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Crianças francesas não fazem manha

Crianças francesas não fazem manha  Resumo
Parentalidade

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Bringing up bébé: one american mother discovers the wisdom of french parenting

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-3900-429-4

Editora: Fontanar

Também disponível em audiobook

Resumo

Na França, crianças não são manhosas

Pamela Duckerman viajou para a França com a família quando sua primeira filha tinha um ano e meio de idade. O plano era passar o verão em uma cidade praiana a poucas horas de Paris. Lá, reservaram um quarto de hotel com berço. 

Pouco depois de fazer algumas refeições em restaurantes, reparou como as famílias daquele país não se sentiam no inferno da criação de crianças pequenas, mas pareciam estar curtindo férias. E olha que os pequenos ao redor dela eram da mesma idade de Bean, filha da autora, mas ficavam calmamente sentadas com alegria em cadeirões, esperando a comida ou mesmo sem reclamar na hora de comer peixe, legumes e verduras. 

Nada de gritos e choro: todas elas faziam suas refeições, um prato de cada vez, sem restos ao redor da mesa. Hoje, depois de muitos anos morando na França, Pamela ainda não é capaz de explicar como isso acontece. 

Já em Paris, as crianças não costumam ser levadas a restaurantes. Elas parecem terem sido esquecidas em algum lugar. Em seus primeiros anos morando na cidade da luz, Pamela se perguntava: será que as crianças francesas são geneticamente mais calmas do que as nossas? Será que são produto de uma filosofia de criação antiga sobre a qual ninguém fala?

A naturalidade da gravidez francesa

Quando esteve grávida, já em Paris, Pamela sentiu um turbilhão de emoções. Ela só pensava em comer o tempo todo e se preocupava com a chegada do parto. Ao ver sua vizinha de porta, uma arquiteta chamada Anne, prestes a dar à luz, percebeu que a relação das francesas com a gestação era bem diferente. 

Uma característica marcante foi a existência de inúmeros livros para pais, revistas e sites na internet. A gestação na França não é tratada como um projeto de uma só pessoa, mas uma tarefa coletiva, que deve ter o mesmo grau de responsabilidade dividido entre pai e mãe. 

As leituras sobre parentalidade não são obrigatórias, não existe uma busca comparativa sobre uma forma certa ou errada de criar os filhos. Esses livros são considerados úteis para pessoas inseguras, mas as mães parisienses confiam muito no instinto. 

Não se trata de uma indiferença com relação à maternidade e ao bem-estar dos bebês. Elas são temerosas, preocupadas e estão cientes da imensa transformação que estão prestes a passar na vida. Mas a demonstração é muito diferente. 

Por mais que estejam dispostas a fazer sacrifícios pelos rebentos depois de nove meses difíceis, a dedicação é de tal naturalidade que não as faz renunciarem ao prazer de viver bem. 

Pequenos humanos

A autora se surpreendeu na primeira aula de natação de sua filha. Isso porque descobriu que as crianças parisienses não costumam aprender a nadar antes dos 6 anos.

Mas antes disso, há exercícios em piscinas para se familiarizarem com a água e sua natureza. Para Pamela, o ideal seria fazer com que a filha aprendesse a nadar antes dos 2 anos. Por isso, estranhou quando os professores não ensinaram braçadas de frente, de costas e de lado. 

Mesmo pagando pelas aulas de natação, ela demorou a entender que matricular os filhos em treinamentos desse tipo era para que se despertassem e descobrissem como a água se comporta. Um pensamento bem diferente daquele apregoado nos Estados Unidos. 

Preparar as crianças para entenderem alguns desafios do futuro para só então incluí-las neles parece bem distante de nossa realidade, embora seja a forma racional de os franceses acostumarem suas crias não só à natação, mas a diversos outros aspectos, como o mundo do trabalho e outras formas de conhecimento extracurriculares. 

Creche?

Passamos da metade deste microbook. Em uma ligação para sua mãe, que nunca saiu dos Estados Unidos, Pamela contou que Bean foi aceita em uma creche pública de Paris. 

Depois de um silêncio constrangedor, veio o espanto. Isso porque em seu país natal não é comum que as crianças bem pequenas estejam em creches desde cedo, mas continuem com a mãe ou outro responsável. 

Já na França, ao contar a notícia, seus vizinhos a parabenizaram e até fizeram uma comemoração. Enquanto mães estadunidenses sofrem pânico só de pensar em ver os filhos cuidados por pessoas estranhas, nas famílias parisienses essa conquista é sinal de que os pais vão poder tocar suas vidas e desenvolver projetos sem um sacrifício anormal pelos filhos. Assim, eles vão aprendendo a conviver com pessoas de sua idade desde cedo. 

Não existe culpa ao ter os pequenos convivendo em paz, desde pouquíssimos anos de vida, com outras crianças, investindo em um desenvolvimento saudável e gradual. 

A mãe perfeita não existe

Uma lição dada pelas mães francesas é a de que perfeição ao educar os filhos não existe. Na busca por dar o melhor às crianças, erros serão cometidos. E está tudo bem, faz parte do processo e precisa ser encarado com naturalidade. 

Por lá, depois de nove meses do início da licença, iniciada ainda no período de gestação, é preciso voltar à rotina. Com creches de alta qualidade, babás pagas pelo governo e outras opções de cuidado infantil, a transição é logisticamente possível. Não é por acaso que as mulheres francesas precisam recuperar o corpo em três meses depois do parto. É a época em que voltam ao trabalho. 

E o retorno às atividades laborais é por livre e espontânea vontade. Em 2010, uma pesquisa feita pelo Pew Research Center constatou que 91% dos adultos franceses disseram que o tipo de casamento mais satisfatório é aquele no qual tanto o marido quanto a esposa trabalham fora. Em compensação, apenas 71% dos estadunidenses e britânicos concordam com essa afirmação.

Dessa maneira, a população da França desenvolveu uma criação mais igualitária e saudável para as crianças. Desde pequenas, elas são levadas a compreender que homens e mulheres precisam dividir as tarefas de casa. A igualdade de gêneros é incentivada já nos primeiros anos de vida, muito além dos discursos. É uma questão prática e diária. 

Deixe que ela viva a vida dela

A primeira viagem da filha de Pamela em uma excursão da escola foi aos 4 anos de idade. E claro, a autora se sentiu muito assustada quando recebeu o aviso do colégio. Foi apenas o começo. 

Nos Estados Unidos, as primeiras idas a acampamentos de verão só acontecem por volta dos 10 ou 11 anos. Mas na França, existem centenas de diferentes colonies de vacances, como são conhecidas as colônias de férias, para crianças desde os 4 anos. 

Os menores ficam pouco mais de uma semana no campo, andando de pônei, alimentando cabras, aprendendo músicas e descobrindo a natureza. Já os mais velhos frequentam colônias especializadas em teatro, caiaque e astronomia. Desde cedo, dar autonomia às crianças faz parte da educação na França. 

Para isso, trabalham desde os primeiros anos na separação emocional, construção da própria autoestima e independência dos elogios de pais e de outros adultos. 

Pamela aprendeu com o tempo. Hoje, admira e absorveu o jeito francês de educar os filhos. Seus amigos estadunidenses ainda estranham, mas parece muito mais maduro que em seu país natal. Pelo visto, o país da liberdade, igualdade e fraternidade ainda tem muito a ensinar ao mundo. 

Notas finais 

Não existe uma fórmula mágica para criar os filhos. Não se trata de uma receita de bolo. Mas algumas práticas, quando seguidas, tendem a fazer da educação um processo mais saudável. Na França, temas que ainda geram discussões acaloradas no Brasil são tratados com muita naturalidade, como a igualdade de gênero nas tarefas divididas entre pais e mães. Outro ponto que chama atenção é como os franceses não tratam os filhos como um sacrifício a ser carregado por toda a vida. Desde cedo, elas são incentivadas para agirem com autonomia, gerando adultos mais maduros, responsáveis e cientes das próprias responsabilidades. É uma cultura muito diferente da nossa. 

Dica do 12min

Outro bom microbook para ajudar na educação de seus filhos é O livro que você gostaria que seus pais tivessem lido, disponível aqui no 12 min. 

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Quem escreveu o livro?

Foi repórter do Wall Street Journal, onde fazia a cobertura internacional. Ela também escreveu para jornais como The New York Times, The Washington Post e para a revista Marie Claire, além de ter participado de programas de televisã... (Leia mais)