Faça As Pazes Com as Suas Finanças Resumo - Samy Dana

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Faça As Pazes Com as Suas Finanças

Faça As Pazes Com as Suas Finanças Resumo
Investimentos & Finanças

Este microbook é uma resenha crítica da obra: 

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-5717-076-6

Resumo

O segredo está no caminho do meio

O equilíbrio é o segredo para fazer as pazes com as suas finanças. Encontre um meio termo entre aquisições que lhe tragam bem-estar e o investimento necessário para manter um padrão de vida no futuro sem grandes preocupações.

As opções “viver bem e ser feliz agora” ou “guardar tudo e ficar rico depois?” não deveriam ser excludentes. Temos a tendência de pensar no agora e protelar compromissos e dificuldades. Apesar de muito comum, tal maneira de guiar a vida não é, de forma alguma, racional.

É preciso levar em conta questões como os seus desejos, os seus anseios, os seus valores e o seu padrão de vida. Perceba que iremos trabalhar aqui com a fato de que a racionalidade pode trazer a felicidade. É preciso aprender a valorizar o dinheiro e, no final, é você quem fará as escolhas baseando-se na sua própria felicidade.

Mas afinal, a felicidade está no dinheiro?

A felicidade está nas realizações dos nossos desejos. O dinheiro pode ser um instrumento para chegar lá, mas nunca ele mesmo será a tal felicidade. O objetivo é olhar para ele como um aliado e não como o vilão que sempre acaba antes do previsto. Isso acontecerá em cinco passos:

  • Faça um pedido ao seu dinheiro;
  • Encare a realidade;
  • Viva bem o presente;
  • Invista na racionalidade;
  • Pense no futuro e no que ele reserva.

Passo 1: faça um pedido

Escreva o que você deseja que o seu dinheiro lhe proporcione. É preciso entender que ao escolher um caminho estará renunciando outros.

Passo 2: encare a realidade

Invista tempo para fazer um diagnóstico da sua situação financeira e pensar racionalmente nas soluções. Protelar não é a melhor alternativa, principalmente se você já caiu na armadilha das dívidas, taxas e juros.

É preciso verificar a saúde das suas contas de tempos em tempos e prestar atenção em cada gasto que pode ser evitado. Exemplo: Pacote de TV por assinatura, imóvel em que mora, carro etc. 

Para facilitar o processo e torná-lo palpável, crie metas e calcule o que é preciso ser feito para que a meta seja alcançada. Após chegar à meta estabelecida, estipule outras para manter sua saúde financeira.

Coloque no papel todos os seus ganhos e seus gastos, minuciosamente. Se preferir, use aplicativos seguros para facilitar o processo.

Exemplo:

·  Gastos obrigatórios – moradia, contas de luz/água, comida, educação, locomoção, plano de saúde, dívidas etc.

·  Gastos com entretenimento – roupas, cinema, happy hour etc.

· Investimentos – é aquela parte reservada para aumentar patrimônio e recursos disponíveis.

Para isso você deve considerar todos os pormenores. Possui carteira assinada ou é MEI? Caso se inclua na segunda opção, é preciso englobar gastos específicos como INSS, 13º salário, férias etc. Pois tudo isso deverá ser responsabilidade sua.

Não é aconselhável cortar todos os gastos com entretenimento, pois é ele que dará sentido para o dia a dia. É importante prestar atenção ao quanto é gasto e o que poderia modificar para poupar sem diminuir significativamente o bem-estar.

Quanto vale o seu tempo?

Saber quanto você ganha por hora ajuda a tomar decisões na hora da compra. Faça o cálculo: salário/horas trabalhadas por mês e decida se aquela aquisição vale a pena.

Antes de gastar com o que chamamos de entretenimento sem culpa, liste suas dívidas. Some tudo e veja o quanto elas consomem do seu salário todo mês. O objetivo é se livrar delas. Comece com as que geram maiores juros. Se possível, negocie e peça juros mais baixos. Lembre-se que elas entram como gastos obrigatórios.

É comum vermos pessoas aceitando empregos estressantes para conseguir manter o padrão de vida da família, sem poder oferecer o apoio emocional essencial nem aproveitar seus bens materiais. Pense se vale a pena tais sacrifícios. Talvez, viver em uma casa mais modesta e andar com um carro que não dê tantas despesas sejam suficientes para você fazer render mais seu salário, aproveitar momentos de qualidade e, quem sabe, trabalhar com maior prazer.

Passo 3: viva bem o presente

O ideal é que você aprenda a viver com qualidade um ponto abaixo do que seu salário permitiria. Desta forma, poupará mais e estará mais preparado para possíveis crises.

Dica: Use a fórmula 50 30 20. 50% seriam destinados para os gastos obrigatórios, enquanto que 30% para entretenimento/extras e 20% para investimento. A fórmula pode variar, porém procure economizar, pelo menos 10% do seu salário.

A primeira coisa que as pessoas costumam fazer quando começam a enfrentar problemas financeiros é cortar entretenimento. Porém, essa atitude pode causar um grande impacto psicológicos por cortar justamente a parte prazerosa da vida. Se você optar por cortar o investimento e algum gasto obrigatório – em vez do entretenimento -, poderá garantir uma qualidade de vida, já que estamos levando em consideração o grau de felicidade.

Pesquisas apontam que pessoas que se permitem momentos de lazer, relaxamento, cultura e viagens vivem mais e melhor.

O ideal é que seja uma situação temporária. É preciso retomar o investimento para o futuro o mais rápido possível.

Passo quatro: invista na racionalidade

É comum acumularmos histórias de compras feitas por impulso. Para evitar ser levado pela emoção, alguns comportamentos podem ser úteis:

  • Nunca compre um produto assim que o ver. Vá para casa, reflita e, no outro dia, perceba se realmente ainda quer aquele item na mesma intensidade.
  • Deixe o cartão de crédito em casa – ou mesmo o cartão débito. A situação cima se repete e, até você buscar o cartão, a vontade de comprar provavelmente terá passado. Lembre-se que os juros do crédito rotativo – aquele em que a pessoa só paga parte da fatura – são altíssimos. Evitá-los é essencial.
  • Não caia em falsas promoções. Preste atenção se o preço está, realmente favorável e se você precisa mesmo do item.
  • Antes de comprar um carro calcule seu custo anual, envolvendo seguro, licenciamento, combustível, IPVA, manutenção, estacionamento. Carro nunca é um investimento e, por isso, muitas pessoas optam por comprar seminovos.

Imóvel é segurança?

Há uma crença de que comprar imóvel é o investimento mais seguro possível, além de dizeres do senso comum envolvendo “pagar aluguel é jogar dinheiro fora” ou “comprar uma casa garante renda em tempos de crise” ou ainda “imóvel está sempre valorizando”. Mas será que esses saberes são realmente verdadeiros?

Para isso é preciso saber algumas coisas:

  • O imóvel desvaloriza sim. Um imóvel usado será mais barato do que um novo – mesmo quando localizados na mesma rua e características semelhantes.
  • Nem todo dinheiro gasto com melhorias será recuperado na venda.
  • Você terá gastos a mais no seu orçamento, como a apólice de seguro.
  • Está a mercê das mudanças no zoneamento e um bairro residencial tranquilo, por exemplo, pode passar a receber bares e casas noturnas, por exemplo.
  • Não é considerado investimento quando você compra um imóvel para uso próprio. Terá manutenção ao longo do tempo e, mesmo bem cuidado, sobre depreciação.
  • No caso de aluguel, você terá que arcar os custos de um mau pagador e dos meses em que não houver inquilino.

Isso acontece por causa da economia instável do Brasil. Em países estáveis, geralmente adquirir imóveis é um bom investimento, porém aqui, com os juros altos, a valorização desse tipo de bem é quase sempre inferior aos ganhos do mercado financeiro.

É preciso comparar de tempos em tempos a taxa de financiamento com a taxa de aluguel e descobrir qual realmente vale a pena. Financiar um imóvel – mesmo que para alugar – ou aplicar em um investimento financeiro seguro?

Exemplo:

No caso de um imóvel de R$ 500.000,00 comprado à vista. Hipoteticamente, a valores de mercado, o aluguel desse imóvel é de R$ 2.500,00 por mês — uma taxa muito boa para os padrões do mercado brasileiro, porque representa 0,5% do valor do imóvel, enquanto, tradicionalmente, os aluguéis no Brasil dificilmente alcançam 0,4% desse valor. Para receber R$ 2.500,00 de aluguel por mês, você terá de pagar 15% de IR, ou seja, sobrarão para você R$ 2.125,00 líquidos. Se você conseguir em uma aplicação financeira 0,8% de rendimento líquido ao mês — já descontados impostos e taxas —, os mesmos R$ 500.000,00 que você usou para comprar o imóvel vão lhe render R$ 4.000,00 por mês. Em um ano, sem falar nos juros sobre os juros, você receberá R$ 22.500,00 a mais (4.000 − 2.125 = 1.875 × 12 = 22.500). Com os juros, o ganho anual será próximo de R$ 25.000,00.

Para chegar ao cálculo, você pode fazer uma conta simples: divida o valor mensal do aluguel pelo valor total do imóvel. Compare o resultado dessa conta e veja se o que o banco oferece não é maior do que o que você conseguiria com a locação.

O aluguel ainda permite a facilidade de morar onde quiser de forma rápida. Mudou de emprego? Pode facilmente mudar de casa também, valorizando o seu tempo e gastando menos com transporte. Com casa própria esse processo é um pouco mais complicado.

Caso tenha casa própria, pode valer a pena alugar o seu imóvel e pagar aluguel em um local mais válido para você e sua família. Tudo isso deve ser colocado na ponta do lápis.

Títulos de capitalização e consórcios valem a pena?

Ao contrário do que muitos pensam, os títulos de capitalização perdem para a inflação e, assim como deixar dinheiro embaixo do colchão, tem rendimento zero. A correção proposta de 0,5% ao mês é, na verdade, nula. Até a poupança aparece como uma alternativa melhor. Isso acontece porque parte do que você aplica vai para integrar a cota do sorteio e outra para o banco.

Exemplo:

No caso do consórcio, o dinheiro dos consorciados é aplicado em opções muito ruins no mercado financeiro – normalmente equivalente à poupança.  Somado às altas taxas da administração, é como se a pessoa pagasse juros pelo próprio dinheiro, só valendo a pena para quem recebe o bem logo nos primeiros meses por sorteio.

Passo 5: pense no futuro

Novamente, racionalizar suas compras é a palavra-chave. Preste atenção nas pegadinhas e note o que é, de fato, desconto.

À vista ou a prazo?

A única hipótese em que valeria comprar a prazo tendo dinheiro na mão seria no caso de você conseguir uma remuneração maior no mercado financeiro do que a taxa de juros que você paga no financiamento.

Dificilmente o juro zero é zero mesmo. Muitas vezes, você conseguiria uma redução de preço pagando à vista.

Bolsa de valores, renda fixa ou poupança?

A bolsa de valores serve, basicamente, para empresas buscarem novos sócios. É isso que ocorre ao comprar ações de uma determinada empresa. Fora do país, é muito comum ler afirmações sobre as vantagens de aplicar na bolsa de valores, sendo normalmente apresentada como melhor alternativa de investimento a longo prazo. O que é verdadeiro em países com taxas de juros baixas e moderadas. Porém, no Brasil, os juros são altos, fazendo com que haja mais vantagens nas rendas fixas do que nas variáveis.

No caso da renda fixa, o investimento nada mais é do que um empréstimo que o investidor faz ao banco, com data estipulada para receber de volta a quantia com juros. Há a possibilidade de o banco não honrar com o pagamento, porém o risco é baixo.

A poupança aparece como pior opção de investimento. Ela não tem tributação, mas, em compensação, o seu rendimento é muito baixo e frequentemente negativo em termos reais, ou seja, você perderá dinheiro.

Notas Finais

Saiba que a dimensão da sua vida financeira depende somente da maneira como você a conduz. Não há mistério ao usar a racionalidade e nunca esqueça de assegurar o seu futuro e de sua família.

Mantenha-se dentro da sua realidade financeira e, preferencialmente, um pouco abaixo. Desta forma você estará preparado para possíveis crises. Utilizar o dinheiro de forma racional faz com que você consiga alcançar objetivos traçados e esses sim trazem a felicidade.

Dica do 12min

Para compreender melhor seu salário, suas possibilidades de investimento e ter uma vida financeira sem grandes estresses, recomendo a leitura de O CDC e sua aplicação nos negócios imobiliários, de Marcos Catalan.

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