Em busca do tesouro direto Resumo - Miguel Longuini

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Em busca do tesouro direto

Em busca do tesouro direto Resumo
Investimentos & Finanças

Este microbook é uma resenha crítica da obra: 

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-8240-201-6

Resumo

O mundo dos investimentos clama por você. Vai ouvir o chamado? Neste microbook, você descobre como começar a investir em papéis do Tesouro Nacional, mais conhecido como Tesouro Direto. Através de explicações e informações didáticas, assim como, com cálculos muito bem transparentes, os autores são capazes de mostrar como investir no tesouro direto sem mais dramas!

Ideal para aqueles que querem tomar mais cuidado com suas finanças pessoais, investindo por si só no Tesouro, e aproveitando todos os benefícios desse investir. Perfeito para ser lido em momentos de concentração, onde possa tomar nota.

Samy Dana e Miguel Longuini são especialistas em economia. Miguel Longuini é um escritor renomadíssimo, e Samy Dana é colunista de economia, além de ensinar diversas matérias na área de economia na FGV. Juntos, esses profissionais são capazes de deixar bem claro como funciona o mundo dos investimentos. Aprenda com eles nos próximos 12 minutos.

O que é o Tesouro Direto?

Tesouro Direto é um programa desenvolvido pelo Tesouro Nacional, em parceria com a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia, a CBLC e a BM&F Bovespa, Bolsa de Valores, Mercadorias & Futuros, para compra e venda de títulos públicos para pessoas físicas.

Os títulos públicos podem ser entendidos como um instrumento que o governo utiliza para se financiar. Ao mesmo tempo, do ponto de vista do investidor, a compra destes se assemelha a um empréstimo feito ao governo.

Além de ser uma das formas mais seguras de investimento, o Tesouro não exige que grande quantia de dinheiro seja aplicada.

Para estimular essa ação, o governo reduziu o percentual da unidade do título de 20% para 1%, desde que o valor mínimo seja de R$ 30,00. Ou seja, atualmente o investidor pode comprar um centésimo do título.

É possível também reaplicar de forma automática o valor de resgate na data de vencimento e os cupons de juros pagos.

Além disso, como os investimentos para pessoas físicas podem ser feitos de R$ 30,00 a R$ 1 milhão por mês, muitos consideram essa modalidade como uma das mais democráticas, atingindo diversos públicos.

Taxas cobradas

Além dos impostos IOF e IR, as compras de títulos estão sujeitas ao pagamento de taxas operacionais referentes aos serviços prestados: taxa de custódia e taxa de administração.

A taxa de custódia, na ordem de 0,3% ao ano, é referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações de saldos.

Ela é cobrada semestralmente, no primeiro dia útil de janeiro e de julho, ou na ocorrência de um evento de custódia, como o pagamento de juros, venda ou vencimento do título, o que houver primeiro.

Caso o título tenha vencimento em prazo inferior a 1 ano, a taxa de corretagem, ou custódia, será proporcional ao prazo do título.

A taxa de administração, por sua vez, varia de 0 a 2%, dependendo da corretora. O investidor deve confirmá-la no momento da contratação, vale lembrar que algumas corretoras não cobram corretagem.

A taxa de administração é cobrada na data de compra. Caso a venda seja feita após 1 ano, a taxa é cobrada novamente na data do resgate.

Dessa forma, no momento da operação de compra, o investidor pagará o valor da transação, ou seja, o preço unitário do título vezes a quantidade adquirida, mais 0,3% ao ano pago semestralmente ou quando houver um evento de custódia, além da taxa de corretagem referente ao primeiro ano de custódia.

A taxa de negociação passou a não ser mais cobrada pelo Tesouro. Esta representava uma alíquota de 0,1%, que incidia uma única vez sobre o preço total e no ato da compra.

É importante notar que os valores da custódia e da taxa de administração são calculados em função do valor de mercado do título, cujo cálculo é realizado por meio de várias metodologias.

Entretanto, elas podem não dar uma estimativa muito precisa do Preço Unitário, PU, de mercado do título.

Mesmo usando a Estrutura a Termo da Taxa de Juros, ETTJ, ou seja, entendendo o comportamento das taxas de juros de acordo com os diferentes prazos, não teremos a taxa de mercado com acuidade nos prazos mais longos, já que a estrutura a termo embute um prêmio de alto risco.

Para este microbook, nossos autores utilizam a hipótese de que a taxa de mercado é igual à de compra do título.

Em razão de as taxas de custódia e de administração serem baixas, a diferença entre as hipóteses será pequena, o que pouco influenciará na decisão do investidor na compra do título ao se comparar simulações que utilizam métodos distintos para estimar essas taxas.

Tesouro Prefixado 20XX ou LTN

De forma geral, o Tesouro Prefixado 20XX ou LTN, antiga sigla para Letra do Tesouro Nacional, é um título prefixado, ou seja, a rentabilidade é definida no momento da compra. O termo “20XX” é referente ao ano de vencimento do título.

Desta forma, um título “Tesouro Prefixado 2021” indica um título prefixado com vencimento em 2021. Além disso, possui fluxo de pagamento único – este é realizado apenas no vencimento e, no caso do Tesouro Prefixado, é sempre R$ 1.000,00.

Em outras palavras, o Tesouro Prefixado 20XX possui um fluxo de pagamento simples. O investidor recebe o rendimento do título, mais o principal, em uma data única.

O preço unitário ou montante inicial, que é marcado pela data de compra, é a quantia total que o investidor desembolsará adquirindo os títulos. Pode-se dizer que ele está comprando um pagamento futuro de R$ 1.000,00, que será realizado pelo governo na data de vencimento do título.

O preço hoje nada mais é que o valor presente que se gasta por esse pagamento futuro. A “Taxa de Juros Efetiva” é o total de juros acumulado durante o período compreendido entre a compra e a venda do título.

E por que os R$ 1.000,00? Esse valor foi estipulado pelo Tesouro justamente para que o investidor possa saber, antes de comprar o título, qual será sua rentabilidade.

Apesar de se saber de antemão qual o valor de resgate, deve-se tomar cuidado com o Tesouro Prefixado. Caso o resgate do título seja feito antes do seu vencimento, pode acontecer, eventualmente, de ser menor que o valor investido. Resumidamente, o investidor perderá dinheiro.

Como em todo tipo de aplicação em renda fixa, há incidência do IR e/ou IOF, respectivamente, sobre o título.

Até o fechamento desta obra, três séries de Tesouro Prefixado estavam disponíveis para compra no mercado primário:

  • Tesouro Prefixado 2017 – título que vence em 1º de janeiro de 2017;
  • Tesouro Prefixado 2018 – título que vence em 1º de janeiro de 2018;
  • Tesouro Prefixado 2021– título que vence em 1º de janeiro de 2021.

Serão apresentadas, a seguir, algumas informações próprias do Tesouro Prefixado:

  • Preço unitário do título para compra: esse valor é sempre inferior a R$ 1.000,00, pois a diferença entre o que o investidor pagar e os R$ 1.000,00 (valor bruto de resgate) são os juros ganhos pelo comprador. Mais adiante será mostrado como se chega matematicamente a esse valor;
  • Preço unitário do título para venda: a diferença existente entre o valor de compra e o de venda pode ser explicada quando a demanda por Tesouro Prefixado for muito grande ou quando a oferta diminuir, isto é, de acordo com a lei da oferta e da procura;
  • Taxa de venda: caso a taxa de venda seja, por exemplo, de 8%, o preço desta pode ser encontrado descontando-se o valor de resgate, isto é R$ 1.000, a valor presente por 8%;
  • Valor líquido de resgate: o valor líquido nada mais é que os R$ 1.000,00 menos o do imposto e das taxas. Será explicado a seguir como se chega matematicamente a este valor.

Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 20XX

Este é um título prefixado, no qual o investidor conhece todos os valores dos recebimentos na emissão. Em outras palavras, não há atualização no valor nominal. Diante disso, ao comprar o título, o investidor conhece a rentabilidade que receberá.

Devemos lembrar que os preços deste tipo de título, bem como os demais negociados pelo Tesouro, podem ser comercializados com ágio ou deságio, de acordo com a oferta e a demanda.

Geralmente, os preços são expressos em termos de taxa, ou seja, quando o preço do Prefixado com Juros Semestrais estiver expresso como 13,95%, significa que o título remunerará ao investidor a taxa prefixada de 13,95%.

Diferentemente do Tesouro Prefixado sem cupons semestrais, esse título possui cupons semestrais, além do pagamento do valor nominal, realizado no final, na data de vencimento.

O investidor recebe juros semestralmente, de acordo com estabelecido pelo Tesouro na data de emissão. Os títulos prefixados com pagamento de cupons vigentes pagam 10% ao ano, o equivalente a 4,88% ao semestre.

Quando o preço está com ágio, o retorno desse título fica menor do que o estipulado na emissão. De forma análoga, quando está com deságio, o investidor receberá, no título Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, uma taxa maior do que a de cupom, no caso, de 10% ao ano.

Tesouro Selic 20XX

O Tesouro Selic, antiga Letra Financeira do Tesouro ou LFT, é um título pós-fixado cuja rentabilidade segue a variação da taxa Selic – a taxa de juros básica da economia.

Sendo assim, a sua remuneração é dada pela variação da taxa Selic diária, registrada entre as datas da compra e do vencimento do título, acrescida, se houver, de ágio ou deságio.

Quando o preço está com ágio, o retorno do título fica menor do que o estipulado na emissão. No caso do Tesouro Selic, um ágio significa que o investidor terá uma remuneração menor do que a Selic.

De forma análoga, quando o preço de um título está com deságio, o investidor receberá, no caso do Tesouro Selic, uma taxa maior do que a Selic.

Geralmente, os preços são expressos em termos de taxa, ou seja, quando o preço deste título estiver expresso como –0,02%, significa que ele está com ágio e remunerará o investidor com o equivalente à Selic menos 0,02%. O ágio ou deságio são decorrentes da oferta e da demanda por títulos.

O Tesouro Selic pode ser caracterizado como título de baixo risco para perfil conservador. Elas remuneram a Selic que, se estiver em queda, não oferece riscos significantes, tais como retornos negativos.

O investidor recebe o valor investido acrescido dos juros na data do vencimento ou de venda do título.

Em outras palavras, supondo que o título não esteja com ágio nem deságio, se o investidor permanecer por 1 ano com o título, ele receberá os juros pela Selic relativos a esse ano na data da venda.

Além disso, o Tesouro Selic possui fluxo de pagamento simples. O investidor faz a compra e recebe o rendimento com o principal na data de venda ou vencimento do título, o que ocorrer primeiro.

Esses títulos são também conhecidos como títulos zero cupom, por não possuírem pagamentos intermediários entre a compra e o vencimento.

Afinal, como funciona o Tesouro IPCA+?

O Tesouro IPCA+ é um título pós-fixado, que está vinculado ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, o qual é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, e é o índice oficial do Brasil para o plano de metas de inflação e política econômica do Governo.

Como vantagem mais importante, o Tesouro IPCA+ permite ao investidor obter rentabilidade em termos reais: ganho descontado da inflação.

No site do IBGE, há o histórico do IPCA. O valor de resgate do investimento em seu vencimento varia de acordo com esse índice.

Para um melhor entendimento da remuneração do título, é válido fazer uma breve explicação sobre juro nominal e real.

Juro nominal é a rentabilidade do investimento sem considerar a inflação. Juro real representa a quantia que o investidor recebe além da inflação.

Por exemplo, suponha um investidor que obteve ganho nominal de 10% em 1 ano. No entanto, a inflação nesse período foi de 10%.

Pode-se dizer que o ganho real foi nulo, uma vez que, apesar de ter aumentado nominalmente 10% do seu investimento, os preços subiram 10%, ou seja, o poder de compra permaneceu o mesmo.

O Tesouro IPCA+ remunera, além da variação do IPCA entre as datas da compra e a de vencimento do título, uma taxa de juros que pode ser entendida como ganho real.

Em outras palavras, o IPCA garante a manutenção do poder de compra, e essa taxa de juros define o ganho real do título.

De forma simplificada, a rentabilidade proporcionada pelo título será em função dos juros reais dele, acrescido do IPCA.

Por exemplo, imagine que a taxa de um Tesouro IPCA+ seja 3,5%. Essa remuneração deve ser entendida como ganho real, afinal, o título pagará 3,5% acima da inflação medida pelo IPCA no período por eles.

Fora isso, como os demais títulos, é possível a incidência de ágio ou deságio decorrentes da oferta e da demanda por eles.

O Tesouro IPCA+ é composto por um fluxo de caixa simples, pois o pagamento é feito em uma parcela única, na data de vencimento do título

O valor de resgate é a quantia que o investidor receberá após ter adquirido o título. Esse valor incorpora a variação do IPCA e os juros reais do período. A data do vencimento indica o dia em que o investidor realiza o resgate do valor aplicado e venda do título.

O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 20XX

O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais é um título pós-fixado, com rentabilidade vinculada à variação do IPCA, divulgado e elaborado pelo IBGE.

O governo corrige o valor nominal a ser pago pelo Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais. Este método de correção é conhecido como Valor Nominal Atualizado, ou VNA. A data-base do valor nominal é dia 15/07/2000. Nessa data, ele era de R$ 1.000,00.

Vale lembrar que este, bem como no Tesouro IPCA+ sem cupons semestrais, possui atualização pelo IPCA no dia 15 de cada mês.

O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais possui cupons semestrais e um pagamento final, o valor nominal atualizado. Este título paga uma taxa de juros de 6% ao ano, aproximadamente 2,96% ao semestre, além da variação do IPCA.

No entanto, é importante observar que a taxa efetivamente recebida depende das condições de compra e venda. Para ilustrar, o título remunera, atualmente, perto de 3,5% ao ano acima do IPCA.

Atualmente, existem duas datas para o vencimento desses papéis, 15/05 e 15/08. Para os papéis vencendo em 15/08, as datas de pagamento dos cupons são programadas para os dias 15/02 e 15/08.

E para os com vencimento em 15/05, as datas são programadas para 15/05 e 15/11. Caso a data de algum pagamento, cupom ou valor final, caia em um feriado ou final de semana, ele é feito no dia útil seguinte.

A taxa de compra que o investidor encontra ao comprar um título Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais representa, financeiramente, a taxa interna de retorno, TIR.

Os fluxos intermediários, ou seja, os cupons, são porcentagens do valor nominal atualizado, os quais variam de acordo com o IPCA. Dessa forma, apenas os valores reais, sem contar os ajustes pela inflação, são conhecidos.

Diante disso, a TIR encontrada deve ser vista como taxa real. Novamente: se a TIR de compra é 3,5%, significa que o investidor ganhará 3,5% acima da variação IPCA. Perceba que esse juro real já está desconsiderando a inflação no momento. É o aumento do poder de compra efetivo.

Caso o IPCA auferido no período seja de 5% e a taxa de compra TIR de 3,5%, o juro nominal vale aproximadamente 8,68%, isto é, 1,05 × 1,035 – 1.

A Estrutura a Termo da Taxa de Juros

A estrutura a termo da taxa de juros, ETTJ, é geralmente utilizada para analisar como as taxas de juros dos títulos de renda fixa variam com diferentes prazos, nesse caso, o Tesouro Prefixado.

A estrutura a termo, ou curva de juros, nada mais é do que a representação gráfica das taxas de juros em função do tempo. Grande parte dos emissores de títulos, como o governo federal no caso do Tesouro Direto, possui taxas que variam de acordo com o prazo de investimento.

A montagem da ETTJ é feita inserindo em um eixo horizontal as maturidades dos títulos, isto é, a data compreendida entre a compra e a venda, e no eixo vertical a taxa de juros ao ano correspondente.

O Índice de Mercado Anbima ou IMA

Há diversas formas de verificar se seu investimento está caminhando bem ou não. Alguns investidores comparam o rendimento de seus títulos com a variação da inflação no período, enquanto outros, por exemplo, o fazem com o DI, taxa de juros que acompanha de perto a Selic.

Entretanto, essas diferentes formas de comparações são pessoais e, muitas vezes, não apontam a realidade sobre o rendimento de seus investimentos.

Desta forma, e pensando exclusivamente nos títulos públicos, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, a Anbima, em convênio com a Secretaria do Tesouro Nacional, desenvolveu o IMA.

O Índice de Mercado Anbima ou IMA, como o próprio nome diz, é um índice capaz de fornecer uma ferramenta extra aos investidores para que possam avaliar o rendimento de seus investimentos em títulos públicos.

Ele é composto por uma média ponderada dos retornos diários de cada um de seus quatro subíndices, que serão explicados a seguir:

IMA-Geral

Esse índice contempla todos os subíndices: IMA-S, IRM-F, IMA-C e IMA-B. Para tanto, é feita uma ponderação de cada um conforme o peso relativo dos títulos na dívida do governo.

IMA-Geral Ex C

O IMA-Geral Ex C é um índice composto pela ponderação de todos os subíndices com exceção do IMA-C, formado pelas NTN-Cs.

O intuito do IMA-Geral Ex C é de apresentar aos investidores dados sobre as variações apenas de títulos que são atualmente negociados pelo Tesouro Direto. Como a NTN-C é o único título que não é mais negociado em mercado primário, houve então a ideia de se estabelecer tal índice.

IMA-B

Esse subíndice representa a variação de preços do título Tesouro IPCA+, ou seja, que são indexados à inflação.

Com a intenção de atingir perfis distintos de investidores, o IMA-B possui ainda duas categorias, classificadas de acordo com a maturidade dos títulos: o IMA-B 5+ e o IMA-B 5.

Ou seja, todos títulos Tesouro IPCA+ que possuem prazo de vencimento inferior a 5 anos estarão dentro da classificação IMA-B 5. Já os títulos Tesouro IPCA+ com prazo maior que este fazem parte do IMA-B +5.

Desse modo, o IMA-B é a ponderação dessas duas categorias, incluindo, assim, todos títulos Tesouro IPCA+ no mercado.

IMA-C

O IMA-C é composto pela variação nos preços da NTN-C. Além disso, o IMA-C também possui duas categorias: IMA-C 5+ e IMA-C 5.

Assim, NTN-Cs que possuem prazo de vencimento inferior a 5 anos são incluídas na constituição do IMA-C 5, enquanto as demais fazem parte do IMA-C 5+.

IRF-M

Os títulos prefixados, Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, são os componentes do IRF-M. Como eles não estão atrelados a indexador algum, são mais sujeitos às variações externas, como a expectativa futura de juros e inflação.

Assim, uma característica do IRF-M é a de registrar um prazo menor que o dos outros índices. Desta forma, suas duas categorias são: IRF-M +1 e IRF-M 1.

Títulos prefixados com prazo de vencimento de até 1 ano compõem o IRF-M 1. Já os com prazo superior a 1 ano, o IRF-M +1.

IMA-S

Esse índice é composto pelo Tesouro Selic, título que paga ao investidor a taxa Selic mais ágio ou deságio, dependendo das condições de oferta e de demanda pelo título no mercado.

Sendo assim, pode-se dizer que, em condições normais da economia, o IMA-S é o índice menos volátil às premissas do mercado, já que é composto quase que inteiramente pela taxa básica de juros.

Além do mais, diferentemente dos índices apresentados anteriormente, o IMA-S não possui categorias conforme a maturidade do Tesouro Selic.

Cálculo

Os índices são calculados com base na quantidade de títulos disponíveis no mercado secundário e em seus respectivos preços. Ressalte-se que, por mercado secundário, entendem-se as negociações feitas pelos títulos após terem sido adquiridos pela primeira vez.

Para a realização dos cálculos dos índices, a Anbima estabeleceu alguns critérios. Os tópicos abaixo apresentam características de títulos que não fazem parte do cálculo:

  • Títulos que estão a menos de 1 mês da sua data de vencimento;
  • Títulos negociados diretamente pelo Tesouro Direto;
  • Títulos que possuem novos vencimentos e foram colocados nos últimos 2 dias após realizações do balanceamento dos índices;
  • Títulos com uma única colocação por meio de oferta pública.

Notas finais

Investimentos em títulos públicos são considerados um dos melhores a se fazer. Em relação às opções do programa Tesouro Direto, nossos autores iniciaram com o Tesouro Prefixado, que é um título prefixado e com fluxo único de pagamento.

Depois, vimos o Tesouro Selic, que são títulos pós-fixados e indexados à taxa Selic, e o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, títulos prefixados, mas com pagamentos semestrais de cupons de juros.

Em seguida, detalharam também o Tesouro IPCA+, pós-fixadas e indexadas ao IPCA. Por fim, o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, que são também títulos pós-fixados ao IPCA, mas que possuem pagamento de cupons semestrais.

Alguns demandam contas mais complexas, com uso da sistematização de valor presente e da taxa interna de retorno. Para ajudar nesse sentido, foram apresentados elementos que compõem as taxas de administração, corretagem e do Imposto de Renda.

Por fim, esperamos que este microbook ajude a esclarecer e desmistificar os títulos públicos, na torcida para que o leitor saiba identificar sozinho a melhor forma de investimento, seja ela o Tesouro Direto ou não.

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Quem escreveu o livro?

Graduando em Administração de Empresas pela FGV-EAESP e Diretor Adminis... (Leia mais)

Possui graduação e mestrado em Economia, Doutorado em Administração e Ph.D in Business. É profe... (Leia mais)