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Grande sertão

Grande sertão Resumo
História & Filosofia

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Grande sertão: veredas

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-8535931983

Também disponível em audiobook

Resumo

Nonada

É assim que começa o livro. Com uma palavra criada por Guimarães Rosa, permitindo múltiplas interpretações. O que é nonada? Representa localização, tempo? Ou representa tudo dentro do universo do autor?

Na primeira parte do livro, Riobaldo, o protagonista de nossa história, relata acontecimentos que parecem dispersos. Inquietações da vida, questões clássicas como o bem, o mal, deus e o diabo. Tudo de um jeito desorganizado. Então, ele encontra Quelemén de Góis, seu compadre e confidente. Daí, passa a rememorar o passado. 

O grande sertão

Após o falecimento da mãe, Riobaldo vai para uma fazenda, onde conhece o chefe de jagunços Joca Ramiro. Começa, então, a dar aulas para o fazendeiro Zé Bebelo, que lhe convida para fazer parte de seu bando. No meio dos jagunços, Riobaldo é rebatizado de Tatarana.

Depois de alguns conflitos, o protagonista adere ao bando de Joca Ramiro. Por lá, começa uma forte amizade com Reinaldo. Este revela o nome real de batismo: Diadorim. 

Riobaldo e Diadorim

A amizade entre Riobaldo e Diadorim é peça-chave no romance. Com o passar do tempo, Riobaldo se vê apaixonado pelo melhor amigo. Um amor que seria inaceitável no meio dos jagunços.

Essa paixão é sutilmente exposta ao leitor. A ligação entre os dois cresce a cada página, e há demonstrações de ciúmes quando Riobaldo tem um caso amoroso com Nhorinhá, uma prostituta, e Otacília, por quem acaba se apaixonando. Diadorim chega, inclusive, a ameaçá-lo com um punhal. 

Apenas no final do livro Riobaldo descobre que Diadorim é uma mulher. Maria Deodorina da Fé Bittancourt Marins, filha de Joca Ramiro. No momento da revelação, ela já está morta. 

Entre conflitos e pactos

Quando passamos da metade deste microbook, já aconteceram vários conflitos entre os grupos de jagunços presentes na história. Em um deles, o bando liderado por Hermógenes enfrenta o grupo de Zé Bebelo. Hermógenes foge da batalha, mas é no sangrento confronto contra seu grupo que acontece a morte de Diadorim. 

Para essa guerra, Riobaldo faz um pacto com o diabo pela vitória. Ganha, então, o nome de Urutu-Branco e vê Zé Bebelo desertar do grupo. 

O diabo 

Na literatura, pacto faustiano é um termo que indica histórias com um personagem fazendo um acordo com o diabo para conquistar objetivos. A expressão se refere à obra Fausto, do alemão Johann Wolfgang von Goethe.

Em Grande sertão: veredas, a incerteza sobre a consumação do pacto de Riobaldo com o diabo está presente em toda a obra. Por várias vezes o protagonista descarta a validade do pacato. O encerramento do livro, por exemplo, é emblemático: “O diabo não há!… Existe é homem humano. Travessia”. 

Para Riobaldo, o rival Hermógenes é o cão, o demônio, a personificação do mal. Ele usa centenas de palavras diferentes para nomear o diabo. 

Frases marcantes

Selecionamos, aqui, 10 das frases mais marcantes de Grande sertão: veredas, para provar a riqueza desse livro a cada linha brilhantemente escrita. 

  • “Viver é muito perigoso.”
  • “Esta vida está cheia de ocultos caminhos. Se o senhor souber, sabe; não sabendo, não me entenderá.”
  • “Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa.”
  • “Eu cá, não perco ocasião de religião. Aproveito de todas. Bebo água de todo o rio... uma só para mim é pouca, talvez não me chegue.”
  • “Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou.”
  • “Sertão. Sabe o senhor: sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte do que o poder do lugar. Viver é muito perigoso...”
  • “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende.”
  • “O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.”
  • “Vou longe. Se o senhor já viu disso, sabe: se não sabe, como vai saber? São coisas que não cabem em fazer ideia.”
  • “Tem horas em que penso que a gente carecia, de repente, de acordar de alguma espécie de encanto.”

Notas finais 

Grande sertão: veredas é um dos maiores livros da literatura brasileira e mundial. Tantas questões expostas por Guimarães Rosa em uma história que é muito maior do que uma simples trama envolvendo jagunços. Fé, amor, poder, ambição. Tudo está colocado ali, numa linguagem que, a princípio intimida, mas em poucas páginas hipnotiza o leitor. Daí pra frente, é uma daquelas viagens literárias das mais prazerosas e recompensadoras. E, por fim, sabemos que uma única leitura desse monumento em forma de livro não é suficiente. Sempre faremos novas visitas ao grande sertão de Guimarães.

Dica do 12’

Livros como Grande sertão: veredas nos fazem pensar por dias, por semanas. A indicação de outra obra que nos permite refletir bastante é o microbook O diário de Anne Frank. Nele, vemos a trajetória de uma menina judia tentando sobreviver ao Holocausto. Escondida com a família, ela anota suas percepções em meio ao crescimento em um mundo hostil.

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Quem escreveu o livro?

Foi escrito pelo diplomata João Guimarães Rosa, um dos cânones da literatura brasile... (Leia mais)