De Princesa a Rainha da Moda Resumo - Diane Von Furstenberg

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De Princesa a Rainha da Moda

De Princesa a Rainha da Moda Resumo

Este microbook é uma resenha crítica da obra: 

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-5503-041-3

Também disponível em audiobook

Resumo

Por meio de uma história inspiradora, Diane von Furstenberg reflete sobre a extraordinária jornada de sua vida. Filha de um sobrevivente do Holocausto, ela narra suas viagens pela Europa como jovem princesa e evoca a liberdade da Nova York dos anos 1970. Ela conta tudo que aprendeu sobre amor, beleza e o processo de envelhecimento durante essa caminhada.

Na fase atual de sua vida, ela trabalha para solidificar seus esforços profissionais e filantrópicos de modo a deixar um legado perene.

Você está procurando um bom livro de moda que fala sobre otimismo e confiança? Então venha navegar nessa viagem fashion com o 12 minutos.

Início

Quando eu era menina, não sabia o que eu queria fazer, mas sabia o tipo de mulher que eu queria ser. Eu sabia que a liberdade só poderia ser obtida se eu assumisse total responsabilidade por mim mesma e por minhas ações, fosse fiel à verdade, e se eu me tornasse minha melhor amiga.

Organizei este livro em capítulos sobre o que me inspirou mais e continua a me dar força: família, amor, beleza e o negócio da moda. Mas preciso destacar a pessoa que foi mais importante em definir minha vida, em me tornar a pessoa que eu queria ser: minha mãe.

É assim que começam estas memórias.

A mulher que sou: Raízes

Há um quadro grande na estante do meu quarto em Nova York. É uma página emoldurada, arrancada de uma revista alemã de 1952. Nela se vê a foto de uma mulher elegante com sua filhinha na estação de trem da cidade de Basileia, na Suíça, aguardando o Expresso do Oriente.

A menininha está envolta no manto largo da mãe, comendo um brioche. Essa foi a primeira vez, na idade de cinco anos, que minha foto apareceu numa revista. É uma foto linda.

Às vezes acho estranho continuamente estar mencionando a história dela, mas, não sei por que, sempre me sinto compelida a mencioná-la. Ela explica a criança que eu fui e a mulher que me tornei.

“Se uma porta se fechar, procure outra para abrir.” “Nunca, jamais, culpe os outros pelo que lhe acontecer, por mais horrível que seja a sua situação.” Ela viveu essas lições. Apesar do que ela suportou como prisioneira dos campos de concentração, ela nunca quis que outros sentissem que ela era uma vítima.

Estes foram os valores que ela vivia insistindo para que eu tivesse, e ela fazia isso com tamanha naturalidade que eu nunca questionava nem resistia ao que ela me mandava fazer.

Se eu pensar alguma vez que sou preguiçosa demais para fazer uma tarefa necessária, se hesito em sair por causa do frio ou reclamo de ter que esperar numa fila, lembro-me da minha mãe.

Imagino-a sendo conduzida para fora de Auschwitz, marchando com sessenta mil outros, no inverno de 1945, apenas nove dias depois que os batalhões soviéticos chegaram ao campo.

Meu pai nunca ralhava comigo. Ele simplesmente me adorava, e eu também o adorava.Isso causou um impacto importante na minha vida, e embora eu não soubesse na época, agora sei que tornou meus relacionamentos com homens bem mais fáceis. O que devo ao meu pai, pelo que lhe agradeço muito, é que eu sempre me senti muito confortável com os homens. Ele me deu autoconfiança.

Desde que minha mãe morreu, seis anos depois do meu pai, tenho procurado pistas nas vidas dos meus pais sobre a formação deles e sobre o motivo pelo qual eu sou quem eu sou.

Nasci sadia e forte em Bruxelas, na véspera do Ano Novo, 31 de dezembro de 1946, um milagre. Quando menina, passava muito tempo sozinha, lendo e imaginando que teria uma vida luxuosa. Minha infância passou tranquila, embora a vida em Bruxelas costumasse ser monótona e sem graça.

Meu pai viajava muito a negócios, e costumava levar minha mãe com ele. Quando a viagem precisava ser feita num avião, eles viajavam separados, para garantir que meu irmão e eu não ficássemos sozinhos no mundo se acontecesse algum acidente.

Hans Muller tinha se sentado ao lado da minha mãe numa dessas viagens, um voo muito longo de Bruxelas a Nova York. Ele era um rapaz de ascendência suíça e alemã muito bonito, que trabalhava com o comércio de frutas.

Separado de sua esposa, morava com seu filhinho caçula, Martin, que era da mesma idade que meu irmão, Philippe. Ele me diria, com o correr dos anos, que nunca havia conhecido uma mulher tão atraente, interessante e inteligente. Eles ficaram amigos, e isso acabou se transformando num caso romântico secreto, e depois numa relação duradoura.

Minha mãe era excelente administradora financeira. Havia ficado com metade dos bens do meu pai quando se separou dele, e os investiu tão bem que anos depois conseguiu se sentir segura o suficiente para comprar para si uma linda casa na praia em Harbour Island, nas Bahamas.

Meu filho, Alexandre, obteve grandes vantagens dos seus dons financeiros. Ela lhe ensinou o que eram ações e títulos, que tipos de empresas eram bons investimentos, e sobre lucros e dividendos.

Minha mãe não morreu pacificamente. Por mais que ela tivesse tentado enterrar o passado e concentrar-se no futuro, ela havia tido um colapso vinte anos antes, durante uma visita à Alemanha com Hans e alguns clientes dele.

Quando a encontraram no saguão do hotel tentei falar com calma ao telefone, mas ela só conseguia balbuciar coisas sem sentido algum. Hans a levou de volta para a Suíça e a internou na divisão de psiquiatria do hospital, e todos fomos para lá visitá-la, meu irmão, eu e até meu pai.

Pensamos que íamos perdê-la. Mas ela era uma sobrevivente em todos os sentidos, e três semanas depois já estava bem o suficiente para sair do hospital e ir para uma clínica, onde ela passou sua convalescença.

Durante o período terminal, em 2000, mesmo carinhosamente assistida pela sua enfermeira, Lorna, ela perdeu as forças para enfrentar a morte e exorcizar os demônios que sempre a haviam perseguido.

Meu irmão Philippe e eu a sepultamos em Bruxelas ao lado de meu pai. Ela sabia que havia um lugar reservado para ela ali, e estava satisfeita com isso.

Amor

Não há como imaginar a vida sem amor, e a essa altura da minha vida, não creio que haja nada mais importante: amor pela família, amor pela natureza, amor pelas viagens, amor pelo aprendizado, amor pela vida em todos os aspectos, toda ela.
Como a maioria das mães modernas, meu amor mais forte sempre foi por meus filhos. Eu nunca vou me esquecer da emoção incrível que foi ver pela primeira vez o meu filho Alexandre. Eu tinha tido muitas conversas bem longas com ele antes de ele nascer, e sempre me sentia como se ele fosse meu parceiro, além de meu filho.

Bela e travessa Princesa Tatiana Desirée von und zu Fürstenberg veio treze meses depois do irmão. Ela foi a magia que nos transformou, os três, numa família de verdade.

Quando Tatiana nasceu, não fomos o Egon e eu que tivemos uma filha, fomos o Egon, o Alexandre e eu que nos tornamos uma família completa. E embora o casamento não tenha durado, nós continuamos sendo uma família para sempre.

Sinto grande empatia pelas mães que trabalham, e o cabo de guerra que elas sentem, como eu senti, entre estar com meus filhos e sair para o trabalho. Nunca me ocorreu deixar de lado minha empresa em crescimento porque eu insistia em pagar todas as minhas contas e não aceitei dinheiro do Egon quando nos separamos; mas sempre foi difícil sair de casa.

Uma vez do lado de fora, porém, eu me sentia livre, energizada, e concentrava-me em ganhar o suficiente para proporcionar a todos nós uma vida confortável. E isso aconteceu bem depressa, por causa daquele vestidinho envelope [wrap dress, em inglês].

Com o primeiro lucro que obtive, comprei Cloudwalk, uma propriedade incrivelmente bela em Connecticut, como presente de aniversário para mim mesma no meu vigésimo sétimo aniversário, para que pudéssemos passar algum tempo descansando juntos num ambiente onde também pudéssemos nos sentir livres.

Amei muito e me apaixonei várias vezes. Talvez eu tenha me apaixonado com tanta frequência porque simplesmente adorava me apaixonar. Para mim, apaixonar-me não era uma necessidade; era uma aventura.

O primeiro rapaz que beijei era italiano. Seu nome era Vanni, abreviatura de Giovanni, e nós nos beijamos no salão de chá do Hotel Rouge em Milano Marittima onde minha mãe, meu irmão e eu estávamos passando férias no litoral italiano do mar Adriático. Eu tinha quatorze anos.

Meu primeiro namorado firme foi o Sohrab. Ele havia nascido no Irã e estava estudando arquitetura em Oxford. Tinha um sorriso lindo, dirigia um Volkswagen azul-turquesa e me tratava muito bem. Eu tinha acabado de chegar a Stroud Court, um internato para meninas nos arredores de Oxford.

Um dia eu estava claramente apaixonada por Sohrab, com a foto dele no meu quarto de hotel. No dia seguinte, conheci Lucio na praia. E ele se tornou meu namorado seguinte. Nós nos apaixonamos um pelo outro. Ele era ardente e experiente

Minha vida tomou um rumo diferente durante as férias de Natal naquele ano. Fomos comemorar as festas de fim de ano em Gstaad, nos Alpes Suíços. Ficamos hospedados no Hôtel du Parc, sem nos divertir muito, quando de repente, uma tarde, na aldeia, esbarrei na minha melhor amiga do Pensionnat Cuche, meu internato de Lausanne.

O encontro com Isabel mudou o curso de minha vida porque naquela noite ela me levou a uma festa e eu entrei oficialmente no mundo dojet set.A festa foi no chalé da família Shorto, uma senhora de ascendência brasileira e inglesa, e seus cinco belíssimos filhos.

Eu sei agora que todas as inúmeras vezes em que me apaixonei, apenas dois homens foram realmente grandes amores meus. Eu me casei com os dois, com um no início da minha vida, com o outro, bem mais tarde.

Eu nem mesmo sei por onde começar a descrever o que devo ao meu primeiro marido, o Príncipe Egon von und zu Fürstenberg. Sempre lhe serei grata porque ele me deu tanto.

Ele me deu meus filhos; ele me deu o seu nome; ele me deu sua confiança e seu incentivo, pois acreditava em mim; compartilhou tudo comigo, todo o seu conhecimento e todos os seus contatos, ao dar-me o seu amor.

Egon era um pretendente perfeito, um príncipe austro-germânico por parte de pai, e herdeiro de uma enorme fortuna por parte da mãe, Clara Agnelli, a filha mais velha da família que era proprietária da fábrica de automóveis Fiat.

Ele era o jovem mais charmoso do mundo. Seu carisma e entusiasmo eram contagiantes, e viajar com ele era sempre uma interminável sequência de surpresas e serendipidade.

Egon e eu íamos a toda parte e descobríamos tudo juntos. Lembro-me da primeira vez que ele me levou a Villa Bella, o chalé de sua mãe em Cortina D’Ampezzo nos Alpes italianos. Eu nunca tinha estado numa casa tão elegante, confortável e incomum antes.

Egon me levou ao Sul da França para conhecer seu glamouroso tio Gianni Agnelli, no seu iate, e para assistir ao Grande Prêmio de Mônaco, a famosa competição automobilística. Ele me levou ao festival de filmes no Lido de Veneza, e ao Baile Volpi, no Canale Grande.

Conheci todas as pessoas importantes, em todos os lugares: aristocratas, cortesãos, empresários, atores, pintores e todos os integrantes da nata da sociedade.

O casamento ocorreu no dia 16 de julho de 1969 no campo, o mesmo dia em que os primeiros astronautas americanos foram enviados à lua, num subúrbio de Paris, em Montfort l’Amaury.

Minha gravidez de três meses não era evidente no vestido de casamento Christian Dior, que o estilista da casa, Mark Bohan, havia criado para mim.

A mãe dele nos deu de presente uma casa de praia na bela costa Esmeralda na Sardenha, onde, durante o mês de agosto inteiro, recebemos dezesseis amigos, que dormiram em três quartinhos apertados. Éramos todos muito jovens e nos divertimos a valer.

Em Nova Iorque, o príncipe e a princesa von Furstenberg (nós tínhamos deixado de usar o “und zu”) eram o casal “it” da cidade, o mais badalado. Nossa juventude, nossa aparência e nosso dinheiro garantiam nossa presença em todas as listas de convidados e todas as colunas sociais.

O casamento em si estava sofrendo algum desgaste. Egon era meu marido e foi meu primeiro amor, mas nosso casamento ficou complicado.Finalmente, aquilo tudo se tornou muito difícil de administrar.

Egon e eu tivemos um relacionamento mais fácil, mais profundo, mais sincero e respeitoso depois que nos separamos. É claro que a princípio ele ficou triste e ressentido, mas a separação era a melhor decisão a tomar, de forma que ele acabou aceitando isso.

Quando ele faleceu, seu sepultamento marcou o fim de uma longa tradição. Ele foi o último Furstenberg a ser enterrado ali, porque não há mais lugar na cripta.

No trabalho, eu podia sentir o cheiro do sucesso cada vez maior. O vestido envelope tinha nascido e estava vendendo muito bem. Eu costuma viajar pelo país inteiro e havia me tornado um nome muito conhecido nos Estados Unidos.

Eu me sentia livre e poderosa; não era fácil administrar tudo e eu costumava estar sempre muito estressada, mas essa era minha escolha, e valia a pena. E foi aí que conheci o Barry Diller.

Éramos ambos jovens magnatas na época: ele, o presidente muito jovem da Paramount Pictures; eu, a jovem e indomável dona de uma grife de sucesso.

Eu tinha lido alguns artigos sobre Barry, mas não fazia ideia da paixão avassaladora que nos dominaria depois que nos conhecemos numa festa que dei no meu apartamento de Nova York, para a dinâmica agente de Hollywood Sue Mengers.

No fim de 1977, no meu aniversário de 30 anos, comprei um belo apartamento para mim no décimo segundo andar do número 1.060 da Quinta Avenida.Barry se mudou para minha casa e eu construí um banheiro só para ele e um quarto de vestir, com acesso do nosso quarto.

Barry e eu saíamos muito quando ele vinha a Nova York, e eu saía sozinha quando Barry não estava lá. Às vezes eu flertava com outros homens ou rapazes. Essa época era assim em Nova York; agíamos com muita liberdade.

Tive um breve caso com Richard Gere, quando ele tinha acabado de filmarGigolô Americano. Não deu para resistir. Seu agente, Ed Limato, zangou-se com ele e lhe disse que sair comigo não seria bom para sua carreira porque a Paramount é que estava distribuindo o filme.

Barry nunca comentou nada comigo sobre isso, mas sei que ele não gostou.

Quando minha mãe adoeceu, Barry foi muito carinhoso e eu me distanciei de tudo ficando uma temporada numa ilha em Bali. Lá conheci um brasileiro chamado Paulo, que vivia a 10 anos numa cabana sem sapatos. Apaixonei-me totalmente, por Bali e por Paulo.

Meus filhos não ficaram felizes comigo quando Barry partiu e Paulo veio morar conosco em Nova York. Ele foi oficialmente apresentado à sociedade em Nova York num jantar que dei no meu apartamento da Quinta Avenida para Diana Vreeland para comemorar a publicação do seu livroAllure.

Eu estava vivendo a fantasia de ser uma deusa eu mesma, e dediquei um perfume,Volcan d’Amour(Vulcão de Amor) ao meu novo amado. Cloudwalk logo se encheu de tecidos e artefatos da Indonésia, e eu coloquei bandeiras cerimoniais coloridas ao longo do rio, que continuam lá até hoje.

Parei de usar meus próprios vestidos, que, de qualquer maneira, na época estavam sendo criados por empresas licenciadas, e comecei a usar apenas sarongues; em seguida, substituí meus sapatos de salto alto sensuais por sandálias no verão e botas no inverno.

Hoje sorrio das formas como mudei minha personalidade para fundir-se com as personalidades de homens diferentes em fases distintas da minha vida. Acho que a maioria das mulheres conscientemente muda de aparência ou pelo menos faz alterações em si mesmas por causa do relacionamento com os homens, principalmente durante o delicioso período de sedução.

Meu relacionamento com o Paulo durou quatro anos, assim como meu guarda-roupa de sarongues. “Por que você não usa roupas de verdade?”, vivia dizendo minha mãe. Mas nem mesmo ela conseguiu adivinhar minha próxima metamorfose quando rompi com o Paulo para me tornar musa de um escritor em Paris.

Eu tinha conhecido o Alain em Nova York, na festa de aniversário de 14 anos que Bianca Jagger tinha dado para a sua filha, minha afilhada, Jade. “Venha comigo para Paris”, disse Alain, assim que me conheceu. Eu não hesitei.

Meu trabalho não me interessava mais tanto assim. Embora eu estivesse começando uma nova empresa, não estava sinceramente interessada nela.

O que estava no meu coração era o Alain. E Paris. Paulo ficou muito zangado e voltou para sua terra natal, o Brasil; eu me mudei para um apartamento que aluguei na Rue de Seine.

Em minha nova vida parisiense, redescobri meu primeiro amor, a literatura, e estava vivendo mais uma fantasia: ter um salão literário e fundar uma editora pequena, a Salvy, onde publicamos em francês os escritores Vita Sackville-West, Gregor von Rezzori e Bret Easton Ellis, entre outros.

Esquiávamos juntos em Gstaad, nadávamos em Capri, onde Alain e eu alugávamos um pequeno apartamento, e navegávamos pelo Nilo para descobrir o Egito antigo. O restante do tempo eu passava com Alain, a perfeita musa de um escritor, lendo o que ele escrevia e acompanhando-o onde quer seus muitos humores o levassem.

Tudo isso provavelmente teria continuado se eu não começasse a perceber que o Alain estava tendo um caso com minha boa amiga Loulou de la Falaise, a musa de Yves Saint Laurent. Loulou era tudo aquilo de que eu tinha aberto mão: tinha glamour, tinha o seu trabalho, tinha sucesso.

Envolvi-me com Mark Peploe, que era comprometido. Logo depois de o nosso caso de amor ter começado, ele me pediu para ir encontrar com ele no Sri Lanka, onde ele estava procurando locações para o filmeFuga para a Vitória,do qual seria diretor. Ineditamente reservei passagem para ir para lá.

Eu agora percebo que Barry já era como um marido para mim, e Mark era meu amante secreto. Eu não conseguiria desistir de um deles para ficar com o outro.

Comecei a ceder quando ele começou a falar em casamento por preocupação com os meus filhos. Barry queria ser capaz de planejar o futuro deles, disse ele, e o casamento tornaria tudo bem mais fácil.

A coisa mais importante que o Barry e eu temos em comum é que ambos somos autossuficientes. A presença de um na vida do outro nunca foi uma necessidade, e, portanto, ambos sempre nos sentimos como se estar um com o outro fosse um enorme luxo.

Estamos pouco a pouco nos tornando o casal de idosos que atravessava a avenida Lexington, cuidando um do outro. “Nós” também significa nossa família: nossos filhos que estão ficando mais velhos, nossos netos que estão em crescimento. O amor é vida é amor é vida.

Beleza

Minha mãe não tinha paciência com minha insatisfação com minha aparência, nem com minha obsessão com meus cabelos. Ela me vestia com roupas bonitas e sempre procurava me deixar apresentável, mas beleza não era um tópico sobre o qual valesse a pena conversar.

Embora eu achasse que personalidade, autenticidade e charme eram o que tornava uma pessoa atraente, durante a minha caminhada tive muitos momentos de constrangimento e insegurança.

Eu não sabia que havia começado uma tradição que continua até hoje, encontrar moças com aparência interessante, com personalidade, no início de suas vidas e carreiras, jovens que eu notava por serem diferentes.

Cada vez que escolhemos as modelos para um desfile, contratamos umstylist[4]e um agente de recrutamento. Eles conhecem todas as melhores moças e marcam uma visita de apresentação.

Costumo ficar impressionada com a falta de beleza e de personalidade das novastop modelsna vida real, e como é preciso olho clínico para reconhecer um rosto estranho que pode se tornar belo, uma estrutura óssea incomum que seja fotogênica, um estranhamento que possa se tornar mágico.

Minha definição de beleza é força e personalidade. Força é cativante: as mulheres que vi na Índia, trabalhando nos campos, de saris cor de laranja, os braços cobertos de pulseiras de vidro coloridas; as mulheres trabalhando em construções na Indonésia, carregando tijolos pesados nas cabeças; as mulheres que levavam seus filhos para hospitais improvisados na África.

A dignidade dessas mulheres com sua elegância inata é uma verdadeira inspiração de beleza.

E foi aí que começaram os prêmios da DVF, em 2010, oferecidos pela Fundação da Família Diller-von Furstenberg, para homenagear e apoiar mulheres extraordinárias que tiveram a coragem de lutar, o poder de sobreviver e a liderança para inspirar; mulheres que transformaram as vidas de outras pessoas por meio de seu comprometimento, seus recursos e sua visibilidade.

Também criamos um prêmio chamado People’s Voice Award (Voz do Povo), cuja vencedora é escolhida por voto popular, dentre quatro candidatas, que estejam trabalhando dentro dos Estados Unidos.

Quando fui eleita presidente da organização profissional, em 2006, havia muitos artigos circulando na imprensa sobre as causas da anorexia e sua prevalência nas jovens.

Eu talvez fosse ingênua. Muitastop modelsse transformavam em celebridades, portanto era natural que as jovens quisessem imitá-las. Mesmo assim, passar fome não era a resposta. Corpos longilíneos e esbeltos são o resultado de herança genética, não de engenharia.

Eu me convenci de que o CFDA tinha que tomar a iniciativa de promover saúde como beleza. Estabelecemos os padrões da indústria em 2007, trabalhando em parceria com especialistas da área de medicina, agências de modelos e a editora-chefe daVogue, Anna Wintour.

Esses padrões incluem recomendações baseadas no bom senso para proteger as meninas; oficinas para estilistas de moda, modelos e suas famílias sobre como reconhecer os sinais de transtornos alimentares; e incentivo às modelos com esses problemas a procurarem ajuda profissional.

Aos 47 anos fui diagnosticada com câncer. Um cisto com células cancerosas. A princípio me senti deprimida e muito preocupada, mas pouco a pouco, à medida que ia entendendo o que os médicos estavam me explicando, recobrei as forças e afastei o medo. Precisava aceitar que eu tinha câncer e enfrentar a situação.

Eu sentia mais compaixão pelo sofrimento dos outros, apreciava o valor da saúde, e passei a ser mais espiritual, compreendendo tanto minha fragilidade quanto minha força.

Estou grata por nunca pensar que eu era bela quando jovem. Todos ficamos menos belos quando o tempo passa. Mulheres que só confiam na sua beleza podem se sentir invisíveis depois. É uma pena, pois sinto que na segunda parte da sua vida, a gente devia se sentir realizada, não derrotada.

O importante é viver com intensidade cada momento de cada dia de cada período de cada idade, para não desperdiçar tempo nenhum. Por que o tempo passa, cada vez mais rápido.

O melhor no envelhecimento, segundo passei a compreender, é que temos um passado. Ninguém pode tirar isso da gente, portanto é melhor que gostemos dele. É por isso que é tão importante não perder tempo.

A autoconfiança nos torna belas, e vem da aceitação de nós mesmas. No momento em que nós aceitamos isso, tudo melhora.

Minha imagem é quem eu sou e mesmo que eu não goste sempre dela, eu me sinto intrigada por ela e acho as mudanças interessantes. Eu não gosto das sardas e das manchas senis que tenho espalhadas pelo corpo, mas elas estão presentes.

No meu rosto mais velho, vejo minha vida. Toda ruga, cada marca de sorriso, cada mancha senil. Minha vida está escrita no meu rosto. Meu rosto traz consigo todas as minhas lembranças. Por que eu as apagaria?

Sou privilegiada por ter toda essa beleza na minha vida. Trabalhei duro por isso, e ainda trabalho duro. É gratificante saber que um dia, tão distante quanto possível, esta terra perfeita será o lugar onde repousará a mulher que eu resolvi me tornar há cinquenta e sete anos em Bruxelas, na festa de aniversário de dez anos da Mireille, em Bruxelas.

O negócio da moda

Apesar do sucesso retumbante do meu vestido envelope, Yves Saint Laurent era estilista, Madame Grès era estilista, Halston era estilista. Já eu entrei no mundo da moda quase por acidente, na esperança de me tornar financeiramente independente.

Hoje em dia vejo que aquilo que tinha sido um turbilhão em matéria de carreira no ramo da moda pode se dividir perfeitamente em três fases distintas: O Sonho Americano, A Volta Triunfal, e a fase atual, A Nova Era. Esta terceira fase, na qual que estou acabando de entrar, promete ser a mais gratificante.

Eu não dava muito valor ao vestido envelope quando o criei; mas agora aprecio seu valor e sua originalidade.

É apenas depois que a gente percebe todas as pequenas experiências que se somam e formam uma bagagem. O que eu sabia mesmo naquela época era que o mundo da moda era divertido, glamouroso, muito bacana e eu o adorava. Estávamos em 1968.

Todos se sentiam livres, agiam com informalidade e dava a impressão de estarem entediados, embora essa fosse a última coisa que estávamos sentindo. Foi aí que eu entendi que a moda era uma indústria gigantesca, uma longa cadeia de profissões interligadas.

Começava nas tecelagens, com a confecção dos tecidos, depois vinham os estilistas que confeccionavam os trajes, e as modelos, que os exibiam. Os editores escolhiam as modelos, e os fotógrafos e os ilustradores, bem como os redatores, captavam suas imagens e as revistas as publicavam.

A vida social movimentada que eu tinha com Egon em Nova York provou ser uma importante educação na área da moda. Como eu era namorada do Egon, e ele era muito visível como aristocrata jovem e atraente, vários estilistas de Nova York, como os de Paris, me ofereciam suas roupas para que eu as usasse.

A primeira porta se abriu dois meses depois, em março de 1970, e foi logo a mais decisiva de Nova York: a de Diana Vreeland, a todo-poderosa editora-chefe daVogue. Parece-me incrível agora que eu tivesse a audácia de entrar naquele santuário da moda a e lhe mostrar aqueles meus vestidinhos tão simples.

Foi Diana Vreeland a primeira a entender e valorizar o tecido de jérsei como algo simples e único, e o caimento fácil e bonito dos vestidos. Eles talvez parecessem despretensiosos pendurados nos cabides, mas se tornaram tremendamente sensuais e femininos quando Diana pediu às modelos da revista, que os vestissem.

As vendas começaram a aumentar mesmo na estação seguinte, no Gotham Hotel, depois que meus vestidos apareceram naVogue. Eu me lembro de ter recebido pedidos grandes da Hutzler’s, uma loja de departamentos de Baltimore, e da Giorgio’s, uma butique famosa de Beverly Hills.

Os vestidos envelope e os estampados animais começaram a vender como água, e logo podiam ser vistos nas ruas de praticamente todas as cidades americanas. Graças ao vestidinho envelope, a empresa ficou sete vezes maior.

Eu estava me tornando uma com os vestidos e o que eles representavam. Eu não sabia disso ainda, mas eu tinha me tornado uma grife.

O ritmo do crescimento era estonteante. De repente eu tinha quase cem empregados na folha de pagamento, inclusive os do depósito que tive que alugar na Avenida Dez para abrigar todos os milhares de vestidos que chegavam da Itália.

Tudo que eu tocava parecia virar ouro, inclusive uma linha de cosméticos que comecei com uma amiga simplesmente porque adorava cosméticos. Eu não tinha ideia de como fazer, portanto contratei alguém que entendia do assunto, Bob Loeb, e desenvolvemos minha primeira fragrância, leve e deliciosa, que batizei de Tatiana.

Meu vestido envelope tinha se tornado o vestido que todos queriam ter, e eu tinha me tornado uma celebridade. Eu me identificava com meus produtos e era o modelo deles, tudo isso da noite para o dia. Eu tinha obtido um sucesso muito maior do que jamais havia sonhado ter.

Até mesmo o respeitadoWall Street Journalme notou, e, no dia 28 de janeiro de 1976, publicou um artigo sobre meu “império da moda” na primeira página. Exposição atrai mais exposição, de maneira que, dois meses depois, eu estava na capa daNewsweek.

A capa daNewsweekacabou com o resto do anonimato que me restava, o que, a princípio, achei intimidador. Como eu era presidente e única proprietária da empresa, eu podia fazer dela o que quisesse, acabar com ela ou torná-la ainda melhor.

Não pensava muito em investir no negócio de beleza. Todas as minhas licenças, inclusive dos vestidos e de decoração do lar para a Sears, atingiam 150 milhões de dólares em vendas e proporcionavam uma renda excelente.

O fim veio tão rápido quanto naquele dia de neve em janeiro quando todos os meus vestidos entraram em liquidação de repente. A enormidade da crise se tornou clara quando voltei. Dez milhões de dólares! Era essa a quantia que a empresa devia ao banco.

E assim foi que a primeira fase da minha vida como empresária, o Sonho Americano, chegou ao fim. Eu tinha alcançado mais do que podia ter imaginado e estava extremamente orgulhosa dos produtos que tinha criado. Eu tinha construído duas empresas e vendido duas empresas.

Na verdade, eu estava bem perdida. Meus negócios, ou o que tinha restado deles, estavam em pedaços. As licenças tinham sido vendidas e revendidas, e meus modelos tinham perdido o ponto de vista.

Minha linha de cosméticos tinha desaparecido numa série de fusões e aquisições, e o único sobrevivente, a fragrância leve e sexy que eu tinha batizado com o nome da minha neta, estava irreconhecível: a nova dona do Tatiana, a Revlon, tinha tingido o perfume de roxo e mudado a fragrância.

Tentei voltar a trabalhar, mas não era hora ainda. Assinei outra licença infeliz em 1990 para criar uma linha de vestidos, dessa vez com uma empresa de preços moderados. A empresa, que estava passando por uma fase ruim, queria melhorar sua imagem e estava contando com meu nome para fazer isso.

Conheci e Joe Spellman, executivo demarketing e fomos de carro ao subúrbio de West Chester para visitar uma empresa chamada QVC. Enquanto eu assistia à apresentação da Susan, falando diretamente com seus clientes pelas telas da televisão comecei a ficar muito animada.

Imaginei que poderia ressuscitar minha linha de cosméticos e vendê-los pela televisão, mas o pessoal da QVC tinha outra coisa em mente.Queriam mas um conceito que chamamos de Silk Assets da Diane von Furstenberg. Era uma linha de conjuntos de seda estampada coordenados e laváveis com echarpes.

Lá fui eu, de volta a minha raiz, criando paletas de cores e estampados. Igualmente emocionante foi o lado financeiro do contrato que assinei com a QVC para que eles comprassem as roupas direto do fabricante em Hong Kong.

No dia em que apresentei meu primeiro programa dos Silk Assets Diane von Furstenberg, em novembro de 1992,dentro de duas horas vendi 1,3 milhão de dólares em Silk Assets enquanto Barry (que me surpreendeu no programa) e a gerência da QVC assistiam aos números das vendas que iam subindo no computador.

Tudo só foi ficando cada vez melhor. Os telespectadores não se cansavam dos Silk Assets da Diane von Furstenberg. Num certo programa de 1993, vendi 2.200 pares de calças de seda em menos de dois minutos!

O que eu desesperadamente queria era revitalizar minha grife e voltar às lojas finas. Estava vendo sinais de que isso talvez fosse possível. “Você devia trazer seus vestidos de volta”, disse-me Ralph Lauren quando eu estava tentando convencê-lo a vender pela televisão, querendo que outros estilistas fizessem o mesmo.

Havia muitos sinais positivos. O sucesso da QVC tinha tornado meu nome extremamente conhecido outra vez; eu me surpreendi por ver minha classificação excelente numa pesquisa sobre reconhecimento de marcas publicada noWomen’s Wear Dailynaquele ano.

Eu tinha me aposentado aos 36 anos, e aqui estava eu, recomeçando, aos cinquenta anos. Estava nervosa, mas era uma emoção incrível. Reintroduzir minha grife com sucesso numa loja de departamentos de primeira classe como a Saks provaria ao mundo e a mim mesma que a primeira vez não tinha sido apenas um acidente.

Recebi outro incentivo em julho no desfile de alta moda da Dior em Paris. Eu tinha trazido um novo vestido envelope comigo, que estava usando, uma escolha que foi igualmente ousada e temerária.

Ali estava eu nas mais sofisticadas circunstâncias, num desfile da Dior numa estufa elegante, usando um vestido que era basicamente o mesmo que eu teria usado vinte anos antes. Porém, surpreendentemente, foi aquele vestidinho que começou o zum zum zum em Paris e chamou a atenção de Amy Spindler, a talentosa e jovem editora de moda doNew York Times.

Houve tamanho entusiasmo pelo vestido em Paris que eu liguei para meu escritório em Nova York para combinar que um amigo me trouxesse mais amostras, de modo que eu pudesse usar outro vestido envelope no desfile da Chanel. Eu usaria um estampado diferente a cada dia.

Lançamos os vestidos na Saks de Nova York no dia 9 de setembro, com grande pompa e circunstância. Câmeras de televisão e fotógrafos de jornais e revistas se aglomeravam em torno das mulheres que estavam em fila no departamento de vestidos, muitas com as filhas, para comprar os novos vestidos.

A linha “Silk Assets da Diane von Furstenberg” passou a chamar-se apenas “Silk Assets”. Aos poucos, fui parando de apresentar os programas da HSN, e Alicia, uma moça do escritório, me substituiu.

Logo estávamos vendendo, vendendo, vendendo sem parar, para lojas especializadas na Inglaterra, França, Itália, Espanha, na Europa inteira, bem como em lojas nos Estados Unidos.

Nós crescemos à medida que as oportunidades iam se apresentando, sem um plano mestre. Abrimos uma loja em Miami em 2003, e no ano seguinte em Londres, numa pequena butique em Notting Hill, onde nós éramos super, mas superquentes mesmo.

Eu já estava construindo um legado fora do meu negócio. Depois de ter empoderado a mim mesma, era meu dever empoderar outras mulheres. Por isso me envolvi com a Vital Voices e fundei a DVF Awards. Era também a minha vez de apoiar a comunidade da moda e de Nova York que tinham me dado tanto.

A CFDA está comprometida com a promoção da diversidade e a proteção da saúde e do bem-estar das modelos. Nossa Associação apoia o Made in NY, uma iniciativa liderada por Andrew Rosen (filho de Carl, que salvou minha empresa em 1979) para reenergizar a indústria de vestimentas local.

Por tudo isso a revistaForbesme indicou como uma das mais poderosas empresárias do mundo! No entanto, meus negócios estavam seguindo um caminho indeterminado, indo de uma oportunidade para outra sem um conjunto claro de metas, nem muita disciplina.

Não sei se conquistei a sabedoria, mas espero que minhas experiências, narradas com toda a honestidade e franqueza que pude encontrar no meu coração e na minha memória, inspirem outras pessoas a assumirem a responsabilidade por suas próprias vidas, serem suas melhores amigas e a irem fundo, sem nada temer.

Notas Finais

Diane von Furstenbergentrou no mundo da moda norte-americano quando retornou da Europa, com uma mala cheia de vestidos desenhados por ela. Em 1974, ela criou o icônico vestido envelope (wrap dress, em inglês), que chegou para simbolizar o poder e a independência de uma geração inteira de mulheres.

Em 1976, ela já havia vendido mais de um milhão desses vestidos, e foi reportagem de capa da revistaNewsweek. Depois de um hiato, durante o qual ela permaneceu afastada do mundo da moda, Diane relançou em 1997 o icônico vestido que começou tudo, restabelecendo sua empresa como a grife global de estilo de vida que é hoje em dia.

Os produtos da DVF, atualmente, são vendidos em mais de cinquenta e cinco países.

Em 2005, Diane recebeu o Lifetime Achievement Award do Conselho de Estilistas de Moda dos Estados Unidos (CFDA) por seu impacto na moda; e, um ano depois, ela foi eleita presidente da CFDA, cargo que ela ocupa até hoje.

Diane é membro do conselho da organização Vital Voices e da Fundação Estátua da Liberdade/Ellis Island, e também da The Shed, um novo centro de inovação artística e cultural em Nova York. Em 2015, ela foi nomeada uma das 100 Pessoas Mais Influentes do Mundo pela revistaTime.

Dica do 12'

Se você gostou de conhecer a trajetória de Diane Von Furstenberg , não deve deixar de ler Saint-Laurent – a Arte da Elegância, de Marie-dominique Lelièvre. Nesta biografia, ela desvenda o mistério do homem glamouroso e elegante que viveu intensamente sua arte, revela o personagem que Saint Laurent representava no mundo dos superstars e mostra a todos o menino que habitou a alma inquieta de um dos mais importantes nomes da alta-costura.

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