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The all-or-nothing marriage

The all-or-nothing marriage Resumo
Estilo de vida

Este microbook é uma resenha crítica da obra: The all-or-nothing marriage: how the best marriages work

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-0-69-841145-6

Também disponível em audiobook

Resumo

A lei de procura e oferta emocional

Depois de analisar milhares de casais, o nosso autor chegou a uma conclusão que, segundo ele, pode explicar o declínio no nível de satisfação dos cônjuges com seus próprios casamentos.

Finkel afirma que a questão pode ser encontrada em uma espécie de “lei de procura e oferta emocional”. Muitos indivíduos buscam nos parceiros o apoio emocional e o companheirismo anteriormente fornecido pelas grandes famílias e pelas instituições sociais, como clubes e igrejas.

Porém, ao mesmo tempo, a maioria dos casais está tão ocupada com a criação de filhos e os seus empregos que tendem a passar cada vez menos tempo realmente juntos.

As ferramentas do amor

Assim, caso você não queira diminuir a procura, a solução consiste em aumentar a oferta. Dito de outra forma, é imprescindível se dedicar mais na tentativa de satisfazer o seu marido ou esposa.

Para os leitores que consideram isso muito trabalhoso, Finkel apresenta alguns atalhos ou “ferramentas do amor”. Se a sua agenda não permitir uma noite romântica por semana ou férias a dois, você pode testar as alternativas expostas pelo autor.

Essas iniciativas provaram sua eficácia após serem rigidamente avaliadas na Universidade Northwestern, dentro do “laboratório de relacionamentos” do autor. As ferramentas do amor podem ser definidas, também, como técnicas comprovadas que requerem pouco esforço e não exigem a cooperação do outro.

O autor sustenta que essas opções são “curtas e grossas”, custando apenas alguns poucos minutos por mês. Embora não resultem em casamentos excelentes, elas podem melhorar bastante a situação do casal. Afinal, o relacionamento amoroso não pode, sob nenhuma hipótese, deixar de ser considerado uma prioridade, não é mesmo?

A importância do toque

Finkel ressalta a importância do toque ao revelar os resultados de um experimento realizado com casais que davam as mãos ao assistirem, juntos, a um vídeo. Algumas pessoas receberam a instrução de não tocar no cônjuge, enquanto os demais deveriam tocar no companheiro de forma “confortável, quente e positiva”.

Os resultados obtidos revelaram que as pessoas que foram tocadas apresentaram maior confiança quando questionadas se eram (ou não) amadas pelos seus parceiros. O fato de saberem que o toque foi ditado pelos pesquisadores não influenciou, em nada, nas respostas.

Isso significa que a parte racional de suas mentes sabiam que o gesto de segurar na mão não representava uma ação espontânea de afeto, mas, apesar disso, eles se sentiram melhores.

Agora que chegamos à metade da leitura, vamos nos aprofundar um pouco mais nos resultados das pesquisas efetuadas pelo autor, como o perigo de tirar conclusões apressadas, a importância de cultivar o sentimento de gratidão e a necessidade de aceitar elogios para elevar a autoestima.

As conclusões precipitadas

Quando o parceiro, por algum motivo, agir mal, nunca exagere na sua interpretação do fato ocorrido. Uma das diferenças mais acentuadas entre casais infelizes e felizes pode ser encontrada no estilo compreensivo que os cônjuges adotam ao explicarem as condutas uns dos outros.

Dessa forma, os casais infelizes tendem a atribuir instantaneamente algo como mensagens não respondidas no WhatsApp a defeitos permanentes de seus companheiros.

Em vez de pensarem que se trata de um fato externo e, sobretudo, temporário, como pode ocorrer em dias de intenso trabalho, concluem apressadamente que “ela (ou ele) é muito egoísta para me dar atenção ou se preocupar comigo”.

Perante algo errado, reserve alguns instantes para refletir acerca de outras explicações possíveis. Evite tirar conclusões precipitadas sobre culpa. O autor realizou um experimento muito interessante que durou 2 anos.

Ele entrevistou, periodicamente, 120 casais, com perguntas relacionadas ao matrimônio. Ao longo do primeiro, a satisfação dos cônjuges decresceu sensivelmente. No princípio do segundo ano, Finkel instruiu um grupo a experimentar algo diferente quando estivessem brigando.

O autor sugeriu que a discordância fosse pensada a partir do ponto de vista de uma terceira pessoa que deseja o bem de ambos. Isto é, alguém que veja a situação desde um ponto de vista externo.

Então, os alvos do estudo deveriam responder como essa figura imaginária pensaria no desentendimento e vislumbrar algo positivo nessa discussão. Esse pequeno exercício acabou por fazer uma grande diferença.

No transcorrer do segundo ano, houve a estabilização dos níveis de satisfação desses casais. Enquanto isso, os índices continuavam a cair no grupo que não recebeu a mesma instrução.

O sentimento de gratidão

Finkel recomenda anotar, uma vez a cada semana, algumas coisas que seu cônjuge tenha feito para fortalecer o relacionamento. Alguns participantes de outro experimento foram instruídos nesse sentido.

Outro grupo de participantes deveria anotar o que eles próprios fizeram para fortalecer a relação. Dentre os que se elogiaram, a grande maioria se sentiu mais comprometida com seu casamento.

No entanto, as pessoas que observaram o comportamento do cônjuge se sentiram ainda mais engajadas, além de desenvolverem um maior sentimento de gratidão em relação aos parceiros.

Autoestima e elogios

Entre os elementos mais comuns aos casamentos fracassados um deles é chamado pelo autor de “sensibilidade à rejeição”. Indivíduos com baixa autoestima têm maior dificuldade em crer que são realmente amadas.

Consequentemente, costumam deixar o afeto do parceiro de lado para evitar a mágoa advinda de uma rejeição que só existe em seu inconsciente. Entretanto, esse temor pode se tornar realidade caso tal comportamento defensivo gere o afastamento do outro.

Para investigar a melhor forma de controlar tamanha ansiedade, os pesquisadores solicitaram às pessoas mais inseguras que tentassem lembrar de algum elogio que receberam de seus companheiros.

Sem embargo, relatos detalhados não tiveram efeito, pois os inseguros costumam pensar que não são realmente merecedores de elogios, mas que apenas têm sorte. Mas, houve um notável efeito quando foram convidados a pensar abstratamente nos elogios recebidos.

O exercício de abstração consistia em explicar os motivos da admiração de seus parceiros e descrever o que isso significava para o relacionamento. Por mais simples que pareça, essa atividade foi capaz de despertar a autoestima de cada um dos envolvidos.

Notas finais

Em um casamento, quando as coisas funcionam bem, a felicidade pode atingir patamares raramente vistos em décadas precedentes. Os casamentos medianos, por outro lado, já não são mais tolerados em nossa época, à medida que é associado a diversos tipos de frustrações.

Todavia, para que os compromissos delineados pelo autor deem certo, é preciso investir um pouco a mais da sua energia e de seu tempo. Felizmente, os matrimônios da atualidade podem florescer como nunca. Porém, tal progresso não é automático, demandando uma firme resolução de sua parte.

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