Pablo Escobar: meu pai Resumo - Juan Pablo Escobar

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Pablo Escobar: meu pai

Pablo Escobar: meu pai Resumo
Biografias & Memórias

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Pablo Escobar: mi padre

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-422-0597-8

Também disponível em audiobook

Resumo

Escondidos

Mesmo depois de duas semanas da morte de Pablo Escobar, Juan e sua família permaneciam em um esconderijo, com muita proteção. A rivalidade entre os cartéis de Cali e de Medellín, comandado por seu pai até pouco antes de morrer, gerava ameaças e atentados que não deixava a família Escobar em segurança.

Era dezembro de 1993 e as ameaças eram constantes, não havia paz. Um dos motivos de preocupação era a fortuna de Pablo Escobar, fruto de anos atuando como traficante. 

Fortuna maldita

Muita gente compareceu ao enterro de Pablo Escobar. Ele era amado por uma parcela considerável da população colombiana. Para ir à despedida do patriarca, foram feitas avaliações bem pensadas. Em vida, Pablo dizia que a família não deveria comparecer ao sepultamento pelo risco da exposição. 

E não foi nada fácil. Muitos cemitérios se recusaram a realizar aquela cerimônia do adeus. Após o enterro, a família Escobar buscava paz. Juan, a mãe María Victoria Henao e a irmã Manuela passaram aperto pela falta de dinheiro. Não tinham para quem pedir ajuda. 

Mas e a fortuna de Pablo? Dois problemas apareceram logo após sua morte. O primeiro foi a disputa familiar pelo espólio. O segundo foram as muitas reuniões entre María Victoria e o cartel de Cali. Eles queriam mais e mais dinheiro para deixar os Escobar em paz. 

Por isso, quando saíram da Colômbia rumo à Argentina, não tinham um centavo no bolso, mesmo com toda a fortuna acumulada pelo maior traficante daqueles tempos. 

As origens de Pablo Escobar

As famílias Escobar e Henao, os pais de Juan, chegaram ao bairro de La Paz em 1964, mas só tiveram contato depois de muitos anos. O local fazia parte da zona rural do município de Envigado e o acesso era possível apenas por uma estrada de terra. 

A família Escobar teve direito a uma casa depois de muito tempo em um processo de urbanização. Isso mostra o quanto Pablo Escobar teve origens humildes, num povo muito simples, o que pode explicar um pouco da popularidade do traficante mais conhecido da Colômbia. 

A agricultura era a atividade predominante no pequeno vilarejo em que Pablo conheceu e pediu María Victoria em casamento, num típico caso de amor entre habitantes locais. 

Excentricidades

Chegamos à metade deste microbook, quando Juan fala da riqueza tornando Pablo Escobar um homem excêntrico, com gastos extravagantes e desperdícios. Sem a intenção de contar vantagens, o autor mostra algumas dessas curiosidades folclóricas.

No aniversário de nove anos, por exemplo, Juan ganhou de presente uma caixinha com cartas de amor e medalhas de Simón Bolívar, o histórico libertador venezuelano. 

Na fazenda Nápoles, onde a família Escobar viveu os anos de riqueza, estavam à disposição um posto de gasolina próprio com oficina mecânica e funilaria para carros e motos, 27 lagos artificiais, 100 mil árvores frutíferas, a maior pista de motocross da América Latina, um parque com dinossauros em escala real, dois heliportos e pista de pouso de 900 metros, 1.700 trabalhadores, 3.000 hectares, três zoológicos e 10 casas espalhadas pelo terreno.

Era lá que um dos helicópteros de Pablo distribuía bolinhos no Natal. Por falar em trânsito aéreo, os chocolates e convites para a primeira comunhão de Juan foram trazidos da Suíça no jatinho particular de Pablo. 

Papai narco e o pior erro

Durante a infância, Juan perguntava sobre a origem da fortuna do pai. Ele escutava burburinhos de Pablo como um dos homens mais ricos do mundo. 

Quando perguntado, dizia que perdeu as contas de quanto dinheiro tinha e por isso parou de contar. A revista Forbes chegou a afirmar que ele tinha 3 bilhões de dólares, outros diziam que a quantia exata era 25 bilhões de dólares. Juan lamenta que o tráfico de drogas deu tudo e tirou tudo de seu pai, inclusive a vida. 

Para ele, o pior erro de Pablo foi o envolvimento com a política, uma ideia que lhe seduzia desde cedo. Ele lembra um diálogo em que familiares disseram que, se entrasse na vida pública, não sobraria um único canto em que pudesse se esconder.

Não deu outra. Tudo começou a desmoronar depois que Pablo se meteu a político, sem pensar nos estragos que isso causaria na família e nos seus negócios sujos. 

Da barbárie ao exílio

Juan encerra o relato definindo o pai como um homem capaz de escrever belas cartas às pessoas amadas e fazendo de tudo pela família, mas capaz de causar estragos, cometer assassinatos bárbaros e atos sanguinários. Ele se alternava entre os polos do amor e do terror. 

Foi por isso que Juan, a mãe e a irmã fugiram da Colômbia. Era questão de vida ou morte. Muitas autoridades que comeram na mão de Pablo Escobar lhes deram as costas. Mais de 15 embaixadas recusaram abrigo em meio às ameaças de morte. 

E tudo isso só poderia vir à tona mais de 20 anos depois da morte de Pablo Escobar, um personagem marcante na História da América Latina.

Notas finais 

Ser filho de um dos maiores traficantes do planeta, capaz de cometer atentados contra as maiores autoridades da república, certamente é uma experiência marcante. Por vezes, traumatizante. O relato de Juan Pablo Escobar deixa claro o quanto a ambição desmedida de seu pai deixou cicatrizes em toda a família. Algumas delas, incuráveis. Outras, fundamentais para entender as tantas nuances de uma mesma história.

Dica do 12’

Gostou de ouvir o relato de quem viveu o fenômeno Pablo Escobar? Ter acesso a esse tipo de depoimento é fundamental para entender um fato. Por isso, a dica de hoje é também ouvir o microbook O perigo de uma história única. Nele, a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie nos ensina sobre a importância de ouvir a todos.

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Quem escreveu o livro?

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