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A história da Airbnb - resenha crítica

A história da Airbnb Resenha crítica
Startups & Empreendedorismo

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Airbnb story

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-9315-638-0

Editora: Buzz Editora

Também disponível em audiobook

Resenha crítica

Uma aposta

Quando a Airbnb foi criada, seus fundadores, Nathan Blecharczyk, Brian Chesky e Joe Gebbia eram estudantes de design. Suas trajetórias são muito conhecidas no Vale do Silício.

Em outubro de 2007, o grupo morava em um apartamento de três quartos em São Francisco. Para pagar suas despesas, tiveram a ideia de alugar alguns colchões infláveis durante uma grande conferência de design que seria realizada na cidade. Os hotéis já estavam lotados e eles vislumbraram uma oportunidade de inovação. 

Um pouco antes, no verão de 2004, Gebbia e Chesky estavam a 4.500 quilômetros do quarto onde tiveram a ideia que mudou suas vidas, e de milhões de usuários. Numa pequena quitinete de Providence, Rhode Island, eles fizeram parte de um projeto de pesquisa financiado por uma escola de design local, em parceria com diversas empresas. 

Lá, trabalharam em projetos exclusivos para empresas parceiras durante seis semanas. Entre muito trabalho e momentos de descontração, praticando hóquei no gelo, foi plantada a semente da inovação. Anos antes da Airbnb vir a público, dois de seus fundadores tiveram contato com a necessidade de enxergar transformações tecnológicas como tendência irreversível no século XXI. 

Talvez, se não houvesse o devido incentivo à pesquisa e a novas formas de abordar mercados tradicionais, hoje ainda estaríamos totalmente dependentes do setor hoteleiro tradicional nas viagens feitas por todos os cantos do mundo. 

Construindo uma empresa

Mesmo depois de mais de 10 anos desde a fundação da Airbnb, seus idealizadores não se separaram, indo cada um para seu lado, tocando os próprios projetos e renegando o passado. Tampouco enlouqueceram com os desafios que a gestão de uma gigantesca empresa traz. 

Quando ainda faziam parte de uma startup do Vale do Silício, Chesky, Gebbia e Blecharczyk conquistaram o “Product/Market fit”. Trata-se de um marco atingido pelas empresas quando o conceito elaborado atinge um bom mercado, com muitos clientes reais em potencial, demonstrando que o produto em questão pode satisfazer tal mercado. 

O uso do termo foi popularizado por Marc Andreessen, um empreendedor de tecnologia que virou investidor de risco e faz as vezes de guru dos milhares de fundadores de startups do Vale do Silício. 

Chegar a esse patamar foi importante porque milhares de startups ficam no meio do caminho. O Product/Market fit é a primeira das conquistas possíveis ali entre tantos entusiastas da inovação. Sem isso, os empreendimentos não vão para frente. 

Com esse patamar, em 2009 eles conseguiram multiplicar a renda de 1.000 dólares por semana para 10 mil. Assim, as reservas no Airbnb chegaram a 100 mil dólares. A decolagem da Airbnb virou realidade mais cedo do que seus fundadores imaginavam. 

Nação Airbnb

Falar da formação e crescimento da Airbnb é tratar de empreendedorismo. Porque para tirá-la do chão, pensar na tecnologia, transformá-la em um produto atrativo e criar a cultura que permitiu o crescimento rápido e com alta performance envolveu uma agilidade corporativa surpreendente. 

O mais interessante é perceber como seus fundadores conseguiram atingir isso não só em pouco tempo, mas também sem experiência prévia. A Airbnb construiu uma história que vai além dos seus 2.500 funcionários, boa parte deles alocados em São Francisco. 

Na verdade, o que determinou o sucesso da empresa foram os milhões de usuários ao redor do mundo. No começo, parecia um negócio sazonal. Com o passar do tempo, a estrutura se provou duradoura em qualquer época do mundo. Para se ter uma ideia, no verão de 2016, em uma só noite 1,8 milhão de pessoas usaram acomodações oferecidas pela Airbnb.

Os números são ótimos, mas o maior desafio da empresa ainda é aumentar sua penetração entre o público. Muitas pessoas possuem pouco traquejo com aplicativos e novas tecnologias. Para elas, o conceito utilizado pela empresa inovadora é assustador. Os fundadores ouviram muitas vezes comentários de espanto sobre o fato de usar os lençóis de outras pessoas para se hospedar em um lugar que sequer é um hotel. 

Expandir o número de usuários da nação Airbnb é um desafio constante, mesmo para quem já chegou tão longe de maneira inesperada.

O feio e o sujo

Já passamos da metade do microbook e agora falaremos de problemas. Por mais que a Airbnb seja muito idealista, a humanidade nem sempre é comportada no cotidiano. 

Por isso, colocar um monte de gente desconhecida junta faz com que as coisas, volta e meia, não saiam como o esperado. Existem pessoas ruins no mundo, outras pouco educadas e mesmo aquelas que vivem desprezando conceitos básicos de higiene. 

É muito fácil atraí-las quando a missão da companhia permite e democratiza a hospedagem na casa de pessoas bem-intencionadas.. Evidentemente, em alguns momentos os sujeitos sujos dão o ar da graça na Airbnb.

Imprevistos acontecem, dos mais simples aos mais graves e preocupantes. Por mais raro que seja, volta e meia as implicações no compartilhamento de lares em larga escala causa dores de cabeça a seus fundadores. 

A primeira grande lição da empresa foi em 2011. Ali, houve uma violação extrema de confiança quando um usuário foi roubado, dando muito trabalho ao gerenciamento de crise e setor de relações públicas. Por mais raro que sejam os episódios envolvendo pessoas mal intencionadas , estes costumam ganhar um espaço considerável na mídia. 

Em 2012, a polícia flagrou prostitutas usando como bordel um apartamento cadastrado na Airbnb em Estocolmo. Já em 2014, um homem de Nova York relatou uma festa regada a muito sexo e bebidas em seu lar, promovida por um usuário da Airbnb. 

Volta e meia, é possível ver episódios assim, uma minoria inexpressiva perante o total de milhões de pessoas bem intencionadas. Com a experiência, seus fundadores conseguem contornar os incidentes sem diminuir a credibilidade do empreendimento. 

Hospitalidade renovada

No começo de suas atividades, o relacionamento entre a Airbnb e a indústria hoteleira era o pior possível. Com o passar do tempo, os atritos diminuíram. 

Isso porque a empresa se desdobrou para deixar claro que não buscava combater a indústria hoteleira, mas criar um novo campo de coexistência benigna para os dois setores. Para a companhia ganhar, os hotéis não precisam perder. 

A estada média na Airbnb é maior que as hospedagens tradicionais nos hotéis. Cerca de três quartos das acomodações promovidas pela empresa ocorrem em áreas longe dos hotéis, atraindo grupos maiores.

Na verdade, são usos diferentes. Quando um grande número de viajantes cruza cidades com amigos e família, é mais improvável que pare em hotéis. A Airbnb chegou a demonstrar em apresentações que no ano de 2015 a indústria hoteleira bateu recordes, deixando claro que não há nenhum empecilho para este negócio.  

Na prática, a Airbnb renova o espírito de hospitalidade das pessoas, oferecendo tanto a usuários quanto a donos de apartamentos ou casas experiências interessantes de trocas com gente de todos os cantos do mundo. 

Para ter a imagem melhorada perante um setor tão importante da economia, a solução encontrada pelos empreendedores deste livro foi simples: precisaram usar da hospitalidade e cordialidade com quem se sentiu acuado. Atualmente, a relação entre hotéis e Airbnb está longe dos atritos do começo das atividades da antiga startup. 

Próximos passos

Enquanto este livro era escrito, os planos para colocar em prática mais uma edição do Airbnb Open estavam a todo vapor. Trata-se de um festival de três dias para os anfitriões que utilizam o site. Uma vez por ano, o evento busca uma confraternização para fortalecer o pertencimento de seus tantos usuários. 

Normalmente, o evento ocorre em alguma cidade dos Estados Unidos e costuma atrair por volta de 5 mil cadastrados da plataforma. Em 2016, alguns hóspedes também foram convidados, bem como os principais investidores, entre aqueles mais comprometidos na comunidade. 

Desta forma, o relacionamento dos usuários com a empresa sai ainda mais fortalecido, reforçando seu tom de economia compartilhada, em que tanto hóspedes quanto anfitriões ficam contentes com o serviço prestado pela Airbnb. Cada um deles arca com as próprias despesas, provando o quanto a companhia é bem quista por uma verdadeira legião. 

Daqui para frente, a Airbnb quer continuar transmitindo seus princípios de hospitalidade para as pessoas responsáveis por entregar seu produto. Sempre voltados para uma experiência de cordialidade entre usuários e donos dos imóveis, sem conflitos e resolvendo eventuais contratempos com o menor prejuízo possível em sua imagem. 

A história da Airbnb é um caso de inovação e olhar a longo prazo. Um verdadeiro exemplo para quem é entusiasta do empreendedorismo e das formas disruptivas de enxergar inúmeros mercados de atuação. 

Notas finais 

Quem não gosta de viajar? A trajetória da Airbnb é a demonstração de quanto o ser humano sente a necessidade de interagir. Entre usuários da plataforma, o encontro entre anfitriões e hóspedes é a prova de que um mundo de gentileza é possível. Afinal, se antes de sua fundação era considerada uma loucura pagar para dormir na casa de um desconhecido, anualmente são milhões desbravando o mundo cheio de rotas e novas experiências a serem descobertas. A plataforma presta um grande serviço para quem sabe como o mundo é grande demais para não viajar. 

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Quem escreveu o livro?

Leigh Gallagher é uma editora assistente da Fortune e o anfitrião da Fortune Live. Ela também é co-presidente da Fortune mais poderosa cúpula das mulheres e supervisio... (Leia mais)