Deep Work - Rules for Focused Success in a Distracted World Resumo - Cal Newport

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Deep Work - Rules for Focused Success in a Distracted World

Deep Work - Rules for Focused Success in a Distracted World Resumo
Produtividade & Gestão do Tempo

Este microbook é uma resenha crítica da obra: Deep Work

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-1455586691

Também disponível em audiobook

Resumo

As 4 regras do Trabalho Profundo 

Para atingir a excelência nas técnicas do trabalho profundo, é possível seguir um treinamento de maneira rigorosa. Mas, não precisa se assustar: embora a dedicação deva ser grande, não há nada de absurdo a ser feito.

Você poderá transformar sua mente e seus hábitos ao repetir, sistematicamente, o treinamento que consiste em quatro regras: trabalhe profundamente, abrace o tédio, saia das redes sociais e fuja das superficialidades.

É importante segui-las de maneira rigorosa para transformar sua mente e hábitos para apoiar essa habilidade.

Trabalhe profundamente

Uma das primeiras lições a ser aprendidas é sobre a definição de trabalhar profundamente. 

Certamente, você conhece muitas pessoas que têm metas e objetivos de vida que reclamam por nunca conseguirem alcançar. Em geral, isso se deve ao fato de elas trabalharem de maneira dispersa, um retrato da nossa sociedade contemporânea, com suas dificuldades extremas de focar com uma atividade por vez.

Com tantos meios de comunicação disponíveis, redes sociais e um leque gigante de oportunidades à disposição, é sedutor que estímulos externos nos levem a deixar de lado um trabalho. 

Então, focamos em outra atividade, esquecemos a primeira e assim sucessivamente. Dessa forma, fica praticamente impossível chegar aonde se quer. 

Trabalhe profundamente e evite distrações, foque nas tarefas atuais e só largue-as depois de concluídas. Esse é um primeiro passo. 

Abrace o tédio 

O tédio é inerente ao ser humano. Quantas vezes você não se viu com tantas opções de lazer e entretenimento, ou mesmo ocupações pendentes, mas se sentiu com nada atrativo para ser feito?

Pois o tédio deve ser abraçado para um aumento devido da produtividade. Abraçar o tédio nos leva a buscar tarefas pendentes e que devem ser realizadas a cada vez que ele chega. 

Ao sentir tédio, trace metas. Quando sentir que não há nada de legal a ser feito, pegue um caderninho e anote tudo o que não está fluindo bem em sua vida. É nesses momentos que surgem as grandes ideias.

Saia das redes sociais

Conversar com pessoas que moram em lugares distantes, rever amigos da infância, curtir fotos de celebridades e compartilhar imagens tocantes com mensagens motivacionais. Quem nunca se pegou reproduzindo esse costume tão comum em nossos dias de comunicação instantânea?

Por mais divertidas que elas sejam, as redes sociais nos sugam o tempo de maneira improdutiva. Passamos horas e horas deslizando o dedo na tela do celular e, quando terminamos, vimos que o tempo passou e não chegamos a lugar algum.

As redes sociais devem ser usadas uma ou duas vezes ao dia, no máximo. É possível dedicar-se às redes sociais também se houver tarefas profissionais importantes que só podem ser respondidas ou resolvidas por ali.

As redes sociais são uma armadilha: embora seja quase impossível fugir completamente delas, é necessário ter maior controle para que não sejamos controlados. Em nossos dias, ela é uma das principais inimigas de um verdadeiro trabalho profundo. 

Fuja do raso

Pode parecer óbvio, mas muita gente se perdenaquilo que é raso, no caminho da superficialidade. O verdadeiro trabalho profundo não admite isso.

Meias tarefas, trabalhos mais ou menos bons não são o suficiente. Você precisa estar imerso apenas em atividades nas quais poderá mergulhar de maneira intensa, sem que possa disfarçar ou mesmo enrolar para que ela esteja pronta. 

Trabalho profundo é uma missão séria e inegociável, sem se render à superficialidade jamais. 

O trabalho profundo é valioso

É notório, o noticiário traz atualizações diárias sobre as mudanças permanentes no mercado de trabalho. Muitos postos de emprego vão ser extintos, seremos substituídos por robôs. 

Avanços tecnológicos como a robótica e o reconhecimento de voz são importantes, evidentemente, mas, paradoxalmente, geram preocupações quanto a um futuro de muitos desalentados. 

Isso demonstra o quanto o trabalho profundo tem um valor intrínseco, haja vista que robô algum terá a capacidade de análises pormenorizadas que só os seres humanos são capazes de conduzir. 

Tecnologias como transmissão de dado e comunicação em alta velocidade são abstratas, permitem uma automatização em diversos níveis.
Mas os que têm capacidade de analisar tudo o que as máquinas captam terão maior espaço no mercado de trabalho futuro. 

Quanto maior a complexidade do feito, maior o espaço. As máquinas são rasas e seguem uma linha de raciocínio cartesiana, diferentemente dos humanos que podem optar pelo trabalho, de fato, profundo. 

Quem souber lidar com a complexidade nunca irá perder espaço. 

Alimentar bancos de dados simples vai se tornando uma tarefa tão trivial quanto apertar um parafuso, ou seja, é algo que permanentemente vai sendo automatizado, com postos de trabalho sendo suprimidos.

Os que têm uma função complexa e profunda, pelo contrário, não têm o que temer. Afinal, é impossível abrir a mente de alguém e colocar todos os seus conhecimentos, invisíveis aos exames neurológicos, nas mãos de um robô cumprindo suas tarefas, das quais é ordenado por meio de uma programação prévia. Quem se permite ser o programador, de si e das máquinas, seguirá tendo espaço cativo no mercado de trabalho. 

Os Superstars

O softwares diversos, que incluem novas tecnologias no mercado de trabalho, são os grandes superstars do mundo laboral no século XXI. Afinal, o processo de globalização na economia mundial, falado há tanto tempo e em permanente expansão, também afeta os ambientes corporativos, desde o e-mail até os chats internos e salas de reuniões.

A cada dia, vemos redes de dados de alta velocidade, ferramentas de colaboração aproximando chefes e funcionários distantes fisicamentes, softwares para reuniões destruindo o regionalismo e permitindo conversas instantâneas e centenas de milhares de quilômetros.

Veja: com o advento das redes que permitem reuniões por meio de videoconferências, por exemplo, não há a necessidade de contratar funcionários para organizar e limpar salas de maneira integral, tampouco é necessária a manutenção e limpeza de grandes espaços, por vezes vazios. 

A virtualização dos escritórios torna o processo de trabalho profundo cada vez mais necessário. Os profissionais que se destacam são aqueles capazes de se dedicar com atenção a uma tarefa muito específica, são aqueles que se especializam em um ponto e o aprofundam até o esgotamento total, sem “pular de galho em galho” e deixar tarefas para trás. 

O trabalho remoto cresce progressivamente, em áreas como consultoria, marketing, redação, design e tantas outras. Quem não se adapta ou se especializa em determinada área tem dificuldades crescentes. 

A habilidade de trabalhar com profundidade se torna cada vez mais rara no mundo corporativo de hoje. E quanto mais raro, mais valioso o bem. 

Os donos

Na nova economia, o grupo que mais vai prosperar é composto por aqueles que possuem capital para investir nas novas tecnologias que impulsionam mudanças profundas no mercado de trabalho.

É sabido, desde os mais longínquos estudos da econômica global, o quanto o acesso ao capital traz vantagens inquestionáveis. Em alguns períodos, essas vantagens são maiores, em outros, menores. 

Pois, no que se refere ao trabalho profundo e do maior acesso às tecnologias diversas no trabalho, os donos do capital serão os maiores beneficiados, porém os últimos a desfrutarem dele, tendo em vista que o trabalho profundo traz resultados a longo prazo. 

Em suma: os donos das grandes empresas tendem a valorizar os funcionários adeptos do trabalho profundo em médio a longo prazo, quando este começar a demonstrar seus resultados práticos e algumas vagas começarem a desaparecer. 

Como se tornar um vencedor na nova economia

Os que trabalham criativamente com as máquinas inteligentes têm maior propensão a prosperar na nova economia, que já nem é tão nova assim. 

Trabalhando profundamente, as habilidades que nos fazem dialogar com as tecnologias existentes são afloradas. E há duas habilidades cruciais para ser lucrativo na era de expansão digital: 

  • dominar rapidamente as coisas difíceis;
  • produzir em alto nível, com ênfase em qualidade e velocidade.

O trabalho profundo ajuda você a aprender rapidamente coisas difíceis

“Deixe sua alma concentrar-se no que estiver dominando sua mente e absorva totalmente a ideia que lhe atrai.” - Antonin-Dalmace Sertillanges.

Esta frase, dita pelo frade dominicano, professor de filosofia e escritor, nos mostra o quanto é importante desenvolver nossa mente de maneira aprofundada, de maneira que trabalhemos com afinco naquilo que devemos trabalhar, para que as ideias ganhem o mundo prático. 

O aprofundamento em nossas ideias funciona como raios convergentes de ação, que iluminam cada vez mais aquilo que está dentro de nós como meta de trabalho ou mesmo objetivos a nós incumbidos. 

A intensa concentração é um dos bens mais valiosos no trabalho profundo, e também um bem raro nesses tempos em que nos distraímos frequentemente com redes sociais e meios de comunicação diversos, os quais damos a recomendação de nos afastarmos, para maior aprofundamento no trabalho. 

Quando trabalhamos melhor na concentração intensa em cada tarefa, aumentamos nossa capacidade de lidar e resolver situações de maiores dificuldades. Pois se a concentração total em uma única tarefa é rara, ela nos impulsiona a seguir até o fim em tudo aquilo que nossos concorrentes ou colegas de trabalho largam pelo caminho.

Por si só, a aprendizagem requer uma intensa concentração em diversos níveis, como indicam estudos publicados desde os anos de 1920. Por isso, há uma retroalimentação entre aprendizagem e concentração. Elas crescem paralelamente. 

O trabalho profundo é raro e significativo

Os investimentos das grandes redes sociais, como o Facebook, em comunicação instantânea e cada vez mais convergente, torna o trabalho profundo um bem ainda mais raro. 

As ferramentas de distração nos cercam com mais rapidez e fazem com que cada vez menos as pessoas se sintam capazes de se concentrar e se dedicar a uma única tarefa. 

Quanto mais o tempo passa, mais estímulos nos cercam, de forma a tornar o profissional que se dedica ao trabalho profundo cada vez mais difícil de ser encontrado, cada vez com grandes chances de ganhar mais e ascender com mais velocidade.

Resta se concentrar em um trabalho por vez, sem se dispersar, para aumentar o próprio valor pessoal.

 

Notas finais 

Com tantas redes sociais e estímulos externos nos rondando, é comum ter mais dificuldade para se focar em uma única tarefa. 

Cal Newport nos alerta quanto a essa armadilha, que nos leva a não nos dedicarmos a uma única tarefa por vez, interagindo com tecnologias diversas, tornando-nos profissionais tão rasos quanto os papos que nos fazem despender tempo deslizando o dedo sobre as telas de nossos celulares e computadores. 

Deep Work é um eficiente manual sobre o quanto é necessário parar por alguns instantes e nos dedicarmos a um trabalho de maneira profunda e isolada, atendo-nos às suas minúcias, e como essa atitude tende a impulsionar nossa carreira em tempos de fim de postos de trabalho devido aos avanços da tecnologia. 

Todo trabalhador com medo de que robôs façam seu trabalho no futuro deveria se atentar a esta leitura, um bem tão raro e valioso quanto o simples fato de trabalhar profundamente em um só item. O tempo está passando, é melhor acordar.

Dica do 12’

Em Can’t Hurt Me, você terá contato com boas lições da importância da força mental para superar seus objetivos. Também vai compreender que é dentro de nossa cabeça que estão os limites que nos impedem de chegar aonde queremos.

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Quem escreveu o livro?

Cal Newport é professor associado de ciência da computação na Universidade de Georgetown, especialista na teoria dos algoritmos distribuídos. Ele já obteve seu Ph.D. do MIT em 2009 e formou-se no Colégio Dartmouth em 2004. Além de estudar os fundamentos teóricos da nossa era digital como professor, Newport também escreve sobre o impacto dessas tecnologias no mundo do trabalho. Seu livro mais recente, Deep Work (Grand Central, 2016), argumenta que o foco é o novo I.Q. na economia do conhecimento, e que os indivíduos que cultivam sua capacidade de concentração sem distração prosperarão. Na publicação, o Deep Work tornou-se um bestseller instantâneo do Wall Street Journal e recebeu elogios na New York Times Book Review, The Wall St... (Leia mais)