A frieza burocrática por trás de 600 milhões de mortes
Em dezembro de 1960, no Comando Aéreo Estratégico, líderes militares apresentaram um plano de ataque maciço contra a União Soviética e a China, prevendo cerca de 600 milhões de mortos. John H. Rubel comparou a cena à Conferência de Wannsee, onde nazistas planejaram o extermínio com papelada e café. Entre dezenas de presentes, só o General David M. Shoup questionou a matança indiscriminada — e o plano seguiu adiante sem alterações.
Seis minutos entre a rotina e o fim do mundo
No cenário construído por Annie Jacobsen, a Coreia do Norte lança o míssil Hwasong-17 contra a Costa Leste dos Estados Unidos. O sistema de satélites SBIRS detecta o lançamento em frações de segundo, mas o tempo total de voo é de pouco mais de trinta minutos. Descontando verificação e cadeia de notificação, sobram ao presidente apenas seis minutos para ser acordado, entender a gravidade e decidir sobre o contra-ataque — a política de lançamento sob aviso elimina qualquer espaço para deliberação.
O inverno nuclear que apagaria o sol por uma década
Centenas de metrópoles em chamas lançam fuligem à estratosfera, bloqueando até 70% da luz solar. As temperaturas globais caem cerca de 27 graus Fahrenheit e permanecem baixas por quase uma década, destruindo as safras em todos os continentes. Mais de 5 bilhões de pessoas morrem de fome, doença ou radiação nos anos seguintes, enquanto a camada de ozônio se rompe. Sem eletricidade, medicina ou memória técnica, os sobreviventes retornam a uma existência de caçadores-coletores.
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