O Cérebro Com Foco e Disciplina Resumo - Renato Alves

Aprenda a aprender de casa! Para você usar o tempo a seu favor! REDUZIMOS A ASSINATURA EM 30%!

Oferta por tempo limitado!

7301 leituras ·  4.6 avaliação média ·  2063 avaliações

O Cérebro Com Foco e Disciplina

O Cérebro Com Foco e Disciplina Resumo
Produtividade & Gestão do Tempo

Este microbook é uma resenha crítica da obra: 

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 8573129875, 978-8573129878

Também disponível em audiobook

Resumo

Tem dificuldade em se concentrar? Hoje em dia, com tantos afazeres, tantas distrações e tantas obrigações, é fácil se perder na mente, e perder parte da produtividade para a confusão mental. Para batalhar essa exaustão, o presente microbook traz consigo uma série de dicas e técnicas para reconquistar o controle de sua potencialidade mental.

Quer ser mais produtivo? Ter mais concentração para estudar ou trabalhar? O presente microbook é ideal para essa proposta. Perfeito para ser lido em momentos de estudo e concentração.

Renato Alves é um recordista de memorização. Além de autor deste livro, ele é um palestrante de renome internacional, tendo impactado mais de 3 milhões de pessoas em sua carreira. Procurando trazer as melhores práticas de cuidado com a mente para seus leitores, Renato promove uma melhor qualidade de vida a todos os que aprendem com ele. Que tal mergulharmos neste microbook nos próximos 12 minutos?

Controle mental

Renato Alves inicia a presente obra trazendo aos leitores as contribuições de Osho, líder religiosa, de tradições dármicas, que desenvolveu uma impressionante capacidade de meditação.

Para ele, todos os seres humanos nascem dotados de inteligência e, ao longo da vida, vamos nos distanciando desse saber original. Isso acontece por que enchemos nossas mentes com pensamentos distraídos, o que reduz o nosso potencial de realização.

Como resultado, muitos são, atualmente, incapazes de aproveitar os melhores momentos de suas próprias vidas: mesmo de férias em um local relaxante, nossa mente nos atordoa com uma imensidão de preocupações que tiram nosso foco do presente e levam nossa atenção a outros lugares.

Dessa forma, em uma praia, nos tornamos incapazes de perceber temperatura amena do mar ou, sequer, vivenciar a beleza do momento presente. Pelo contrário, mantemos os altos níveis de estresse que experimentamos em nossa rotina profissional.

Entretanto, uma criança que esteja no mesmo local, certamente, sentiria e agiria de modo diverso. Provavelmente, ela investiria a maior parte de sua energia mental concentrando-se no momento presente, contemplando cada uma de suas experiências sem maiores preocupações quanto ao futuro iminente ou distante.

De fato, para uma criança, o futuro não tem relevância e o passado é esquecido rapidamente. Tudo o que importa é o que ela está vivenciando aqui e agora. Afinal, é nele que o nosso verdadeiro “EU” encontra a oportunidade de se manifestar.

Renato Alves afirma que a melhor forma de viver o momento presente e, a partir dele, construir o futuro é acalmar e, sobretudo, controlar a sua mente.

Com isso, você pode desenvolver e continuamente treinar o seu foco, pois, adquirir autocontrole e ter paz mental é um estado absolutamente necessário para garantir que suas melhores ideias floresçam.

Quanto às crianças, o que elas têm de diferente dos adultos é uma espécie de “programa padrão” elaborado para rodar exclusivamente no presente, ou seja, elas vêm ao mundo com o “programa” da felicidade plena instalado.

O professor de Psicologia Rod Martin, da Universidade de Ontario, pesquisou as funções e a natureza intrínseca do humor. Em seus estudos, constatou que as crianças sorriem cerca de trezentas vezes em um único dia. Para os adultos, tais momentos de felicidade espontânea ocorrem em menos de vinte ocasiões.

Essa comparação revela uma desproporção absurda que, indubitavelmente, gera danos à saúde. Sendo assim, é preciso que os adultos se empenhem em reconquistar a alegria originalmente sentida na infância.

Todos estamos mais do que qualificados a desenvolver concentração e autocontrole. De fato, sempre estivemos, pois, nascemos para encontrar a felicidade, não a tristeza ou a depressão.

Se parar para pensar, você perceberá que o seu maior objetivo não é disputar as melhores posições com o próximo, colecionar posses materiais ou ser o homem mais rico de um cemitério. Viemos ao mundo para sermos felizes!

Talvez, o nosso “software” tenha sido hackeado pelas dificuldades da vida e pelos pensamentos nocivos que preenchem nossa mente. Porém, nem todas as vicissitudes do mundo podem apagar a felicidade guardada em nosso íntimo.

Entenda, de uma vez por todas, que é você quem dirige a sua mente. Domine, observe e, sobretudo, conheça os pensamentos que povoam a sua mente. Caso contrário, eles poderão destruir você.

A robotização da rotina

Infelizmente, as pessoas vivem como se estivessem imersas em um tipo de transe, cerebralmente anestesiadas. Basta observar os ambientes nos quais há interação profissional ou social e você mesmo poderá constatar tal fato.

Esse transe significa uma espécie de prisão mental que encerra a todos em uma cruel rotina que envolve acordar, suportar o trânsito, trabalhar, suportar o trânsito de novo, ir para casa, comer apressadamente, tomar banho e deitar para dormir.

Aos finais de semana, quando, em tese, todos deveriam descansar e encontrar os amigos para se divertir, o padrão é ficar jogado em um sofá diante da TV, prestando atenção a uma programação banal. Ou, então, forçar os olhos na diminuta tela de um celular, curtindo publicações, enviando mensagens e divulgando conceitos vazios.

Tratam-se, na realidade, daquilo que o autor chama de “vidas em modo de espera” que, tão somente, funciona.

Parece que todos perderam o foco. Embora existam algumas exceções, praticamente ninguém mais é capaz de refletir acerca do sentido de suas próprias existências, correndo de um lado a outro em busca de algo que não sabem o que é. Esses indivíduos, compartilham, entre outras coisas, a sensação de que o dia não cabe em apenas 24 horas.

Incapazes de planejar o próprio amanhã, essas pessoas não têm a mínima noção do que estão vivendo no presente: perderam o controle sobre o próprio destino. Será que você não está, também, entrando neste grupo?

Na prática, é bem simples identificar quem está perdendo o rumo na vida. São aquelas pessoas com não se levantam animadas pela manhã. Brutalmente acordadas pelo despertador, não conseguem se alegrar com as coisas simples, como o canto dos pássaros e a beleza multifacetada da natureza.

Como não encontram tempo para se espreguiçar e, assim, deixar de respirar adequadamente, abrir a janela e agradecer por um novo dia de vida. A vida em família é prejudicada e tendem a se ausentar da rotina dos filhos.

Em vez de dedicarem-lhes a atenção amorosa que merecem, despertam os filhos aos berros, cobrando deles uma postura de adultos e exigindo sua adaptação ao ritmo frenético que tomou conta do nosso dia a dia. Com essas características, não é de admirar que não sejam capazes de seguir um planejamento ou roteiro de trabalho.

O expediente laboral é iniciado com essas pessoas conectadas e cercadas de dispositivos eletrônicos que enchem suas mentes de informações que geram uma ansiedade paralisante. Em consequência, o dia passa em um “piscar de olhos”, e nada de produtivo é realizado.

Ao fim do dia, a mente em frangalhos não pode organizar os pensamentos, voltando-os à reflexão, estudo, meditação ou leitura.

Quando, por fim, vão se deitar, a noite de sono, que deveria ser tranquila e reparadora, é povoada por pensamentos relacionados à imensidão de tarefas e problemas que se acumularam ao longo do tempo.

Para Alves, a perda de controle gera a perda da noção temporal, o que faz com que aceleremos nossas atividades e, dessa forma, criamos a sensação de que o tempo passa cada vez mais rápido.

Passamos a viver como se a vida não tivesse fim, desleixados com os cuidados necessários para manter a sanidade de nossas mentes e corpos. Seguimos robotizados, sempre correndo atrás das alterações de um mundo em constante mutação.

O poder das distrações

O autor oferece o exemplo do célebre jogador Kaká. O craque, que reside em São Paulo, possui recursos financeiros mais do que suficientes para frequentar os mais finos hotéis, os melhores restaurantes, vestir roupas de grifes famosas, dirigir os carros mais potentes e participar de eventos da “alta sociedade”.

Todavia, Kaká afirmou mais de uma vez que, do seu ponto de vista, o que mais importa é estar em um estado de paz consigo mesmo e com aqueles que o cercam. Perseverante e disciplinado, o jogador é um verdadeiro modelo de autocontrole:

Embora tenha atingido o ápice da carreira e, consequentemente, fama, dinheiro e sucesso em todo o mundo, jamais qualquer deslumbramento o desviou do rumo que escolheu para si.

Pelo contrário, Kaká mantém a humildade e a postura ética que demonstrou em todos os momentos de sua vida. Ao lado de sua linda família, vivencia na prática os valores cristãos que sempre o guiaram.

Ao lado da história de Kaká, o autor chama a atenção dos leitores para outro personagem, o jovem Eduardo que trabalha como corretor em uma bem-sucedida empresa de seguros. Por ser bastante comunicativo, Eduardo encontrou o sucesso nessa profissão.

Residente em uma grande metrópole, nosso corretor possui uma rotina de trabalho previsível, moldada ao longo dos anos sempre cumprindo a mesma função na empresa. Ao acordar, segue-se um verdadeiro ritual: banho, vestir roupas, fazer café e seguir, de carro, ao trabalho.

Profissionalmente, Eduardo atua na captação de clientes, além de fazer a manutenção dos contratos vigentes. Embora não seja rico, ele se considera realizado. Com alguma economia, e muitos sacríficos, adquiriu uma casa confortável, um bom automóvel e conta, ainda, com alguns recursos na poupança.

Eduardo tem tudo o que julga necessário e, assim como Kaká, costuma dizer que encontrou a paz na vida.

Certo dia o relógio de pulso de Eduardo deixou de funcionar. Como era o único relógio que possuía e necessitava dele para a realização de suas atividades, rapidamente o levou para consertar.

Enquanto aguardava a realização do conserto, uma vendedora, tão simpática quanto podem ser aquelas que atuam nessa área, apresentou-lhe inúmeros modelos e sugeriu que Eduardo adquirisse um deles. Gostando da proposta, nosso corretos comprou um relógio novo e pagou pelo conserto do que tinha se quebrado.

No outro dia, ao cumprir seu ritual matinal, Eduardo abre a caixa e constata, não sem um certo brilho no olhar, que agora possuía mais do que apenas um relógio. O que isso significa? A partir de agora, Eduardo tem duas alternativas e, portanto, um problema.

Entusiasmado, o corretor não pode notar que despertava em seu íntimo um poderoso mecanismo: a possibilidade de tomar decisões e fazer escolhas.

Durante muitos anos, os cientistas discutiram, levantaram hipóteses, redigiram artigos a respeito de qual a melhor forma de definir a inteligência humana. Pesquisas recentes demonstram que, de fato, não possuímos apenas um único tipo de inteligência, mas vários.

Atualmente, fala-se em diferentes níveis e formas de inteligência, tais como a espiritual, a emocional, a política, a lógica, a cinestésica, a musical etc. Na realidade, todas essas diferentes definições são galhos de um mesmo tronco: a capacidade humana de escolher entre múltiplas alternativas.

Sob essa perspectiva, quanto mais inteligente somos, melhor é a nossa capacidade de fazer boas escolhas. Para o catolicismo, o próprio Deus incutiu essa fagulha em nossa mente, chamando-a de livre arbítrio.

Segundo a Bíblia, desde o Jardim do Éden, o homem sempre pôde fazer suas escolhas e tomar decisões. Fazemos escolhas rápidas ao guiar um automóvel ou andar por locais movimentados, e decisões demoradas quando montamos um prato no self-service ou fazemos uma prova de múltiplas alternativas.

Tomamos decisões o tempo todo, sejam elas rápidas, simples, lentas ou complexas. Na maioria das vezes, sequer nos damos conta disso.

Voltando ao exemplo de Eduardo, agora o encontramos parado diante de seus relógios e, portanto, de duas alternativas. A escolha foi rápida: iria ao escritório com o novo relógio no pulso.

Desta feita, a escolha foi simples, no entanto, a imposição de ter que, diariamente, optar por um relógio, criou um problema na rotina do corretor. E problema é sinônimo de distração.

De fato, no escritório, Eduardo “sofreu” a mais poderosa arma de influência social: a aprovação. Seus colegas elogiaram sua nova aquisição e, um após o outro, elogiaram seu senso estético e a beleza de seu novo relógio.

Entre as mais eficientes formas de convencer uma pessoa, encontra-se o princípio de aprovação. Segundo ele, definimos o que é certo ou errado de acordo com aquilo que as outras pessoas pensam ou dizem pensar em relação, validando, inclusive o comportamento socialmente aceito.

Todavia, em situações como essa, é comum termos algumas surpresas, pois, embora estejamos totalmente integrados a um meio profissional ou social, é comum nos sentirmos carentes e solitários.

Nesses momentos, ficamos “à flor da pele” e o menor gesto de carinho e atenção, por mais rápidos que sejam, pode influenciar nossa conduta, uma vez que podem alterar a composição química do cérebro, gerando bem-estar. Todavia, o preço a ser pago por tais breves instantes de aprovação, pode vir a ser demasiadamente caro.

De fato, esse pode se configurar o início de uma longa fase de escravidão. Após algumas semanas, Eduardo volta à loja e, ato contínuo, adquire um novo relógio. Dessa forma, ele passa a dispor de três alternativas a considerar. O que importava, em sua mente, era receber novos elogios no trabalho.

Por mais que esse relato pareça simplista, é a forma que Alves encontrou para demostrar como, em certas ocasiões, preenchemos nossas mentes com elementos triviais e, assim, deixamos de lado o que realmente importa.

Caso você tivesse a possibilidade parar e analisar calmamente os pensamentos que habitam a sua mente, certamente, se surpreenderia com uma verdadeira enxurrada de pensamentos incoerentes. Se você pudesse classificá-los em diferentes categorias, descobriria que, em sua maioria, são originados por escolhas inconscientes.

Além disso, se pudesse verificar os motivos que o levaram a isso, encontraria estímulos complexos, como a decisão de dispensar um funcionário, e muitos inúteis, como escolher sapatos, relógio, roupa, perfume etc. Dessa forma, nos tornamos experts em distrações.

Improdutividade: o mal do século

Uma mente descontrolada e repleta de pensamentos incoerentes bloqueia a sua capacidade de realização. Embora ainda tenha projetos, metas e aspirações, a pessoa perde a força necessária para os colocar em prática, uma vez que fica imersa em devaneios permanentes.

Dessa forma, quando passamos a atender os impulsos que furtam nossa concentração, inicia-se a morte de nossos sonhos. Existem, por exemplo, advogados e estudantes que necessitam dedicar grande parte do tempo encurvados sobre livros teóricos.

No entanto, estudam em ambientes estimulantes, nos quais há pessoas entrando e saindo, conversando e fazendo barulhos constantes.

Em lugares assim, que deveriam ser recantos de meditação e leitura, não é incomum encontrarmos rádios, telefones e TVs sintonizadas em shows musicais e comerciais atrativos.

Animais domésticos e crianças também ficam próximos, exigindo atenção. Temperatura inadequada, postura incômoda, iluminação ruim, enfim, toda uma série de estímulos que coíbem a mente de se manter focada na atividade em questão.

Não surpreende, portanto, que percamos o controle. O autor cita estudos realizados nos EUA acerca de interrupções, nos quais, descobriu-se que os estudantes não conseguem se concentrar nas tarefas por mais do que dois minutos sem as interromper para enviar e-mails ou conferir as redes sociais.

Nos ambientes de trabalho a realidade não é muito diferente: a imersão dos funcionários não ultrapassa os onze minutos. O resultado? Ser interrompido a cada momento impede que você faça o que deveria!

A quantidade de estímulos é tamanha que não somos capazes de progredir em nossas tarefas e, portanto, nos tornamos improdutivos. Com a leitura, o cenário, infelizmente, não se altera, pois, a grande maioria dos leitores não realiza nenhuma preparação antes de abrir um livro.

A leitura é feita de forma desleixada, sem um local apropriado e, ainda assim, o leitor espera conseguir manter o foco. Isso acontece por que, hoje em dia, estamos tão afoitos em realizar inúmeras obrigações que fazemos as coisas de qualquer jeito.

Nos grandes escritórios e empresas, é o próprio ambiente laboral que está eliminando a produtividade de seus funcionários. Até mesmo os tão propalados ambientes de trabalho modernos, como o do Facebook ou do Google, geram frequentes interrupções de raciocínio, o que pode gerar, também, baixos índices de produtividade.

Obviamente, é possível inovar e criar mesmo em situações adversas, no entanto, é necessário discriminar os instantes nos quais uma boa ideia vem à tona daqueles momentos em que elas devem ser executadas.

A inovação e a criatividade têm a ver com meditação, foco e concentração, enquanto a produtividade relaciona-se com a execução prática. A nossa mente requer instantes de paz para ser capaz de externar todo o seu potencial criador, a fim de produzir e inovar, concretizando tudo aquilo que foi planejado e imaginado previamente.

O autor exorta os leitores a escaparem de um perigoso ciclo que envolve: acordar, ir para o trabalho e, por fim, voltar para casa e dormir. É necessário gerir a própria rotina, ter controle das escolhas a serem feitas e dominar a mente. Para isso, você deve guiá-la rumo à construção de uma existência mais saudável e equilibrada.

Entendendo os pensamentos

Entre as diferentes opções disponíveis para o desenvolvimento do autocontrole, o autor destaca o metapensamento.

O metapensamento funciona de modo similar ao policiamento ostensivo e preventivo. Essa é a melhor forma de assegurar que a população permaneça em segurança, na medida que permite que os policiais antevejam a movimentação dos criminosos, coibindo danos antes que eles ocorram.

“Meta”, palavra de origem grega, pode ser traduzida por “ultrapassar”. Ao reunirmos a ela o termo “pensamento” teremos, portanto, metapensamento, ou seja, ultrapassar os pensamentos.

Trata-se de compreender, olhar, vigiar e analisar os pensamentos e ideias que nos vem à mente. Essa é mais nobre, essencial e bela função da inteligência humana.

Ao patrulhar os próprios pensamentos, tal qual a polícia em uma ronda, você se torna capaz de identificar seus padrões, entendendo como a sua mente funciona quando busca solucionar problemas.

Desse modo, temos a memória enquanto passeio público da inteligência e o cérebro como residência do pensamento. De fato, o pensamento e a memória podem ser comparados aos combustíveis necessários para fazer funcionar uma verdadeira fábrica: o cérebro humano.

O pensamento, seja gerado por uma lembrança ou inteiramente novo, possui força o bastante para alterar os estímulos elétricos e a química do cérebro.

Os resultados dessas mudanças podem ser conferidos nos monitores das máquinas de uma ressonância magnética. Contudo, se você estiver atento às reações dos outros, pode visualizar essas alterações, inclusive, a olho nu. Lembre-se da ordem lógica: pensamento: sentimento: comportamento: resultado.

O grande filósofo Aristóteles, já no século IV a.C sustentava que nosso estado interior, isto é, a forma pela qual você pensa, é capaz de influir diretamente nos resultados de tudo aquilo que você faz.

Sendo assim se escolhermos conter nossa energia, em vez de dispersá-la em arroubos emocionais, estaremos, de fato, exercitando o autocontrole.

Isso restaura a sua energia, libera seu foco e melhora seu equilíbrio. Se o cérebro humano é um palco, é você quem deve comandar os ensaios, fazendo escolhas melhores e, consequentemente, atingindo o objetivo de viver na mais perfeita paz de espírito.

Por tais motivos, o autocontrole não deve ser visto como um paliativo ou remédio tomado rigorosamente em determinadas horas ao longo do dia, a fim de curar uma doença específica.

O autocontrole é a sua capacidade de escolher qual o melhor remédio para o problema que o acomete, com vistas a proteger sua vida e mudar suas emoções para melhor.

A organização enquanto valor moral

Para o nosso autor, a organização deve ser vista como um valor de tipo moral. Sendo assim, os indivíduos com bom senso de organização raramente se esquecem de alguma coisa importante e, em geral, não desperdiçam tempo com atividades inúteis, sendo improvável que, em suas vidas, se encontrem pressionados.

Afinal, a organização permite que eles se antecipem aos problemas. Esse, justamente, é o melhor caminho a escolher para desenvolver disciplina e atingir a paz. Todos temos acesso a uma gigantesca quantidade de informações, logo, não é plausível que sejamos pegos desprevenidos, não é mesmo?

Todos os fatos que se sucedem, mundo afora, são, em certo sentido, previsíveis. Para contatar esse fato, basta acompanhar os noticiários. As mesmas noticiais se repetem com pequenas variações.

Com essas considerações, Alves não pretende incentivar o leitor a adotar uma postura sistemática ou metódica, pois, segundo ele, quando há organização tudo fica naturalmente mais belo. Não é preciso forçar a mão.

É como alimentar uma planilha do Excel com novos dados. Se você mantiver todas as informações devidamente organizadas, padronizando o alinhamento, o tamanho, a fonte e as cores, se dará conta de que, embora a organização fosse a sua meta principal, a planilha acabou ficando mais bonita.

Como mencionado, o conceito de “organização” está intimamente ligado à eficiência. Quanto mais organizado você for, menos problemas surgiram e mais eficiente será em suas atividades, possibilitando atingir rapidamente as suas metas.

Se o profissional organizado é aquele que coloca todos os lápis em um só lugar, o metódico pode ser definido como a pessoa que os ordena, com precisão vigilante, por cor, tamanho, espessura, marca etc.

Em outras palavras o metódico prioriza os detalhes enquanto o organizado busca a praticidade. Ambos os perfis são úteis para muitas funções. Você possui objetivos, planos e metas e deve avançar com o máximo de concentração possível para realizar seus sonhos.

Valorizar a organização será, sem dúvida, uma das mais acertadas decisões que você tomará em sua vida. Para tanto, é imprescindível demonstrar para si mesmo as vantagens de desenvolver esses hábitos.

Analise seu trabalho com a perspectiva da organização, com a visão da estética, com criticidade e, principalmente, procurando a perfeição. Ser organizado contribuirá decisivamente para que você encontre as soluções ideais para realizar os seus projetos.

Notas finais

Certamente, você não tem dúvidas sobre onde todo ser vivo vai parar um dia. Então, para quê ter pressa, não é mesmo? Às vezes, o preço que pagamos por ganhar alguns minutos a mais abrevia nossa vida.

Aceitamos pagar valores muitos altos com atitudes assim — mas não vale a pena correr tantos riscos. Você não deve dirigir a vida como um veículo apressado. Deve ser prudente e respeitar seus limites físicos e emocionais.

Não deve correr acelerado, passando por cima de tudo e de todos. Respeite os sinais de alerta do bom senso. O autocontrole nos ensina que não precisamos ter tanta pressa assim.

É você quem dirige sua vida fazendo as melhores escolhas para cada tipo de evento de que participa. Mais do que isso, o autocontrole permite que você faça tudo isso em paz.

E quando a estrada da vida estiver terminando, você só terá boas lembranças na memória. Lembranças dos dias em que largou tudo para ficar brincando com seu filho. Do longo abraço que deu na pessoa amada.

Dos momentos de felicidade e diversão vividos quando se sentou com a família para planejar a compra da nova casa, a viagem para o exterior. Das conversas instrutivas que teve com seus pais enquanto eles eram vivos.

Assuma definitivamente o controle. Dispa-se da vaidade, do acúmulo, do apego material. Quando você tem uma opção, e apenas uma, acaba com os problemas. Portanto, escolha e mantenha uma única opção, e que seja sempre a melhor.

Dica do 12’

E aí, gostou do nosso microbook? Então que tal se aprofundar mais? Leia também “O Mal-Estar na Civilização” e construa, a partir dos principais elementos da teoria freudiana da cultura, uma percepção mais rica e profunda acerca de nossa civilização ocidental!

Cadastre-se e leia grátis!

Ao se cadastrar, você ganhará um passe livre de 3 dias grátis para aproveitar tudo que o 12min tem a oferecer.

ou via formulário:

Quem escreveu o livro?

Renato Alves é campeão de memorização, reconhecido oficialmente em 2006 como o homem com a melhor memória do Brasil no livro dos recordes, tendo se tornado o primeiro recordista brasileiro de memória. Atualmente, é o mais influente nome da área no país, com 18 anos de experiência, nos quais já capacitou mais de 300 mil pessoas, que aprenderam, em seus cursos e workshops, pelo Método Renato Alves®, a ter um cérebro poderoso e a usá-lo para lembrar-se de tudo o que desejam. Graduou-se em Computação, estudou ciências cognitivas e filosofia da mente pela Unesp e cursou MBA em gestão empresarial. Sua formação interdisciplinar e seu método inédito e original trouxeram-lhe a capacidade de correlacionar memória humana com alta tecnologia e ges... (Leia mais)