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O lado bom do lado ruim

O lado bom do lado ruim  Resumo
Autoajuda & Motivação

Este microbook é uma resenha crítica da obra: 

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-4310-931-2

Editora: Editora Sextante

Também disponível em audiobook

Resumo

O círculo das emoções 

Para começar a falar das emoções, vamos para o básico. Viajando no tempo, voltamos às aulas de artes, nos tempos da escola. Precisamos recordar um pouco sobre a formação das cores. A criação do círculo cromático é a analogia perfeita para depois chegarmos à formação das emoções em nosso interior. 

O círculo cromático mais comum é composto de doze cores. As três primárias são o azul, o vermelho e o amarelo. As cores secundárias são o verde, o roxo e o laranja. Estas são produzidas pelas combinações das três anteriores. E por fim, existem seis cores terciárias, compostas de tons intermediários entre as primárias e as secundárias. Azul-esverdeado, vermelho-alaranjado e assim por diante.

Existem ainda as cores vizinhas, chamadas de cores análogas. Todas são bem parecidas entre si e formam um conjunto harmonioso. Só conseguem ser diferenciadas por pequenas nuances. Em resumo, a criação de novas cores depende de uma mistura permanente. 

Deu para relembrar bem? Ótimo! Com as emoções, acontece um processo muito parecido. Os nossos sentimentos mais primários entram em permanente combinação, de acordo com os acontecimentos recentes. Eles provocam emoções que moldam as atitudes tomadas no dia a dia. 

As emoções primárias 

Assim como existem as cores primárias, também há emoções básicas. Alguns estudos apontam seis emoções essenciais, a partir das quais são geradas todas as outras: amor, ódio, alegria, tristeza, desejo e admiração. Combinando essas seis, é possível criar muitos outros sentimentos. 

Também existem estudos menos sofisticados, resumindo as emoções básicas em apenas três: alegria, tristeza e desejo. A teoria é a mesma: com a mistura entre elas criamos novos sentimentos, que dão origens a reações positivas ou negativas.

O mais importante é entender que, embora não exista um consenso sobre quais são as emoções básicas, é a partir delas que vivemos todas as experiências internas da vida.

Positividade e negatividade 

Pense outra vez no círculo das suas emoções. Imagine uma bússola, com cada direção apontando para um dos seus sentimentos, dos bons aos ruins. Da mesma forma que o círculo cromático pode ser dividido em cores frias e cores quentes, as suas emoções podem ser organizadas em lados opostos, entre as negativas e as positivas. 

Do lado positivo estão aquelas que gostamos de sentir, as que queremos sempre mais. Do lado negativo estão as emoções das quais fugimos, as indesejadas, que não nos proporcionam qualquer prazer. Muito pelo contrário, causam repulsa, aversão e vergonha de admitir o sentimento. . 

Nos dois casos, temos emoções que fatalmente vão fazer parte da nossa existência. É normal sentir emoções negativas. Em alguns momentos da vida, como nas perdas e derrotas, não tem como deixarmos de sentir raiva, medo, ódio ou mesmo vergonha. 

De nada adianta fugir das emoções negativas. Quando as coisas não vão bem, é preciso sentir cada uma delas na totalidade. A partir daí, somos capazes de tirar bons ensinamentos futuros, avaliando erros e acertos, sabendo em quais caminhos podemos pisar, e quais devemos fugir.

Afinal de contas, o mundo não é exatamente do jeito que queremos. E nunca será. De tempos em tempos, precisaremos lidar com a sensação de desconexão entre os desejos que sentimos e a realidade. Não controlamos tudo. 

Existem vários aspectos da vida que podemos modificar, como nosso entorno, nossas relações e o que temos dentro de cada um de nós. É por isso que a tristeza pode ser útil nas nossas vidas. Porque a partir dela, podemos mudar a maneira de nos alegrarmos, fortalecendo essa sensação e até mesmo refinando os sentimentos sobre as pessoas e acontecimentos ao redor. 

Alarmes incômodos

Se você quer aproveitar plenamente a sua experiência de vida, é mais do que necessário vivenciar as emoções negativas. Todas. Não é possível atingir a maturidade sem passar por momentos ruins. Até porque, ao longo dos anos, vamos tropeçar, errar, chorar e sentir raiva das consequências de nossas atitudes. Sem isso, a sua vida será uma ilusão, um mundo à parte.

Veja um exemplo interessante. Quantas vezes você ouviu falar de grandes obras artísticas criadas em meio à melancolia? A sensibilidade dos artistas lhes permite ter maior facilidade para converter as emoções negativas em obras que tocam o fundo dos nossos corações e almas.

Só para deixar claro, não estamos afirmando que você tem que cultivar sentimentos ruins o tempo todo. Ninguém quer isso. Falamos da necessidade de passar pelos maus momentos em sua totalidade. Sem eles, não é possível atingir o autoconhecimento. Emoções ruins servem como verdadeiros alarmes, dispostos a nos avisar que tem algo errado acontecendo.

Ninguém sorri depois de uma demissão, não é mesmo? Mas é a partir daí que pode surgir uma oportunidade de mudar a carreira e fazer história no mundo corporativo. 

Coração acelerado

E quando o coração começa a bater mais forte, quase descontrolado, antes de um momento decisivo para a sua vida? Pode ser um encontro, uma entrevista de emprego ou mesmo uma viagem. Uma experiência nova prestes a acontecer mexe com nossos sentimentos. A tal da ansiedade dá medo em muita gente. 

E ela não é apenas medo, mas um lado emocional de fundo para várias outras emoções. Dentro da ansiedade, estão acomodadas preocupação, apreensão, inquietude e receio. Todas são decorrentes da expectativa com eventos futuros que não gostaríamos que acontecessem ou que estamos muito apreensivos para a realização. 

A ansiedade, diferentemente do medo, causa uma sensação mais vaga por causa de ameaças futuras. Quando vem na medida natural, é um grande mecanismo para alimentar nossas expectativas e trazer emoção para nossos dias. Se for crônica, exige tratamentos com psicólogos ou psiquiatras.

Mas o que nos deixa com raiva, afinal?

Um estudo realizado em oito países mostrou que as situações mais comuns antecedendo um episódio de raiva são os problemas de relacionamento, a interação com estranhos, a injustiça e possíveis inconveniências inesperadas. 

No geral, o motivo da raiva não varia muito. Ela surge quando nos sentimos ameaçados de perder algo. Pode ser uma coisa física ou simbólica: dinheiro, autoridade, e até mesmo o sentimento de dominância dentro de um relacionamento. Quando vislumbramos o risco de ter prejuízo, seja pessoalmente ou como grupo, sentimos raiva. 

Esse impulso é a defesa do que é nosso. Ou do que acreditamos ser nosso. A raiva não passa de um mecanismo de proteção. Sem ela, não sobrevivemos. Se você controla a raiva na medida certa, você fica forte, protegido contra os mal intencionados.

O lado bom do lado bom

​Emoções positivas nos causam sensações agradáveis. O próprio nome invocando positividade nos enche do desejo de repetir esses sentimentos o tempo todo. Gratidão, esperança, otimismo e felicidade nos ajudam em muitos aspectos, aumentando a qualidade de vida, melhorando as relações e contribuindo para uma vida mais saudável.

Mas também podem trazer problemas: a alegria pode nos fazer inconsequentes e o otimismo excessivo nos deixa tolos diante dos problemas da realidade. Até mesmo a gratidão pode nos oprimir, quando não nos damos conta do nosso merecimento. 

Além disso, as emoções positivas não são fins em si mesmas. Elas são etapas, das quais passamos. Ninguém está feliz o tempo todo. E isso nem seria positivo. O mesmo ocorre com as emoções negativas, que devem ser usadas para nos catapultar para frente, sendo transformadas em impulsos para uma nova vida. 

Quando o lado ruim vira mola propulsora para uma reconstrução interna e externa, a vida fica mais madura, você cresce e consegue entender que as coisas são passageiras e de tudo pode-se tirar boas lições.

Notas finais 

Quem aprende como tirar lições positivas nos momentos ruins da vida, terá dias mais tranquilos. Porque, ao longo da vida, ninguém terá apenas momentos de tranquilidade. E isso é bom! De vez em quando, precisamos ser chacoalhados para completarmos o nosso amadurecimento. Entendermos como passar por altos e baixos faz de nós seres humanos melhores. 

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Quem escreveu o livro?

Psiquiatra e professor colaborador do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, alé... (Leia mais)