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Nômade digital - resenha crítica

Nômade digital Resenha crítica
Carreira & Negócios

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Nômade digital: Um guia para você viver e trabalhar onde e como quiser

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-513-0618-5

Editora: Autêntica Business

Também disponível em audiobook, baixe agora:


Resenha crítica

A contracultura do século XXI

Há cerca de 20 anos, Tsugio Makimoto, um executivo japonês, previu uma revolução. Na obra “Digital nomad”, publicada em 1997, escreveu que as “redes sem fio de alta velocidade e os dispositivos móveis de baixo custo romperão os vínculos entre localização e ocupação”.

Em 2007, portanto, 10 anos depois, o conceito de “nomadismo digital” ressurgiu no livro “Trabalhe quatro horas por semana”, de Timothy Ferriss. A ideia central é a de que a mobilidade e o tempo são os nossos mais importantes ativos.

Ferriss pintou, então, uma imagem promissora (que já começava em seu título): a possibilidade de viajar o mundo, automatizando a renda, enquanto se ganha muito dinheiro.

Nenhum dos dois autores, porém, previram que os impactos da transformação digital, sobre nossas vidas profissionais e pessoais, seriam tão intensos e evoluiriam tão aceleradamente.

Serviços “on demand”, economia compartilhada, redes sociais, aplicativos e smartphones simplificaram de tal forma nosso modo de trabalhar e viver que, atualmente, as fronteiras geográficas não representam mais um problema.

Nesse contexto, o nomadismo digital converteu-se em uma realidade palpável a milhares de profissionais, em todo o mundo, e um sonho de consumo para outros tantos milhões.

Ninguém previu, também, a criação de todo um ecossistema por e para esses profissionais. Cafés e espaços de coworking destinados a trabalhadores remotos estão, crescentemente, se consolidando em todos os países.

Não sei por onde começar

Caso tenha a ideia de um projeto  invista o seu tempo nela, mesmo que, por enquanto, não saiba como lucrar nessa atividade. Instagrammers, YouTubers e blogueiros são algumas das profissões que surgiram nessa década.

Elas só existem porque alguém começou como você talvez esteja agora: sem saber ao certo por onde começar. Souza chama a atenção para o fato de ser necessário exercitar a paciência, seja qual for a área escolhida. 

Nada acontece repentinamente, isto é, você não ganhará dinheiro já no próximo mês e, tampouco, terá condições de se demitir do emprego atual. O mais importante é que você não seja imediatista, sob pena de ter que começar novamente no futuro, desistir ou se frustrar.

Nosso autor esclarece ainda que não se refere à formação acadêmica quando aborda os conhecimentos. Ele considera, antes, os seus hobbies, as suas habilidades, enfim, quaisquer coisas que você saiba fazer que possam ser úteis a terceiros.

Até mesmo nas profissões tidas como “tradicionais”, é possível encontrar certas habilidades específicas que poderão ser transformadas em cursos, serviços ou produtos.

Planejando sua nova vida

Se você deseja ser um nômade digital, então, não poderá viver no “modo automático”. É desaconselhável se demitir imediatamente. Há uma grande necessidade de planejar, de modo que a transição seja realizada com o mínimo de riscos.

Souza recomenda uma postura constante e metódica. Por mais evidente que pareça, o primeiro passo é a decisão. Isto é, reflita se realmente almeja todos os pontos positivos e negativos desse trabalho e estilo de vida.

Cuidado com o que o autor chama de “fetiche adolescente”, qual seja, o desejo ardente de “viajar o mundo e largar tudo”. Dito de outra forma, é imprescindível considerar isso de modo racional.

Nesse sentido, o relacionamento com sua família e amigos deve ser avaliado, pois nem todas as pessoas aguentam ficar distantes de seus entes queridos, sobretudo, por longos períodos.

Após essas reflexões, se você concluir que, de fato, tem o perfil necessário para viver e trabalhar como um nômade digital, é hora de prosseguir rumo ao próximo estágio: o planejamento.

Nessa etapa, suas fiéis companheiras serão as planilhas. Calcule o valor de sua hora de trabalho, somando a ele todos os custos das viagens, como alimentação, hospedagens, passagens aéreas, dentre outros.

A sugestão do autor, nesse ponto, é a constituição de uma reserva financeira (cerca de 6 meses de seu atual salário). Isso servirá como garantia para o caso de as coisas não saírem conforme planejado.

A terceira fase refere-se à execução do seu planejamento. Nela, você precisará ser “original e violento” em seu trabalho. Ou seja, manter o foco tanto na realização de tarefas quanto na criação de uma mentalidade que lhe estimule a priorizar o seu projeto.

Todas as ações, desde as suas leituras até os conteúdos que produzir para a web, devem ser vinculados ao objetivo maior: trabalhar remotamente. Essa fase é, também, a mais cansativa, de modo que não será incomum pensar em desistir.

Afinal, não é fácil conciliar um trabalho convencional (caso o tenha) com a execução de seu planejamento. No entanto, lembre-se de que para mudar de vida, algo precisa ser feito.

Esse “algo” pode significar trabalhar por até 14 horas diárias – juntando a execução de seu planejamento e o trabalho atual. A última etapa é descrita por Souza como o “peitaço”.

Em dado momento, você deverá encarar a realidade, pedir as contas e superar suas inseguranças. Se estiver desempregado, o peitaço será dado ao longo da execução, pois, como todas as pessoas, você precisa pagar suas contas, não é mesmo?

Tenha em mente que “o momento certo” talvez nunca chegue. O planejamento realizado pode não se concretizar e uma série de imprevistos pode ocorrer. Nessas situações, o peitaço demandará ainda mais responsabilidade – e coragem.

Portanto, nunca utilize as emoções para fundamentar suas decisões, não largue tudo e seja sempre racional. Agora que chegamos na metade da leitura, vamos conhecer alguns elementos fundamentais para a efetivação do nomadismo digital.

Contabilidade: fique ligado nos impostos

Onde e como pagar os seus impostos? Como ficará o imposto de renda? Qual tipo de empresa deve ser aberta? Se tiver clientes do exterior, devo emitir notas fiscais do Brasil ou do país de origem dos clientes? Certamente, estes são alguns dos maiores dilemas de todos os nômades digitais.

É altamente recomendável contar com o auxílio de um contador. Porém, se você não puder pagar por esses serviços, não se preocupe: com um pouco de disciplina e organização, você pode gerenciar e criar o seu próprio CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica).

Lembre-se de que, em termos jurídicos, não há uma classificação que designe, especificamente, a profissão de freelancer nem, obviamente, de nômade digital. Quando criar o seu CNPJ, leve em consideração as categorias de atividades que você exerce.

Entre as distintas categorias de trabalho (referidas pela sigla CNAE), você encontrará aquelas que mais se assemelham ao que faz. Por exemplo, o MEI (Microempreendedor Individual) é a escolha preferida dos nômades digitais iniciantes.

Ele é vinculado a um único profissional, ou seja, nesse tipo de cadastro não há sócios. Todos os que já tentaram abrir uma empresa em nosso país sabem como é penosa a burocracia.

No entanto, o registro de MEI é realizado on-line, com o número de CNPJ saindo na hora. O indicado é fazer o seu cadastro antes de sair viajando por aí. A depender da legislação municipal e do seu campo de atuação, pode ser necessário se dirigir à prefeitura, de modo a obter a permissão para a emissão de notas fiscais e o alvará de funcionamento.

A despeito de não ser obrigatório aos MEIs, você poderá emitir notas fiscais, tanto para atender à solicitação de clientes (o que ocorre na maioria das vezes) quanto para o seu controle pessoal.

O conceito de “lucro presumido” é o ponto de partida contábil para o MEI. Assim, você pode registrar o CNPJ nessa categoria desde que sua previsão de faturamento (tomando o ano de 2018 como data-base) seja de até R$ 81 mil ou R$ 6.750 por mês.

O MEI, em linhas gerais, concede a oportunidade de pagar impostos e regularizar suas atividades profissionais sem maiores problemas. Outro ponto interessante: diferentemente de outras modalidades de pessoa juridica, o MEI não necessita  de um contador.

Se você for organizado e tiver disciplina o bastante para gerenciar os seus negócios sem o apoio de um profissional, conseguirá, até mesmo, economizar alguns recursos. No “Portal do Empreendedor”, você encontrará respostas a todas as perguntas comuns acerca do tema, além dos procedimentos necessários para criar o seu CNPJ. 

Utilizando a tecnologia para viajar barato

Souza recomenda incisivamente a utilização do site “Nomad List”. Fundado por Pieter Levels, profissional holandês pioneiro no tema, disponibiliza uma base de dados elaborada para e por nômades digitais que facilita grandemente a rotina de quem não é rico, mas adora viajar e viver livremente.

Nele, você encontrará informações úteis, como os custos de vida das mais diversas cidades do mundo (mensurados em dólares). Todos os dados são alimentados pelos nômades digitais.

Há, também, informações sobre espaços de coworking, segurança, valores de moradias, velocidade de internet e, até mesmo, o nível médio de domínio da língua inglesa pelos habitantes locais.

Desse modo, consulte o Nomad List antes de empreender qualquer viagem, garantindo uma boa programação e evitando, tanto quanto possível, eventuais frustrações e imprevistos.

Como comentamos, entre as ferramentas do site destaca-se a tabela de custo de vida das cidades. Partindo dela, você será capaz de efetuar um bom planejamento para fugir das complicações financeiras.

Outra boa dica consiste em ler os comentários de outros profissionais que estiveram nas localidades para as quais  você esteja pensando em viajar.

Férias eternas – só que não

Ao pesquisar o termo “nômade digital” no menu do Google Imagens, encontrará, certamente, algumas fotografias de indivíduos portando notebooks nas praias. Infelizmente, isso representa um desserviço às pessoas interessadas.

É claro que os nômades digitais gozam da flexibilidade de viajar, esteja ou não, de férias. Ademais, podem deixar o trabalho para mais tarde em dias mais quentes, aproveitando a praia.

Entretanto, convém pensar racionalmente: quem levaria um notebook (aparelho que não é nada barato) até à beira da praia? E a maresia, a areia, o vento (para não mencionar a durabilidade da bateria)?

Essas imagens somente reforçam o estereótipo de nômades digitais vivendo em um regime de férias eternas. Não obstante, a realidade é agridoce. De fato, você viverá incríveis momentos, mas, em grande parte de seu tempo estará efetivamente trabalhando.

Ora, por mais que você tenha renda precisa, é imprescindível garantir que a engrenagem gire, não é mesmo? No caso do autor, por exemplo, isso implica em estar diariamente presente nas redes sociais, fazendo networking, interagindo com conteúdos e produzindo tantos outros.

Notas finais

Cumpre ressaltar, por fim, que o maior valor da vida não reside nas coisas que acumulamos, mas nas experiências que vivenciamos. Souza relata que vem se desapegando, paulatinamente, dos bens materiais e, com isso, se sente “cada vez mais leve”.

Obviamente, as lições apresentadas ao longo do microbook devem ser adaptadas à sua realidade específica. No entanto, o objetivo do nosso autor consiste em permitir que os leitores compartilhem a alegria de saberem que não estão desperdiçando o seu tempo na Terra.

Dica do 12min

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