Capuzinho Vermelho Resumo - Irmãos Grimm

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Capuzinho Vermelho

Capuzinho Vermelho Resumo
Livros Infantis

Este microbook é uma resenha crítica da obra: 

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ISBN: 

Também disponível em audiobook

Resumo

Era uma vez uma linda menina de olhos verdes e cabelos escuros que vivia em um vilarejo, às margens de uma imensa floresta, chamada Rivera. Ela era tão gentil e maviosa, que todos a amavam, principalmente a sua vovózinha Dorina. Era tanto amor pela netinha, que a vovó Dorina não sabia o que dar e o que fazer por ela.

Então certa vez, no aniversário de oito anos da netinha, foi até a longínqua cidade e comprou um belo corte de tecido. Ao chegar em casa, não se conteve com tanta ansiedade, tratou logo de costurar uma bela capa de veludo vermelho com um charmoso capuz, e mal podia esperar para ver o rostinho da neta ao receber o presente.

Vovó Dorina não poderia dar-lhe um presente melhor! A menina gostou tanto do capuzinho, que não quis mais usar outro, com ele andava para todos os lugares, e despertava a atenção por tanta formosura, que o moradores do vilarejo passaram a chamá-la de Capuzinho Vermelho.

Capuzinho Vermelho adorava visitar a vovó, sempre era recebida com deliciosos bolinhos de chocolate e muito carinho. Mas num certo dia, um carpinteiro que cortava lenha na floresta próximo à casa da vovó, foi avisar que ela tinha amanhecido doente. Quando soube, Capuzinho Vermelho ficou muito aflita e preocupada.

Então a sua mamãe correu até a cozinha e tratou de preparar caldinhos, geléias, biscoitinhos, sucos e chás… Do jeito que a vovó gosta! Quando terminou, estava tão cansada que não teria ânimo para andar pela floresta e levar os mantimentos até a casa da vovó.

A mamãe organizou tudo numa cesta e chamou a filha:

━ Capuzinho Vermelho, tome esta cesta e leve-a para a vovó! Como ela está fraquinha, não tem disposição para cozinhar. Esses caldinhos junto com os chás irão fortificá-la!

━ Obrigada, mamãe, por ser tão dedicada!

A mãe da Capuzinho Vermelho sorriu e ordenou:

━ Vá! Põe-te a caminho antes que o sol esquente muito.

━ Vou agora mesmo, mamãe.

━ Tome cuidado, pois há muitos perigos na floresta! Não se desvie do caminho certo e nem converse com estranhos. Ah! Cuidado com a cesta!

━ Tomarei cuidado, mamãe, não se preocupe!

━ Quando chegares na casa da vovó, seja uma boa menina, comporte-se e faça-a companhia, mas volte para casa antes do pôr do sol.

━ Sim senhora, mãezinha! ━ exclamou Capuzinho Vermelho à mãe, e despediu-se.

A avó morava numa charmosa e aconchegante casinha amarela no interior da floresta, a cerca de meia hora de distância do Vilarejo.

Quando Capuzinho Vermelho adentrou à floresta, logo podia ouvir o alegre canto dos passarinhos nas copas das árvores, o som tranquilo das águas da cachoeira que ficava logo ali, o balançar dos galhos e folhas com o vento... E ao longe, bem ao longe, o ruído dos serrotes e machados dos lenhadores.

Capuzinho Vermelho ia por uma trilha, e de longe, um lobo mau de pêlo castanho e olhos brilhantes vinha espreitando-a por entre os troncos das árvores, e achou-a tão saborosa que logo pensou em devorá-la. Mas, temendo que os lenhadores pudessem ouvir os gritos da menininha, decidiu agir com astúcia.  

Então, eis que de repente, o enorme lobo, pôs-se à frente da menininha, porém, não sabendo que perverso animal era ele, não sentiu medo.

━ Bom dia, menininha! ━ disse o Lobo Mau com voz doce.

━ Bom dia, senhor Lobo! ━ respondeu Capuzinho Vermelho.

━ Qual é o seu nome, linda menina?

━ Capuzinho Vermelho.

━ Bonito nome! Mas diga-me, Capuzinho Vermelho, aonde vais assim sozinha carregando esta cesta cheia de fartura?

━ Vou à casa da minha vovó. ━ respondeu Capuzinho Vermelho.

━ Deixe-me ajudá-la com a cesta! Deve estar um tanto pesada para uma menina tão delicada como você. ━ disse o Lobo Mau fingindo bondade.

━ Fico agradecida pela gentileza, senhor Lobo, mas a cesta está leve, e a casa da minha vovó fica à beira do lago, perto do ninho dos cisnes negros, não tão longe daqui.

Então o Lobo Mau,  muito astucioso, não perdeu tempo; despediu-se da Capuzinho Vermelho e disparou por entre as árvores, que logo a vista da menininha não mais pôde alcançá-lo. Ele sabia muito bem os atalhos da floresta, e chegou à casa da vovó bem antes da netinha.

Chegando à porta, respirou fundo, e bateu o mais delicadamente possível, com suas enormes patas.

━ Quem bate à porta? ━ perguntou a vovó.

O Lobo Mau fez uma vozinha doce para responder:

━ É Capuzinho Vermelho, sua netinha. Trago uma cesta de mantimentos.

━ Capuzinho Vermelho, que bom que vieste! Levanta a taramela! ━ ordenou-lhe a vovó, e continuou deitada.

A porta abriu-se e o Lobo entrou, então, foi até o quarto da vovó, e engoliu-a antes que ela pudesse gritar. Depois vestiu a roupa e a touca dela, fechou a porta, enfiou-se embaixo das cobertas e ficou à espera da Capuzinho Vermelho.

Enquanto isso, Capuzinho Vermelho ia alegre e sorridente caminhando pela floresta, cantarolando com os pássaros e desfrutando do ar fresco. Adorava ver o brilho cintilante dos raios de sol ao tocar as águas do pequenos córregos que por ali passavam. Mal podia avistar uma árvore carregada de amoras, que logo se esticava para pegar. Ficava fascinada com as borboletas azuis, e tentava tolamente correr mais rápido que os esquilos. Que menina serelepe! Sempre tinha uma joaninha camuflada em seu Capuzinho vermelho!

No caminho tinha muitas espécimes de flores, uma mais linda que a outra, e como de costume, sempre levava um buquê viçoso para a vovó Dorina. Finalmente, chegou à casa da vovó Dorina; e deu uma leve batida na porta.

━ Quem está batendo? ━ perguntou o lobo, esquecendo-se de disfarçar a voz.

Chapeuzinho Vermelho espantou-se com o tom da voz, mas pensou que fosse porque a vovó estava gripada.

━ Sou eu, vovó, Capuzinho Vermelho.

━ Levante a taramela e entre, minha netinha.

Capuzinho Vermelho entrou e estacionou a cesta sobre a mesa, e começou a esvaziá-la, colocando os ítens sobre a mesa, e dizendo:

━ Trouxe uns caldinhos, biscoitinhos, sucos e chás feitos pela mamãe especialmente para a senhora, vovó. Já é hora do almoço, quer que eu lhe leve um caldinho?! Ainda está quentinho!

━ Sim, minha querida!

Capuzinho Vermelho foi com a tigela de caldinho na mão e uma colher até o quarto da vovó. Aproximando-se da cama, foi reparando que a vovó estava com um aspecto muito esquisito. E foi notando:

━ Oh, vovó, que orelhas grandes são essas?!

━ São para te melhor ouvir.

━ Oh, vovó, que olhos tão grandes!

━ São para melhor te ver.

━ Oh, vovó, que mãos enormes!

━ São para melhor te agarrar.

E quando encheu a colher de caldinho e ergueu-a, então o Lobo abriu a boca e num susto, Capuzinho Vermelho exclamou:

━ Oh, vovó, que boca medonha!

━ É para melhor te devorar! ━ gritou o Lobo!

Dizendo isso, o Lobo Mau pulou da cama e atacou a pobre Capuzinho Vermelho, engolindo-a de uma só vez.  

━ Agora estou satisfeito. ━ disse o Lobo abrindo a boca em um demorado bocejo.

E então, caiu num sono profundo e logo começou a roncar tão alto que um caçador que ia passando ao ouvir aquele ronco pensou: "Nossa, que ronco alto da senhora Dorina! É melhor certificar-me de que ela não está passando mal."

O caçador abriu a porta e foi seguindo o barulho do ronco, até que encontrou o Lobo Mau dormindo como uma pedra, com uma enorme barriga parecendo um balão. Então pensou: "Lobo malvado, deve ter devorado a pobre senhora Dorina."

O jovem ficou tão triste e quis fazer algo para salvá-la, então pensou: "Com a barriga deste tamanho, não deve ter se dado o trabalho de mastigá-la. Vou cortá-lhe a barriga cuidadosamente, enquanto ele ainda dorme." E assim o fez.

Na primeira tesourada apareceu um pedacinho de veludo vermelho, na segunda, viu um rostinho muito lindo, e na terceira, a Capuzinho Vermelho saltou para fora, e disse:

━ Muito agradecida, senhor caçador, por ter me libertado! Ai que medo eu tive! Estava muito escuro na barriga do Lobo! Agora precisamos salvar a vovó Dorina!

Então o caçador fez outro corte na barriga do Lobo, e a vovó saiu, meio estonteada, mas viva.

━ E agora?! ━ perguntou Capuzinho Vermelho ao caçador.

━ Vamos dar a lição que ele merece! ━ disse a vovó.

Capuzinho Vermelho foi até o lago e pegou uma grande quantidade de pedras redondas e lisas, e com elas o caçador encheu a barriga do Lobo, e a vovó Dorina a costurou.

Quando o lobo acordou, mal podia se mover, devido o peso da barriga, então pensou: "Acho que comi demais." E logo pensou em fugir, mas não conseguiu ir muito longe, pois as pedras pesavam tanto, que deu um trambolhão e morreu.

Os três alegraram-se imensamente! O caçador foi embora com seu dever cumprido. A vovó Dorina, finalmente pôde alimentar-se dos caldinhos e logo ficou fortalecida. E Capuzinho Vermelho aprendeu a lição:

NÃO CONVERSE COM ESTRANHOS E NUNCA DESVIE-SE DE SEU CAMINHO.

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