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O cérebro de Buda

O cérebro de Buda Resumo
Psicologia

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Buddha's brain: The practical neurosciense of happiness, love and wisdom

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-7881-163-1

Editora: Editora Alaúde

Também disponível em audiobook

Resumo

O cérebro que se transforma

A princípio, o que ocorre com o cérebro transformado pela mente, seja de forma duradoura ou temporária, é que os neurônios “queimados” juntos tendem a fazer ligações (ou conexões) conjuntas.

Com isso, os autores querem dizer que tudo o que acontece no cérebro altera a mente, pois ambos conformam um sistema interligado. Logo, você pode utilizar a sua mente para modificar seu cérebro e beneficiá-lo, bem como a todas as pessoas ao seu redor.

Os indivíduos que praticaram com afinco as tradições contemplativas se tornaram uma espécie de “atletas olímpicos” de suas mentes. Aprender como o cérebro e a mente são treinados certamente abrirá muitos caminhos para a conquista de mais sabedoria, amor e felicidade.

Em outras palavras, o cérebro evoluiu para nos ajudar a sobreviver. Porém, suas 3 estratégias elementares de sobrevivência são, também, responsáveis pelos nossos sofrimentos.

A sabedoria, a atenção plena e a virtude são os fundamentos do bem-estar cotidiano, da prática espiritual e do desenvolvimento pessoal. Elas podem estimular as funções neurais mais básicas: seleção, aprendizado e regulação.

Primordialmente, o caminho para esse despertar envolve a mudança do cérebro e da mente, além da revelação de nossa natureza (maravilha que esteve sempre presente, mesmo quando não percebemos).

Com o passar do tempo, as grandes mudanças são frutos de pequenas atitudes cultivadas diariamente. Antes de mais nada, lembre-se de que a construção de novas estruturas neurais é um processo gradual.

De tal forma que, para se manter assim, é necessário cooperar regularmente consigo mesmo. Transformações cerebrais salutares – quando ocorrem com muitas pessoas – podem contribuir para que o mundo seja um lugar melhor para todos.

A evolução do sofrimento

Sobretudo, há 3 estratégias fundamentais que evoluíram para ajudar a humanidade a transmitir seus genes para as gerações seguintes, evitar ameaças, aproximar-se de oportunidades e, em simultâneo, criar diferenciações.

Apesar de essas estratégias funcionarem para a sobrevivência, também fazem com que os homens e mulheres sofram. Ou seja, o esforço para a manutenção de diferenciações não é condizente com as diversas formas pelas quais uma pessoa depende e se conecta com o mundo.

Consequentemente, o indivíduo se sente levemente oprimido, alienado, isolado e, não raro, como se travasse uma batalha contra o resto do mundo. Ao se tornarem instáveis, os sistemas nos relacionamentos, na mente e no corpo fazem com que o cérebro produza sinais inquietantes de ameaça.

Uma vez que tudo está em constante mutação, tais sinais sempre se manifestam. As experiências que vivenciamos recebem, do cérebro, sensações neutras, desagradáveis ou prazerosas.

Assim, as pessoas buscam o que lhes dá prazer, evitando o que é desagradável e permanecendo indiferente perante o que é considerado neutro. Evoluímos, particularmente, para conferir maior atenção às experiências interpretadas como ruins.

Como que essa tendência negativa nos leva a ignorar o que é bom, ela ressalta o que é ruim, gerando pessimismo e ansiedade. Nosso cérebro tem a capacidade incrível de simular experiências.

No entanto, isso tem seu preço: o simulador tira o indivíduo do momento presente, levando-o a desejar o que não é tão prazeroso quanto parece e a repelir os sofrimentos (tanto os que não são tão intensos quanto aqueles que sequer existem). Para amenizar o sofrimento, acionamos naturalmente a autocompaixão.

A primeira e a segunda flecha

Algumas aflições mentais ou físicas são inevitáveis. Posto que os autores as chamam de “flechas primárias”, ao reagirmos com ilusão (no sentido amplo do termo), ódio ou ganância, passamos a lançar “flechas secundárias” em nós mesmos e nas pessoas à nossa volta.

Além disso, frequentemente atiramos essas flechas secundárias antes mesmo que as primeiras tenham surgido. Todavia, há momentos em que lançamos esses ataques como reação a certas situações que, na realidade, são positivas, como ao recebermos um elogio.

Inesperadamente, os sofrimentos começam a ser incorporados profundamente. O eixo HPA (hipotálamo-pituitária-adrenal) e o SNS (sistema nervoso simpático) fazem com que essas sensações se tornem uma espécie de “bola de neve” em nosso corpo.

Aliás, muitos experimentam reações crônicas relacionadas ao lançamento de repetidas flechas secundárias, padecendo de várias consequências deletérias à saúde mental e corporal.

Por outro lado, o relaxante SNP (sistema nervoso parassimpático) ameniza a ativação do HPA e do SNS. Para viver bem, é altamente recomendável estimular, principalmente, o SNP, e ativar moderadamente o SNS para a vitalidade, articuladas com picos esporádicos do SNS nas situações que apresentem oportunidades ou ameaças.

Inegavelmente, para conseguir esse tipo de controle, é necessário estar presente perante quaisquer coisas que venham à tona, lidando com as tendências da mente em transformá-las e amparando-se no âmbito da existência real (em detrimento da “existência imaginada ou figurativa”).

De acordo com os nossos autores, essas práticas são imprescindíveis para trilhar o caminho do despertar. Ainda assim, elas correspondem, de diversas maneiras, à sabedoria, à virtude e à atenção plena.

Agora que chegamos na metade da leitura, nos concentraremos nos elementos centrais da investigação realizada por Hanson e Mendius para a composição da presente obra, tais como o conceito de atenção plena, os fundamentos da concentração e as melhores formas de relaxamento.

Fundamentos da atenção plena

O cérebro é esculpido, segundo os autores, por tudo o que permeia nossa atenção. Mas, ter controle total sobre a atenção é a única forma comprovadamente eficiente de moldar a mente.

Embora a atenção possa ser fortalecida e treinada, a exemplo de outras habilidades mentais, a atenção plena pode ser definida, conceitualmente, como “concentração bem controlada”.

Nesse ínterim, convém lembrar os seus 3 aspectos primordiais: a busca pela quantidade adequada de estímulos, a atualização dos conhecimentos adquiridos mediante novas informações e, finalmente, a manutenção dessas informações no nível consciente.

Assim que as informações são armazenadas na chamada “memória de trabalho”, há uma interessante liberação de dopamina. Essa constante estimulação depende, em grande medida, do aumento ou da queda de estímulos.

Depois que os seus gânglios de base (substâncias cinzentas localizadas na base do cerebelo) encontrarem uma determinada quantidade de estimulação, enviarão sinais a outras partes de seu cérebro, de modo a encontrar mais estímulos.

Há, nessa dinâmica, uma oscilação orgânica entre pontos fracos e fortes nesses 3 aspectos da atenção, em decorrência da diversidade neurológica. Em princípio, cada indivíduo tem um perfil distinto dos demais.

Adaptar as suas práticas espirituais e o seu trabalho a esse perfil, assim como aprimorar a sua atenção ao longo do tempo, são ações sensatas e misericordiosas. Dentre as técnicas para aperfeiçoar a atenção, as mais indicadas são: permanecer consciente, aquietar a mente, manter-se alerta e vigilante e usar a intenção.

Concentração bem-aventurada

A atenção plena nos leva à sabedoria. Ainda mais importante: nos permite compreender qual é a melhor forma de aprimorar nosso estado mental por meio da meditação. 

De conformidade com isso, além de favorecer a saúde, o aprendizado e a produtividade, a meditação permite concentrar a mente. Assim, é possível implementar práticas meditativas, sustentando percepções profundas e libertadoras, tanto nas causas de paz e felicidade quanto nas do sofrimento.

Há, no budismo, 5 fatores que tradicionalmente assentam a mente: unicidade, alegria, êxtase, pensamento sustentado e pensamento aplicado. Neste livro, os autores abordam várias formas de robustecer os substratos neurais.

Por exemplo, eles indicam que devemos lidar com as dificuldades por meio do pensamento sustentado e aplicado em relação aos 3 aspectos da atenção: controlando (com estímulos) os desejos, eliminando as distrações e fixando-se no objeto.

A alegria e o êxtase contribuem para que concentremos nossa atenção, propiciando grandes e constantes transmissões de dopamina. Essa movimentação interrompe o ciclo da memória do trabalho.

Dito de outra forma, você conseguirá ficar cada vez mais focado em tudo o que existe dentro de si. Enfim, essa unicidade da mente é sustentada pela rápida sincronização de ondas gama, emitidas por grandes áreas de seu cérebro.

Tal estado poderá ser estimulado pela concentração, pela consciência de que o corpo é uma totalidade (ou seja, não há distinção efetiva entre ele e a mente), pela “entrega ao momento” e, sobretudo, pelo relaxamento da noção de “eu”.

Como relaxar o eu

Com efeito, não deixa de ser um tanto irônico o fato de que o “eu” nos faça sofrer das mais diversas maneiras. Em conclusão, ao encararmos os acontecimentos diários sob um viés “pessoal”, ao tentarmos possuir o que está destinado a acabar um dia ou ao nos distanciarmos de tudo, invariavelmente sofremos.

Todavia, quando relaxamos o sentido do ego e fluímos com a vida, ficamos satisfeitos e felizes. Logo depois, ao levar seu corpo para passear sem se ater, nesse momento, às sensações do “eu”, você descobrirá fatos interessantes.

Primeiramente, notará que o “eu” tende a ser um pouco tenso e retraído. Ademais, está em constante transformação e é, muitas vezes, desnecessário. A ativação do ego funciona, na maioria das vezes, como uma reação a ameaças e oportunidades.

Tenha em mente que os desejos criam um “eu”, inclusive, antes mesmo que a sua consciência crie desejos. Imagens, sentimentos e pensamentos existem como padrões informativos fundamentados em atividades e estruturas neurais.

Semelhantemente, o sentido de unidade (isto é, a noção de “eu sou”) e as representações do ego existem como padrões mentais e cerebrais. Portanto, não se trata de refletir sobre a existência desses padrões, mas de identificar a sua natureza.

Isso significa que é necessário refletirmos acerca da existência (ou não) do agente das ações permanentes e unificadas e do dono dessas experiências. Essas questões filosóficas, embora pareçam, em um primeiro momento, complexas, não podem ser evitadas por quem deseja obter paz de espírito e acalmar o fluxo incessante de pensamentos.

Acima de tudo, os diferentes aspectos da sua mente baseiam-se em incontáveis redes neurais. Elas executam inúmeras funções que não estão diretamente relacionadas com o ego.

Na prática, as representações da consciência não apresentam, dentro delas, nenhuma condição neurológica. Isto é, o “eu” é somente uma parte das pessoas. Ações, planos e pensamentos não precisam de um ego para dirigi-los.

Sob o mesmo ponto de vista, as redes neurais que se relacionam ao “eu” compreendem apenas uma reduzida parte do seu cérebro e uma porção ainda menor do seu sistema nervoso. Como está em constante transformação, toda manifestação do ego no cérebro é, por definição, impermanente.

Notas finais

Cumpre ressaltar, por fim, que o cérebro humano é formado por trilhões de moléculas. Muitas delas são provenientes dos alimentos ingeridos. Ao promover pequenas mudanças em sua alimentação e adotar a suplementação nutricional, é possível alterar gradualmente, desde um nível molecular, os componentes de seu cérebro.

A partir da melhoria do substrato físico, o mais provável é que você passe a sentir um nível elevado de bem-estar que, ainda, pode ser potencializado mediante práticas espirituais e psicológicas.

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Quem escreveu o livro?

Rick Hanson, Ph.D., é um psicólogo, Senior Fellow do Greater Good Centro de Ciência na Universidade de Berkeley, e New York Times autor best-seller. Seus livros estão disponíveis em 26 idiomas e incluem Hardwiring Felicidade, o cérebro de Buda, apenas uma coisa, e nutrir mãe. Ele edita o Sábio Boletim Cérebro e tem inúmeros programas de áudio. Um graduado summa cum laude de UCLA e fundador do Instituto Wellspring de Neurociências e sabedoria contemplativa, ele tem sido orador convidado em NASA, Oxford, Stanford, Harvard e outras grandes universidades, e ensinou em centros de meditação worldwide.Dr. Hanson tem sido um administrador da Universidade Saybrook, atuou no conselho de Spirit Rock Meditation Center, e foi Presidente do Conselho de F... (Leia mais)

Hanson é um mestre de meditação e neuropsicólogo pela Universidade da Califórnia. Mendius, por su... (Leia mais)