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This is marketing

This is marketing Resumo
Marketing & Vendas

Este microbook é uma resenha crítica da obra: This is marketing: you can´t be seen until you learn to see

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-0-52-554083-0

Também disponível em audiobook

Resumo

Faça marketing

As ações de marketing não podem ser resumidas a outdoors, anúncios patrocinados, barulhos e divulgações. Pelo contrário, o marketing deve ser compreendido como o ato de realizar mudanças significativas por meio de ofertas de novos estados emocionais, utilizando elementos de alívio e de tensão.

Trata-se de conduzir o seu público ao longo de uma jornada, ajudando as pessoas a se converterem, paulatinamente, naquilo com o que sempre sonharam. E o melhor de tudo é que, diferentemente do passado, não é mais uma ferramenta exclusiva de grandes empresas.

Como há muitas organizações que fazem, praticamente, de tudo para vender mais, é provável que você tenha estabelecido uma concepção negativa acerca do conceito de marketing.

Nos dias atuais, ou seja, neste mundo em que todos têm voz ativa, o marketing não é mais como era antes. Assim, não tem nada a ver com enganar, manipular ou intervir nas rotinas de terceiros.

Para Godin, o marketing deve ser compreendido como condutas designadas para contar às pessoas que a sua organização tem algo valioso para, efetivamente, ajudá-las.

Em termos gerais, o marketing consiste, exatamente, em ajudar as pessoas. Ora, se isso é o marketing, você tem uma espécie de obrigação moral de colocá-lo em prática. Caso contrário, privaria o público da sua preciosa contribuição, da força do seu propósito. Portanto, faça marketing!

O seu produto não é “para todos”

Quando pensamos em “todos”, não visualizamos nomes ou rostos. Ao mirar em todo o mundo, na prática, você não está focando em ninguém. Ao delimitar especificamente um nicho para atuar, você saberá exatamente quem disse “não” aos seus produtos e/ou serviços.

Dito de outra forma, quando segmentar o seu público-alvo, terá certeza dos motivos que, eventualmente, o levaram a ter maus resultados. Sem embargo, não há outro caminho, pois, não é possível tirar uma dor que ninguém sentiu.

O nosso autor deixa claro, nesse ponto, que ao estabelecer que o seu serviço ou produto é “para todos”, implicará que eles não retiram dor alguma. A alternativa, apesar de não ser fácil, existe.

Nesse contexto, Godin recomenda “olhar para dentro”. Isto é, aprender com a sua própria dor, colocando-a para fora: mire nas pessoas que, hoje, estão passando por algo que você já passou.

Agora, que chegamos à metade da leitura, vamos acompanhar os princípios de Seth Godin em relação à importância da segmentação e, também, aos cuidados necessários para não impor a sua visão aos clientes.

A importância da segmentação

Compreenda que o seu cliente é você ontem. Desse modo, utilizar uma linguagem familiar será de grande ajuda. Ao fazer isso, a sua marca se torna única. Afinal, é muito difícil encontrar quem ensine sobre as nossas dores particulares, uma vez que somente você mesmo sabe o que foi possível aprender com o sofrimento passado.

Tal especificidade certamente deixará algumas pessoas de fora. Elas simplesmente não entenderão. No entanto, as suas ações de marketing não são para elas. Outras pessoas, que compartilham as dores delas, é que deverão ensinar-lhes o caminho.

Tenha em mente que o seu compromisso é com as pessoas que lhe entendem (a sua “tribo”). Quando escolhe compartilhar com as pessoas que estão passando pelo que já passou, a sua empresa se converte em uma espécie de “antídoto necessário”.

A partir disso, passará a entender que aparecer constantemente não diz respeito a você, mas a elas. Quaisquer pessoas que já passaram por algum tipo de dor poderão fazer isso.

Cuidado com o “achismo”

Godin refere-se a um ponto de grande interesse sobre “personas” e “cosmovisão”. Reflita: se você tivesse que escolher cem pessoas para serem os verdadeiros fãs de seu negócio ou marca, quem escolheria?

Assim como podemos agrupar indivíduos pela estatura ou cor dos olhos, é possível agrupar pessoas a partir das histórias que elas contam. Esse, grosso modo, é o conceito de “visão de mundo” ou cosmovisão.

É a lente, o atalho que cada indivíduo utiliza para vislumbrar o mundo à sua volta, com seus estereótipos, preconceitos, suposições e opiniões. Podemos fazer suposições precisas acerca de como uma determinada pessoa responderá ou reagirá a uma determinada obra de arte, livro ou notícia quando temos evidências concretas acerca de sua cosmovisão.

Contudo, agir baseado apenas em sua própria visão de mundo não é recomendável. Afinal, essa conduta não passa de puro “achismo”. Nesse caso, não há nenhuma validação de que você estará realmente certo.

Um bom exemplo pode ser encontrado na rede estadunidense de lojas varejistas JCPenney. A empresa contratou, em 2011, um novo CEO, denominado Ron Johnson. Uma de suas primeiras medidas foi acabar com as liquidações e os descontos oferecidos aos clientes.

Entretanto, a marca era amplamente reconhecida pelo público por suas promoções e descontos únicos. Mesmo assim, Johnson achava que varejistas de qualidade não devia fazer promoções ou oferecer descontos.

Baseando-se nessa cosmovisão, ele tentou transformar o negócio de acordo com suas próprias concepções, em detrimento do que pensavam os clientes. Com efeito, era como se ele estivesse inebriado com sua cosmovisão.

As vendas, como resultado, despencaram pela metade. Logo, é altamente recomendável ter cuidado quando decidir colocar em prática algumas estratégias que, potencialmente, levem em consideração apenas o seu próprio ponto de vista.

Esse abismo poderá, no limite, extinguir os seus negócios. Quem a sua empresa deseja servir? Defina quem é, de fato, o seu público. Identifique, também, quais são as personas que já consomem ou podem consumir os seus serviços e/ou produtos. Em seguida, foque suas estratégias nelas e não em si mesmo.

Notas finais

Cumpre ressaltar, por fim, que o marketing visa o crescimento contínuo: da participação de mercado, do número de clientes e do volume de trabalho. Em suma, ele é destinado às melhorias.

Isso significa o desenvolvimento permanente de melhores resultados, melhor vida em sociedade e melhores serviços. Ademais, o marketing é capaz de criar cultura, representando importantes mudanças em todos os campos que atua.

É digna de nota a afirmação do autor, segundo a qual, “ao mudar a cultura, mudamos o mundo”. Os profissionais de marketing, logo, carregam consigo a responsabilidade por essas transformações.

À medida que lidam com marketing o tempo todo, possuem a habilidade de alterar, mais do que se comumente imagina, todos os aspectos do mundo em que vivemos. Portanto, você tem o imperativo de fazer ações de marketing das quais todos possam se orgulhar.

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Quem escreveu o livro?

Seth Godin é o autor de 18 livros best-sellers em todo o mundo, que foram traduzidos para mais de 35 idiomas. Ele escreve sobre a revolução pós-industrial, a forma como as idéias se espalham, o marketing, o abandono, liderança e, acima de tudo, sobre mudar tudo. Você pode estar familiarizado com seus livros Linchpin, Tribes, The Dip e Purple Cow. Além de escrever e falar, Seth fundou a Yoyodyne e a Squidoo. Seu blog (http://sethgodin.typepad.com/) é um dos mais pop... (Leia mais)