O Jeito Harvard de Ser Feliz Resumo - Shawn Achor

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O Jeito Harvard de Ser Feliz

O Jeito Harvard de Ser Feliz Resumo
Produtividade & Gestão do Tempo

Este microbook é uma resenha crítica da obra: 

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 8502180266, 978-8502180260

Também disponível em audiobook

Resumo

A psicologia positiva na prática

O autor saiu de uma cidade no interior do Texas e vislumbrava estudar em Harvard como um enorme privilégio, talvez inalcançável para alguém de origens não muito abastadas. Assim que conseguiu pôr os pés pela primeira vez em Harvard, foi como uma paixão à primeira vista: ficou por lá por 12 anos depois de concluir a pós-graduação, morando em um quarto pequeno e dando aulas de mais de 16 disciplinas. Ele sempre considerou estar em Harvard como um privilégio do qual ele deveria aproveitar cada instante, bem como foi o começo para ele notar os padrões geradores de estresse para estudantes, que foi o princípio de seus estudos sobre a busca por ser feliz. Esse é nosso ponto de partida, por meio da visão de quem aplicava suas atitudes positivas diariamente e evitava ao máximo que o estresse tomasse conta de suas atividades.

O paraíso perdido e encontrado

Quando Harvard foi fundada há mais de 300 anos, John Milton escreveu em Paraíso perdido: “A mente é um lugar em si mesma, e em si mesma pode fazer do céu um inferno, e do inferno, um céu”. Achor refletiu sobre isso ao se deparar com diversos alunos seus que esqueciam o privilégio que era estar em Harvard. Suas preocupações com notas, estudos e os rumos que tomaria em suas carreiras os faziam estar em permanente estado de estresse, com a competição e a carga de trabalho tomando todo seu tempo e impedindo-os de pensar em outra coisa. Ao ser convidado para uma palestra em uma empresa na África do Sul, o autor viu-se diante de uma realidade em que ter lição de casa era considerado um privilégio para estudantes de guetos. Então, por que não focar no que é melhor para ser mais feliz?

Pesquisa da felicidade em Hogwarts

Depois de ter passado 12 anos vivendo em Harvard, Achor voltou ao Texas e deparou-se inúmeras vezes com as perguntas de seus alunos, que comparavam o antigo local de trabalho e sonho de tantos estudantes ao redor do mundo a Hogwarts, a escola mágica dos filmes de Harry Potter. E foi seu amor por aquele lugar que o fez ficar espantado com alguns dados sobre os alunos de onde ele também havia estudado. Em 2004, um levantamento do Harvard Crimson revelou que quatro de cada cinco alunos de Harvard sofrem de depressão pelo menos uma vez durante o ano letivo e, aproximadamente, metade de todos os alunos sofre de uma depressão tão debilitante que não consegue exercer suas atividades. Essa epidemia de infelicidade não se restringe a Harvard: um levantamento do Conference Board, um instituto de pesquisas sem fins lucrativos, realizado em janeiro de 2010, mostrou que apenas 45% dos trabalhadores entrevistados estavam felizes com o emprego, marcando o ponto mais baixo em 22 anos de levantamentos. Os índices atuais de depressão ao redor do mundo são dez vezes mais altos do que em 1960. Os números não mentem: os métodos que usamos para sermos felizes não estão sendo os mais adequados.

Escape do culto da média

Se nos limitarmos a estudar a média, permaneceremos medianos. Portanto, buscar sempre o melhor em tudo aquilo que fazemos é tarefa inadiável, desde o que fazemos no trabalho até as funções mais corriqueiras de nosso dia a dia em casa. Gráficos dão demonstrações de o quanto é normal os alunos de Harvard se dispersarem no meio do caminho dos estudos, quando alcançar a média parece ser mais interessante do que estar entre os melhores para dar prosseguimento na carreira. Mire o mais alto que puder.

Focado demais no negativo

Aqueles que não conseguem se firmar entre os melhores tendem a se afundar diante da percepção do lugar em que estão. Isso é um traço que aparece na Psicologia, que normalmente volta seus olhos aos dados negativos, sejam eles de doenças ou outros traços comportamentais de um determinado grupo de indivíduos em comum. Na percepção de que algo não está indo bem, procure usar os números a seu favor em vez de colocá-los como algo imutável, ou uma notícia negativa sem chances de ser revertida.

Preste atenção aos valores discrepantes positivos

Quanto mais estudava as pesquisas surgidas no campo da psicologia positiva, mais Achor percebia como não só os alunos de Harvard, mas toda a sociedade está equivocada em relação às crenças sobre realização pessoal e profissional. Estudos demonstraram de maneira conclusiva que o caminho mais rápido para a realização não é apenas se concentrar no trabalho e que a melhor maneira de motivar os colaboradores não é dar ordens aos gritos e criar uma força de trabalho estressada e temerosa. Em lugar disso, novas e radicais pesquisas sobre a felicidade e o otimismo como premissas básicas para um melhor rendimento em todos os campos ganham cada vez mais uma importância nunca antes atentada pelos acadêmicos. Passar a dar mais valor às atitudes referentes à positividade virou um mantra nas pesquisas de Achor.

Os sete princípios

Quando terminou de analisar o enorme volume de pesquisa sobre a busca pela felicidade, Achor isolou os sete padrões específicos, funcionais e comprovados de sucesso e realização pessoal e profissional. São eles: o benefício da felicidade, o ponto de apoio e a alavanca, o efeito tetris, encontro de oportunidades nas adversidades, o círculo do zorro, a regra dos 20 segundos e o investimento social, conforme veremos adiante.

Fora da torre de marfim

Pouco depois de descobrir os sete princípios para se chegar à felicidade, Achor queria levar esse conhecimento para além dos estudantes de Harvard e abriu uma pequena empresa de consultoria chamada Aspirant, para oferecer serviços sem fins lucrativos. Infelizmente, pouco tempo depois a economia global entrou em crise e ele precisou adiar esse sonho e seguir adiante.

O benefício da felicidade no trabalho

“Ser feliz não é acreditar que não precisamos mudar, é perceber que podemos.”

Ainda que suas conclusões em decorrência de tantas pesquisas levem ao entendimento de que a aplicação de princípios propondo um ambiente de felicidade no trabalho seja a melhor forma de melhorar o rendimento e a saúde mental dos trabalhadores, parecia para Achor que tal conhecimento era escondido a sete chaves. Não se difundia da melhor forma o quanto é benéfico para todo ambiente de trabalho que se promova a aplicação de princípios de felicidade tanto em escritórios quanto em salas de aula. Isso o motivou ainda mais a percorrer o mundo com consultorias e palestras, para passar tudo o que ele sabia a outros que precisavam de melhores resultados.

Mudar é possível

A mudança positiva duradoura é a chave para a melhoria, bem como a passagem entre adquirir informação para a etapa da transformação (dos comportamentos e das atitudes em geral). Se fosse impossível mudar nossas atitudes, tendo em vista hábitos mais felizes e benéficos para os ambientes de trabalhos e estudo, um livro como esse seria uma piada cruel e de mau gosto apenas, concorda?

Os sete princípios colocados em prática

Para que se possam colocar em prática os sete princípios, é necessários entendê-los de forma mais aprofundada para buscar sua aplicação no dia a dia, em todos as atitudes, tendo assim um melhor rendimento em nossas atividades profissionais e pessoais. As pessoas de maior sucesso, aquelas que possuem a vantagem competitiva, não consideram a felicidade como sendo alguma recompensa distante pelo empenho, nem passam os dias com uma postura neutra ou negativa; elas capitalizam os aspectos positivos e seguem colhendo as recompensas. E é crucial entender como isso pode ser feito, por que funciona e se beneficiar disso. É preciso sempre tem em mente que o sucesso é que gira ao redor da felicidade e não o contrário.

O benefício da felicidade

A felicidade não possui um único significado: ela depende da pessoa que a vivencia. É por isso que os cientistas referem-se à felicidade em termos de “bem-estar subjetivo” – porque tudo depende de como nos sentimos em relação à nossa própria vida. Em resumo, só cada indivíduo pode saber individualmente até que ponto é feliz. Basicamente, os cientistas definem a felicidade como a experiência de emoções positivas – prazer combinado com um senso mais profundo de sentido e propósito. A

felicidade implica um estado de espírito positivo no presente e uma perspectiva positiva para o futuro. Ela é a alegria que sentimos quando buscamos atingir nosso pleno potencial. O principal propulsor da felicidade são as emoções positivas, já que a felicidade é, acima de tudo, um sentimento. Alguns pesquisadores preferem o termo “emoções positivas” ou “positividade” em lugar de “felicidade”, porque, apesar de serem essencialmente sinônimos, “felicidade” é um termo mais vago e impreciso.

Uma análise de pesquisas sobre o tema reuniu os resultados de mais de 200 estudos científicos envolvendo 275 mil participantes – e revelou que a felicidade leva ao sucesso em praticamente todos os âmbitos da nossa vida, inclusive casamento, saúde, amizade, envolvimento comunitário, criatividade e, em particular, emprego, carreira e negócios. As evidências dão conta de que a felicidade causa o sucesso quando as emoções positivas afetam o funcionamento do cérebro e alteram o comportamento. Enquanto isso, as emoções negativas limitam a amplitude de ações, o que teve um importante propósito evolutivo. Portanto, ninguém é mais produtivo porque é feliz: a felicidade é a responsável por nos levar a mais produtividade.

O ponto de apoio e a alavanca

O princípio de Arquimedes diz: “Dê-me uma alavanca longa o suficiente, um ponto de apoio e moverei o mundo”. Tal proposição também pode se aplicar em nossas atitudes. Quando positivas, elas tendem a ser a alavanca apoiada em nosso cérebro como um ponto de apoio, que vai nos levar a mover o mundo em prol de nossos objetivos ou metas a serem alcançadas. Quando não se consegue chegar lá, basta mover a alavanca em outra direção,contando com a poderosa alavanca da felicidade apoiada no cérebro por meio de atitudes positivas: assim vamos mover o mundo.

O efeito Tetris

Quem nunca passou um tempo distraindo-se jogando Tetris? Vários bloquinhos que vão se amontoando até construirem um grande cenário que vai baixando, enquanto pontuamos o máximo possível e a velocidade aumenta. Pois o efeito Tetris funciona de forma semelhante: criamos um determinado padrão para ir construindo nosso castelo da felicidade ao vermos ser aquele o melhor caminho para chegar lá. Deve ser sempre usado de forma positiva, evidentemente. Alguém incapaz de romper um padrão de pensamento ou comportamento negativo, por exemplo, tende a virar o efeito Tetris do avesso e nunca sair do marasmo da infelicidade. Mantenha o padrão de atitudes positivas e seu Tetris lhe fará pontuar muito mais.

Encontre oportunidades na adversidade

Capitalizar as quedas para ganhar mais impulso e voltar a subir é o passo inicial de uma retomada quando as coisas não estão indo bem. É comum sentir-se desanimado por algum revés. Achar que as atitudes positivas não servem para nada e que o melhor seria manter as antigas ações de negatividade, sem se dar conta de que isso é um grande erro. Todos nós passamos por maus momentos. Crescimento pós-traumático é uma etapa importante de nossas trajetórias, pois é quando entendemos onde erramos e quais as rotas que devem ser corrigidas no caminho. É nas adversidades que se encontram as oportunidades-chave para um recomeço. Sem abandonar as atitudes positivas.

Círculo de Zorro

O conceito do Círculo de Zorro é uma poderosa metáfora de como podemos atingir nossas metas mais ambiciosas no trabalho, na carreira e na vida pessoal. Um dos maiores propulsores do sucesso é a crença de que o nosso comportamento faz a diferença, de que temos controle sobre o nosso futuro. No entanto, quando o estresse e a carga de trabalho parecem se acumular mais rapidamente que a nossa capacidade de suportá-los, o sentimento de controle muitas vezes é o primeiro a ser perdido, especialmente quando tentamos dar um passo maior que a perna. Se, no entanto, concentrarmos nossos esforços primeiro em pequenas metas exequíveis, recuperamos o sentimento de controle tão crucial para o desempenho. Ao restringir o escopo dos nossos esforços primeiro e depois observar esses esforços produzirem o efeito pretendido, acumulamos os recursos, o conhecimento e a confiança necessários para expandir o círculo, conquistando aos poucos uma área cada vez maior. Afinal, o Zorro aprendeu cada golpe com sua espada aos poucos, devagarinho, não é mesmo?

A regra dos 20 segundos

Tal regra nos aproxima das atitudes que devem ser tomadas para que possamos alcançar nossos objetivos e continuarmos trilhando o caminho da felicidade com atitudes positivas. Os 20 segundos de esforço adicional necessários são o que Achor denominou ao descobrir que, por vezes, desistimos de algo almejado quando falta bem pouco, como um empurrãozinho. Basta colocar o comportamento desejado no caminho da menor resistência, de forma que exija menos energia e esforço para seguir em frente. A Regra dos 20 Segundos, tem esse nome pois basta reduzir em apenas 20 segundos a barreira à

mudança para ajudar a formar um novo hábito . Na verdade, muitas vezes leva mais de 20 segundos para fazer a diferença, mas a estratégia em si pode ser aplicada a qualquer coisa. Reduza a energia de ativação para os hábitos que deseja adotar e aumente-a para

hábitos que deseja evitar. Quanto mais pudermos reduzir ou até eliminar a energia de ativação necessária para as nossas ações desejadas, mais aumentamos a nossa capacidade de dar início à mudança positiva.

Investimento social

Nosso capital social é o maior ativo que podemos ter. Ter boas pessoas ao nosso redor ajuda a trilhar um caminho mais fácil para ter atitudes positivas e ser feliz. Em meio ao extremo profissionalismo, muitos esquecem de interagir socialmente e acabam se fechando em um mundo próprio, apenas se preocupando com números e metas. Erro crasso. Pensar no lado humano das pessoas ao nosso redor deve ser um de nossos primeiros passos rumo às conquistas de felicidade. As redes de contatos que construímos em sociedade são um ativo que não devemos menosprezar nunca.

O efeito propagado

Seguindo esses sete passos, o efeito das atitudes positivas será notório em seu desenvolvimento pessoal e profissional. Enxergar o que se pode e deve fazer de forma positiva lhe fará mais feliz. É como se tudo se clareasse e você passasse a enxergar melhor o que estava escondido. Vale a pena seguir por esse caminho.

Espalhe o benefício da felicidade em todos os lugares

Não basta apenas praticar o jeito Harvard de ser feliz sem espalhar os métodos para o sucesso. O benefício da felicidade merece ser conhecido por todos, em todos os setores. Conte para sua família e colegas de trabalho o quanto as atitudes positivas lhe trouxeram melhores resultados do que antes e veja os ambientes contaminados pela felicidade. Espalhe, converse e ajude: torne a vida de todos à sua volta mais positiva!

Notas finais

As ideias de atitudes positivas para almejar ambientes melhores e mais felizes, aproximando-nos ainda mais de nossas metas, vem desde a Grécia Antiga. E não há segredo, basta buscar as atitudes positivas para perceber no dia a dia o quanto vai ficar fácil atingir suas metas e melhorar o clima no trabalho, em casa, com todas as pessoas ao seu redor. Quando Shawn Achor passou a ver em suas pesquisas que Harvard pode ser mais do que um lugar para estudos e competição, os resultados foram inesperados. Perceber que até a Psicologia vem se rendendo ao fato de que a felicidade parte de nós e de como agimos nas pequenas atitudes já é um começo. Os sete princípios para ser feliz não são nenhum bicho de sete cabeças e dar a chance para praticá-los a partir do momento em que acordamos muda nossa vida para melhor. Ser feliz não é difícil: basta ser aplicado, ter vontade e tomar as atitudes corretas.

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Quem escreveu o livro?

Shawn Achor é um pesquisador americano sobre 'felicidade', autor e dá palestras sobre advocacia e psicologia positiva. Após a faculdade, Achor trabalhou como Provedor de Freshman e assistente de ensino na Universidade de Harvard. Ele foi um dos assistentes de ensino para o popular curso "Felicidade" de Tal Ben-Shahar. Em 2007, Achor fundou o GoodThinkInc. (GoodThink), e depois co-fundou o Institute for Applied Positive Research com sua esposa Michelle Gielan. A empresa oferece serviços de consultoria, seminários e apresentações sobre psicologia positiva destinadas a melhorar o desempenho no trabalho. A equipe é composta por pesquisadores, palestrantes e formadores, que fornecem informações às organizações.... (Leia mais)