Uma Breve História do Tempo Resumo - Stephen W. Hawking

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Uma Breve História do Tempo

Uma Breve História do Tempo Resumo
Ciência

Este microbook é uma resenha crítica da obra: A Brief History of time

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: B00RTQVEQC

Resumo

“Uma breve história do tempo”, de Stephen Hawking, é um livro direcionado aos leitores que buscam respostas para algumas das questões mais importantes da humanidade.

Hawking foi um cosmólogo e físico teórico, internacionalmente reconhecido como uma das pessoas mais inteligentes da contemporaneidade, tendo oferecido enormes contribuições à ciência.

Neste microbook, você aprenderá sobre intrigantes mistérios quânticos, a dinâmica de movimentação de milhões de galáxias ao longo de todo o universo e muito mais. Não perca! Ouça agora em 12 minutos.

Nossa imagem do universo

Caso acreditemos que o universo não pode ser considerado arbitrário, mas regido por leis bem definidas, teremos, ao fim, de combinar teorias parciais em uma teoria unificadora e completa, capaz de descrever tudo. Todavia, há um fundamental paradoxo nas buscas por uma teoria tão completa assim.

As ideias majoritárias nos diversos campos científicos da atualidade parte de um pressuposto, segundo o qual o ser humano é uma criatura livre e racional, apta a observar o universo e extrair deduções lógicas.

Em tal esquema, é razoável prever que faremos progressos cada vez maiores em direção ao pleno entendimento das leis que regem o nosso universo. Porém, se existe, de fato, uma teoria completa e unificada, é presumível que ela deveria, também, determinar as nossas ações.

E, dessa forma, a própria teoria é que determinaria os resultados de nossas buscas por ela! Hawking questiona os motivos pelos quais deveríamos tirar conclusões corretas com base em evidências. Elas não poderiam, ao contrário, determinar que as nossas conclusões estão erradas?

Para responder a tais questionamentos, nosso autor utiliza os princípios da seleção natural, conforme apontados por Charles Darwin.

A ideia central consiste no fato de que quaisquer populações compostas por organismos que sejam capazes de se reproduzirem apresentaram variações em seus materiais genéticos e, portanto, na geração de novos indivíduos.

Essas distinções significarão que alguns serão mais capazes que outros de chegar a conclusões corretas acerca do mundo e, assim, agir de forma adequada. Estes indivíduos terão mais probabilidades de sobrevivência e de reprodução. Logo, seu padrão comportamental passará a ser o dominante.

Sem dúvida, no passado, foi verdade que as descobertas científicas e a chamada “inteligência” transmitiram vantagens para a sobrevivência. Mas, ainda não está suficientemente claro que esse seja o caso presente.

Afinal, as nossas descobertas podem nos destruir e, ainda que não cheguem a tanto, uma teoria completa e unificadora talvez não possa influenciar significativamente a nossa chance de sobrevivência.

Portanto, desde que o universo tenha evoluído regularmente, é possível esperarmos que a capacidade de raciocínio, legada a nós mediante a seleção natural, se mostre válida na procura por uma teoria completa e unificada e, desse modo, nos conduza a conclusões corretas.

À medida que as teorias que dispomos hoje em dia, embora parciais, sejam suficientes para a realização de previsões precisas em praticamente todas as situações – exceção feita às extremas – a procura por uma teoria final de nosso universo parece muito difícil de justificar, sobretudo, em termos práticos.

Cumpre ressaltar, contudo, que argumentos parecidos poderiam ter sido utilizados não apenas contra a mecânica quântica como também contra a relatividade, e essas teorias deram à humanidade tanto a revolução microeletrônica quanto a energia nuclear!

Descobrir a teoria completa e unificada, portanto, talvez não colabore para a sobrevivência da espécie humana. É possível que ela nem ao menos chegue a afetar nosso dia a dia. Entretanto, desde as primeiras civilizações, o homem não se dá por satisfeito com a ideia de que os fenômenos e eventos são inexplicáveis e desconexos.

Ansiamos, desde sempre, pela compreensão da ordem subjacente ao mundo. Nos dias atuais, ainda desejamos entender de onde viemos e por que aqui estamos. O profundo desejo dos homens pelo conhecimento é uma justificativa suficiente para a nossa contínua busca. E, segundo Hawking, a meta é gigantesca: obter uma descrição completa de todo o universo em que vivemos.

Espaço e tempo

Tempo e espaço não somente afetam, mas também são afetados pelo que ocorre no universo. Da mesma forma que não é possível considerar eventos no universo que prescindam das noções de tempo e de espaço, na teoria geral da relatividade não há sentido em considerar tempo e espaço fora dos limites próprios do universo.

Não obstante, ao longo das últimas décadas, um novo entendimento do tempo e do espaço seria responsável por uma verdadeira revolução em nossa ideia do universo.

A noção antiquada de um universo essencialmente imutável e que pudesse ter existido e permanecer existindo foi para sempre substituída pela noção de um universo em expansão, dinâmica que parece ter se iniciado em um certo tempo no passado e, talvez, venha a terminar em um tempo no futuro.

Essas possibilidades foram os pontos dos quais o autor partiu para iniciar seus trabalhos em física teórica. Ao lado do cientista Roger Penrose, Hawking demonstrou que a teoria geral da relatividade, de Einstein, indicava que o universo deveria ter um início e, provavelmente, um fim.

Viagens no tempo

Muitos se perguntam se a teoria quântica seria capaz de permitir a viagem no tempo, em escala macroscópica, de tal modo que as pessoas pudessem utilizá-la. À primeira vista, a resposta parece ser positiva. Em tese, a proposição de que a soma das histórias de Richard Feynman se refere à totalidade das histórias.

Consequentemente, ela deveria incluir as histórias nas quais o espaço-tempo seja tão dobrado que seria possível empreender viagens ao passo. Então, por que não estamos enrascados com a história?

Vamos supor a título de exemplo, que uma pessoa tenha retornado ao passado e propiciado aos nazistas o método de fabricar uma bomba atômica. Tais problemas seriam evitados com a existência do que o nosso autor chama de “conjectura de proteção cronológica”.

Essa teoria sustenta que as leis da física atuam para evitar que corpos macroscópicos levem informações ao passado. Assim como a teoria da “censura cósmica”, de Penrose, ela ainda não foi comprovada. No entanto, há motivos, segundo Hawking, para acreditarmos que ela tenha validade.

A unificação da física

Mesmo que venhamos, de fato, a descobrir algo como uma teoria completa e unificada, isso não implicaria, necessariamente, que nos tornaríamos capazes de fazer predições certeiras sobre os fenômenos e eventos em geral. Dois motivos principais levam Hawking a pensar assim.

O primeiro deles consiste na limitação imposta pelo princípio da incerteza sobre a capacidade de nossas previsões. Nada pode ser feito para contornar isso. Em termos práticos, contudo, a primeira limitação não é tão restritiva quanto a segunda.

Esta, por sua vez, resulta do fato de não podermos resolver as equações teóricas com a exatidão necessária, excetuando-se as situações muito simples. Com efeito, ainda não resolvemos o movimento de 3 corpos, da teoria newtoniana da gravitação.

Na verdade, a dificuldade só aumenta com a quantidade de corpos e a própria complexidade dessa teoria. As leis que regem o comportamento das matérias já são conhecidas em todas as suas condições, excetuando-se as mais extremadas.

Conhecemos, em particular, as leis básicas que regem toda a biologia e a química. Porém, não reduzimos, sem dúvida, essas disciplinas à condição de problemas resolvidos. Até o presente momento, não obtivemos grandes sucessos na predição dos comportamentos humanos a partir de equações matemáticas!

Dito de outra forma, ainda que encontremos, realmente, um conjunto total de leis básicas, haveria ainda, nos anos vindouros, as tarefas intelectualmente desafiadoras referentes ao desenvolvimento de melhores métodos aproximativos, de modo que pudéssemos realizar previsões úteis e resultados prováveis para situações realistas e complexas.

Uma teoria unificada completa e consistente é, somente, o primeiro passo. A nossa meta deve ser encontrada na compreensão integral dos eventos e fenômenos que nos cercam, assim como da nossa própria existência.

Notas finais

A maior parte dos cientistas tem andado muito ocupada com a elaboração de novas teorias para a descrição do universo, em vez de buscarem o que realmente importa: perguntar "por quê".

De outro lado, aqueles cujo ofício deveria ser o levantamento dessas perguntas, quais sejam, os filósofos, não conseguiram acompanhar o progresso das teorias científicas. 

Durante o século XVIII, os filósofos abordavam o conhecimento humano em sua totalidade, incluindo as ciências, como seus campos de atuação, debatendo questões como a origem do universo.

Todavia, na era moderna, as ciências se tornaram excessivamente técnicas e matemáticas para os filósofos, ou qualquer um, a não ser uns poucos especialistas. Entretanto, se descobrirmos, de fato, uma teoria suficientemente completa, todos compreenderão seus amplos princípios, não somente alguns cientistas.

Portanto, todos deveremos – pessoas comuns, cientistas e filósofos – ser capazes de participar na discussão que visa saber o porquê de existirmos. A resposta a essa pergunta representará o supremo triunfo da razão humana, pois, dessa forma, conheceremos a mente verdadeira de Deus.

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Quem escreveu o livro?

Stephen William Hawking é um físico teórico e cosmólogo britânico e um dos mais consagrados cientistas da atualidade. Doutor em cosmologia, foi professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge, onde é professor lucasiano emérito, um posto que foi ocupado por... (Leia mais)