A empresa de corpo, mente e alma - Resenha crítica - Roberto Tranjan
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A empresa de corpo, mente e alma - resenha crítica

A empresa de corpo, mente e alma Resenha crítica Inicie seu teste gratuito
Gestão & Liderança

Este microbook é uma resenha crítica da obra: A empresa de corpo, mente e alma

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-65-86077-57-5

Editora: Buzz

Resenha crítica

Pouco significado leva a pouco compromisso

Nosso mundo é fragmentado. Na escola, as informações ficam divididas em cada matéria. Nas empresas convencionais, tudo é fatiado em uma infinidade de departamentos. A falta de visão do todo tira o significado desse trabalho. O problema é que pouco significado leva a pouco compromisso. 

Daí, vem o desequilíbrio entre a energia que empregamos nos esforços e o pequeno resultado que vem dela. A visão do todo altera essa realidade. Tudo se relaciona. Quando entendemos como cada coisa interage, ganhamos uma visão de mundo mais poderosa. Os clientes, as equipes e as empresas estão no mesmo barco.

O significado vem do todo, não da parte. A fragmentação nos aliena e nos deixa ignorantes. Isso nos impede de enxergar as relações. Os chefes passam a se ressentir do baixo engajamento dos funcionários, enquanto os profissionais se indignam com a falta de valorização e interesse pelo trabalho.

Em busca de uma mudança plena

Administrar uma empresa parece uma tarefa simples. No entanto, os líderes ainda sofrem para manter uma equipe comprometida e rentável. O sucesso existe, mas não para qualquer um. Existem alguns segredos para alcançá-lo. É o caso de:

  • Visão sistêmica, a capacidade de enxergar além da mesmice tradicionalista. Quem vê as coisas com profundidade sabe que a empresa não é só uma forma de ganhar dinheiro.
  • Capacidade de diagnóstico, o caminho do autoconhecimento empresarial. Perceber o problema e suas verdadeiras razões faz com que colaboradores e líderes ganhem em aprendizado e evolução.
  • Rejeição às fórmulas mágicas. Não há soluções infalíveis ou paliativos genéricos aplicáveis a qualquer tipo de empresa. Esqueça as respostas rápidas e precisas. Isso é ficção.

O modelo antigo de administração está sendo varrido do mercado. Só que não basta mudar para permanecer de pé. É preciso alterar plenamente as várias esferas da empresa.

A empresa de corpo, mente e alma

A empresa de corpo, mente e alma é plena e equilibrada. Ela se compõe de:

  • Corpo, a parte visível da marca. São as máquinas, instalações, equipamentos, estoques, produtos, relatórios e números.
  • Mente, a parte que se relaciona com o mercado e os clientes. É o que cuida das estratégias, dos diferenciais e de como a empresa fará para crescer.
  • Alma, os relacionamentos internos. É a motivação, a liderança, o comprometimento e a interação com a equipe.

Uma empresa desequilibrada pode ser:

  • objetificadora, focada principalmente no corpo;
  • desnorteada, enfatizando exageradamente a mente;
  • sensível, voltada predominantemente para a alma.

Quando a liderança tem uma visão fragmentada, sem considerar o todo, corre o risco de cair em alguma dessas armadilhas. Então, tornam-se “empresas do avesso”. Suas prioridades estão no lugar errado. Se o único instrumento que você conhece é o martelo, passa a pensar que todo problema é um prego.

A empresa que perdeu a hora

A palavra urgente perdeu um pouco o significado. Tudo é para ontem. Há pouco tempo. O mercado de trabalho incluiu o “urgentíssimo”, na esperança de que as pessoas voltassem a entregar as coisas no prazo. Mesmo os líderes estão imersos em problemas. São apagadores de incêndios gerenciais.

Todos soam como baratas tontas. Os chefes têm dificuldades para se entenderem, imersos nos conflitos cotidianos. Os funcionários andam pouco motivados e querem ver o circo pegar fogo. É difícil ter prioridades se a empresa não escolheu os objetivos estratégicos. Só que a empresa não terá estratégia enquanto os líderes estiverem ocupados com decisões operacionais.

Empresas em que os líderes estão sempre apagando incêndios vivem no passado. Problemas não são nada além de algo que foi mal feito no momento certo e, por isso, volta no presente. Líderes que cuidam doze horas por dia com contratempos não têm tempo para preparar o futuro.

Infantilizando as pessoas

Quando a empresa foca predominantemente na alma, ela se torna sensível. Isso é um problema. Marcas com esse perfil fazem os sentimentos virem antes de tudo. Há cuidado extremo com os melindres. Os profissionais não conquistam as recompensas pela competência, mas pelo assistencialismo.

Por isso, não os relacionam com o desempenho. Os benefícios seguem a lógica da doação, sem servir como reconhecimento legítimo. Isso cria uma cultura de busca incessante de privilégios. A equipe se torna imatura e dependente. As pessoas voltam à infância. Começam a fazer birra porque não têm suas reivindicações atendidas.

A empresa sensível não tem autoestima ou senso de poder. Há uma lógica de assembleia. As pessoas querem ser consultadas toda hora. As decisões se tornam lentas. A marca deixa de ser ágil. O líder dá o peixe, mas não ensina ninguém a pescar. É importante valorizar a alma da empresa. Há reivindicações legítimas. Mas, sem uma visão sistêmica, são um problema.

Gestor não é gerente ou empreendedor

O gerente cuida da empresa e o empreendedor faz o negócio crescer. Já o gestor, é o responsável por construir uma obra. Sua função é projetar e dar vida a uma comunidade, que sirva à alma de todos. Isso inclui clientes, profissionais, fornecedores e acionistas. 

A contribuição mais importante do gestor é trazer significado à empresa. Gerente e empreendedor desconhecem isoladamente o que faz o resultado. Um acredita em otimizar recursos. Outro, em inovar. O que os dois esquecem é que os resultados são fruto de quem faz o trabalho. É aqui que surge o papel do gestor. 

Ele une o mundo do gerente e o do empreendedor. É o responsável por integrar o humano ao processo. É também quem nos faz lembrar de que pessoas não são coisas. Elas não estão à venda. Não são propriedade de ninguém e não podem ser usadas como uma ferramenta. 

As pessoas só põem a criatividade à disposição se estiverem a fim

Já passamos da metade do microbook e o autor conta como ainda não inventaram uma máquina capaz de sonhar. As empresas ainda precisam da criatividade humana. Ela é um insumo poderoso. Só que a presença física não é garantia de criatividade. 

As pessoas só põem a criatividade à disposição se estiverem a fim. A decisão é delas. Faz parte de sua liberdade suprema. Ainda que fossem monitoradas 24 horas por dia, só fariam o que está dentro de seu leque de escolhas. Criar é uma decisão que vem da identificação com o propósito da empresa. 

Para ter criatividade, é preciso alma. Ela faz diferença. Emana a energia que leva a marca a se destacar de outra. Cada empresa tem uma equipe com uma energia criativa própria. Não há dois negócios iguais. Cada um tem sua peculiaridade, diferente de todas as outras. Ela explica o sucesso aparentemente sem causa.

O líder é um fornecedor

Em empresas que priorizam o corpo e a mente, mas ignoram a alma, a liderança autoritária é comum. Nela, as pessoas são manipuladas para atingir certos objetivos. A gestão tiraniza e amedronta os outros para garantir que o trabalho seja feito. Esse modelo ignora que as pessoas sejam capazes de sentir e aprender.

Por isso, há a aposta na imposição. Essa é uma liderança sem alma. Para mudá-la, é preciso trocar os modelos mentais. A primeira coisa é perceber que ser líder não é uma habilidade de poucos privilegiados. A crença do líder nato não é boa. O verdadeiro gestor é um educador e um desenvolvedor de pessoas.

O líder é um fornecedor. Ele provê informações, conhecimento e recursos. As virtudes só se transmitem pelo exemplo e pela prática. As pessoas só acreditam em um líder se ele for coerente. Precisa de objetivos claros, bom diálogo e interesses reconhecíveis.

O que perturba não são os problemas, mas a forma que os vemos

O mesmo acontecimento provoca sentimentos diferentes, dependendo da percepção de cada um. Às vezes, o evento produz reações distintas na mesma pessoa, dependendo da fase da vida em que acontece. Esse é o pulo do gato em processos terapêuticos: sentir-se diferente diante da mesma situação.

A realidade não muda. As percepções, sim. Elas são um sistema de vivências que traz a imagem das coisas, mas nem sempre são precisas sobre sua essência. O autoconhecimento é o trabalho de lidar com essas visões e mudar o comportamento a partir dela. É o esforço para tocar os próprios sentimentos.

Quando uma pessoa não se conhece, faz o que os outros querem em vez de apostar nos seus desejos genuínos. Sentimentos não estão certos ou errados. Eles só existem. O que perturba não são os problemas, mas a forma que os vemos. É bom expressar emoções, porque isso nos faz vê-las melhor.

Levando o cérebro para passear

A mente é a parte da tríade que garante que a empresa terá um futuro. Ela fornece o rumo, o destino e o sentido. As estruturas organizacionais convencionais fizeram sucesso no passado, mas não garantem êxito daqui para a frente. A falta de direção é uma razão comum para o fracasso, mesmo em marcas com corpos impecáveis.

A mente define o foco, as alternativas, o cliente e os diferenciais. Ela nos ajuda a sair da lógica da barata tonta e a fazer alguma coisa além de apagar incêndios. Construir esse cenário é debater, com a equipe, o que está por vir. A inspiração vem das tendências e do que já deu certo.

No entanto, o futuro vai além dessas análises racionais. Ele também é feito de sonhos, imaginação e intuição. O que vale é criar um contexto. Nele, ideias, pensamentos e aprendizados se constroem. A mente usa o ambiente para extrair o significado.

Desenvolvendo um corpo saudável

O corpo é a parte tangível da marca. É onde vemos o sintoma, mas nem sempre a causa. Por isso, muitas marcas estagnam e prolongam seus problemas. Isso acontece porque não enxergam as razões não visíveis, explicadas por outros fatores da tríade. Ainda que não se sustente sozinha, a estrutura é fundamental.

Algumas marcas usam mal o corpo. Em várias empresas, a maior parte do tempo e esforço não está orientada para os melhores resultados. É comum ter uma estrutura física que atrapalha a criatividade em vez de impulsioná-la. As pessoas ficam presas ao trabalho sem significado.

As celas que engessam o corpo têm nomes conhecidos. É o caso do organograma, cargo, tarefa, norma e departamento. Tudo isso ajuda a manter o controle. Mas, em alguns casos, só servem para atrapalhar os resultados. Precisamos fazer o corpo da empresa emagrecer. Aposte na gestão enxuta, inovadora, flexível e receptiva.

O pensamento sistêmico

Observar a empresa com a ótica da mente, corpo e alma ajuda a ter um diagnóstico apurado. Isso é útil para evitar erros. A visão integral permite ver a tríade atuando de forma simultânea. Nenhuma parte age isoladamente. É o que nos ajuda a ter uma equipe comprometida e clientes fiéis.

Há um universo de possibilidades por trás dessa lógica. Sua busca faz a mente, o corpo e a alma da empresa evoluírem. Não é sobre solucionar problemas de curto prazo, mas construir uma empresa plena, que gera resultados no longo prazo. Há vários líderes que põem os números como o grande desafio da empresa.

O problema é que uma marca que tem o faturamento como norte é muito chata. Um objetivo financeiro só faz sentido caso se embase em uma visão compartilhada. Precisam se relacionar a um sentido maior e trabalhar com uma expectativa que toque a todos.

Notas finais

A empresa de corpo, mente e alma explora a importância de uma gestão equilibrada nessas três frentes. Aqui, a estrutura física, o relacionamento interno e o planejamento empresarial têm a mesma importância.

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Roberto Tranjan é empresário, economista, palestrante e instrutor corporativo. Tem pós-graduação em administração. Es... (Leia mais)

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