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Tribos: Nós precisamos que você nos lidere

Tribos: Nós precisamos que você nos lidere Resumo
Marketing & Vendas

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Tribes: We Need You to Lead Us

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-508-0592-4

Editora: Alta Books

Também disponível em audiobook

Resumo

O que significa “tribo”, no contexto do marketing?

No marketing, o conceito de tribo é utilizado para se referir a um grupo de indivíduos conectados por um líder, um modo de se comunicar, um interesse compartilhado e uma ideia.

O autor explica que não é possível criar tribos sem líderes, assim como não se pode liderar sem ter uma tribo. Assim, quando uma tribo não tem liderança ou comunicação, não passa de uma multidão.

A constituição de tribos é natural aos seres humanos. Todos ansiamos por fazer parte de um grupo, pois isso está gravado no instinto de sobrevivência de cada pessoa.

Somos atraídos pelas visões e ideias dos líderes, desejamos integrar seus grupos. Nesse sentido, as tribos são fortalecidas pelas comunidades que acreditam em determinadas ideias.

Godin destaca que dessa necessidade básica decorre o clamor pela mudança. Isto é, exercer a liderança consiste na criação de uma mudança (real ou imaginária) em que as pessoas possam acreditar.

O crescimento das tribos ocorre mediante o recrutamento de novos membros. Em consequência, as ideias fundamentais que serviram para unir os integrantes viralizam e se expandem.

Identificando a tribo

Identificar, compor e estreitar sua tribo é a primeira tarefa de um líder. Muitas empresas perdem dinheiro e tempo em comunicações de massa, visando atingir uma multidão.

Empreendedores inteligentes, no entanto, identificam a sua tribo e agem para expandi-la. Enfim, dificilmente será possível estabelecer a sua marca (seja de uma empresa ou individual) concentrando-se, de modo direto, em um mercado de massa.

Para o nosso autor, um artista que almeja chegar ao sucesso, por exemplo, terá somente 1.000 fãs verdadeiros. Em um mundo que já se acostumou aos “influenciadores” das mídias sociais, é altamente recomendável trabalhar com engajamento, em vez de focar apenas em ter mais “seguidores”.

O crescimento do seu negócio, portanto, dependerá, em grande medida, da identificação de pessoas que queiram se juntar à tribo e estão, também, dispostas a entrar em ação – ou seja, oferecer suporte, doar (tempo ou dinheiro) à sua causa ou comprar seus produtos e/ou serviços.

Principais tendências das tribos

Uma quantidade crescente de pessoas almeja trabalhar em prol de algo que acreditam. Negócios baseados em uma fábrica, desse modo, são cada vez menos lucrativos.

O mercado premia empresas e indivíduos capazes de mudar e inovar. Desde o ponto de vista da constituição das tribos, o nosso autor mapeou algumas de suas principais tendências:

  • os clientes preferem gastar seu dinheiro para adquirir produtos e/ou serviços que não são produzidos em massa. Assim, temos os conceitos de “nicho de mercado”, “cauda longa”, “modas passageiras”, “produtos artesanais”, dentre outros;
  • habilidade e atitude são essenciais. Autoridade é dispensável;
  • há uma ânsia generalizada por tudo o que é novo;
  • a estabilidade não passa de uma ilusão;
  • iniciativa gera felicidade;
  • as empresas do futuro terão condições de prescindir das fábricas. Porém, sempre precisarão de profissionais motivados, flexíveis e inteligentes;
  • todas as ideias especiais são passíveis de críticas;
  • antes de se dedicar ao crescimento da tribo, invista em deixá-la mais unida, justa e forte;
  • as ferramentas digitais aumentaram, contudo, nada substituirá a verdadeira liderança;
  • como poucas pessoas estão dispostas a liderar, esses profissionais são escassos. Logo, ao se tornar um deles, você terá mais oportunidades e recompensas;
  • o maior de todos os males é a inação. Para que o negócio progrida, você pode tanto agir quanto facilitar para que seus colaboradores ajam;
  • as tribos são excludentes. Se tentar agradar a todos, não cativará ninguém;
  • é melhor pedir “perdão” do que “permissão”;
  • seja sempre proativo, nunca espere as coisas acontecerem para, só então, reagir;
  • no princípio, dificilmente os elementos novos serão melhores que os antigos;
  • cuidado com o que Godin chama de “carneiros”, isto é, as pessoas que só querem seguir as regras e, por isso, deixam de pensar por conta própria;
  • não seja um “termômetro” (que apenas mede e, depois, não faz nada). Seja um termostato (pois ele tanto mede quanto age);
  • não tenha um trabalho chato e medíocre: a vida é demasiadamente curta para isso;
  • embora a tribo seja canal de mídia, ela não pode ser vendida ou alugada;
  • não tenha medo de errar. Mire-se nos grandes exemplos de Issac Newton e Steve Jobs.

Existem muitas tribos à espera de um líder. Há mercados que ainda não foram ocupados. Al Gore (vice-presidente dos Estados Unidos de 1993 a 2001), por exemplo, encontrou milhares de pessoas que estavam dispostas a ouvir sobre mudança climática e sustentabilidade.

Gore soube liderar sua tribo e ganhou muito com isso. Você também deve procurar quem queira lhe ouvir. Se for atrás de todas as pessoas, será solenemente ignorado. 

A proliferação das tribos

Os recursos tecnológicos permitem que integremos, simultaneamente, as mais diversas tribos. No passado, estávamos geograficamente limitados a nossas pequenas comunidades.

Hoje em dia, felizmente, podemos criar e acessar inúmeros grupos por meio da internet. Não podemos negligenciar os impactos culturais e sociais das novas formas de comunicação. Afinal, deixamos de pertencer exclusivamente às tribos familiares e podemos fazer parte de coletividades digitais.

Liderança

Os seres humanos vivem, há milênios, reunidos em grupos, em bandos. De fato, apreciamos nos aproximar de indivíduos que compartilham os nossos interesses.

Nos dias de hoje, a grande diferença trazida pela internet é que inexistem barreiras geográficas – o que facilita, agiliza e torna mais barata a comunicação.

Em resumo, o que era fácil ficou mais difícil e vice-versa. Dito de outra forma, a relevância comparativa das coisas mudou drasticamente. Tanto que uma grande fábrica pode não ser uma vantagem, um ativo, para se converter em uma fonte de prejuízo, um peso, um empecilho.

Há 20 anos, o que era caríssimo se tornou simples de automatizar ou de terceirizar. Nesse contexto, os consumidores possuem um poder cada vez maior.

Um indivíduo, afirma o autor, pode mudar a sociedade e o mundo. Em menor escala, ele pode prejudicar substancialmente a sua empresa (por maior que ela seja). Essa possibilidade, há 5 anos, era bem mais remota e, há 15, era praticamente impossível.

Agora que chegamos na metade da leitura, vamos nos aprofundar nos conceitos essenciais para ajudar você a liderar sua tribo, tais como a necessidade de defender uma causa, a busca pelo sucesso coletivo, a utilização de histórias e o compartilhamento de objetivos.

Defenda uma causa

Não é possível liderar bem uma tribo se você não acreditar firmemente naquilo que faz diariamente. De acordo com Godin, é preciso adotar uma perspectiva clara das mudanças que deseja alcançar, bem como dos passos necessários para chegar lá.

A seguir, basta guiar o seu grupo dentro desse planejamento. Qualquer alteração no status quo deve ser encarada como uma oportunidade de criar movimentos notáveis.

Outra grande virtude de um líder consiste na capacidade de se ater a uma meta por um longo período. Tal demonstração de persistência e resiliência transmite a confiança de que o objetivo será, de um modo ou de outro, atingido. Isso inspirará mais indivíduos a se juntarem, resolutamente, à sua causa. 

Sucesso coletivo

Os líderes autênticos buscam o sucesso da tribo. Com efeito, o êxito coletivo sempre prevalece em relação ao egocentrismo daqueles que perseguem somente o ganho pessoal.

O nosso autor sustenta a necessidade de focar na tribo, em detrimento de procurar atrair atenção para si. Pelo contrário, você deve empregar o reconhecimento adquirido para reforçar o propósito do grupo e unificá-lo.

Nesse sentido, não tomar iniciativa é o caminho da derrota. Infelizmente, isso ocorre com mais frequência do que gostamos de admitir. Portanto, os bons líderes não são aqueles que têm as melhores ideias, mas os que entram em ação e “fazem acontecer”.

Utilize narrativas e histórias

O marketing, conforme a conceituação de Godin, pode ser entendido como o conjunto de atos voltados à construção de histórias acerca do que produzimos: narrativas que vendem serviços e produtos, sendo discutidas e reproduzidas pelos clientes em potencial.

Atualmente, essas histórias vendem e se espalham como nunca. Ademais, as ações destinadas ao engajamento da tribo e à entrega de produtos que são percebidos como valiosos, não podem ser negligenciadas.

Para cumprir essa missão, é necessário, antes de tudo, pertencer a uma determinada tribo, conhecendo-a e liderando-a. Nesse campo, dominar o chamado de “marketing de permissão” é indispensável para conquistar a chance de enviar mensagens personalizadas e relevantes.

Os líderes contam sobre as mudanças e o futuro por meio de conteúdos que “alimentam” os desejos e anseios do grupo, apontando para o futuro que todos desejam construir.

A utilização das narrativas para a criação da tribo é evidenciada, pelo autor, ao evocar as ações da Apple, com todos os elementos que passaram a identificar os seus consumidores, em detrimento daqueles que ousavam comprar da concorrência e ficar “de fora” da onda iniciada pelo visionário Steve Jobs.

Objetivos compartilhados

Conceda as ferramentas necessárias para que sua tribo possa se comunicar eficazmente, tanto externa quanto internamente. Seja por eventos, fóruns, ou estímulos às interações entre os membros.

Essas iniciativas são fundamentais para disseminar a importância e as ideias do grupo. O segredo para o sucesso da comunicação é, para Godin, a proximidade entre os participantes e seus objetivos.

É por isso que uma boa narrativa deve ser empregada como forma de amplificação dessas metas. Tenha em mente que comunicações rápidas, eficientes e dotadas de emoção são determinantes para a prosperidade da tribo.

Lidando com as críticas

Bons líderes são raros porque há poucas pessoas que estão dispostas a enfrentar o desconforto necessário para se darem bem nessa função. A maioria das pessoas – ao contrário do que se imagina – não tem medo de falhar, mas de receber críticas.

Entretanto, estar ciente desse medo é a própria essência da liderança. Tal sentimento não desaparecerá, porém, identificá-lo é crucial para começar a avançar.

Críticas negativas não devem arruinar o seu dia. Ao contrário, elas sinalizam que suas ideias são relevantes o suficiente para serem criticadas. Godin menciona que a ânsia de aprender com as falhas é o que faz evoluir os seus projetos iniciais.

Lembre-se de que as grandes organizações são construídas com o intuito de aprender com as próprias falhas ao longo da jornada. Se uma empresa espera que o sucesso venha antes do comprometimento, ela nunca obterá nenhum dos dois.

De modo geral, o autor comenta que os bons líderes são aqueles que aprendem a responder todas as críticas recebidas – com embasamento e propriedade – em vez de se limitarem a reagir.

Notas finais

Cumpre ressaltar, por fim, o tom de otimismo com o qual o nosso autor encerra a presente obra. De fato, ele instiga os leitores a fazerem o que acreditam, criarem uma visão do futuro e a buscarem ativamente esse objetivo. Caso avance com confiança e alegria, os seguidores inevitavelmente aparecerão.

Dica do 12min

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Quem escreveu o livro?

Seth Godin é o autor de 18 livros best-sellers em todo o mundo, que foram traduzidos para mais de 35 idiomas. Ele escreve sobre a revolução pós-industrial, a forma como as idéias se espalham, o marketing, o abandono, liderança e, acima de tudo, sobre mudar tudo. Você pode estar familiarizado com seus livros Linchpin, Tribes, The Dip e Purple Cow. Além de escrever e falar, Seth fundou a Yoyodyne e a Squidoo. Seu blog (http://sethgodin.typepad.com/) é um dos mais pop... (Leia mais)