Pode Não Ser o Que Parece Resumo - Samy Dana

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Pode Não Ser o Que Parece

Pode Não Ser o Que Parece Resumo
Investimentos & Finanças

Este microbook é uma resenha crítica da obra: 

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-470-0047-9

Resumo

Tomar as rédeas de nossa vida financeira pode parecer algo difícil e por vezes até mesmo complicado, mas não precisa ser. Este presente livro ajuda a todos que estão no processo de mudança, e procuram melhorar a forma que se portam diante das finanças, sem colocar os pés pelas mãos e deixar as emoções influenciarem a forma que lidam com o capital.

Se você está em busca de uma leitura que possa lhe ajudar na maneira que lida com dinheiro, o presente livro é cheio de dicas que podem te ajudar. Ideal para ser lido ou ouvido em momentos de concentração em casa.

Samy Dana e Sérgio Almeida são dois profissionais incríveis. Samy é professor na Fundação Getúlio Vargas, além de comentarista no programa Conta Corrente da Globo News. Possui Mestrado em Economia e Doutorado em Administração, além de ser ph.D. em Business. Sérgio Almeida é professor do MBA de Vendas no Varejo, além de ser professor, escritor e consultor. Entenda mais sobre o que esses dois mestres têm a lhe ensinar nos próximos 12 minutos.

Quando o inesperado acontece

O termo “efeito cobra” tem o seguinte significado: tentar solucionar um problema e, na verdade, o agravar não intencionalmente. Entre os exemplos desse efeito estão a lei seca americana e o combate às drogas. Afinal, qualquer alteração brusca em um mercado pode causar consequências inesperadas.

De acordo com o vencedor do prêmio Nobel de Economia, Milton Friedman, a criminalização das drogas leva as pessoas de drogas mais moderadas para as mais pesadas. Como o combate à essas substâncias têm tido mais sucesso ao proibir drogas como a maconha, a sua oferta e preço aumentam, enquanto o valor da cocaína diminui.

Além dos preços, o combate às drogas também altera o número de agentes no mercado. Isso porque a guerra ao tráfico acaba protegendo os cartéis e fortalecendo o crime organizado.

A solução seria legalizar algumas drogas? De acordo com os economistas Michael Grossman e Frank Chaloupka a legalização reduziria o preço e, como a demanda é inversamente proporcional ao valor, haveria o aumento do consumo. Para conter isso, os pesquisadores indicam aumentar os impostos, já que o preço final ao consumidor ficaria o mesmo e ainda resultaria em maior arrecadação ao governo.

Com quem casar?

O que romance tem a ver com economia? Tanto o casamento quanto o divórcio são eventos que têm como consequências fenômenos pelos quais os economistas se interessam - como a organização familiar e a participação das mulheres no mercado de ­trabalho. Os autores explicam algumas mudanças que acontecem por conta do casamento.

A desigualdade social, por exemplo, diminuiria se a união entre pessoas com rendas diferentes acontecesse. Falando do papel feminino, se no passado as mulheres ficavam apenas em casa, hoje não seguem exclusivamente esse papel e já tem mais da metade da presença no ensino superior. Ao casarem com alguém que tenha a mesma perspectiva, acabam por criar uma unidade familiar com maior potencial de renda.

O casamento entre pessoas do mesmo nível educacional também afeta nas gerações futuras. Isso acontece porque os filhos dos casais com maior renda e educação se beneficiam com melhores escolas e um ambiente familiar mais estável. As taxas de divórcio costumam ser mais altas entre casais com menor grau de escolaridade.

Boas intenções não bastam

Como foi falado anteriormente, melhores condições financeiras garantem maior estabilidade. Alguns estudos também mostram que alunos com melhor renda familiar se dedicam mais à escola. Mas será que é só ter mais dinheiro para as crianças se dedicarem mais? De acordo com o economista alemão Marcus Tamm, o que afeta a dedicação dos filhos são outras iniciativas: como aulas extras e maior acompanhamento dos professores.

O pesquisador Abramovitch analisou como se comportam as crianças que recebem mesada desde cedo e as que não recebiam. O que ele observou foi o seguinte: as que não recebiam mesada mostraram um descontrole durante o estudo, enquanto as que recebiam mesadas tinham mais aptidão para lidar com situações financeiras. Ou seja, uma pequena escolha como dar mesada ou não, tem impacto na responsabilidade financeira do seu filho para a vida toda.

Os paradoxos da felicidade

Será que o dinheiro compra felicidade? Um dos mais famosos estudiosos dessa relação é o economista Richard Easterlin. Em uma pesquisa realizada em 1974, ele comparou o efeito da riqueza no bem-estar de pessoas de diferentes países. Para surpresa, o economista descobriu que países mais ricos não são necessariamente mais felizes do que os mais pobres. Ou seja, o aumento da riqueza não tem relação direta com a felicidade.

Para Easterlin, há fatores que alteram a felicidade de maneira permanente e outros que a modificam apenas transitoriamente, e o fator riqueza está nesse segundo grupo. Mas o que altera a felicidade de maneira permanente? A resposta é simples: valorizar a família e o casamento e ter tempo para os filhos. De acordo com outras pesquisas, há coisas que alteram a felicidade de maneira permanente, embora possam parecer transitória. Uma delas é o sexo.

É fácil imaginar que pessoas extremamente ricas tenham oportunidade de atrair mais relacionamentos e, portanto, façam mais sexo. Contudo, as evidências não confirmam essa hipótese. A pesquisa de David Blanch­flower, constatou que o número anual de parceiros sexuais que otimiza a felicidade é um.

Quantos e quais amigos ter?

Laços de amizade podem ser tão importantes para nosso bem-estar quanto para nossa riqueza material.  A existência de amizade entre funcionários, por exemplo, pode beneficiar a empresa se esses laços servirem para aumentar a cooperação e a difusão do conhecimento. Contudo, laços de amizade entre funcionários também podem prejudicar a empresa.

Há estudos que documentam, por exemplo, que funcionários com laços de amizade exercem pressão uns sobre os outros para garantir que ninguém empregue um esforço além do mínimo necessário nas atividades que desempenham.

Quantos amigos devemos ter? A pergunta parece sem sentido. Afinal, com tantos benefícios em ter amigos, é natural acreditar que quanto mais melhor. No entanto, vivemos sob a implacável restrição do tempo, uma riqueza fundamental para manter amizades.

Nossa rede social pode ser descrita por três características: o número de conexões sociais, o tipo de conexão que temos com cada pessoa dentro de nossa rede social (próxima, distante, direta ou indireta etc.) e a frequência na qual mantemos contato com cada uma dessas conexões. Nossa rede, por exemplo, pode ter três amigos próximos e 25 amigos de amigos com quem temos uma relação distante e indireta.

O preço do sucesso pode ser a mediocridade

Você já se perguntou se é melhor ser o aluno de maior destaque em uma universidade mediana, ou ser apenas um aluno de pouco destaque em uma universidade de prestígio? Sucesso é algo difícil de ser compreendido, mas o fato é que a vasta maioria das pessoas está o procurando. Afinal, êxito profissional confere prestígio e status social.

Há obviamente diferenças consideráveis nos graus de prestígio. Por exemplo, um pesquisador pode ser famoso em sua área, enquanto um cantor como o Bono Vox do U2 tem fama mundial. O prestígio traz uma série de recompensas sociais. Somos tratados de forma diferente, com deferência e coope­ração, transferem-nos autoridade e até recursos.

O desejo por status parece ser um elemento importante por trás de nosso comportamento. Queremos o respeito e a admiração de nossos pares. E não só por vaidade, afinal o status traz benefícios.

O poder daqueles que nos cercam

A Teoria das ­Janelas Quebradas é uma experiência realizada pelo professor Philip Zimbardo, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. Na experiência, o estudioso deixou dois carros idênticos abandonados na rua: mesma marca, mesmo modelo, mesma cor. Enquanto um foi deixado numa rua do Bronx (NY), conhecida por suas altas taxas de violência. O outro carro ficou em Palo Alto, cidade californiana rica e pacífica.

As equipes notaram que, em poucas horas, o carro abandonado no Bronx começou a ser vandalizado. Já o carro de Palo Alto permaneceu intacto. A princípio, a conclusão parece simples: o carro do Bronx foi destruído por estar em uma localidade muito mais violenta.

No entanto, a experiência não parou por aí. Uma semana depois, os pesquisadores decidiram quebrar o vidro de uma janela do carro de Palo Alto para ver o que aconteceria. Dali em diante, o destino do automóvel foi o mesmo do que estava no Bronx.

Por que um simples vidro quebrado num carro abandonado, em uma área supostamente segura e rica, é capaz de disparar todo um processo de deterioração como esse? Não tem nada a ver com pobreza, como sugeriria a primeira conclusão. Tem a ver com a psicologia das relações sociais. Uma janela quebrada em um carro abandonado, segundo os pesquisadores, transmite uma ideia de deterioração, descaso e descuido. Sugere ainda que os códigos de convivência já estão rompidos.

Por que nos importamos com as opiniões dos outros?

Nem sempre nos deixamos influenciar pela opinião alheia por razões supostamente superficiais. Às vezes, ficamos abertos à influência de outras pessoas para nos aproveitarmos de um canal de aprendizado.

Por exemplo, os motoristas da Uber são avaliados a todo momento pelos usuários e motoristas mal avaliados são simplesmente desligados da plataforma. Ser querido, nesse contexto, é simplesmente vital.

Como seria se dependêssemos da avaliação social das pessoas com quem interagimos? É nesse tipo de mundo que vive Lacie Pound, a personagem obcecada em sua nota nessa realidade explorada em um dos episódios de Black Mirror, série da Netflix. Ela contrata uma consultoria especializada em traçar uma radiografia de sua nota social para criar um plano estratégico que eleve seu nível.

Apesar de ser uma série fantasiosa, há dois elementos nesse universo que são menos ficcionais do que talvez queiramos admitir. O primeiro diz respeito à busca por aprovação social e à importância de associar-se a pessoas de status mais elevado. O segundo aspecto é a imposição de uma punição social àqueles que se desviam das normas sociais que praticamos.

Como as nossas emoções afetam nossas decisões?

No livro “O Paradoxo da Escolha”, Schwartz argumenta que a variedade de opções pode ser uma fonte de depressão. Na ânsia de averiguar com alguma seriedade todas as ações possíveis, acabamos psicologicamente sobrecarregados e aumentamos o risco de nos sentirmos insatisfeitos com as escolhas que fazemos. Reduzir as opções, adotando regras que simplifiquem e agilizem a tomada de decisão, teria o efeito de amenizar o desconforto mental.

Atualmente, existe uma infinidade de pesquisas científicas que indicam que fatores viscerais como emoções negativas (ansiedade e medo), desejos (fome, sede, sexo) e sensações físicas (dor) são capazes de alterar nossas escolhas de forma veloz e irregular. É o oposto do que uma escolha racional e ancorada em preferências genuínas, supostamente estáveis e consistentes, deveria parecer: clara, certa e imutável diante de pequenas alterações no contexto.

Mas será possível remover as emoções de nossas decisões, ou elas são uma parte indissociável, e talvez útil, de nossas escolhas? Apesar do papel das emoções em nossas escolhas ser por muito tempo negligenciado pela economia, hoje entendemos que elas são forças importantes que governam nossas principais decisões. Em dias ensolarados, por exemplo, os indicadores diários da bolsa de valores são sistematicamente melhores.

Notas Finais

A tomada de decisão está no centro da nossa vida. E ao contrário do que muitos pensam, as nossas escolhas transitam por diversas variáveis e incertezas. Nem tudo é o que parece ser, afinal, somos facilmente enganados por nossos sentidos e emoções. Além disso, toda decisão tem o seu preço. Nem sempre ele é econômico, podendo ser de tempo, saúde ou outros.

Qual foi o seu maior aprendizado com o “Pode Não Ser O Que Parece”? Descobrir que a mediocridade pode ser o preço do sucesso? Que há fatores que nos fazem feliz permanentemente e não tem nada a ver com dinheiro? Foram vários os tópicos discutidos no texto de hoje. Para mais livros com temas parecidos, confira o catálogo completo do 12 Minutos.

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Quem escreveu o livro?

Possui graduação e mestrado em Economia, Doutorado em Administração e Ph.D in Business. É profe... (Leia mais)

Referência nacional no tema CLIENTE. Autor de 11 livros de sucesso com mais de um milhão e meio de exemplares vendidos entre os quais: o best-seller Ah! Eu não Acredito! – Como Cativar o Cliente Através de um Fantástico Atendimento (em português e espanhol). Tem contribuído de forma original e sistemática, para o desenvolvimento da Teoria da Clientolog... (Leia mais)