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Fluent in 3 months - resenha crítica

Fluent in 3 months Resenha crítica
Desenvolvimento Pessoal

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Fluent in 3 months: how anyone at any age can learn to speak any language from anywhere in the world

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-0-00-755675-5

Editora: Collins

Também disponível em audiobook, baixe agora:


Resenha crítica

Mitos e objetivos

Para Lewis, há muitos mitos a respeito da aprendizagem de línguas. Alguns acreditam que é impossível aprender outro idioma depois de adulto ou que, para aprendê-lo, é necessário morar no exterior.

Caso seguirmos essas linhas de raciocínio, apenas crianças que viajam com pais poliglotas podem aprender realmente. Você, portanto, está fadado ao fracasso. Afortunadamente, inúmeras experiências provam exatamente o contrário.

Com o poder da internet, não é difícil encontrar histórias de indivíduos que, em relativo isolamento, aprenderam outros idiomas. Na realidade, esse aprendizado exige muito trabalho e a maioria das pessoas não sabe por onde começar.

Pensando nisso, o autor afirma que o melhor começo é definir um objetivo concreto. Por exemplo, você deve estabelecer qual o nível de fluência você precisa obter em um determinado idioma. Você, por exemplo, está prestes a se mudar para a Tailândia e só falar tailandês pelo resto da vida? Isso é improvável.

Dessa maneira, o mais importante é delinear com a máxima exatidão o que você realmente precisa: conversar esporadicamente, escrever e ler textos acadêmicos, proferir palestras etc. Isso lhe dará algo específico para atingir, permitindo que você construa uma prática em torno disso.

O êxito da comunicação é o elemento mais importante do aprendizado

O núcleo do método de Lewis consiste em começar a falar a língua estrangeira pretendida imediatamente, logo no primeiro dia de estudos. Isso contraria as metodologias tradicionais, que preconizam a obtenção do máximo de informações antes de começar a praticar.

De acordo com esses modelos devemos tentar falar apenas quando atingirmos um nível satisfatório de conhecimentos prévios. Do contrário, cometeríamos uma tonelada de erros e nunca aprenderíamos nada.

O autor, porém, encoraja os leitores a falar o quanto antes e cometer todos os erros possíveis. São justamente essas falhas que se tornarão a base do que precisamos estudar e aprender.

A necessidade de se comunicar é o que verdadeiramente impulsiona o processo de aprendizagem. Nesse sentido, é muito provável que você, assim como muitas pessoas, já tenha realizado algum curso e, quando precisou entrar em contato com um falante nativo, acabou se confundindo e não conseguindo estabelecer um diálogo consistente.

Agora que chegamos à metade da leitura, vamos conhecer um dos aspectos essenciais da metodologia de sucesso do autor: a aceitação dos erros. Além disso, analisaremos a aplicabilidade para o chinês, considerado um dos idiomas mais difíceis de aprender.

Tentativa e erro

Segundo Lewis, a principal razão pela qual as pessoas deixam de aprender novas línguas pode ser encontrada no fato de que passam muito tempo “estudando”, em detrimento das experiências práticas.

Na prática, os estudantes se “escondem” nos livros, utilizando aplicativos, assistindo aulas e, basicamente, fazendo qualquer coisa que não os exponha à comunicação real com outros seres humanos.

Embora seja difícil cometer erros, pois, ninguém gosta de falhar, todas essas atividades mencionadas são diferentes formas de evitar a imersão decorrente de estabelecer diálogos com falantes nativos.

Assim, o maior obstáculo para o aprendizado nunca é o idioma em si, a complexidade de sua gramática ou as peculiaridades da pronúncia. Tudo isso é perfeitamente superável.

A barreira ao aprendizado de uma nova língua é, geralmente, você mesmo. Isso significa que é imprescindível superar, antes de mais nada, o desejo de não errar, sobretudo, na frente de terceiros.

Contudo, o aprendizado de línguas exige que façamos exatamente isso. Na verdade, para realmente compreender um idioma, precisamos aprender a aceitar e a desfrutar de nossos erros e fracassos.

Assim que tiver a confiança necessária para tentar falar uma nova língua e aceitar as inevitáveis correções, todas as outras barreiras se desmoronarão. Com essa mentalidade, é possível atingir um nível de progressão mais rápido do que você imagina ser possível.

Basta praticar a habilidade que realmente queremos aprender: comunicação. Isso não é “um bicho de sete cabeças”. Afinal, para ser bom em qualquer área é indispensável praticá-la.

Para aprender a falar chinês, por exemplo, você precisa começar a falar chinês. Não confie em livros didáticos e não sente quieto no fundo da sala. As atividades que são realmente eficazes são, também, as mais difíceis: todas aquelas que nos levam a cometer inúmeros erros.

Um bom exemplo

Com efeito, um bom exemplo da eficiência da abordagem do autor é a sua aplicabilidade a todos os idiomas, incluindo aquele que é considerado o “mais difícil do mundo”: o chinês.

Muitos ocidentais consideram o chinês muito diferente, porém, trata-se, apenas, de outra língua, uma forma específica de comunicação entre determinados seres humanos.

No entanto, esse idioma mantém uma certa mística devido a seus ideogramas. Todavia, eles não são particularmente difíceis, embora tendam a consumir muito tempo para aprendê-los.

Com a abordagem certa, os ideogramas chineses são definitivamente superáveis. Dessa forma, é altamente recomendável que os iniciantes evitem aprender esses caracteres até que tenham adquirido uma base linguística.

Felizmente, o chinês “falado” é relativamente direto. As partes “difíceis” para um falante nativo de idiomas europeus, como é o nosso caso, estão nos tons e no sistema de pronúncia.

Uma vez que esses elementos tenham sido superados, o chinês se torna muito mais fácil de lidar. A partir de um punhado de palavras e frases, é simples começar a juntar as sílabas e a se comunicar rapidamente.

Aliás, é bem mais simples do que em idiomas com gramáticas complexas, como o japonês, o russo ou o francês. Contrariamente, o chinês tem plurais simples, sem conjugação, sem inflexão, sem tempos verbais (no sentido europeu), dentre outros aspectos facilitadores.

Logo, ao aprender qualquer língua, principalmente um que não utilize um alfabeto latino, o mais importante é falar primeiro e, somente depois, se preocupar com o sistema de escrita.

Notas finais

Cumpre ressaltar, por fim, que, para dominar qualquer idioma, o começo será sempre o mesmo: aprender algumas palavras por vez. A forma mais eficiente de acelerar esse processo consiste em usar imagens associadas.

Isso significa que, quando começar a aprender novas palavras, deverá associá-las a imagens familiares. Essa medida simples lhe ajudará a se lembrar rapidamente, pois, ao vincular novas informações a memórias antigas, o seu cérebro será intensivamente estimulado.

Dica do 12’

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Quem escreveu o livro?

Benny Lewis é poliglota e um blogueiro que se autodefine como “hacker linguístico”. Ele se popularizou, em grande parte, devid... (Leia mais)