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O jogo infinito - resenha crítica

O jogo infinito Resenha crítica
Gestão & Liderança

Este microbook é uma resenha crítica da obra: The infinite game

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-4310-952-7

Editora: Editora Sextante

Também disponível em audiobook

Resenha crítica

Jogos finitos e infinitos

Onde existem pelo menos dois jogadores, há um jogo. E são dois os tipos possíveis. Os jogos finitos e os infinitos. Jogos finitos têm número de jogadores definidos previamente. Suas regras são fixas e os objetivos definidos em comum acordo. Quando um dos participantes alcança a meta estipulada, a disputa chega ao fim. Bons exemplos de jogos finitos são os esportes. E neles, há um juiz mediando a competição. 

Com os jogos infinitos, é diferente. Existem jogadores conhecidos e desconhecidos, as regras não são precisas ou acordadas. Claro, temos convenções e leis que regulam a forma como os competidores se comportam, dentro de determinados limites de convivência. Mas em alguns momentos, até elas são rompidas e mesmo assim o jogo segue. 

Aliás, ele pode mudar a qualquer momento por inúmeros motivos. Seus horizontes temporais não podem ser medidos. Não há uma linha de chegada e é impossível definir o que significa vencer. O objetivo é sempre seguir jogando. E não há juízes determinando quem ganhou ou quem perdeu a disputa em questão. Até porque, ela é bem abstrata. 

A vida, os relacionamentos, o mundo profissional, fazem parte desse segundo grupo. Você entrou nessa disputa faz muito tempo, em diversos segmentos, sem nem perceber. Quando você se dá conta da importância de lidar com um jogo infinito de maneira madura e consciente das limitações, terá melhores resultados, mais gratificantes e com menos estresse do que quando está em campo sem nem perceber. 

Causa justa 

Nos jogos finitos, entramos para ganhar. Mesmo que o esperado seja apenas se divertir e ter um bom desempenho, ninguém quer perder. Entre risadas e brincadeiras, todo mundo faz o máximo de esforço para ser o grande vencedor e render um bom papo depois do jogo de bola, de cartas ou na simples aposta feita entre amigos para descontrair. 

Em compensação, a motivação para um jogo infinito é outra. O objetivo nunca é vencer, mas continuar na disputa, levando adiante algo maior que nós. Sua vida profissional é a disputa mais fácil de ser compreendida nesse contexto. E esse entendimento melhora seus resultados dia a dia, seja qual for o campo de atuação. 

Em um jogo infinito, é preciso ter habilidades ao exercer a liderança. E a tarefa de deixar claro qual é a Causa Justa em questão é uma das mais importantes. Essa expressão indica a visão específica do futuro, um ponto atraente a ponto das pessoas fazerem sacrifícios até alcançá-la. Quando uma Causa Justa é válida e digna, todos os envolvidos na disputa se desdobram ao máximo. 

Causa verdadeira ou falsa?

Lembra da velha brincadeira do verdadeiro ou falso? Ela pode ser aplicada também ao tratarmos de jogos infinitos. Uma Causa Justa precisa ser convincente para todos os participantes. A causa se torna verdadeira quando todo o time percebe que vale a pena seguir dando o máximo da capacidade, se desdobrando para provar o próprio valor e atingir novas vitórias durante a disputa com a concorrência.  

Para definir a Causa justa, é preciso ter um propósito. Não basta, por exemplo, dizer que sua motivação para seguir em um emprego é pagar as contas no fim do mês, ou ter altos lucros na empresa que você comanda. Sem entender a razão da existência de estar no jogo infinito, não há vontade para seguir na disputa.  

E uma Causa Falsa desanima. O ímpeto de ser o melhor, a todo custo, é uma das principais. Porque se esse é seu único objetivo, ao perceber que a disputa em um jogo infinito nunca chegará ao fim, não fará mais sentido ter passado por cima de tudo e de todos em prol da vitória. Para o jogo seguir, é preciso mais que isso. É fundamental olhar para dentro de si e perceber o que lhe encanta. 

Se ainda não sabe a resposta, é bom repensar seu posicionamento nesta competição. 

Guardião da causa 

Um CEO trabalha como o guardião da causa em uma empresa. Caso ele não atue dentro de um padrão claro de responsabilidades e nem cumpra suas obrigações, pode estar reduzindo sua participação a um jogo finito, que a qualquer momento vai se encerrar, contra sua própria vontade.

Em muitos casos, profissionais desse nível não possuem as qualificações necessárias para exercer a função de guardião. É comum ver líderes e empresários que não têm a menor noção de seu papel ao motivar a equipe em meio a este jogo. É preciso ter cuidado com as palavras usadas para motivar seus subordinados. 

Isso porque não se pode brincar com os sonhos de outros profissionais. Cada um que dedica horas de sua vida por um mesmo propósito precisa ter a participação nesse jogo respeitada. Sem um guardião forte da causa a ser alcançada, a desistência do jogo é questão de tempo por boa parte do time.

No caso de sua vida pessoal, não tem para onde fugir. É você mesmo o guardião da causa que o move neste jogo. Conversas internas são fundamentais para não desanimar no meio do caminho e seguir adiante. Entre vitórias e derrotas, o mais importante é seguir firme na disputa por um futuro de realizações. 

Responsabilidade nos negócios

Passamos da metade deste microbook para falar um pouco sobre o jogo infinito no mundo dos negócios. O dinamismo do mundo contemporâneo faz com que os negócios estejam sujeitos a um ritmo alucinante de mudanças. E isso pode cobrar um alto preço.

Se você prestar bem atenção, vai notar que a rotatividade de empresas sendo obrigadas a sair do jogo cresce. Até a década de 1950, a vida média de uma empresa era de aproximadamente 60 anos. Na primeira década desse século, esse número caiu para 20. 

Com tantas tecnologias disruptivas e revoluções tecnológicas, o mundo mudou.

Você acompanha essas transformações? Elas também modificaram nossa forma de comunicação com o mundo. Quando você se dispõe a jogar o jogo dos negócios, precisa estar por dentro de tudo que rola em seu setor e nos que o influenciam.

Por isso, o jogo infinito dos negócios exige responsabilidade com o propósito interno de ser bem sucedido, mas também com as causas justas de sua corporação, seja você o dono ou um colaborador. Não importa qual a competição na qual se meteu, cumpra cada tarefa com vontade e esforço, dando o máximo de si para seguir jogando.  

Rivais dignos

É possível que você já tenha passado por uma situação parecida com essa historinha relatada por Simon Sinek. Sempre que ele ouvia o nome de determinado concorrente, sentia algum desconforto. Quando ouvia elogios ao seu trabalho, sentia uma pontada de inveja tomando conta de sua mente. 

Esse rival também atuava na área de palestras e livros sobre como interpretar o mundo. Nos encontros entre eles, o concorrente do autor era muito gentil, atencioso e conversava muito educadamente. E Sinek sempre buscava entender de que maneira o rival conseguia tanto sucesso, estudando sua forma de atuar para tentar superá-lo sempre que possível. 

Era comum passar verificando as classificações on-line de seus livros e depois comparar com as avaliações do trabalho escrito do rival. Tratava-se do principal adversário de Sinek, que queria vencer a todo custo. E era um rival digno. 

A vantagem dos jogos infinitos é saber que não há necessidade de haver uma vitória definitiva. Sinek percebeu o quanto seu concorrente, na verdade, também o fazia crescer. Ambos se admiravam mutuamente e acabavam se fortalecendo, jogando o desempenho para cima. Os dois ganhavam, ninguém perdia.

Como você se posiciona em sua área de atuação? É um rival digno ou busca permanentemente estar acima dos outros em um jogo que não terá fim? 

Flexibilidade existencial

Trabalhar a flexibilidade existencial nos permite encarar com mais maturidade os jogos infinitos. Essa é a capacidade de instaurar uma ruptura extrema num modelo de negócio ou num percurso estratégico para fazer uma Causa Justa avançar com mais eficácia. 

Não entendeu? É mais simples do que parece. Quando se trabalha com flexibilidade existencial, o jogador trabalha e projeta permanentemente o imprevisível em sua vida. Jogadores com mentalidade finita tremem de medo das mudanças e disrupções. O novo é seu maior medo. 

Mas em jogos infinitos, nunca seremos avisados sobre quando as coisas vão sair do lugar. É sempre de uma hora para outra. Quando um líder com mentalidade infinita com uma percepção clara de sua Causa olha para o futuro e vê que o caminho em que está irá restringir significativamente sua aptidão para fazer avançar sua Causa Justa, ele flexibiliza. Tudo muda o tempo todo. E é preciso estar preparado. 

A coragem para liderar 

Em um jogo infinito, coragem não se refere apenas às nossas ações. Isso porque até mesmo líderes operando com mentalidade de competições finitas também podem assumir riscos e dar certo. No caso aqui em questão, coragem é sinônimo de disposição para mudar completamente a percepção sobre o funcionamento do mundo. 

Ter coragem para liderar é perceber a melhor forma de se portar para permanecer na disputa, de acordo com as circunstâncias exigidas e sem desanimar nos momentos de baixa. É se aproveitar das habilidades dos oponentes e tirar dali a força necessária para a equipe confiar em sua causa. 

Nós nascemos para ganhar. E você precisa estar sempre preparado para entrar nessa disputa que nunca tem fim. Estamos na torcida!

Notas finais 

Quando estamos por dentro das regras, o caminho para chegar à vitória fica muito mais fácil de ser trilhado. Ao compreender características comuns de disputas em todos os segmentos de atuação, ficamos mais preparados para superar eventuais derrotas sem desanimar, mas adquirindo ainda mais forças para seguir em frente, compreender as novas regras e nos reinventarmos diante dos novos participantes. 

Dica do 12min

Em Jogar para vencer, você tem dicas simples e práticas de como entrar para ganhar na disputa contra a concorrência, seja qual for o setor de atuação. 

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Quem escreveu o livro?

Simon O. Sinek é um autor, palestrante e consultor que escreve sobre liderança e gestão. Ele é conhecido por popularizar conceitos como o círculo dourado e os 5 por quês amplamente adotados por profissionais de todo o mundo. Sinek começou sua carreira nas agências de publicidade de Nova York Euro RSCG e Ogilvy & Mather. Mais tarde, lançou seu próprio negócio, Sinek Partners. Sua palestra How Great Leaders Inspire A... (Leia mais)