Em busca da sabedoria Resumo - N. Sri Ram

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Em busca da sabedoria

 Em busca da sabedoria Resumo
Espiritualidade & Mindfulness

Este microbook é uma resenha crítica da obra: 

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-8599993828

Resumo

Em busca da sabedoria

É possível ler nos diálogos de Platão que Sócrates tratou a morte como a visita de um amigo em meio à sua condenação fatal. Este foi um verdadeiro sinal de sabedoria do filósofo, que encarou uma realidade trágica de maneira natural natural, sem desperdiçar o tempo que lhe restava ou ficar desesperado em suas últimas horas. 

A forma como lidamos com o falecimento varia de acordo com a maneira como compreendemos os dias na terra. Pois uma coisa está ligada à outra, a morte faz parte da vida. 

A postura adotada por Sócrates não é à toa. A Filosofia tem como uma de suas definições o amor à sabedoria. E aqueles que amam a sabedoria sabem que há momentos em que o sofrimento é irrelevante e há coisas impossíveis de mudar. 

A sabedoria é valiosa e é por meio dela que podemos construir nossa felicidade, muito mais importante que riquezas e bens materiais em abundância. 

Verdade ou imagem da verdade?

Muito se fala do ocultismo como algo exótico e revestido de fantasias. Ledo engano. Trata-se apenas e tão somente da ciência que se ocupa com os fatos e com a verdade para além da vida e da consciência, levando as pessoas ao maior conhecimento adequado do que é a sabedoria de fato. 

E é por meio dela que se aprende o quanto a sabedoria é algo que não se distingue da vida, mas faz parte dela como aspecto fundamental por dias melhores. Quando a vida está revestida de sabedoria, podemos chegar a outro patamar de qualidade, com mais brilho e lucidez.

E a verdade não admite que tenhamos compromissos com nada além dela. Vez ou outra, nossas convicções serão derrubadas pelo fato. 

Liberdade de opostos 

Existe uma expressão muito usada no budismo intitulada “o caminho do meio”. Segundo a doutrina, é por meio desse caminho que evitamos cair pelas rotas de todos os extremismos, sejam eles quais forem.

Os extremos são conhecidos como pares de opostos, por meio dos quais o excesso para um lado ou para o outro turva nossa visão e faz com que não enxerguemos a realidade dos fatos, deixando a sabedoria ser dominada por sentimentalismos e paixões. 

A liberdade de opostos é o caminho do meio, que nos livra de ser impedidos de, volta e meia, estar mais de um lado ou de outro. Devemos ter livre acesso a todos os lados, sem necessariamente tomar partido de maneira apaixonada por este ou aquele lado. 

A beleza da virtude 

Há palavras das quais sabemos o significado de maneira apenas parcial. Podemos incluir a sabedoria nesta categoria quando a entendemos apenas como erudição. Virtude é outra delas, que por vezes não sabemos toda sua natureza e usamos até de maneira inadequada. 

No pensamento grego antigo, características como a justiça, temperança, coragem e prudência eram as principais virtudes atribuídas e desejadas pelos filósofos. Eram consideradas as virtudes fundamentais para os seres humanos.

No sentido contemporâneo, muito se fala nas virtudes como qualidades que podem ser muito bem trabalhadas em nossa conduta diária. Pode até ser, mas se entendermos a virtude em seu sentido clássico, colocando a justiça, temperança, coragem e prudência como valores a ser cultivados em nosso dia a dia, colocamos a sabedoria em primeiro lugar, porque replicamos o comportamento dos antigos sábios que sabiam bem o que a sociedade precisa para chegar à harmonia desejada. 

Crenças do passado e crenças de hoje

Nossos antepassados se ocupavam muito mais de superstições e crenças transcendentais do que fazemos atualmente. 

Isso não significa que em nossos tempos não estejamos livres de ideias e imaginações falsas, que nos levam a percorrer caminhos equivocados, tanto individualmente quanto em sociedade. 

Ao deixarmos de lado superstições, mas mesmo assim abrindo mão do tempo necessário para a filosofia e a sabedoria, idolatramos itens como a abundância de dinheiro e bens materiais, a carreira profissional como único refúgio para a felicidade e itens que não nos preenchem por completo. 

É necessário, ainda hoje, valorizar a sabedoria por ter a consciência de que ela não é, e jamais será, um tema esgotado. Olhar para nós mesmos e contestar comportamentos padrão da sociedade faz parte desse processo, como se fôssemos filósofos da Grécia Antiga a discutir quais os melhores caminhos a serem seguidos para a harmonia mundial. 

A natureza extraordinária da vida

De tão familiarizados com a vida, por vezes a enxergamos como algo banal, sem dar conta do quão extraordinária e múltipla ela pode ser. Ficamos tão viciados em enxergar tudo ao redor como normal e imutável que nos esquecemos que uma das belezas da vida é seu dinamismo eterno. 

Não atentar-se à beleza, tanto nos processos gigantescos que nos rodeiam quanto nos pequenos detalhes do dia a dia é perder tempo e limitar-se. A verdadeira sabedoria exige de nós a percepção de que há coisas comuns e outras extraordinárias. 

A natureza não falha, tanto quanto nosso espírito, ao observar algo que foge da normalidade e deve ser valorizado e o que de tão corriqueiro também precisa ser exaltado, por se tratar de um milagre. 

Atenção, interesse e amor

Ao observar atentamente as diferentes nuances da natureza humana, bem como as mudanças ocorrendo ao redor e as diferentes maneiras de agir diante de problemas ou mesmo celebrações, chegamos a uma compreensão maior do que é a vida.

Devemos estar atentos ao que nos cerca e falar com as pessoas com o devido interesse, demonstrando respeito por suas opiniões e falas, mesmo aquelas do cotidiano em que aparentemente nada de anormal ocorreu.

Isso é sinônimo de amor. E quando falamos aqui em amor, não se trata necessariamente do romantismo de casais, mas do apego necessário pelo outro ser humano. Quando o amor está presente em cada pequena atitude, a sabedoria abunda porque nada é feito como mera obrigação 

A escolha pelo amor é racional, já que ele não é uma escolha feita por meio do pensamento, mas por meio da imaginação de um mundo melhor, de motivos suficientemente plausíveis para ter atitudes que gostaríamos que todos tivessem. 

O eu cambiante: sua evolução

Qualidades como humildade, simplicidade e pureza podem ser difíceis de se definir e captar em nosso íntimo quando são condições naturais da mente e do coração nas atitudes diárias. 

Com elas, todos os vícios são afastados e passamos a ser pessoas melhores. E é por meio dessas qualidades que notamos o quanto a evolução é necessário para adquirir cada vez mais sabedoria. Vamos entendendo que a mudança é uma constante no ser humano. Você não é a mesma pessoa de cinco anos atrás, certo?

A leitura deste microbook, por exemplo, fará de você uma pessoa mais rica de sabedoria em apenas 12 minutos. A sabedoria nos faz evoluir de maneira a não nos reconhecermos mais como a mesma pessoa do passado.

E isso é ótimo, pois assim não paramos no tempo.

Encontrando a morte como a um amigo

Tal qual Sócrates, como descrito no começo deste livro, devemos encontrar a morte como encontramos a um amigo para tomar um café e conversar sobre a vida. 

Na natureza, o pôr do sol é tão importante quanto o nascer do sol no início do dia. Ele precisa se recolher para o renascimento na manhã seguinte. 

O mesmo acontece com questões como a morte e os tantos fins com os quais  nos deparamos ao longo da existência. Nossa maneira de lidar com o encerramento de ciclos, sejam eles quais forem, mesmo o de nossa passagem pela Terra, precisa ser permeado pela sabedoria de ter a ciência de que tudo é finito.

Dessa forma, aproveitamos com mais consciência os grandes momentos pelos quais passamos e nos sentimos mais conectados à natureza humana a cada despedida e término de ciclo. 

O mais belo estado da mente e do coração

Pense sobre qual é o estado da mente e do coração que você mais deseja estar. Pensou? Pois é nele que você deve chegar. 

Nada pode te impedir de chegar aonde você quer, apenas a própria falta de sabedoria para priorizar as coisas certas e chegar lá. 

O descontentamento pelo estado de vida atual não pode ser motivo para a inércia, que nos impede de sairmos do lugar e trabalhar por melhores condições mentais e afetivas. 

A sabedoria nos permite entender porque estamos descontentes neste ou naquele momento e o que deve ser feito para eliminar tal insatisfação. Pense e repense aonde quer chegar e então não perca tempo: faça o que for necessário para a satisfação de seu desejo. 

O real e o irreal

O que é a realidade? Um sentimento que surge de nosso interior ou que surge de nosso exterior? A realidade é criada a partir de sensações e experiências anteriormente vividas ou pode ser criada por meio da imaginação?

O real é o que nos toca psicologicamente e independe de nosso conhecimento. Por mais que muitas pessoas citem um assunto, pessoa ou coisa, se você não souber do que se trata e ignorar sua existência, tampouco significa automaticamente que tal coisa inexiste. Ao mesmo tempo, se você imaginar algo de maneira vívida, não terá a capacidade de dar vida ao inexistente, como pensam fazer os pacientes psiquiátricos. 

Pois a realidade está aí, ao seu redor. As coisas são como são e há aspectos maiores que cada um de nós, impossíveis de ser mudados.

Ter a ciência da impotência em determinados momentos é sinal de sabedoria. Afinal, a realidade é maior que nossa pequenez humana.

O elixir da vida 

A vida é um fenômeno realizado em todos os lugares. Você é capaz de sentir a presença da vida a cada segundo. 

Dê importância a ela e busque melhorar seu destino por meio do conhecimento, tanto próprio, de suas habilidades e limitações, quanto do mundo ao redor, maior que você. 

Do nascimento do menor dos micróbios até a morte do mais poderoso dos homens, a vida não pode ser olhada com pavor e repugnância, mas valorizada tal qual ela é, com a sabedoria de quem busca no conhecimento a melhor maneira de alterá-la, melhorá-la e celebrá-la a todo momento. 

Buscar sabedoria não é para os tolos. Apenas os sábios a almejam, cientes de sua pequenez e paradoxal poder grande sobre os que o cercam. 

Notas finais 

Quando Sri Ram se propõe a nos ensinar um pouco sobre sabedoria, a princípio podemos pensar que este livro fosse um compêndio recheado de definições para decorar.

Que nada! A sabedoria é uma busca constante e o filósofo nos dá a lição de que a conquistamos ao ter o olhar menos viciado sobre a vida cotidiana. Com mais leveza e entendendo melhor processos naturais, como a vida e a morte, vitórias e derrotas, perdas e ganhos, entendemos melhor quem somos e até onde queremos chegar. 

Sabedoria é muito mais que ser um intelectual: é valorizar o espírito e enxergar além do que os olhos veem.

Dica do 12’

A leitura do microbook O Caibalion é um bom complemento para entender mais sobre a sabedoria espiritual como forma de entender melhor o universo ao nosso redor.

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Quem escreveu o livro?

O escritor Sri Ram é um teósofo, filósofo e grande conhecedor da cultura indiana. Fazendo uso de sua profunda sabedoria acerca do... (Leia mais)