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EP #1: Produtividade e gestão de tempo com Geraldo Rufino

EP #1: Produtividade e gestão de tempo com Geraldo Rufino Resumo
12min Originals e Produtividade & Gestão do Tempo

Este microbook é uma resenha crítica da obra: EP #1: Produtividade e gestão de tempo com Geraldo Rufino

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 

Também disponível em audiobook

Resumo

Esse é o Mais que 12min, o podcast que acelera o seu aprendizado.

Olá eu sou Gabriel Falke, bem-vindos ao podcast Mais que 12min. No episódio de hoje, a gente vai conversar sobre produtividade. E quem me acompanha nesse papo é Geraldo Rufino, fundador e presidente da JR Diesel. Nosso aplicativo apresenta um leque enorme de microbooks que complementam nossa discussão e você pode ver nossa biblioteca completa lá na categoria de produtividade e gestão de tempo. O Geraldo viu bem de perto várias crises econômicas. Já passou até por processos de falência e hoje vai compartilhar conosco um pouco dessa jornada. Vamos falar sobre hábitos, qual nosso drive pra ser mais produtivos e de como treinar o nosso foco. 

Gabriel: Geraldo, primeiro de tudo eu quero te agradecer por topar essa nossa conversa e eu queria começar te perguntando se você sabe, se você lembra qual que é teu hábito mais antigo?

Geraldo: Gratidão. Levantar de manhã, um hábito que se tornou um mantra, é levantar de manhã, juntar as mãozinhas e agradecer. Gratidão pela existência quando o dia amanhece, quando eu me lembro que tenho mais 24 horas pra lapidar o meu dia.

Mas de onde vem essa gratidão toda? 

Dos ensinamentos da minha mestre e mãe, da mentora, da coach, da minha deusa. Uma pessoa que não sabia ler nem escrever, mas me ensinou tudo. Vai pedir mentoria, começa com a mãe. Depois o pai, estende isso pra professor, chefe e patrão. Se você tiver humildade e grandeza pra ouvir esses, depois qualquer mentoria vai agregar. Se você acha que a mentoria que você precisa é do fulano top x da galáxia, então...

Se for depender disso, tá perdido, né? 

É eu acho que fica um vazio porque você não construiu a base. A base é a mentoria da mãe. 

E você tem um hábito que você gostaria de ter desenvolvido antes na tua vida? Algo que você fica pensando: putz, se eu fosse assim há dez anos, como sou hoje?

Olha eu tenho umas coisas lá atrás que eu entendo o seguinte: se há 10, 15 ou 20 anos atrás eu tivesse um controle maior da minha vaidade, eu, com certeza, teria evoluído um pouco mais no meu crescimento humano e também nos negócios. Porque todos nós temos vaidade. Quando você descontrola um pouquinho da vaidade está sujeito a ser um pouco mais arrogante, um pouco mais agressivo, um pouco mais incompreensivo, um pouco menos humilde. Isso impede você de liberar outras grandezas que você tem, porque quando você tá na vaidade, você não olha pra dentro. Você só olha pro que brilha, só lá fora. Então, se eu tivesse que refazer minha trajetória, eu teria muito cuidado com a minha vaidade.

Nos dias de hoje, a gente conversa e fala muito sobre produtividade, ainda mais pra minha geração que é a geração de quem tá sempre muito estressado, de quem começa a trabalhar muito cedo. Você tem algum conceito teu, pessoal, o que você entende como produtividade? Porque eu sei que se a gente for olhar só pra hora trabalhada, cara, isso não quer dizer que tal pessoa X, Y ou Z tá sendo produtiva. Que que você entende como produtividade?

Você consegue acessar pra melhorar a produtividade quando você tá feliz. A base da produtividade está na felicidade, no emocional. Quando você está emocionalmente. motivado, feliz, você acaba se interessando, curtindo, se apaixonando pelo que você se propõe a fazer. Aí você começa a produtividade de dentro pra fora. Porque pra você conseguir produzir qualquer objeto, você precisa se produzir primeiro. Então, pra você gerar produtividade e dar resultado, precisa sair de casa de manhã já produzindo o próprio resultado. Isso começa com as coisas mais simples e nós somos bichos, somos animais e somos emocionais. Então pra você fazer o bem que é dar resultado, impactar os objetivos e atingir o seu propósito, você precisa estar bem consigo mesmo. Começa no emocional e é por isso que eu falo, quando se fala em empreendedorismo, começa de dentro pra fora, começa na sua casa, começa no jeito que você levanta e como é que você trabalhou os primeiros 15 minutos do seu dia. É a melhor fase pra você se preparar pra ter um dia produtivo, então a produtividade pra ter extensão a isso começa quando você dá um sorriso para si mesmo e em não descuidar e dar um sorriso pro porteiro, pro faxineiro, pras pessoas que aparentemente estão em cargos mais simples do setor onde você trabalha, passa e anda. Produtividade prática. Você vai multiplicar o que você faz, quando você faz com paixão, nem percebe a hora passar. Isso só é possível se você estiver com o emocional equilibrado.

Interessante você falar isso porque eu penso se eu não tô com o meu emocional em dia, se eu não tô com o emocional equilibrado, eu não consigo ter foco. Tem um conceito que eu não gosto, pessoalmente falando que são pessoas multitarefas, conseguem fazem várias coisas ao mesmo tempo. Eu queria tua opinião, você acha que é possível fazer várias tarefas ao mesmo tempo, tendo que dividir o teu foco?

Você pode, mas não vai ser nada em nenhuma. Pode executar várias tarefas, mas não vai ser nada em nenhuma. Todos nós ganhamos por natureza, naquilo que você se propõe a fazer com paixão, com carinho, você curte fazer, acaba se especializando em ser bom em alguma coisa. Todos nós somos bons em alguma coisa, mas são muitas tarefas, muitas coisas. Cada um desenvolve habilidades de ser bom em alguma coisa. Essa conexão é o que monta um time, e quando você consegue criar uma produtividade em conjunto, ou seja, coletivo. O coletivo consegue dar melhor resultado. Profissionalmente, você precisa ter um time. Não é o atacante, não é o goleiro, não é o gandula. Sem a bola, o atacante não faz o gol. Quem passa a bola? O gandula. Então quando você foca no seu objetivo... Agora, se você quer ser gandula e atacante, você vai perder o jogo. Ou seja, você precisa ter foco, sim! Precisa fazer escolhas. No que você reconhece que tem habilidade em fazer? Aquilo que te deixa feliz, aquilo que não te cansa, aquilo que te apaixona, essa é a sua melhor habilidade, quando você exerce o seu emocional voltado pra isso. Então, cara, vai se dedicar em ser bom naquilo que te apaixona e deixa o outro fazer o que você não é tão bom porque ninguém é bom em tudo. Porque não dá tempo, você só tem um cérebro, é impossível focar em quatro coisas ao mesmo tempo. 

É impossível. Eu gosto de uma frase que fala que Romário não ganharia a Copa de 94 sozinho se não fossem os outros dez atrás dele arquitetando a jogada pra ele correr pro gol.

Exatamente, um time. Solta ele sozinho, ele não consegue fazer mais nada sozinho. Eu acho que assim, o ser humano... Agora estão falando no novo normal... Eu acho tão importante isso que você tá falando, no meu ponto de vista o novo normal é justamente as pessoas perceberem que nós somos emocionais. É por isso que agora tá todo mundo sensível nesse momento delicado, tá todo mundo generoso, porque nós somos emocionais. Então, cara, o novo normal é você fazer o que você fazia, melhorar a informação, a comunicação e a tecnologia, mas acima de tudo você pegar esse emocional e conservar ele de uma forma que você se torne mais humanizado. 

E você se permitir se sentir mais humanizado hoje em dia, né? Eu acho que foi meio que uma abertura de portas o que o covid acabou trazendo pra nossa realidade de empresas, a realidade profissional, onde todo mundo foi obrigado a trabalhar de casa e todo mundo que é casado, quem tem filho, criança que não pode mais ir pra escola tem que ficar em casa. Então aquilo que a gente entendia como nossa rotina mudou 100%. A gente entende que isso dá um impacto e não necessariamente dá um impacto positivo. A gente só tem que adequar nossas emoções pra continuar com nossos semblantes e vontades, né. O norte não pode mudar. O caminho pode mudar por causa de tudo que tá acontecendo. Mas o norte, de ser uma pessoa mais produtiva, de ser uma pessoa melhor na nossa família, ser um ser humano, um cidadão melhor ele não pode mudar...

Todas as crises te possibilitam inovar. Elas te possibilitam se adequar, se ajustar e evoluir pra próxima fase. Essa crise é muito importante pra nossa inovação humana. Pra gente recomeçar e nos tornarmos seres humanos melhores. Nós ganhamos um presente.

Existe um livro muito bom chamado Trabalho Focado, ele tá disponível no aplicativo da 12 Min, e ele diz que tem vários modos de você buscar foco e um dos que eu mais me identifico é ritmo. Eu sou uma pessoa que eu vivo com um caderninho, trabalho com tecnologia, mas eu sou muito analógico ainda. Alguém tá me contando, tá me ensinando alguma coisa, eu tô sempre anotando e escrevendo. Já trabalhei com equipes de vendas e acho que isso é uma herança que eu levo pro resto da minha vida. E eu queria saber como que você, Geraldo, fundador da JR Diesel, que é uma mega empresa, como que você organiza o teu dia?

Do jeito simples e caipira igual ao seu. (risos)

Olha, eu sou do interior, então dá pra dizer caipira, mesmo, sem problema...

Eu me orgulho de ser caipira. Deixa eu falar uma coisa pra você, porque o caipira faz mais o simples mas é o simples que tem força e te leva pro normal do futuro, quando você se torna alguém com mais habilidade pra falar com gente, mais facilidade pra lidar com o ser humano, mais preparado psicologicamente, porque se você estiver preparado psicologicamente você não se abala. E a coisa mecânica a máquina faz. Então, na realidade, não perca esse seu hábito, do caderninho, da anotação. Porque é o seguinte, eu entendo que a tecnologia é uma ferramenta necessária e ela vai evoluir. Mas ela foi feita pra nos servir e se você se deixar levar tudo pra ferramenta fazer, você vai ficar num vazio e impede a oportunidade de fazer o melhor, que é raciocinar, pensar, e exercitar o seu cérebro. Então, eu faço uma conta as vezes pra minha menina do financeiro. Ela pega a maquininha e o computador, e quando ela ajeita as teclas eu já fiz a conta. Ou seja, sabe o “nossa, como você consegue?”. Ela se limita e passa a depender da máquina. Esse jeitinho que você tem é o que vai fortalecer o profissional do futuro. O profissional do futuro é o cara que emocionalmente vai ter mais equilíbrio, vai ter um comportamento psicológico mais equilibrado, vai ser mais generoso, vai ser mais humano. Aí a máquina vem e faz a mecânica que tem que fazer, mas não podemos perder nossa essência. Nós somos sensitivos, nós somos bichos. Pra você ter uma ideia, olha a falta que tá fazendo agora, pra você que tá com os pais longe, o abraço, o carinho. Isso que carrega bateria. Eu vou ensinar pra você uma tecnologia que você consegue buscar isso. Na hora que você terminar essa sessão, pegue o seu smartphone e passe uma mensagem pra pessoa que mais te ama, escolhe alguém. Provavelmente eu passaria pra minha mãe, que não tem erro. Passe uma mensagem escrito “amo você”, “saudade de você”, “você tá bem?”. Só. Na hora que sua mãe ler isso, num tablet, num smartphone, ou num aparelho que ela emprestou de alguém, ela vai usar uma energia de inovação, de tecnologia, da emoção, do coração. Ela vai passar essa mensagem de volta pra você espontaneamente numa velocidade que a Nasa ainda não descobriu como. E ainda vai te atingir do outro lado do planeta e na hora que você sentir aquilo, você vai melhorar o seu dia. Nós somos espiritualizados, nós somos emocionais. E essa pessoa que nos vida é a pessoa mais preparada e mais capacitada pra te dar a energia naquele dia que você acha que a boa energia ainda não chegou lá. Ela vem e completa sua energia com uma grandeza e velocidade que não tem tecnologia da Nasa que explica. 

Eu não tenho como discordar e não tem muito como explicar né. É difícil explicar como funciona...

Viva, só viva. Essa é a nossa melhor versão.

Geraldo, deixa eu puxar uma conversa sobre hábito, tá? Falamos sobre foco e como nos organizamos. A gente trabalha numa empresa e uma empresa nada mais é do que uma somatória de pessoas super distintas e diferentes. Eu entendo que você é uma pessoa super alto astral e queria saber como você consegue construir como cultura dentro da tua empresa esses bons hábitos. O hábito simples de dar um bom dia sorrindo pras pessoas que você encontra como a gente começou a conversa e também hábitos que façam as pessoas sintam um pertencimento dentro da empresa... Implementar bons hábitos dentro de uma cultura empresarial...

A forma que você implementa bons hábitos na cultura empresarial é do mesmo jeito que faz em casa com seu bebê, em casa. A criança vai te copiar, vai ser o teu clone, a formação da personalidade dela vai ser carregada pro resto da vida. Como você faz pra conquistar uma criança? Você sorri. Como você faz pra conquistar o Gabriel? Dá um sorriso. É a mesma criança, o meu sorriso desperta a criança que tá dentro de você porque a sua personalidade não muda, essa criança tá com você desde quando a sua personalidade foi formada. Então, como é que faz pra levar isso pra empresa? Leva pra empresa a extensão do que você tem de melhor, a família, a base. O que você tem de melhor, o carinho, o amor, leva pra empresa. E quando chegar lá, use o mesmo exercício, sorria, trate com carinho. Se você for líder, melhor ainda, dê o exemplo. O líder que sorri é um líder admirável, o líder que cumprimenta as pessoas e trata com carinho é o líder que as pessoas aprendem a admirar e passam a trabalhar pra elas, em função dessa pessoa. Eu chamo de empreendedorismo no CNPJ do outro. As pessoas passam a empreender porque têm um líder que é admirável, pelo simples fato dele ser carinhoso, de dar um bom dia com um sorriso nos lábios. Isso faz toda a diferença em qualquer empresa, em qualquer liderança, em qualquer lugar que tenha como propósito a produtividade.

Até porque você acaba matando um pouco aquela visão um pouco negativa de que o líder, a pessoa que tá acima de mim, minha comunicação com ela precisa ser necessariamente vertical, não existe a menor necessidade disso existir. Eu posso me comunicar com o Geraldo, que é o criador, o fundador da empresa, com o mesmo respeito e profissionalismo e carinho com que eu trataria qualquer outra pessoa. Por que a gente não faz isso, né? Porque a gente não traz isso pra ser um novo normal, independente de ser dentro de casa ou de um escritório físico...

Você só tem um cérebro, pra onde você vai, você leva ele. Então não tem como separar, um exercício que você faz dentro de casa, no relacionamento com carinho, na liderança por admiração porque admira o pai, você leva para a empresa e admira o seu chefe. E aí você passa a ser um exemplo e mirar quem tá te acompanhando e você ganha liderança por natureza. Você passa a ser líder por consequência. Você só morre uma vez, mas você pode ser líder e ter uma vida com maior qualidade de vida e ser feliz todos os dias enquanto essa data não chega. Então, cara, as coisas são muito simples. Quando eu falo aquela coisa do caipira é porque quanto mais simplicidade, quanto mais jeitinho caipira simples de ser, mais eficiência, mais grandeza, mais inovação humana, mais evolução, mais novo normal. Novo normal, seres humanos mais capacitados em lidar com seu semelhante. Então, eu acredito que isso vá fazer toda a diferença daqui pra frente porque a gente teve um tempo pra parar pensar e as pessoas precisam ficar atentas e não ficar pensando que o recomeço é ter uma máquina mais moderna. Não, o recomeço é voltar pra sua essência de humildade, bondade, grandeza, generosidade, humanidade. Reumanizar. Então eu acredito muito nisso, eu pratico isso, tá? Aqui dentro da empresa, uma das prerrogativas que a gente não abre mão, que é cultura, é o sorriso, o relacionamento entre os colegas. Se brigou tem que abraçar, tá? O cara pode estar há 10 anos aqui, se não tiver preparado pra depois de uma discussão besta dar um abraço e se desculpar, ele não tá preparado pra fazer parte da equipe. 

É a lógica da família, né? O irmão que a gente mais ama é aquele com quem a gente mais briga.

Pode brigar à vontade, mas o amor tem que superar e o abraço tem que vir logo em seguida. Eu trouxe isso de casa. Os meus filhos têm a sua faixa etária, eles desde pequenos, já casaram e têm filhos, mas não mudou nada. Se brigou, tem que ir lá abraçar e fazer as pazes. Eu chamo isso de “democracia cubana” (risos). É um direito de concordar e ser felizes e se dar bem. Então, o que acontece? Isso você transfere pros negócios, pra empresa, pro corporativo. Porque você é uma pessoa, você só tem um cérebro, você leva o que tem de melhor pra lá. E à noite vê o que você curtiu e leva pra casa. Relacionamento e conexão, nós somos um só. Não tem dois caras, não tem um Gabriel aqui e um Gabriel quando chega em casa, é o mesmo Gabriel. Então essa conexão precisa ser espontânea, entender que o trabalho é a equipe que é a conexão da família. A família tá conectada com a família do trabalho. E quando chegar em casa você não vai falar do trabalho? Claro que vai! Ah, não, não quero nem saber do trabalho, por quê? Você detesta tanto assim o que você faz? Ou seja, eu acho que é aí que começa, ou melhora, o que eu chamo de evolução humana.

Isso mostra, né Geraldo, que não são caminhos, não são vias distintas, é um ciclo. E é um ciclo que se repete 24 horas. 

O diamante... Você pode lapidar ele e cada hora você pode ter uma surpresa de uma cor diferente. O seu olho vai brilhar. Aquilo não tem preço, aquela pedra. É o seu dia. Você tem que torcer pra no dia seguinte cair outra pedra pra você lapidar de novo. Ou seja, você constrói não só o seu futuro, mas você tem capacidade pra criar não só os seus sonhos, mas controlar o seu destino. Cada lasquinhas que você tira dessa pedra chamada dia, é o diamante que você não tem como comprar, você precisa ganhar. Depois que você ganha, com esse gesto simples, caipira, esse jeito valorizando o seu semelhante, valorizando o ser humano que tá na sua frente, não julgando, mas com vivendo, é que você vai ser o cara da vez do que eles chamam de novo normal. O profissional do futuro. 

Geraldo, me conta uma coisa: é muito comum quando a gente vai ler sobre a sua história, que é maravilhosa, ver que você já passou por vários processos de falência durante a tua carreira. E eu queria combinar todos esses episódios que você passou com o que você entende de produtividade. Você acha que o Geraldo que faliu a primeira vez, é claro que ele não é o mesmo Geraldo de hoje, mas o que você entendia como produtividade mudou?

Não mudou. Eu sempre fui empreendedor, empreender é um estado de espírito, isso eu aprendi com a minha mãe. Não é ter um CNPJ, é ter atitude, iniciativa, querer fazer a diferença na vida do outro. É querer ser locomotiva pra transformar alguém em também outra locomotiva pra facilitar a composição e assim o morro fica leve. Ou seja, empreendedorismo e produtividade é atitude, é iniciativa. Você não precisa ter uma empresa, precisa ter atitude de dono, é um jeito de pensar.  O que eu era lá atrás e o que eu sou agora é o mesmo, eu só mudo de endereço. Eu me fortaleci muito nos meus valores, dentro deles está essa conexão, a facilidade de me relacionar com o meu semelhante.

A base a gente não muda, né?

Isso! Você pode mudar o que quiser, menos energia e espiritualidade. Você é você. Então quanto mais você for simples, quanto mais você for original, mais força e espaço ganha pra transbordar boa energia e mais se conecta com as outras pessoas. Como é produtividade? Gente, produtividade é fazer a diferença no tempo que a gente tá aqui pra impactar a vida das pessoas. Produtividade é fazer a diferença na vida das pessoas, não importa se você fabrica tampinha ou empurra carrinho como ajudante de pedreiro. O que você tem feito pra melhorar a vida do outro? Isso é empreendedorismo, isso é deixar um legado. Ah, mas eu não tenho emprego. Você não precisa ter emprego, você não precisa ter CNPJ. Você precisa ter comportamento de ser humano preocupado em ajudar o outro. Você fica em casa lavando louça, você é dona de casa? Você é uma empreendedora nata. Você cuida de gente. Empreender é cuidar de gente. Produtividade é você deixar tudo pronto pra poder auxiliar o outro. As donas de casa são gigantes, são deusas, elas são a referência do que eu chamo de empreendedorismo, ali começa o berço do empreendedorismo. Preste atenção na sua mãe e saia pra rua para fazer pelo outro o que ela faz para você. Isso fará de você, com certeza, um grande empreendedor. E pra isso você não precisa de um novo CNPJ, você pode fazer isso no CNPJ que você tá. Não precisa mudar de endereço, não precisa mudar de cidade nem de país, você precisa mudar de comportamento e resolver que você vai empreender na vida, que a partir dali você vai deixar um legado, percorrer uma trajetória. Você vai ter um propósito. E vai impactar a vida das pessoas que você se conecta.

Tem uma frase que eu acho maravilhosa, do Oscar Schmidt... Eu amo basquete, ele é o maior cestinha da história. A frase é “Não tem talento sem treinamento. Eu não fui o mão santa sem fazer mil arremessos por dia da linha de três pra ser o jogador que eu fui”. Na tua trajetória qual foi o treinamento que você fez e que percebeu que pra estar trabalhando com isso foi uma das melhores coisas que aconteceu pra você ou pra cultura da empresa.

Olha, treinamento, as pessoas vão precisar do mesmo jeito que precisam de informação e conhecimento. A vida toda. Seja lá o que você se propôs a fazer, todos os dias precisa começar de novo entendendo que tá no começo. E treina de novo, usando o que já tem armazenado de outros treinamentos e melhora aquilo. Quando você achar que já está autossuficiente, acabou seu tempo, pode embora, você vai morrer porque acabou o sentido da sua existência. Então, evolução humana é treinamento. Todos os dias você precisa treinar e buscar, precisa ter um propósito, quando acerta seu propósito, precisa ter foco todos os dias para buscar esse objetivo. Não é possível fazer isso sem treinamento. Ou seja, você quer ser aquele cara que percorre aquela distância de 100 metros, você pode correr muito. E vai, vai, vai... Você é o cara que vai correr naquele período naquele tempo. Começa de casa. Começa... Você tá trabalhando aí no CNPJ de alguém, você é funcionário público, você quer ser empreendedor, quer o seu propósito o seu objetivo. Começa a empreender aí no serviço público. Você joga papel fora, você desperdiça água? Você não aproveita a água? Ah, mas é público. E você quer ser empreendedor? Não vai ser, hein? O treinamento é constante, então se você quer ser empreendedor, comece a treinar lá. Você tá no CNPJ de alguém? Comece a treinar lá todos os dias. O empreendedor tem que ser o primeiro que chega, não usa a hora pra comer, não olhar no relógio pra ir embora se ele vai embora mais tarde e quando volta pra casa fica pensando em como melhorar a meta do dia anterior. Isso é treinamento pra buscar um propósito que é ser empreendedor. Então se você quer ser atleta precisa treinar muito antes, correr e fazer exercício. Se quer ser empreendedor, precisa treinar muito, mesmo que seja no serviço público dá pra treinar bastante lá. Se você for radialista, todos os dias precisa melhorar a fala, a entonação, o conhecimento e a conexão pra passar uma mensagem melhor do que ontem. Então o treinamento não tem um tempo que para. Informação e conhecimento não têm limites. Seja qual for o treinamento. Vai começar quando, segunda-feira? Não, segunda-feira é regime. Quem deixa pra começar segunda-feira é quem tá querendo perder peso, come tudo no fim de semana e só deixa pra fechar a boca na segunda-feira. Quem quer buscar alguma coisa e deixar um legado, buscando o espaço, tem que treinar. 

Vou aproveitar o gancho da palavra espaço só pra complementar o que você falou maravilhosamente bem pra dizer que o astronauta que tá lá em cima olhando a Terra pra passar os três meses lá ele fica vinte anos treinando aqui embaixo. Então eu acho que faz sentido o que você falou e eu gosto do conceito de norte, que você não vai do ponto A ao ponto B. Você tem um norte e não sabe onde vai chegar. Porque você tá chegando em vários pontos que às vezes você direciona mais pra direita, mais pra esquerda, tem mais pra crescer pro outro lado, mas você continua indo pra direção que você considera crescimento pessoal, o crescimento próprio, né? 

Olha que interessante, você tá falando, as pessoas me perguntam quando me sinto porque cheguei lá. Eu pergunto, cheguei onde? Lá? Para! Quem chegou lá acabou o tempo. Eu quero viver. E se você tá vivo, significa que você não chegou lá, começa de novo. Esse exemplo que você deu, eu fico preocupado com as pessoas que acham que você chegou lá. Não importa no que você se especializou, ele vai ser ultrapassado se não parar. Imagina se pensar que chegou lá. A gente não chega lá, a gente vai pra próxima fase. 

Exatamente. Geraldo, eu adoraria passar mais duas horas tomando um café e conversando contigo, mas eu preciso encerrar esse episódio e eu gostaria de encerrar com uma pergunta que é fantástica, ainda mais para os nossos ouvintes. Eu quero saber se você tem o costume de ler e se pode recomendar ou indica um livro para os nossos leitores.

Eu tenho o hábito de ler, a leitura fortalece inclusive se puder ler fisicamente, como você falou, ler e ainda anotando na caneta cada coisa, melhor ainda. Você exercita essa sua massa cinzenta e evolui. Então, eu gosto de livros, gosto de ler e acho altamente necessário. Eu vou recomendar três livros, quatro, vai.

Ótimo!

Onde eu comecei a aprender? Mil e uma maneiras de enriquecer, Joseph Murphy, editora Record. Lá eu aprendi que enriquecer é de dentro pra fora. Primeiro você enriquece os seus valores, sua fé, o seu inconsciente. Primeiro você enriquece aí e você busca o que lá na frente todo mundo tá querendo que é ser feliz. Esse livro te ensina o caminho pra você ser feliz, nascer rico, entender que você já é rico e por consequência atingir qualquer resultado material que você queira. Tem pra todo mundo e tem muito. Ensina você a determinar e buscar o seu propósito. O segundo livro cria, te dá informações de ferramentas práticas muito fáceis de entender que ajudam você a fortalecer que você aprende nesse Mil e uma maneiras de enriquecer. Esse livro é O segredo. Esse livro te estabiliza naquilo que é prático e você começa a descobrir que não é mágico, que tá dentro de você e você pode. Essa palavrinha mágica “você pode” fez toda a diferença na minha vida porque minha mãe me diz isso desde que tenho 5 anos de idade. E eu uso isso e nunca mais tive nenhum problema maior que eu, quando eu descobri que podia e o livro O segredo fortalece muito isso. Depois que você pegar esses dois livros, você compra mais outros dois que são O catador de sonhos e O poder da positividade, que são os meus livros. 

Aêêêê!

O que esses livros fazem? Eles traduzem na prática o que aprendi nos dois primeiros e o que coloquei em prática nesse país há 50 anos, porque eu dou certo há 50 anos e vou continuar dando certo.

Por mais 50, no mínimo!

Por mais 50, meu pai morreu com 106...

Meu Deus, 106 anos, Geraldo? Que bênção! Então é realmente mais 50 anos pra você, no mínimo, né?

(risos) Que venham!

Que venham, né? Então é isso, Geraldo! Eu agradeço muito pelo teu tempo, foi uma conversa maravilhosa, tenho certeza que vai agregar muito a quem ouvir a gente.

Deus abençoe!            

Gostou do cast e quer se aprofundar mais sobre o assunto? Então ouça o microbook Produtividade pra quem quer tempo e saiba como aumentar os seus níveis de energia e desenvolver uma mentalidade vencedora. Até a próxima!

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Quem escreveu o livro?

Geraldo Rufino nasceu em Minas Gerais mas, ainda criança, mudou-se para São Paulo com seus pais para tentar uma vida melhor. Tendo trabalhado como catador de latinhas e office boy, e falido 6 vezes, hoje Geraldo é proprietário da JR Diesel - uma empresa de desmanche de caminhões que chegou a faturar 50 milhões de reais em 2013. Aos 7 anos, após a morte da mãe, o menino abandonou a escola na 2ª série e só retomou os estudos aos 13, por exigência da gerente do antigo parque de diversões Playcenter, que o contratou como office boy. Aos 15, comprou o primeiro carro, um f... (Leia mais)