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Vivendo a comunicação não violenta

Vivendo a comunicação não violenta Resumo
Estilo de vida

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Living nonviolent communication: practical tools to connect and communicate skillfully in every situation

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-4310-672-4

Editora: Editora Sextante

Também disponível em audiobook

Resumo

Uma breve introdução 

A Comunicação Não Violenta, também conhecida pela sigla CNV, é muito mais que um modelo de expressão. É um estilo de vida, de pensamento, de atitudes. Tem como propósito inspirar conexões sinceras e saudáveis entre as pessoas, fazendo com que as necessidades de todos sejam atendidas, colocando em prática a doação compassiva permanente. 

A CNV nos inspira a nos doarmos de todo o coração, também ajudando a estabelecer um vínculo com o divino e com o pulso de vida dentro de nós. Colocando-a em prática, a compaixão surge naturalmente, nos fazendo expressar a plenitude da vida e enxergar o espírito compassivo das outras pessoas. 

Quando a compreendemos em sua totalidade, descobrimos uma maneira prática de enriquecer o dia a dia. A Comunicação Não Violenta foi desenvolvida a partir do interesse de entender como alguns seres humanos se comportam de maneira violenta e abusiva, além de reeducar todos os que agem assim, fazendo a compaixão tomar conta mesmo das vítimas desse tipo de atitude, trazendo um olhar de mais empatia pelo próximo. 

E se por muitos anos a violência foi entendida como reflexo da essência má e egoísta das pessoas, a CNV deixa claro que muita gente não é assim e gosta de contribuir para o bem-estar dos outros. Como isso é possível? Com uma visão de mundo transformadora. 

Como resolver conflitos de forma pacífica e eficaz

Quando a relação entre duas pessoas é pacífica e amigável, fica muito mais fácil resolver problemas fortalecendo esse vínculo. O autor desenvolveu a Comunicação Não Violenta baseando o processo em habilidades de pensamento e interação que permitem uma conexão mais compassiva, tanto interna quanto externamente. 

Desde então, a CNV foi aplicada à vida pessoal e profissional de milhões de pessoas em diversas formas. Ao ser chamado para resolver conflitos, Marshal Rosenberg procura guiar as pessoas estabelecendo entre elas uma conexão atenciosa e respeitosa. Só depois disso é que procura estratégias bem-sucedidas para solucionar a questão que gerou algum desentendimento. 

Se você tem um problema a resolver, logo no primeiro instante não deve procurar concessões de uma a outra parte. Deve-se resolver qualquer desentendimento com a completa satisfação de todos. Para isso, é preciso abandonar totalmente a vontade insaciável de fazer com que todos façam o que você quer. 

Busque se concentrar em criar as condições para todos saírem da negociação satisfeitos. A Comunicação Não Violenta só ocorre por inteira quando são observados os seguintes aspectos: 

  1. Expressão das necessidades de todos os envolvidos.  
  2.  Visão das necessidades dos outros, independentemente do modo como deixam transparecer suas vontades. 
  3.  Verificar se os desejos de cada um foram compreendidos de maneira correta. 
  4. Oferecimento de empatia, para um ouvir as necessidades dos outros. 
  5. Tradução das soluções ou estratégias propostas para uma linguagem de ação positiva.

Empatia x piedade 

Muito se fala em empatia, um sentimento muito valorizado. Mas você sabe a diferença entre essa sensação e a pura piedade?

Ter consciência do que você sente aí, dentro de seu coração, é mera piedade, não empatia. Portanto, se você apenas diz ficar triste com o problema do outro, está sendo piedoso, não empático. Não que isso seja necessariamente ruim, mas é muito importante diferenciar essas duas emoções para a prática eficaz da Comunicação Não Violenta. 

A empatia faz você sentir os sentimentos do outro. Não significa que vai senti-lo em conjunto. Só é possível trabalhar empaticamente quanto o outro ainda sente o que lhe aflige. Ao se afastar, é possível perceber quando há emoções muito fortes, como uma dor grande demais para ser sentida, impossibilitando o oferecimento da empatia. 

Você não pode confundir esses dois sentimentos, para não misturar suas dores com as aflições alheias. Para praticar a empatia, é preciso aprender a entender a dor do outro. Isso não significa aceitá-la ou ficar acomodado, mas compreendê-la em todos os aspectos, interpretá-la e só assim ter a capacidade de ajudar a desenvolver um passo a passo até a superação. 

A raiva

Já passamos da metade deste livro e vamos falar de um tema quase impossível de fugir: a raiva. É possível gerenciá-la por meio das técnicas de Comunicação Não Violenta. 

Esse sentimento serve de alerta. A raiva avisa que nossas ações não estão sendo produtivas, nos levando a interações bem longe de serem construtivas para os envolvidos em uma conversa. 

Na CNV, fica claro que é muito perigoso tentar reprimir a raiva ou achar que ela é ruim o tempo todo. Ao identificarmos essa sensação, devemos lidar bem com ela, não simplesmente tentar combatê-la, sob risco de oferecer sérios riscos para você e para as pessoas com quem lida diariamente. 

A raiva precisa ser bem manobrada para ajudar no caminho para a satisfação das necessidades que não estão sendo atendidas. Porque sua raiz está nas emoções internas. Quando as pessoas entendem que precisa ser evitada, acabam reprimidas por esse sentimento e sendo dominadas por completo. 

Entenda a raiva, mapeie as motivações para seu surgimento e analise as causas e consequências. Não tente fugir, busque dissecá-la por inteiro. Os resultados serão muito melhores do que a pura repressão. 

Criando filhos com compaixão

O autor ensina técnicas de Comunicação Não Violenta a pais e mães há mais de três décadas. Para começar bem suas aulas, ele deixa claro o quanto o uso da palavra “criança” pode ser perigoso quando aplicado a quem não tem mais idade para isso. Ou seja: não devemos tratar pessoas adultas de maneira infantil. 

Infelizmente, muitos pais e mães cometem esse equívoco, formando gente com muita dependência emocional. Em seus workshops, Marshal costuma dividi-los em dois grupos diferentes, separados em setores distintos. Cada um deles precisa escrever em uma grande folha de papel um diálogo de um conflito. 

Depois, os dois grupos precisam tentar adivinhar qual é a motivação principal do conflito criado pelo outro grupo de pais e mães. Olhando as folhas de papel, todos os participantes precisam analisar que tipo de diálogo teriam com sua família se estivessem naquela situação. Então, é possível perceber como a comunicação de forma violenta não causa bons resultados. 

E todos terminam refletindo: qual o motivo para se desesperar, gritar e se exaltar, se este é o pior caminho para solucionar questões graves? 

A resposta é simples: somente com a Comunicação Não Violenta você consegue convencer crianças e adultos, pais e filhos, esposas e esposos, sobre quais os melhores caminhos a serem percorridos como família para um convívio melhor. 

Espiritualidade prática

Sempre que o autor fala em crenças mais profundas, como espiritualidade, ideias sobre quem é Deus e como definir o amor, vêm à tona a maior alegria ao nos conectarmos à vida contribuindo para o próprio bem-estar e o dos outros, além de como espiritualidade e amor têm mais a ver com o que fazemos do que com o que sentimos. 

É muito comum Marshall ser perguntado sobre a maneira que chegou a essa ideia e a forma como se relaciona com as crenças religiosas alheias, além da influência de sua fé na prática da CNV. 

E ele sempre deixa bem claro: a espiritualidade está na base da Comunicação Não Violenta e toda essa mecânica tem a ver com ter CNV em mente o tempo todo. Afinal, ela é uma prática espiritual, que deve ser apresentada como um estilo de vida, não um mero passo a passo para evitar brigas. 

Muitas pessoas são seduzidas por esta prática justamente por ser possível aplicá-la de um jeito transformador, levando resultados a todos os campos da vida. Mesmo as pessoas que exercitam a CNV como técnica mecânica começam a vivenciar experiências inéditas internamente, além de enxergar o próximo de um jeito que não achavam possível. 

A Comunicação Não Violenta é capaz de abrir seus olhos sobre uma nova forma de enxergar o mundo, com mais compaixão, gratidão e fé no futuro. Não deixe para depois, aplique a CNV em sua vida já. Você merece muito mais que gritos, raiva e conflitos sem solução. 

Notas finais 

Muitas vezes, o dia a dia corrido e estressante nos leva a acreditar em reações violentas como a única maneira de resolver problemas, especialmente os de relacionamento interpessoal. Esse equívoco só faz aumentar os contratempos, tornando a vida ainda mais estressante, em um ciclo sem fim de aborrecimentos.

Se você não deseja repetir essa sequência prejudicial à saúde, adote a comunicação não violenta como prática diária. Os resultados serão de muita paz para seu dia a dia, fazendo com que pense duas vezes antes de se exaltar com as pessoas de seu convívio.

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Quem escreveu o livro?

Fundador da CNV, Marshall Rosenberg foi um psicólogo norte americano conhecido por implementar uma cultura de paz, seja no âmbito pessoal seja em áreas de grande tensão. Criando conexões de compaixão, resolveu conflitos através de diálogos pacíficos. Nasceu em 6 de outubro de 1934, em Canton, Ohio e faleceu em 7 de fevereiro de 2015, em casa, aos 80 anos de idade, deixando um presente, a Comunicação Não Violenta. Graduou-se em psicologia, com PhD in Clinical Psychology, em 1961, na University of Wisconsin-Madison. Dedicou-se à área de psicologia clínica e também social, mas com o passar do tempo tornou-se cada vez mais inquieto com os métodos tradicionais de interv... (Leia mais)