Os 10 Hábitos da Memorização Resumo - Renato Alves

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Os 10 Hábitos da Memorização

Os 10 Hábitos da Memorização Resumo

Este microbook é uma resenha crítica da obra: 

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-8573127614

Também disponível em audiobook

Resumo

Pode ser que você esteja sofrendo muito com problemas decorrentes de suas falhas de memória. Esses episódios, porém, são normais e não acontecem somente com você.

Afinal, como tantos bilhões de pessoas, você é humano. Contudo, embora isso seja compreensível, sua condição de ser humano falível não o livra das consequências de seus esquecimentos.

Você não é o único a esquecer e não é o primeiro a ter de arcar pesadamente com as consequências dos seus esquecimentos. E nem é um caso perdido. Para o seu caso de falha de memória há solução.

Este é o objetivo de “Os Hábitos da Memorização”: você vai aprender a utilizar sua memória de modo mais eficiente, desenvolvendo estratégias infalíveis para evitar esquecimentos.

Vamos trilhar juntos um caminho que, comprovadamente, vai livrá-lo de todos esses problemas e transformá-lo em alguém mais seguro e com maior prazer de viver. Está interessado? Então, vem com o 12’! Vamos começar a mudar a sua história. Boa leitura!

Primeiro hábito: Previna os brancos na memória

Com certeza você também já teve um branco na memória, ou vários deles e, por causa disso, teve dificuldades em lembrar coisas importantes. Você deve ter se aborrecido bastante com a situação, não é mesmo?

Mas o branco na memória não é tão ruim quanto parece. Na verdade, ele existe para nos ajudar. Experimente analisar o momento em que ocorreu o branco em sua memória.

Se fizer isso, vai reparar que ele é um eficiente alarme silencioso, emitido pelo cérebro todas as vezes que existe algo de errado acontecendo com você. É o seu cérebro apontando para uma situação especial que exige sua atenção.

Numa associação livre, o branco é como uma mensagem de alerta que um computador emite todas as vezes que realizamos uma operação indevida. Você pode então se perguntar: mas para que problema exatamente o cérebro está apontando quando desconecta a nossa memória?

São problemas que geralmente ocorrem em dois planos: o físico e o mental. No plano físico, o branco na memória é causado por distúrbios, como falta de sono, fadiga mental, fadiga física, fome, sede, dor, sedentarismo, tensão física, uso de álcool e drogas.

No plano mental, indica a ocorrência de estados emocionais negativos, como medo, ansiedade, preocupação, estresse, raiva, preguiça.

A melhor forma de lidar com os brancos na memória é prevenir, cuidar para que eles não ocorram. A ideia é realizar algum tipo de ação preventiva.

Uma das melhores maneiras de prevenir o branco de memória é evitar pensar de modo negativo naquilo que iremos realizar, como: “E se a prova for muito difícil?”; “E se eu não passar de ano?”; “Como vou explicar uma nota ruim aos meus pais?”.

A dúvida quanto à sua capacidade de fazer uma tarefa o leva à preocupação, ao medo e, finalmente, ao nervosismo e à tensão muscular, até finalmente o seu sistema nervoso entrar em cena e acionar o botão que desliga o fluxo de informações da sua memória.

Então, como podemos prevenir os brancos da memória? Para um estudante, por exemplo, os exames simulados são os melhores recursos de prevenção contra um apagão de memória.

Fazendo vários exames simulados você consegue avaliar o tempo médio que gasta para responder às questões, passa a conhecer o grau de dificuldade que sente em cada matéria, toma contato com temas que deverá estudar um pouco mais e avalia a nota que tiraria se aquela prova fosse para valer.

Isso o fará ganhar confiança para se submeter à prova. É a confiança que gera a tranquilidade e acalma o espírito. Resultado: Nenhum branco irá atormentá-lo no dia da prova!

Segundo hábito — Aprenda a recordar

São as consultas que fazemos à nossa memória que movem suas engrenagens e nos fazem lembrar do que desejamos. Todas as experiências que vivemos, não importa a idade que tínhamos, de alguma forma ainda estão guardadas nas camadas mais profundas da nossa memória.

São como as centenas de anéis que formam o tronco de uma velha árvore. Cada um preserva a herança e a marca de uma época. As camadas mais profundas carregam as marcas do passado mais distante e as camadas externas guardam os dias mais recentes.

Não importa quantos anos você tenha. Se você pegar uma velha foto, concentrar-se, observar os detalhes por alguns instantes e pensar neles, perceberá claramente o seu cérebro abrindo os arquivos da memória.

É possível lembrar eventos que vivenciamos no passado, e para isso é preciso apenas consultar a memória de um modo especial. Se você deseja uma lembrança superficial, faça uma consulta superficial.

Pergunte-se, por exemplo: “Do que eu me lembro quando penso na época em que tinha 10 anos de idade?”. Mas uma pergunta dessa qualidade pode não estimular a memória da forma que deseja.

Para lembrar detalhes de uma época, você precisa perguntar sobre os detalhes. Para abrir a porta certa, precisamos utilizar a chave certa! Suponhamos, então, que você queira lembrar com detalhes da época em que tinha 10 anos de idade.

Para que essas camadas mais profundas da memória sejam acessadas, você terá que estabelecer algumas diretrizes daquela época, que servirão para facilitar todo o processo de recordação.

O ponto de partida para lembrar aquela época será “pensar no ano em que tinha 10 anos”. Faça um exercício agora: Pense sobre aquele ano. Se for necessário, nesta etapa use meios auxiliares para facilitar suas lembranças e responder:

  • quais as músicas e programas que faziam sucesso naquele ano?
  • quais os acontecimentos políticos e esportivos daquele ano?

Muitas vezes, ao lembrar uma música, você acessa imediatamente a camada desejada da memória. Um programa de televisão, um artista, ou fatos políticos ajudarão a resgatar suas memórias.

Responda detalhadamente, então, à seguinte pergunta: em que cidade você morava naquele ano? Pense no bairro e procure lembrar o nome da rua em que você morava. Tente lembrar informações sobre a região.

Descreva detalhes, fale sobre o tipo de pavimento e o comprimento da rua, descreva o visual, o fluxo de pessoas, de veículos, a arborização. Pense nos prédios ao redor, na casa dos seus vizinhos, estabelecimentos comerciais próximos à sua casa.

Descreva-os. Fazendo isso você lembrará e responderá facilmente à próxima pergunta: como era a casa ou o prédio em que você morava? Descreva a fachada. Fale de minúcias como portão, garagem, calçamento, jardim, portas, janelas, telhado.

Talvez ajude agora ter nas mãos papel e caneta, ou um gravador, para registrar esses detalhes. Narre mentalmente o mesmo trajeto que fazia para entrar nessa residência. Caminhe olhando tudo, abra os portões e portas necessárias.

Pare em cada lugar, observe e anote o que você vê. Continue se concentrando nos detalhes. Vá até a porta de entrada da sua casa e finalmente abra-a, pare e observe. O que você vê a partir da porta da sala?

Descreva esse cômodo em detalhes: visualize as paredes, relacione as mobílias, olhe para a janela, veja o acesso aos outros cômodos. Vá lentamente até a janela e observe um pouco mais. O que você vê do lado de fora?

Descreva a visão que você tem da janela da sala. Vá até a cozinha e observe. O que você vê? Fale sobre as cores, descreva o fogão, a geladeira, as mobílias. Onde fica a pia, como é o piso? Olhe pela janela.

Quem morava nessa casa? Pense nas pessoas que viviam ali. Pais, irmãos, parentes. Descreva a profissão dos pais. Pense nos brinquedos e brincadeiras que fazia com os irmãos. Tinha animais de estimação? Fale um pouco sobre cada um deles.

E então, como você está se saindo?

O resultado desse exercício é sempre surpreendente. Muitas pessoas, inclusive as de idade avançada, relatam conseguirem lembrar de coisas que julgavam ter esquecido. Talvez isso também tenha acontecido com você agora.

Terceiro hábito — Quando e como utilizar as memórias eletrônicas

Você já deve ter passado por situações em que achou que deveria memorizar alguma coisa, mas depois descobriu que esse não era o melhor caminho para atingir seus objetivos.

Ou ainda, que você deveria sim ter algum tipo de contato com essas informações, mas que na prática não deveria gastar tempo e energia demais com elas, sob risco de afastar sua atenção da realização de seus sonhos.

Nesses casos, a melhor opção é utilizar as memórias artificiais e deixar sua memória humana focada em coisas mais importantes.

Memórias artificiais são dispositivos úteis para armazenar aquelas informações que, na prática, não nos convém manter na nossa memória. Andar bem informado é importante, mas temos que focar em informações que nos ajudam de alguma forma.

Não podemos perder tempo memorizando coisas que no fundo não nos interessam! Nas mãos de alguém que sabe racionalizar, filtrar e selecionar informações, um dispositivo eletrônico pode ser uma opção inteligente.

Por outro lado, utilizar a alta tecnologia de maneira inadequada pode fazer com que as pessoas caiam em armadilhas perigosas. Note que o mesmo equipamento que auxilia nos estudos pode ser a fonte de um grande desperdício de tempo quando mal-empregado.

Nas mãos de uma pessoa inteligente e bem orientada, a tecnologia é uma força libertadora. Bem usada, ela pode estimular a memória natural e fazer com ela uma parceria imbatível.

A grande vantagem dos dispositivos eletrônicos, quando utilizados para evitar esquecimentos, é o fato de que eles interagem conosco. Podemos programá-los e, num momento determinado, eles “falam” com a gente por meio de sinais de alarme.

Quarto hábito — Afaste a passividade: faça algo para lembrar

Talvez você seja uma daquelas pessoas que vivem reclamando da falta de memória. Diz que é muito esquecido, que vive perdendo compromissos, objetos, oportunidades. No entanto, o que você faz para lembrar daquilo que não pode esquecer?

Acredite: a maioria das pessoas que reclamam de esquecimentos são pessoas acostumadas a focar no problema, não na solução. Sabem melhor do que ninguém que, se esquecerem algo importante, terão prejuízos; mas não pensam na hipótese de fazer algo que lhes facilite lembrar.

Elaboram as mais estranhas teorias para justificar os lapsos de memória, mas nunca admitem ser as responsáveis por eles. O que falta para a maioria das pessoas esquecidas é, apenas, atitude.

Em geral, falta uma ação antecipada que previna o esquecimento e favoreça a lembrança. Uma posição firme diante da obrigação de lembrar. É muito comum as pessoas fazerem da própria memória um objeto de críticas: a culpada dos transtornos, aborrecimentos, constrangimentos e micos ocasionados pelos esquecimentos.

Para elas, o verbo esquecer é tão pronunciado quanto comer, beber ou trabalhar. Acostumaram a não confiar na memória e passaram a acreditar que ela é insuficiente para as tarefas do dia a dia.

Julgam estar dormindo com o inimigo e, para piorar, constroem pensamentos negativos sobre a memória, que funcionam como verdadeiras senhas mentais para disparar os esquecimentos:

  • não posso esquecer do recado;
  • não posso esquecer do objeto;
  • não posso esquecer do compromisso;

A forma como construímos nossos pensamentos determinam se lembraremos ou não algo importante. Tudo depende de um diálogo interno preciso, que pode determinar o sucesso ou o fracasso no processo de recordação.

O diálogo interno é a forma pela qual nos comunicamos com nosso eu. É o momento em que estamos pensando, conversando conosco. É o fenômeno mais belo e muitas vezes o mais ignorado pelo ser humano.

Produzimos milhares de pensamentos todos os dias e muitos acabam soando como legítimas ordens nas paredes do nosso inconsciente. Esses pensamentos, quando gerados sem a devida lucidez, podem ocasionar exatamente o oposto dos resultados que esperamos.

“Não posso me esquecer de entregar o recado”, por exemplo, tem um peso diferente de “Vou lembrar do recado assim que encontrar a pessoa”. Seria bem mais eficiente se declarássemos:

  • quero me lembrar do recado;
  • quero me lembrar do objeto;
  • quero me lembrar do compromisso.

E, em seguida, tomássemos uma atitude eficiente que nos ajudasse a lembrar. Em vez de dizer “Sou muito esquecido”, por exemplo, poderíamos perguntar: o que eu posso fazer para lembrar?

Essa pergunta é mágica. Ela provoca, afronta, move, gera algum tipo de ação. Por isso é eficiente e deveria sempre estar na ponta da língua das pessoas que precisam lembrar de coisas importantes.

O indivíduo que faz a si mesmo essa pergunta chama para si a responsabilidade pela lembrança. Dilui a passividade e começa a buscar possibilidades e estratégias para fazê-lo lembrar de tudo o que é preciso.

Quinto hábito — Cuide bem dos detalhes

Você alguma vez já se sentiu paralisado com a quantidade de informações que seu cérebro processa o tempo todo e, por essa razão, teve a estranha sensação de estar esquecendo alguma coisa?

Reparou como essa sensação agrava um estado de ansiedade, pelo medo de poder estar deixando de lado algo importante? Pois bem, o esquecimento causa frustração. E a frustração ocorre todas as vezes que somos privados da satisfação de um desejo.

Quando o esquecimento foi a razão que nos privou de algo, ficamos indignados: “Como pude esquecer isso?”. Repare como a maioria dos esquecimentos que nos frustram ocorrem porque falhamos num pequeno detalhe.

Se tivéssemos nos concentrado em revisar cada um dos pontos antes de iniciar ou concluir uma tarefa, teríamos evitado a frustração. O sujeito retirou o automóvel da oficina onde fizera uma revisão completa para viajar com a família.

Segundo o mecânico, estava tudo em ordem. Entretanto, durante a viagem, sofreram um leve acidente, mas que poderia ter sido grave. Acima de tudo, o acidente poderia ter sido evitado se o mecânico não tivesse esquecido um pequeno detalhe: apertar os parafusos de uma das rodas do carro.

Exemplos como esse nos mostra a vulnerabilidade que temos diante dos deslizes, não da memória, mas provocados pela falta de uma atitude adequada. Eles mostram quanto você pode se aborrecer e até mesmo se machucar por causa do detalhe não conferido.

Não se trata de arrumar mais uma preocupação diante da quantidade enorme delas a que já temos que nos ater todos os dias. Trata-se de adquirir um hábito saudável, tão primordial como o de escovar os dentes.

Significa apertar a tecla pause no corre-corre da vida e olhar para as atividades com os olhos da organização, com o rigor do estrategista em busca de uma ferramenta eficiente que afaste o fantasma do esquecimento.

Para não esquecer dos detalhes você tem que pensar nos detalhes. Tem que ser organizado, e para isso é preciso entender que organização é um valor moral. Para ser organizado, antes de qualquer coisa, você precisa valorizar a organização e ser consciente de seus benefícios.

A pessoa desorganizada, aquela que não se encontra na própria bagunça, é a maior vítima dos esquecimentos: sofre com a perda de tempo, dinheiro, trabalho, compromissos, prestígio, entre outras coisas.

Ser organizado significa criar estratégias de checagem para ser utilizadas antes ou depois da conclusão de uma atividade, ou todas as vezes que você sentir aquela ingrata sensação de “Será que estou esquecendo alguma coisa?”.

Quem cuida dos detalhes previne o esquecimento. Para cuidar dos detalhes é necessário conferir os itens, as etapas, o passo a passo da tarefa. Mas acontece que, apesar de ter de fazer isso, você não pode perder tempo com isso!

Precisa de uma estratégia de uso rápido e imediato. A boa notícia é que ela existe! A melhor tática para se antecipar aos esquecimentos é preparar uma Lista de Verificação.

Trata-se de uma lista contendo todos os itens necessários, que lhe possibilite conferir todos os detalhes em dois momentos críticos: antes de iniciar e ao concluir tarefas. A Lista de Verificação será o seu recurso mais poderoso no trabalho de prever tudo, absolutamente tudo, o que não pode esquecer.

Você pode imaginar a imensa gama de possibilidades de aplicação desse tipo de recurso? Vai desde preparar a bagagem para uma viagem, arrumar o material para ir à escola ou ao trabalho, até a organização dos itens que serão utilizados na prestação de um serviço.

Você pode utilizá-la para relacionar tarefas que devem ser realizadas por um subordinado ou para saber se está levando tudo de que precisa para aquele churrasco de final de semana.

Compreenda que o uso de uma Lista de Verificação como recurso auxiliar mnemônico irá ajudá-lo a eliminar exatamente a fonte de alguns problemas de esquecimento: a falta de cuidado aos detalhes.

Sexto hábito — Você pode contratar uma aeromoça?

Sempre que esquecemos um objeto em algum lugar em que estivemos, a memória se transforma em alvo de injustas acusações: “Sou muito esquecido”, “Oh, cabeça!”, “Minha memória é uma droga!”.

Essas são frases comuns que ouvimos, ou que talvez você mesmo já tenha pronunciado muitas vezes. Acontece que quando esquecemos uma carteira, por exemplo, num local público, como um restaurante, o que houve ali não foi um esquecimento. Foi falta de atitude.

Você não esqueceu a carteira. Você a deixou naquele local porque não fez nada para se lembrar de levá-la consigo! Na volta para casa, você põe a mão na cabeça e lamenta, desesperado: “Esqueci minha carteira!”.

Na verdade, o que acontece é que nesse momento você se lembrou da carteira. Você relaxou, deu espaço para a memória agir e ela disse: “Ei! Você deixou a carteira no restaurante”.

Na verdade, nem sempre as pessoas permitem que a memória mostre o seu poder. Ela está pronta para nos ajudar, mas nós temos que facilitar as coisas.

Ninguém tem uma aeromoça particular dizendo o tempo todo: “não se esqueçam de verificar se estão levando consigo todos os seus objetos de mão, inclusive o telefone celular”.

Geralmente, são os chamados “objetos de mão” que deixamos nos locais em que estivemos. Vamos, então, pensar sobre o seguinte exemplo: você vai almoçar no restaurante e leva consigo uma série de objetos de mão, os quais, evidentemente, não pode se esquecer de levar ao sair.

Existem várias maneiras de evitar o esquecimento dos objetos e uma das mais simples e eficaz seria analisar, antes de sair de casa, a real necessidade de levar consigo todos aqueles itens.

Quanto menos objetos levarmos conosco, menos estaremos sujeitos a esquecê-los em algum lugar. Talvez a pasta com documentos, a sacola com livros e o casaco pudessem ficar dentro do carro.

Seriam menos três itens com os quais se preocupar. Ou, então, a pasta com documentos, a chave do carro, a carteira e o celular poderiam ser colocados dentro da sacola com os livros.

Neste caso, reduziríamos a preocupação para apenas três objetos: casaco, guarda-chuva e sacola. Se o portador dos objetos for um homem, poderia simplesmente colocar a chave, o celular e a carteira nos bolsos e só tirá-los de lá quando necessitasse.

Estaria resolvido o problema. No caso de uma mulher, uma bolsa para transportar todos os objetos resolveria. A estratégia permanece: quanto menos objetos com os quais se preocupar, melhor.

Sétimo hábito — Menos decoreba, mais memorização!

A memorização de textos é uma experiência que pode mudar para melhor a memória de uma pessoa. Conhecer a memória é sinônimo de ter poder de memorização. Todos nós recebemos diariamente informações desafiadoras para a memória, como textos, formulários, tabelas, regras, nomes, números etc.

Mas, diante do desafio de memorizar, as pessoas podem tomar caminhos diversos. Por exemplo, vamos analisar o caso de dois estudantes que precisam memorizar o mesmo texto.

Um deles é completamente leigo no assunto memorização. Não conhece nenhuma técnica e, por isso, sofre para aprender. O único método de que dispõe para assimilar o texto é o famoso “decoreba”, isto é, a tentativa de memorização pela saturação.

A “decoreba” funciona? Sim! Mas por se tratar de assimilação pela repetição sistemática de determinado conteúdo, ela acaba provocando fadiga mental e gerando uma estranha sensação de insegurança.

O outro estudante conhece recursos mnemônicos. Domina as melhores técnicas de assimilação das matérias e isso o faz se sentir totalmente seguro em relação ao que estudou.

Com base somente no perfil de cada estudante, responda: qual dos dois conseguirá memorizar o conteúdo proposto? Resposta: ambos irão memorizar! Quer saber por quê? Porque, do ponto de vista da capacidade, suas memórias são idênticas.

A memória armazena tudo o que você quer. Ou você conhece algum ser humano que não conseguiu memorizar algo por falta de espaço na memória? Certamente que não! Todos nós estamos condenados a memorizar tudo o que desejarmos. Frisando bem esta última frase: tudo o que desejarmos!

O que muda nos casos do nosso exemplo é que um aluno irá memorizar pela saturação e o outro, pela compreensão. E qual é a diferença? Quando memorizamos pela saturação, o trabalho intelectual é menor, pois não é preciso pensar no que está sendo absorvido.

Basta repetir o conteúdo dezenas, ou talvez centenas, de vezes, que em algum momento ele entrará na cabeça. Mas o trabalho de repetição exige muito esforço e tempo. Se você já fez isso, então sabe o quanto a “decoreba” é simples, mas desgastante.

Além disso, outra desvantagem da “decoreba” é que ela se transforma numa armadilha quando aplicada em matérias que exigem interpretação. Deixa a pessoa insegura e ainda arriscada a esquecer absolutamente tudo logo após sua utilização.

Mas, pelo seu caráter simplista e às vezes ineficiente, a “decoreba” deve ser descartada como método mnemônico? A resposta é não. Na verdade, existem aqueles assuntos de que precisamos recordar tudo, ao pé da letra, isto é, temos de sabê-lo de cor e salteado.

Para esses casos, a “decoreba” também deve ser incorporada, mas como parte de um processo de facilitação de memórias de longa duração. Ela deve ser utilizada somente após a compreensão do assunto que será memorizado.

Oitavo hábito — Para lembrar o nome daquela pessoa

Se você é aquele tipo de pessoa que quando é abordado por alguém se desespera e fica se perguntando qual é o nome dele ou de onde o conhece, então fique tranquilo: você é uma pessoa normal.

Você pode estar apenas sofrendo de uma breve desordem mental, ocorrida no momento em que tentou identificar na memória, entre centenas, um rosto e um nome que coincida com o da pessoa que o abordou.

O oitavo hábito proposto é para aprender a gravar nomes e fisionomias. Essa habilidade desenvolverá a sua memória visual e auditiva, além da sua criatividade e imaginação.

Experimente relacionar em um caderno todas as pessoas que habitam a sua memória, só para ter uma ideia de quantas são elas.

Conhecemos muitas pessoas ao longo da vida. Se fosse possível construir uma casa para cada habitante da nossa memória, e se considerássemos absolutamente todos, inclusive os que não conhecemos pessoalmente, teríamos que arrumar terreno para levantar uma cidade.

Dessa forma, teríamos um bairro para as pessoas da família, outro para parentes distantes, amigos, colegas, amigos dos amigos, pessoas do círculo pessoal, social, profissional, religioso, acadêmico, esportivo, político, militar, midiático, pessoas do passado, do presente, e assim por diante.

A performance da memória é tão incrível que ela não fará distinção entre o rosto de uma pessoa que conhecemos pessoalmente e outra da internet ou da televisão. A memória é acolhedora e democrática.

Ela não cria uma área especial para o Tom Cruise, outra para o Tom Cavalcante, e uma terceira para o Seu Tom, o porteiro do prédio. Nomes e rostos pertencem a uma mesma categoria de memória — que todos os dias é incrementada com novos habitantes.

Por isso a confusão no momento em que alguém o encontra: é como se despejasse sobre a cama uma caixa com mais de mil fotografias 3x4, com o nome escrito no verso, e tentasse desesperadamente achar a da pessoa que está parada à sua frente.

É nesse cenário cômico e caótico que atuamos todos os dias: a memória visual se desdobra, tentando lembrar um detalhe especial no rosto daquela pessoa.

A auditiva lê o verso das fotografias, tentando lembrar o nome, e nós, reféns dessa confusão, rezamos para acabar logo aquele encontro para fugir do inevitável constrangimento.

Mas é você quem seleciona, num nível consciente ou não, quem é digno de habitar sua memória e, por isso, é você também quem cria os meios para resgatá-los. Entretanto, esse resgate nem sempre acontece no momento desejado, e é por isso que você fica constrangido.

Se você sente que conhece determinada pessoa, é porque provavelmente a conhece. É apenas uma questão de tempo e estratégia para encontrá-la na sua memória.

O problema é que a quantidade de pessoas na sua memória é tão grande e a vida é tão dinâmica que, no corre-corre, nem sempre você terá tempo de dar atenção a elas.

E aquele encontro às pressas não permite uma análise detalhada que estimule a memória e a permita lembrar daquela pessoa em particular. Ansioso e confuso, você acaba fingindo que lembrou dela.

O encontro termina, cada um segue seu caminho, e instantes depois, quando finalmente você relaxa, lembra o nome daquela pessoa. A frustração agrava a sensação de que a memória está ficando fraca. E você começa a achar que já não pode mais confiar nela.

Independentemente da posição social ou profissional que você ocupe, ou da quantidade de indivíduos com que tais condições o obriguem a lidar, sempre existe um meio de facilitar o trabalho da memória no processo de retenção ou de recordação.

Para isso, você poderá adotar algumas orientações básicas:

  • entenda que todas as pessoas são importantes: quando estamos interessados, motivados, apaixonados, gravamos as lembranças com muito mais força e detalhes;
  • confie na memória: acreditar ser incapaz de reter nomes pode ser a origem da dificuldade em lembrar de que muitos se queixam;
  • preste atenção nos estímulos: se você prestar atenção, vai reparar que reage a tais estímulos e que, se souber utilizar essas informações, verá que é muito fácil e seguro memorizar o nome das pessoas que vier a conhecer;

Nono hábito — Treine sua memória com números

Você já foi até um caixa eletrônico para sacar dinheiro e descobriu, segundos depois, que tinha esquecido a senha de acesso? Situação desagradável, não? Seguindo orientações simples, você poderá criar e memorizar números e senhas com muita facilidade.

Às vezes a gente nem se dá conta da memória que possui. Quando você canta uma música, comenta uma notícia, lembra a receita de uma deliciosa sobremesa está, na verdade, usando a sua memória.

Mas, apesar disso tudo, ainda há quem pergunte: “Se a minha memória é tão boa assim, então por que eu não consigo memorizar uma simples senha de banco?”. Nesse caso, a resposta é simples: porque nunca ninguém o ensinou a memorizar.

Existem basicamente dois tipos de senhas: a numérica, formada apenas por números e utilizada geralmente em serviços bancários, como caixas eletrônicos, e a alfanumérica, que é uma senha composta por números e letras, normalmente utilizada em serviços na internet, como contas de e-mail.

As senhas numéricas normalmente são aquelas mais temidas, porque as pessoas reclamam não serem capazes de guardar novos números na memória. Senhas alfanuméricas são mais fáceis de memorizar porque podem ser construídas combinando frases e números, como, “abretesesamo1000”.

É um fato que números são mais difíceis de memorizar do que palavras. Isso ocorre porque os números não nos remetem a imagens naturais. Os números são formas geométricas e por isso exigem maior grau de atenção.

Se você olhar ao seu redor, perceberá que existem muitos números nos acompanhando o tempo todo e que poderiam formar senhas inimagináveis para quem tentasse decifrá-las.

O segredo para criar uma senha simples e segura é você transformar números em coisas concretas. Pense num assunto do seu interesse e que você conhece muito bem.

Vamos imaginar que o assunto escolhido tenha sido culinária. Agora pense em alguns produtos ou alimentos que lhe vêm à memória. Por exemplo: arroz, ovos, água. Agora vamos converter esses três produtos em números, da seguinte forma:

  • um pacote de arroz tem 05 kg;
  • uma cartela de ovos tem 12 unidades;
  • um galão de água tem 20 litros.

Pronto! Você tem uma sequência numérica simples e muito segura: 0 5 1 2 2 0. Para memorizar a senha pegue o seu cartão bancário, olhe fixamente para ele e depois feche os olhos. Imagine então uma cena envolvendo a sequência: cartão, arroz, ovos, água.

Por exemplo: imagine o cartão empurrando um saco de arroz; o arroz cai em cima dos ovos; a sujeira dos ovos é lavada com um galão de água. Uma vez imaginada essa historinha, quando pensar no cartão lembrará dos números: 0 5 1 2 2 0.

Se você quiser, poderá inclusive escrever no cartão o assunto que você utilizou para formar a sua senha — neste caso, culinária. Essa será a chave para você se lembrar da senha escolhida.

Décimo hábito — Para se lembrar daquela data importante

A memória é a caixa de ferramentas na qual encontramos quase tudo o que procuramos. Soluções previamente arquivadas, que utilizamos à medida que precisamos tomar decisões ao longo do dia.

Nesse sentido, a memória é impecável em sua principal atribuição: gravar e fornecer tudo aquilo que desejamos. Ela é uma espécie de serva eficiente, discreta e submissa, que cumpre o seu papel de modo exemplar.

Está o tempo todo à sua disposição, mas infelizmente peca vergonhosamente em um único quesito: ela não conversa com você. “Quem deseja lembrar, deve à memória perguntar.”

Sendo ela uma serva obediente, só irá se envolver em alguma atividade quando realmente for solicitada.

A memória não bate à porta, em sua cabeça, dizendo: “Ei! Você está esquecendo a sua carteira sobre a mesa”; “Alô! Você não vai fazer o favor que lhe pediram?”; “Hoje é o aniversário da sua esposa, você não vai cumprimentá-la?”.

Na verdade, quando queremos lembrar alguma coisa, temos que estimular a memória e não simplesmente ficar esperando que ela nos estimule. No caso dos esquecimentos de datas importantes, a memória sempre leva a culpa, sem ao menos ter sido consultada.

Vamos começar partindo do princípio de que a observação da data deve ser feita antes de você sair de casa e não quando chega ao escritório ou a qualquer outro lugar para onde se dirija.

O calendário deve ser consultado todos os dias, mesmo aos sábados, domingos e feriados. Mas como fazer o calendário “conversar” com você todos os dias? Comece recolhendo todos os calendários da sua casa. Vamos redistribuí-los.

Calendários na porta da geladeira não funcionam! Eles precisam ficar em locais estratégicos. Locais em que você seja obrigado a consultá-los. Por exemplo: sobre a mesa da cozinha, que você usa para tomar o café da manhã.

Na porta do guarda-roupa. No desktop (área de trabalho) do seu computador. Que tal colocá-lo no espelho do banheiro? É um ótimo local, sabia? Você vai ao banheiro nos 365 dias do ano, não é?

É no banheiro que fazemos mecanicamente, isto é, sem precisar pensar, uma série de atividades rotineiras, como escovar os dentes, pentear os cabelos, fazer a barba, tomar banho, atender às necessidades fisiológicas etc.

Por estar realizando mecanicamente tais atividades, ficamos com a cabeça livre para refletir sobre muitas coisas. Então, o que aconteceria se, por exemplo, ao escovar os dentes, você olhasse para o calendário devidamente colado no espelho e perguntasse:

“Que dia é hoje? Essa é uma data especial?”. Eureca! No momento em que responde a essas duas perguntas, caso você se lembre, por exemplo, do aniversário de alguém, pode imediatamente fazer a si mesmo outra pergunta: o que devo fazer para me lembrar de cumprimentar essa pessoa?

Nesse caso, bastaria tomar uma providência eficaz para se lembrar de ligar e cumprimentá-la: telefone imediatamente para a pessoa. Depois, é só comemorar um esquecimento a menos em sua vida!

Notas finais

Quando utilizar essas estratégias, seja genial e faça de sua vida uma obra-prima. Seja impecável na realização de cada uma das suas atribuições. Seja caprichoso, concentre-se, aja de modo assertivo.

Quando você se concentra no que faz, naturalmente se lembra com mais facilidade do que fez. É hora de segurar as tranças da deusa da oportunidade. Chegou o momento de dirigir sua vida pisando forte no acelerador e deixando todo o sofrimento para trás.

Risque definitivamente o verbo “esquecer” do seu vocabulário. Não existe tarefa ou situação que não seja facilmente lembrada a partir do momento em que você toma a iniciativa e promove alguma ação efetiva para memorizá-la.

Sim, você também pode ser um campeão de memorização. Você também pode usar sua memória plenamente, de maneira que ela lhe dê todas as condições de ser ainda mais feliz. A escolha é sua! Agora é a sua hora de brilhar!

Dica do 12’

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