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Educação não-violenta

Educação não-violenta Resumo
Parentalidade

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Educação não-violenta

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-8577534036

Também disponível em audiobook

Resumo

Um novo olhar sobre a educação

Em tantos anos como consultora em educação, Elisama se deparou com pais e mães que amam incondicionalmente os seus filhos. Isso não os exime de erros na maneira de educá-los, ainda que a intenção seja sempre a de acertar e proporcionar o melhor. 

Todos queremos filhos felizes e bem-sucedidos, pois, com a correria do dia a dia e o montão de atividades a serem exercidas, é comum sermos empurrados para atitudes autoritárias, permissividade para compensar esses momentos e uma posterior culpa. A sobrecarga é nociva. 

O mundo mudou e hoje há uma pressa que afeta a educação dos filhos. Daí, é comum notar que o imenso amor dos pais acaba não chegando aos filhos. Eles não se sentem amados quanto deveriam. 

Tudo isso se deve ao fato de que a educação tradicional é focada no desenvolvimento do raciocínio lógico e matemático, bem como na obediência parental, sempre superiores às crianças. E isso não as ajuda a se desenvolverem.

É claro que os pais buscam sempre oferecer o que há de melhor, mas em nossos tempos, o jeito mais tradicional de educar ficou para trás e é necessário acompanhar essas mudanças. 

Um bom primeiro passo é entender como os filhos estão se sentindo. 

Os sentimentos do seu filho 

Em todas as consultorias e palestras da autora, é comum que ela se depare com rostos ansiosos, nervosos e descrentes. 

Nesses eventos, o início das apresentações vem com o aviso de um bate-papo sobre os sentimentos dos filhos. As naturais reações são de estranhamento, já que a maioria dos pais e mães não levam isso em consideração como solução para problemas com suas crias. 

E aí está um erro crucial e clássico: os sentimentos têm influência direta no comportamento de todos os seres humanos. A maneira como alguém se sente impacta no modo em que as coisas acontecem no futuro. Os sentimentos nos guiam rumo às necessidades, sejam elas atendidas ou não. Quando não lhes damos atenção, ficamos perdidos. Isso internamente e também com relação aos nossos filhos. 

Crianças, adolescentes e filhos de todas as idades não são como objetos sem vida própria, nos quais basta um simples conserto para solucionar o que não funciona e voltar à normalidade. 

Tristeza, angústia, frustração e raiva, por exemplo, são alguns dos sentimentos que nos fazem ficar mal, incapazes de seguir em frente. É necessário abandonar o analfabetismo emocional para entender mais do interior das pessoas que amamos. 

Educar sem dar atenção aos sentimentos é um erro que precisa ser corrigido o quanto antes. Outro erro comum é não dar a devida atenção à autenticidade presente em cada um de nós, seres únicos. 

Nutrindo a autenticidade

Os seres humanos são diferentes entre si e esse fato precisa ser ressaltado. Afinal, somos únicos. Não existem duas pessoas completamente iguais. 

Elisama Santos conta o caso das mães de adolescentes que vivem situações conflituosas e sentem muitas dificuldades em resolvê-las. Questões com seus filhos costumam deixá-las aflitas, sem saber que soluções adotar. 

Não foram poucas as vezes em que ela se viu entupida de mensagens e ligações pedindo um horário para suas consultorias sobre educação parental. E há casos em que problemas simples viram angústias extremas pelo simples fato de não se respeitar a individualidade da criança ou adolescente. 

Filhos extremamente calmos e colaborativos, em alguns momentos de discordância, acabam taxados de indisciplinados e insolentes. Em respostas autoritárias, o conflito se acentua e pais e mães ficam perdidos, sem saberem como acabar com um desentendimento. 

Entender que cada filho é um ser humano diferente é um passo fundamental para obter sucesso na resolução de conflitos. De nada vale cobrá-los por não gostar de uma área de estudos, por exemplo, baseado somente em seus próprios gostos pessoais.

A individualidade precisa ser levada em conta sempre. Só assim podemos preparar os filhos para a vida e as pancadas constantes que ela nos dá na vida adulta. 

Preparando-se para a vida 

Preparar um filho para a vida passa por valorizar a autonomia em suas decisões. Elisama cita o caso de Cíntia e Charles, que merecem a nossa atenção.

Cíntia nasceu quando sua mãe tinha 18 anos, fruto de uma gravidez indesejada. Foi tratada como adulta desde os primeiros passos, realizando tarefas de casa, cuidado de si mesma e frequentemente ouvindo da mãe que ela acabou com seus sonhos, porque chegou numa hora inesperada. 

O tempo passou e Cíntia prometeu que seria uma mãe completamente oposta. Quando seu filho, Charles, nasceu, ela passou a fazer tudo por ele, que sequer tirava os pratos da mesa depois das refeições. Cintia não o deixava fazer absolutamente nada e ele cresceu como se estivesse em uma bolha, muito dependente da mãe. 

Evidentemente, ela acreditava fazer o melhor para o filho, sendo o extremo oposto da própria mãe. Pois uma mudança comportamental das últimas décadas foi a saída do ponto em que crianças eram criadas como adultos em miniatura para as crianças tratadas como incapazes de fazer as coisas por si mesmas. 

Um grande equívoco ao falarmos em educação não violenta é pensar que se trata de um comportamento com as crianças como o centro do mundo. Isso seria meramente um pêndulo em que se vai de um extremo ao outro, sem ponderações. 

É importante ter em mente que filhos são autônomos. Seus pais e mãe são os cuidadores até o momento em que eles possam se virar sozinhos. Por isso, desenvolver a autonomia para a tomada de decisões deve ser tarefa progressiva, desde seus primeiros dias. Responsabilidade e disciplina também devem ser incentivadas, sem que haja uma adultização precoce, tampouco uma hiperindependência. O mundo lá fora é mais difícil que dentro de casa.  

Para isso, precisamos repensar o que sabemos sobre a obediência pura e simples. 

Muito além da obediência

Chegamos à metade deste livro para falar de um conceito muito difundido desde a infância. A obediência é definida pelos dicionários como o “ato pelo qual alguém se conforma com ordens recebidas. Mando, domínio. Sinônimo de submissão e docilidade.” 

Com o domínio de uma sociedade patriarcal por tantos séculos, é natural que essa palavra seja tão valorizada pela educação tradicional. Não havia questionamentos, da mesma maneira com que os povos pouco pensavam sobre as ordens de governantes. 

Com as mudanças nas relações de poder no mundo contemporâneo, reivindicações de direitos iguais entre homens e mulheres, além do maior acesso a informações em tempo real, é uma ilusão pensar que os filhos acatem tudo o que ordenarmos, do nosso jeito, com a docilidade e a submissão como regra. 

Filhos devem ser responsáveis, conscientes de si e de seu papel no mundo, além de confiantes e criativos. Essas características se chocam com uma submissão irracional. Persistência e criatividade são duas qualidades muito valorizados no mercado de trabalho, mas repelidos no ambiente familiar. 

Substitua a obediência pura e simples pela cooperação, conceito definido pelos dicionários como a “ação de cooperar, de auxiliar e colaborar, prestando ajuda ou auxílio; dar contribuição para.”

Desta forma, haverá mais racionalidade no cumprimento de ordens ou tarefas e diminuem as chances de revoltas, as mesmas causadas por outro comportamento comum que já não faz sentido no século XXI: as punições.

Abandonando as punições

Os mais antigos certamente recorriam às punições diante de indisciplinas cometidas pelos filhos. É comum, ainda, se referirem a elas como “corretivos” ou mesmo valorizar os tempos em que ninguém “sofria” por levar umas palmadas. 

Nas culturas brasileiras, norte-americana e de outros países, bater em crianças é comum como forma de punir o que é feito de errado. O curioso é notar o quanto esta é a única relação em que são permitidos castigos físicos. 

E esse suposto método educativo é incentivado e estimulado por muitos que acreditam ser a única forma de disciplinar as crianças. Nenhuma criança precisa apanhar, mesmo que cometa um comportamento terrível. 

Bater nos filhos apenas revela a falta de traquejo para lidar com as próprias emoções ao ser contrariado. E há ainda mais prejuízos:

  • Punições induzem a mentira: com medo de apanhar, a criança mente por ser mais atraente e fácil para fugir das palmadas;
  • Punições não desenvolvem a responsabilidade: não há o devido aprendizado com erros e falhas. E ainda induzem os filhos a pensarem nos pais como injustos;
  • Punições não funcionam a longo prazo: isso porque elas acabam com um comportamento apenas na frente do adulto. É necessário atacar o sentimento que levou ao comportamento inadequado, não apenas surgir depois que tudo deu errado. Punir não é suficiente para trabalhar a autodisciplina;
  • Punições abalam a autoestima: o desenvolvimento saudável da autoimagem e da autoestima são abalados pelas palmadas e castigos físicos, além de serem potenciais influenciadores de comportamentos antissociais, tendo em vista que os filhos ficam com medo de errar e sofrer novas punições; 
  • Punições estimulam a opressão a crianças menores: todo castigo físico explicita uma relação de poder, que o filho replica ao se deparar com crianças menores que ele;
  • Punições induzem ao desejo de vingança ou à autorrecriminação: ao ferir a relação da criança com os pais e consigo mesma, ela cria uma punição interna e ainda busca maneiras de revidar o que foi feito contra ela;
  • Punições misturam conceitos que jamais deveriam caminhar juntos: para finalizar, violência e amor são distintos, mas as punições, como forma de ensinar os filhos, colocam-nos no mesmo patamar. 

Um novo olhar sobre nós

Pensar novas formas de educar exige que olhemos de outra maneira para nosso interior, como educadores, pais e mães. 

Cada história ouvida, cada lição aprendida, cada nova experiência sobre a educação contemporânea merece tempo para ser digerida, ainda que o dia a dia urbano nos faça correr atrás de um monte de coisas ao mesmo tempo. 

A educação não prescinde de pressa. Educar é um exercício de autoconhecimento. Se não entendemos quem somos, não seremos capazes de compreender quem são nossos filhos. 

Acolhimento, empatia e um olhar interior são tão importantes quanto o amor que sentimos pelos filhos. Afinal, as transformações da sociedade têm participação direta na forma como eles moldam o comportamento para a vida adulta. 

Notas finais 

Educar é missão difícil, não há fórmula pronta para definir o que vai dar certo ou não. Podemos, sim, entender as mudanças que ocorrem há décadas e suas influências na maneira de agir entre pais, mães e filhos. 

É disso que Elisama Santos tratou neste Educação não-violenta, quando deixou  claro que olhar para a parentalidade contemporânea exige fugir de costumes tradicionais, entre as quais hierarquias rígidas e castigos físicos como forma de ensinar o que é certo ou errado.

E quem não estiver atento ao quanto a educação dos filhos está se transformando permanentemente pode causar traumas difíceis de ser superados sem o devido autoconhecimento. 

É missão de cada um de nós desenvolver novos olhares na educação. Cumpri-la demanda tempo, estudo e reflexão, não apenas repetições. 

Dica do 12’

Educar em tempos de redes sociais e comunicação instantânea não é tarefa fácil. A leitura do microbook Como criar filhos na era digital complementa o aprendizado acima exposto.

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Quem escreveu o livro?

Elisama Santos é uma educadora parental que procura trazer uma melhoria no mundo através da educação não violenta. Psicanalista Especialista Emocional, e... (Leia mais)