente social. Sabe aquelas atitudes coletivas, como os julgamentos públicos em que todo mundo parece ter a mesma opinião sobre um determinado tema? Quando um grupo age ao mesmo tempo da mesma forma, como se tivesse até combinado? É algo parecido. 

Em tudo que você faz, o aval do inconsciente surge antes da sua tomada de decisão. Parece óbvio? Vamos com calma, o inconsciente é mais poderoso do que você imagina. 

Consciente e inconsciente

Desde a antiga Grécia, o homem estuda a diferença entre o consciente e o inconsciente. Embora os escritos de Freud sejam os mais conhecidos sobre o tema, filósofos como Kant também dedicaram estudos para explicar melhor o funcionamento desses dois campos da mente. 

Para simplificar, imagine uma ferrovia. Consciente e inconsciente são dois sistemas, cujos trilhos possuem um montão de linhas densamente interconectadas. Os dois sistemas se conectam em vários pontos. Mas o inconsciente é quem decifra as estações e mapeia as rotas. 

Ele foi desenvolvido ainda no começo do processo de evolução humana. Por isso, ele é uma infraestrutura-padrão no cérebro de todos os animais vertebrados. É nele que estão as respostas seguras para se proteger do mundo externo. Sem o inconsciente, o ser humano não sobreviveria às ameaças da vida selvagem. Da mesma forma, nenhum animal pode viver sem as trilhas do inconsciente mapeando os perigos dentro do cérebro. 

Interpretando as pessoas

Quando você suspeita das atitudes de alguém e identifica sinais no comportamento das pessoas no dia a dia, é seu inconsciente agindo. Embora a capacidade humana da linguagem falada seja classificada como uma das principais características para um desenvolvimento superior de outros animais, ela não trabalha sozinha. 

A comunicação não verbal também pode revelar escolhas, atitudes e caminhos. Gestos, posições e expressões também têm um valor que só o ser humano foi capaz de desenvolver para interpretar em si e nos outros. 

Esse processo não é automático. O inconsciente entende cada pequeno gesto, mesmo os que pareçam insignificantes, para remeter aos primórdios da evolução humana e prezar por sua segurança. Acontece o tempo todo, não existe um botãozinho de desligar para impedir isso. O inconsciente trabalha muito antes de agirmos voluntariamente. 

In-groups e out-groups

Na metade deste livro, vamos falar mais uma vez da pré-história. Desde os tempos das cavernas, os seres humanos vivem em bandos, fazendo o possível e o impossível para proteger uns aos outros. Esse sentimento altamente desenvolvido de “nós contra eles” foi fundamental para a sobrevivência da nossa espécie.

Os cientistas definem esse sentimento comum de buscar o pertencimento de “in-group”. Quando a sensação é de exclusão, chama-se “out-group”. O inconsciente carrega ainda hoje a repetição das atitudes do “nós contra eles” quando a sobrevivência do grupo parece ameaçada. Isso é automático e ajuda a explicar atitudes discriminatórias de todo tipo. 

Sem agir conscientemente, tratamos mal quem não pertence ao nosso grupo ou mesmo mudamos nossa atitude como forma de agradarmos e sermos aceitos. O inconsciente é poderoso demais, né?

Sentimentos

Se você já fez terapia, precisou expor os sentimentos para entender melhor as angústias internas. Mas os novos estudos sobre o inconsciente colocam em xeque esse tipo de tratamento. 

Como boa parte das decisões e impulsos são subliminares, decididas pelo inconsciente, a fonte dos nossos sentimentos ainda é um mistério a ser desvendado. Os próprios sentimentos ainda não foram totalmente destrinchados pela ciência, que acredita, cada vez mais, no surgimento de cada um deles no mais profundo inconsciente. 

Assim, é possível que nem mesmo a mais profunda introspecção consiga desnudar tudo que está aí dentro, deixando suposições sobre a necessidade de novas formas da psicologia abordar angústias internas. 

O eu

Como você se vê e se define? Você realmente acredita na versão do seu eu que é apresentada às outras pessoas? 

O mais comum é sermos benevolentes quando somos obrigados a nos descrever. É só lembrar das vezes em que lhe perguntam sobre suas qualidades e seus defeitos. Mais um mecanismo de defesa do inconsciente, que move montanhas dentro de cada um de nós para que possamos dar a melhor resposta. 

Todas experiências anteriores ficaram guardadas e são usadas de um jeito involuntário por cada um de nós. Se este livro lhe deixou um pouco assustado com o fato do trem do inconsciente lhe direcionar para diversos caminhos sem pedir sua opinião, não se preocupe. É para o seu bem, e de toda nossa espécie. 

Notas finais 

Se muitas vezes tomamos decisões sem nem refletir sobre o motivo real das escolhas, isso não acontece por acaso. Nosso cérebro é mais poderoso do que séculos de estudo não foram capazes de destrinchar por completo. E fica ainda mais claro que, dentro de nós, há muitos caminhos que jamais seremos capazes de entender por completo. 

Dica do 12’

Será que estamos, inconscientemente, caminhando para uma época de dar mais importância a valores do que a esse excesso de informações cotidianas? Descubra ouvindo o microbook A era da integridade.

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