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O estilo startup

O estilo startup Resumo
Carreira & Negócios

Este microbook é uma resenha crítica da obra: The startup way

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-4310-860-5

Editora: Editora Sextante

Também disponível em audiobook

Resumo

Respeite o passado, invente o futuro

​Ninguém almeja trabalhar em uma empresa antiquada. Ninguém gosta de comprar produtos de companhias retrógradas. Ninguém tem interesse em investir em corporações com pensamentos atrasados. 

Reconhecer estar em um cenário assim, sem conexão com o futuro, não é fácil. Normalmente, quando reparamos na obsolescência como forma de administrar nosso local de trabalho, pode ser tarde demais. Nesses casos, é comum ver um funcionário qualquer apresentando ideias brilhantes, mas com a implantação rejeitada ou aplicada com má vontade, utilizando métodos antigos e ineficientes, mas cobrando resultados acima da média. 

Somente empresas modernas aproveitam a criatividade e o talento dos funcionários, tirando o melhor de acordo com o potencial de cada um. Boa parte dos grandes líderes admite estar diante de desafios diários grandes demais, ocupando muito tempo e energia para se preocupar com a prática de novas ideias e projetos. 

Com tantas mudanças no mundo corporativo, esse é um processo natural. No mercado de trabalho, a imprevisibilidade causada por fatores como a globalização e o surgimento de novas tecnologias assusta os gestores dia após dia. Não é à toa que há uma quantidade absurda de novas startups com potencial de grande crescimento surgindo em setores variados. 

Boa parte fecha as portas em pouco tempo, mas a proliferação de um novo estilo de administrar empresas é o sinal claro da necessidade de inovar na liderança. Nunca se falou tanto em lançar produtos inovadores, procurar novas fontes de crescimento ou ingressar em novos mercados. Essas mudanças atingem a todos nós o tempo todo e quem não se atenta, é engolido pela concorrência. 

É preciso respeitar o passado e aprender com tudo o que nos trouxe até o momento atual. Em compensação, inventar o futuro é obrigação de quem não abre mão de se manter relevante.

Um estado de espírito de startup

Pense grande, comece pequeno, cresça rápido. Essas premissas regem o estilo startup, um modo de vida aparentemente rebelde, mas promissor. Entre aqueles que optam por essa forma mais arrojada e moderna de administrar empresas, há muitas discordâncias, mas todos seguem uma série de convicções enraizadas. 

São crenças que formam a estrutura de gestão criada por este movimento que carrega a chave para o sucesso em diversos setores de atuação. Para gerenciar riscos, aumentar produtividade e encontrar novas fontes de hipercrescimento, foram necessárias muitas tentativas e erros até descobrir-se que o modo startup de viver envolve muito mais que a mera administração, mas uma cultura que apoia uma visão de longo prazo em vez de resultados imediatos. 

Cada vez mais esse estado de espírito é compartilhado com mais gestores, colocando em prática os princípios que promovem verdadeiros fenômenos do mundo corporativo. Não é milagre ou sorte. É entender que, mesmo começando aos poucos, a ambição de se projetar um futuro muito bem-sucedido acelera o ritmo dos bons resultados e cria verdadeiros gigantes. 

Nunca esqueça que toda startup é uma equipe. Grandes investidores escolhem onde aplicar seu financiamento quando notam que na visão dos fundadores, as boas ideias, estratégias bem fundamentadas e planos de negócios sólidos não são individualizados, mas enxergados como um projeto seguido por todo o time, do menor ao maior cargo. 

Quando esse espírito está espalhado e todos compartilham da mesma visão, o sucesso é questão de tempo. 

A startup enxuta 

O jeito startup de ser emergiu a partir do movimento de enxugamento das empresas. Por todos os cantos, há líderes procurando trabalhar de maneira inovadora, mas nem todos dispõem de recursos para contar com equipes numerosas. 

Por isso, se faz necessário maximizar os talentos presentes em seu time e tirar o máximo de cada um deles, medindo o progresso para ter certeza de que estão se aproximando dos objetivos estabelecidos, descobrindo a verdade por meio da experimentação e indo além do óbvio. 

Para isso, é preciso dar o chamado salto de fé. Essa expressão indica as crenças sobre tudo o que deve ser feito para a startup dar certo. Esses valores precisam ser colocados à prova do jeito mais rápido e barato possível. De que maneira sua empresa pode atingir as metas estabelecidas? Será que elas são realmente factíveis? Que tal testar cada uma delas com os melhores talentos? 

São esses questionamentos que nos fazem perceber se estamos no caminho certo ou não, pensando como verdadeiros cientistas e utilizando cada teste como aprendizado para seguir adiante ou mudar o caminho. Dando tudo certo, o ciclo se repete. Se der errado, recomece. 

Na startup enxuta, não há desperdício de recursos e tudo é otimizado. O ciclo de feedback construir-medir-aprender é revisado de tempos em tempos, em um cronograma regular, com decisões tomadas entre mudanças de estratégias ou manutenção de rumo. 

Todas as etapas podem ser medidas por meio de parâmetros estabelecidos com foco em resultados concretos, sem palpites vagos. Dessa forma, o pouco se faz muito e a startup chega mais longe que as empresas presas a formas arcaicas de serem conduzidas.

Do que estamos falando?

Já passamos da metade deste microbook. O estilo startup de transformar o mundo corporativo exige de seus administradores práticas gerenciais e tecnológicas com equipes pequenas, interação rápida, métricas de responsabilização e cultura de transparência sem medo de recriminações. 

Essa última questão é particularmente difícil para inúmeros gestores. Mas não deve ser assim. Alguns entusiastas dessa nova forma de enxergar o mundo corporativo costumam conduzir diariamente duas reuniões rápidas durante o expediente. Uma logo pela manhãe a outra ao fim do dia. 

Coloque em prática essas três regras na aplicação de novos processos.

  • Regra 1: Reuniões são para solução de problemas. Se tiver interesse em dedicar a energia criativa para jogar a culpa nos outros, procure um lugar mais adequado. 
  • Regra 2: Quem deve falar são as pessoas que sabem mais a respeito do assunto, e não necessariamente as que possuem posição hierárquica superior. Quando um colaborador está sentado, passivo, enquanto gerentes e executivos falam por cima uns dos outros e com informações menos exatas, perde-se o rumo. 
  • Regra 3: Foque nas questões mais urgentes, como as que prejudicam a empresa nas próximas 24 ou 48 horas. 

Essas leis do estilo startup são fáceis e ajudam a manter o estilo startup de administrar com visão de futuro, sem melindres ou apego a condutas do passado. 

Rumo a políticas públicas pró-empreendedorismo

Formuladores de políticas públicas deveriam dar maior atenção não só ao surgimento de cada vez mais startups, mas à forma como elas crescem e engolem empresas tradicionais calcadas em métodos ultrapassados. 

São poucos os políticos e servidores públicos que pensam em si como empreendedores. Uma pena. enxergar o empreendedorismo como ferramenta para o desenvolvimento de ambientes empresariais ajuda no desenvolvimento da sociedade, mas também implementa novas formas de prestar serviços mais qualificados no setor público. 

Isso porque essa prática significa construir uma comunidade de profissionais de investimento capazes de identificar e orientar os mais novos, que chegam com a missão de dar prosseguimento às boas práticas aplicadas e comprovadamente eficazes. 

Os princípios empreendedores que discutimos podem e devem ser utilizados no desenvolvimento de políticas. Afinal, sabemos o quanto apenas bons resultados são replicados no ambiente das startups. O que não sai como o planejado, é descartado e substituído. 

Da mesma forma, quando entendemos essa lógica para a vida pública, entendemos a importância de contar com equipes enxutas e eficientes, trabalhando de maneira produtiva pelo bem da sociedade. Sonhar não paga imposto. E pensar no mundo político com princípios empreendedores, de startups, é o que falta para mudar esse ambiente de vital importância para sociedade. 

Uma nova forma de pensar o futuro

Com o estilo startup, gestores e líderes se veem conectados para enfrentar os desafios do século 21. E se o mundo corporativo está cada vez mais competitivo, a concorrência vai aumentar ainda mais. Precisamos estar prontos para esse novo futuro de incertezas e novas revoluções tecnológicas. 

Esta forma de entender as boas práticas de gestão não é definitiva, mas apenas a semente para a evolução do ambiente empresarial. Devemos considerar o empreendedorismo como um requisito básico de todos os funcionários, porque nunca sabemos de onde virão ideias surpreendentes. 

Para isso, é necessário lutar contra os quatro pilares da estagnação econômica.

  • Epidemia de imediatismo: Sem investimento sustentável, empresas sofrem da fraca circulação de dinheiro para gerar mais valor em seu produto ou serviço oferecido. Com isso, ele se intensifica por meio de gestões pensando em melhorar o caixa, sem levar em conta o cliente. Assim, se faz necessário voltar a gerir pensando no agora, sem visão de futuro. 
  • Falta de oportunidade empreendedora: Com o crescimento das startups de hipercrescimento, diminuíram as oportunidades para as pequenas empresas. Os degraus tradicionais de avanço estão sendo bloqueados e os novos não estão tomando seu lugar com rapidez suficiente. O conhecimento a respeito de startups está amplamente difundido, mas poucos conhecem boas formas de aproveitá-lo. 
  • Perda de liderança: Líderes empresariais e políticos pensam mais em preservar os resultados dos investimentos passados do que em investir no futuro. Sem pesquisa, desenvolvimento e ciência, a falta de prosperidade será compartilhada sem acompanhar os avanços tecnológicos. 
  • Baixo crescimento e instabilidade: Com a mudança das estruturas corporativas, não ficará claro como as pessoas vão encontrar novas oportunidades. 

Compreendendo e aplicando o estilo startup, você se conecta com o futuro. Vai ficar para trás?

Notas finais 

Quem não se adapta aos novos tempos e se apega a práticas do passado será engolido. Pouco importa qual o mercado de atuação. Neste microbook, ficou claro como as startups têm muito a ensinar para empresas de todos os segmentos. Com suas equipes enxutas, conseguem tirar o máximo do potencial de cada membro da equipe. Assim, é possível atingir resultados incríveis com um crescimento estrondoso, por vezes até assustador. Mas é assim que funciona: começando pequeno, sonhando grande e subindo rapidamente, as startups revolucionam o mundo corporativo. A hora de se reinventar é agora.

Dica do 12min

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Quem escreveu o livro?

Eric Ries é um empresário e o autor bestseller de The Lean Startup, que foi traduzido para quase trinta línguas. Ele é o criador da metodologia Lean Startup, que se tornou um movimento global nos negócios, praticado por indivíduos e empresas em todo o mundo. Fundou uma série de startups, incluindo o IMVU, onde atuou como CTO, e assessorou em estratégia de negócios e produtos para startups, empresas de capital de risco e grandes empr... (Leia mais)