Quando a lógica vira mercadoria barata
A pesquisa de Roger W. Sperry com pacientes de cérebro dividido provou que o hemisfério direito pensa tão bem quanto o esquerdo, só que de outro jeito. Essa descoberta ganha urgência com três forças: a abundância, que faz as pessoas comprarem beleza, não só função; a migração de cerca de 1 milhão de empregos financeiros para países mais baratos; e a vitória do supercomputador Deep Blue sobre Garry Kasparov, em 1997, provando que tarefas baseadas em regras já não são exclusividade humana.
A estética que decide eleições e cura dores
Design deixou de ser verniz estético para se tornar decisão que molda resultados. A cédula 'borboleta' usada na Flórida em 2000, com layout confuso, pode ter alterado o resultado de uma eleição presidencial. No outro extremo, o arquiteto Michael Graves assinou uma escova de vaso sanitário vendida por menos de seis dólares na Target, provando que bom design chegou ao alcance de todos. E no Hospital Montefiore, pacientes em quartos com luz natural precisaram de 21% menos medicação para dor — prova de que estética também cura.
O labirinto como símbolo da busca por sentido
Viktor Frankl escondeu no forro do casaco, em Auschwitz, os rascunhos da ideia de que o impulso humano mais profundo é buscar sentido — e essa busca ganhou força numa era em que a sobrevivência já não consome todas as energias. O autor usa o labirinto instalado no Hospital Johns Hopkins como metáfora: diferente de um quebra-cabeça com becos sem saída, ele tem um único caminho até o centro, feito para ser percorrido devagar, assim como os desafios que realmente importam na vida.
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