O desequilíbrio que criou tudo o que existe
No início havia um ponto minúsculo e extremamente quente, contendo toda a matéria e energia do cosmos. Ao esfriar, as quatro forças fundamentais se separaram e partículas de matéria e antimatéria se aniquilavam aos pares — exceto por uma sobra de uma partícula a cada bilhão. Essa diferença ínfima é tudo o que restou e deu origem a você. Por 380 mil anos o universo permaneceu opaco, até que os primeiros átomos se formaram e a luz finalmente pôde viajar livre pelo espaço.
O cosmos é feito principalmente do que não vemos
Nos anos 1930, Fritz Zwicky percebeu que as galáxias do aglomerado de Coma se moviam rápido demais para a gravidade visível sustentá-las. Décadas depois, Vera Rubin confirmou: estrelas nas bordas das galáxias giravam tão rápido quanto as do centro, revelando um halo invisível de matéria escura, responsável por 85% da gravidade do universo. Em 1998, supernovas distantes revelaram que o cosmos se expande cada vez mais rápido — efeito da energia escura, hoje 68% de tudo que existe.
Você é feito de restos de estrelas mortas
O Big Bang produziu apenas hidrogênio, hélio e um pouco de lítio. Todo o resto — como o ferro do seu sangue e o cálcio dos seus ossos — foi forjado no núcleo de estrelas massivas, que fundem elementos cada vez mais pesados até o ferro, ponto em que a fusão passa a consumir energia em vez de liberá-la. A estrela então explode em supernova, espalhando essa química pelo espaço, de onde nascem novos planetas — e até os nomes de urânio, netúnio e plutônio vêm do céu.
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