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Algoritmos para viver

Algoritmos para viver Resumo
Ciência

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Algorithms to live by: the computer Science of human decisions

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-8535929300

Também disponível em audiobook

Resumo

Quando parar de procurar

Todo mundo já se deparou com um dilema na hora de fazer escolhas. Quando é hora de parar de procurar? Num tempo com tantas opções à disposição, essa angústia é ainda maior. Com alguns cliques, e digitando poucas palavras, temos um mundo de opções na tela de computadores e celulares. 

É aí que entra o chamado problema da parada, a hora certa de finalizar a procura e escolher o que já vimos. Se você já precisou contratar um funcionário, deparou-se  com aquele monte de currículos à mão. Depois de um número de entrevistas, percebeu que tinha encontrado a pessoa adequada para a função. Esse é o mesmo mecanismo de trabalho dos algoritmos. 

Por mais que esse seja um termo popularizado no mundo digital, ele é o aperfeiçoamento do problema da parada, um mecanismo comum no cérebro humano. Filtrar e definir escolhas precisa acontecer de forma eficiente. No mundo digital, os algoritmos só aprimoram o trabalho desenvolvido desde os primórdios da evolução. Até porque, é impossível conhecer todas as opções de escolha, né? 

Colocando ordem nas coisas

A essência dos computadores é ordenar as coisas seguindo critérios pré-definidos. Eles foram criados para suprir essa nossa necessidade. Vamos voltar no tempo. No final do século 19, os bilhetes de trem da época inspiraram Herman Hollerith a inventar uma máquina capaz de perfurar cartões para armazenar informações, contar e separar cada um deles segundo critérios de informação. 

O nome parece familiar? É o mesmo do seu comprovante de pagamentos mensais. Ele é a base da longa caminhada que nos trouxe ao tempo dos algoritmos organizando nossas pesquisas na internet, facilitando o trabalho de procurar. Longe de ser vilões, eles apenas sofisticam todo um processo de organização. 

As primeiras coisas em primeiro lugar

Os seres humanos não têm como principal habilidade ordenar as coisas. Se você não é organizado com tarefas, sabe bem do que estamos falando. Não é à toa que tantos livros best-sellers dão lições práticas sobre como gerenciar o tempo sem perder prazos.

Daí vem a necessidade de trabalhar com algoritmos. Uma máquina eletrônica realizando a tarefa de ordenação de atividades, como as buscas na internet, nos permite economizar tempo.

Quer facilitar mais? Quanto mais explícitos forem seus objetivos na internet, melhor. Essa é uma lição de programação. Se você coloca as prioridades em primeiro lugar, os algoritmos entendem bem quais são suas necessidades reais. É a otimização da otimização. 

Pensando menos

Chegamos na metade deste livro para expor uma crença equivocada. Já ouviu que é melhor pensar mais? Mas quanto mais listas de prós e contras você fizer, quanto mais fatores relevantes você listar, menos as máquinas que trabalham com algoritmos vão ser eficazes.

Para os algoritmos, menos é mais. Em suas buscas na internet, procure ser prático. O excesso de transmissão de informações é o oposto do objetivo dos algoritmos ao facilitar nossas vidas. 

Como nos conectamos

Toda interação humana é baseada em algum protocolo. Sempre existe uma convenção compartilhada de procedimentos e expectativas. No mundo virtual não é diferente. É por protocolos que encontramos páginas e conteúdos na internet. 

O bom entendimento de cada um deles melhora a utilização de computadores. Na web, eles não só ordenam as coisas, mas também são os responsáveis por todas as nossas conversas. Da mesma forma que falamos das coisas que mais nos interessam primeiro, os algoritmos também priorizam o que pensam ser mais importante para nós no processo de ordenamento de buscas.

Mas nada é organizado o tempo todo. Para os algoritmos, a aleatoriedade é levada em consideração como forma de se preparar para quebra de padrões. Até porque, não é sempre que você vai seguir os mesmos passos on-line. 

Gentileza computacional

Todo sistema dinâmico está sujeito a limitações do tempo e do espaço. Com os algoritmos não é diferente, volta e meia eles se deparam com problemas, e alguns deles são propositais. Os algoritmos não são totalmente eficientes desde a criação deles, como base para seu funcionamento e controle por parte dos seres humanos.

Se por vezes até a melhor estratégia dá resultados ruins, também não seria tão produtivo se os algoritmos organizassem todas as nossas buscas e informações de acordo com a plenitude da capacidade. O velho ditado “ninguém é perfeito” se aplica aqui. Os algoritmos contam com falhas que tornam nossa experiência na internet mais saudável, menos robótica. Como uma gentileza dos computadores. 

Humanos não são perfeitos o tempo todo. Algoritmos não precisam e não devem organizar tudo. Por isso, não acredite quando falarem neles como vilões. Algoritmos são sinônimo de uma evolução, tanto no mundo virtual quanto no mundo real.

Notas finais 

Se você já ouviu alguém maldizendo o poder dos algoritmos na internet, que parecem ler nossas mentes e saber tudo o que gostamos, agora sabe o quanto isso está equivocado. A principal lição tirada desse microbook é perceber o quanto os algoritmos são uma maravilha da tecnologia, uma tendência natural de criação de um mecanismo importante em nosso cérebro. Os mais organizados agradecem. 

Dica do 12’

Outro microbook interessante para ouvir e melhorar a relação com a tecnologia e as redes sociais é o Minimalismo digital, que traz incentivos e lições para deixar de ser dependente dos cliques, curtidas e compartilhamentos nas telinhas dos smartphones.

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Quem escreveu o livro?

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