Decifre e Influencie Pessoas

Deibson Silva & Paulo Vieira Também disponível em audiobook: Baixe nosso app para ouvir gratuitamente.

O subtítulo Como conhecer a si e aos outros, gerar conexões poderosas e obter resultados extraordinários chama atenção, por si só, de qualquer pessoa interessada em ter melhores resultados na vida pessoal e profissional que se depara com este microbook às mãos.

Quando sabemos que Paulo Vieira declara, logo em sua introdução, que até os 30 anos não percebia que boa parte de seus problemas financeiros e limitações vinham do fato de não entender qual era seu perfil comportamental, o interesse aumenta.

Ao ler o relato de Deibson Silva, tratando da falência de sua empresa em 2012 e da necessidade de aprender mais e mais, ficam nítidos os motivos pelos quais Decifre e Influencie Pessoas nos mostra que, se achamos estar percorrendo um caminho equivocado, sempre é tempo de corrigir rotas.

Venha aprender, nos próximos 12 minutos, um pouco mais sobre melhores práticas para entender melhor os comportamentos ao seu redor, para chegar mais longe do que imagina!

Por que precisamos aprender a lidar com as pessoas?

Não tem jeito: em uma sociedade, temos que lidar com as pessoas o tempo todo, por mais isolado que você queira ficar. E se soubéssemos como compreendê-las e tratar melhor nossas relações de uma forma melhor, a vida traria menos dificuldades.

Isso tanto no campo profissional quanto nas relações diárias, sejam os casamentos, as amizades, a família.

Observar padrões de comportamento e perceber, em nós, como agimos em cada situação para nos corrigir, é fundamental para melhores resultados que nos levem adiante em todos os segmentos de nossas vidas.

Por que fazemos isso?

Pode ser por falta de confiança ou medo de se prejudicar, mas o normal é que as pessoas poucas vezes têm coragem de dizer aquilo que realmente pensam. Além disso, preferem escutar o que lhes convêm, sem conflitos ou choques com sua forma de enxergar o mundo.

Partindo desse princípio, podemos perceber, logo de cara, que lidar com pessoas não é uma tarefa das mais simples, ainda que seja inevitável escapar desse desafio diário.

Harmonizar nossas relações é o maior desafio ao buscar espaço para desenvolver nossas habilidades.

Mas, afinal, o que é um conflito?

Para que possamos resolver todos os conflitos surgidos em nossos dias, é preciso, logo de cara, entender bem o que de fato ele é.

Por definição, ele nada mais é que um choque entre diferentes formas de olhar e/ou pensar sobre a mesma coisa ou assunto. É algo natural, que nunca iremos nos livrar por definitivo, pois sempre teremos conflito à nossa frente se manifestando.

Para avançar em nossas vidas, o primeiro e importantíssimo passo é ter ciência de que os conflitos são necessários para prosseguirmos, ainda que por vezes não seja tão simples assim resolvê-los.

Autoconhecimento: A chave para lidar com as pessoas

"Abrir mão de suas crenças é um dos maiores obstáculos para se compreender diferentes pontos de vista".

Esta frase deve se manter viva em nossas mentes para que possamos entender o quanto é crucial manter uma relação harmoniosa com nós mesmos.

Se entender o ser humano em geral não é simples, entender-se tampouco é uma questão a ser solucionada em poucos segundos.

Quando não se sabe o que está passando dentro de si, nunca serão claros os desejos, jamais será possível resolver os conflitos com os outros.

O outro como projeção de mim mesmo

Muitas vezes, pensamos que algumas pessoas são muito parecidas conosco. Elas aparentam estar muito próximas de nós.

Nem sempre isso é verdade. Nem todas as vezes é uma forma de empatia, ao nos colocarmos no lugar dos outros para entender melhor essas semelhanças notáveis.

Haverá muitas ocasiões em que apontaremos o dedo para o próximo, enquanto haverá outros quatro dedos em nossa direção, mostrando que o defeito apontado naquele seu colega de trabalho ou familiar é apenas uma projeção, um espelho de nossos próprios defeitos.

As oito instâncias do autoconhecimento

E se a busca pelo autoconhecimento precisa ser constante, esta auto análise deve ser profunda também. As oito instâncias do autoconhecimento são como oito fases, nas quais em cada uma delas deve-se analisar com detalhamento as formas de relações e a origem dos problemas gerados por elas.

As oito instâncias do autoconhecimento são:

  • Instância 1: Você consigo mesmo;
  • Instância 2: Você e seu companheiro (a);
  • Instância 3: Você e sua família;
  • Instância 4: Você e seu trabalho;
  • Instância 5: Você e seus parentes;
  • Instância 6: Você e suas relações sociais;
  • Instância 7: Você e a sociedade;
  • Instância 8: Você e Deus.

E aí, como estão suas oito instâncias? Só depois de definir e compreender o grau de conflito em cada uma dessas relações você poderá eliminar todo e qualquer tipo de problema nelas.

O CIS Assessment

Nada melhor do que um sistema que pudesse elaborar um mapa comportamental das pessoas, para que, com ele, você possa entender melhor suas atitudes do presente e tendências futuras, não é?

Pois bem, foi pensando nisso que a Febracis, a maior instituição de coaching das Américas, criou o CIS Assessment, um software disponível e acessível para todos.

Com ele, você pode fazer um mapeamento comportamental de seus colegas de trabalho, família, cônjuges e de você mesmo.  

O CIS Assessment mapeia o perfil comportamental por meio de quatro teorias que estudam os traços psicológicos de cada um de nós.

Depois de preencher um cadastro e responder a 10 grupos de questionamentos com quatro palavras em cada, o interessado no mapeamento comportamental recebe, por e-mail, os resultados desse teste importantíssimo para entender melhor comportamentos daquele que tiver interesse em testar.

Os fatores básicos do comportamento humano: como as pessoas pensam, agem e interagem

Desde a Grécia Antiga, os padrões de comportamento humano são estudados por especialistas das mais diversas áreas. Segundo a teoria de Hipócrates, o pai da Medicina, o temperamento humano pode ser definido pelos quatro fluidos corporais: sangue, bile negra, bile amarela e fleuma.

Caso o sangue fosse o fluido predominante no corpo, a pessoa teria um comportamento de reações rápidas, alegres ou agitas. Fosse a bile negra, o comportamento melancólico, com reações lentas, intensas e tristes seria o padrão. No caso da bile amarela, o indivíduo seria adepto a reações coléricas, rápidas e entusiasmadas. Já se a fleuma fosse o fluido permanente, o indivíduo teria reações fracas e lentas, sendo mais calmo.

Teoria DISC

A teoria DISC analisa o somatório do comportamento humano por meio de quatro fatores básicos, que formam a sigla em inglês. Ela surge depois da análise dos padrões de comportamento e reações instintivas de milhares de pessoas estudada.

São esses os tipos:

  • Dominance (dominância) – pessoa que exerce controle sobre as outras, predominando sua forma de agir. Fala mais que ouve;
  • Influence (influência) – tipos que influenciam as ações alheias, persuadem e, como no perfil anterior, falam mais do que ouvem;
  • Steadiness (estabilidade) – costuma manter-se onde está, inerte. Ouve mais que fala;
  • Conscientiouness (conformidade) – age de acordo com a situação mais conveniente e, como no perfil anterior, dá preferência mais a ouvir que a falar.

Os tipos psicológicos

Quanto aos tipos psicológicos, eles são definidos tanto pelos estudos da Teoria DISC quanto por outras pesquisas do famoso estudioso da psicologia Carl Jung. Também há outras teorias de estudos psicológicos que complementam as análises de perfil, mas estas são as mais importantes nesse campo em que se busca um melhor entendimento dos padrões comportamentais humanos.

Eles variam entre o tipo extrovertido e o tipo introvertido, que dispensam maiores explicações. Mas, partindo da percepção de em qual desses perfis alguém se enquadra, as chances de ter melhores resultados em meio à resolução de conflitos aumenta bastante.

Crenças e valores

"Nossas convicções definem tanto o que somos quanto o que fazemos - e influenciam inclusive a maneira como avaliamos os outros. São Reflexos de nossas crenças e valores."

Esta é mais uma daquelas frases que são muito mais do que sentenças de efeito: traduzem com simplicidade o fato conhecido de que tudo aquilo que acreditamos vai influenciar nossas atitudes, dentro e fora do trabalho, da família, dos relacionamentos e em outros campos possíveis.

É necessário entender os três níveis de crenças. São eles que definem até que ponto vamos insistir em tudo aquilo que queremos ou parar no caminho. Por vezes, isso é instintivo e natural, mas tendo ciência de como eles funcionam, ficará mais fácil ir mais adiante que em nas últimas vezes que você traçou um caminho bem-sucedido para você.

  • O primeiro nível: o ser – ou crença de identidade

Temos aqui a definição de em que grau gostamos de nós mesmos. Se nos vemos como vítimas ou como vitoriosos, senhores de nossos destinos.

Aqui é onde somos levados a acreditar na conquista de objetivos ou se seguiremos perdendo os desafios que surjam em nosso caminho. Nesse primeiro nível, definimos como trataremos a nós mesmos nos momentos difíceis, em que nada parece ter solução.

  • O segundo nível: o fazer – ou a crença de capacidade

Quando chegamos aqui, acreditamos ser capazes de fazer ou aprender a fazer o que for necessário para nossas vitórias e sucesso. O potencial de cada um de nós é definido neste nível de crença. Se nos definimos como capazes de solucionar as coisas, nada será capaz de nos impedir, vamos superar tudo o que tente se comportar como um empecilho para o sucesso.

  • O terceiro nível: o ter – ou a crença de merecimento

Aqui, passamos a acreditar, de fato, que merecemos aquilo que queremos. Quando nossa crença de identidade é forte, ela se alinha à crença de capacidade e construímos a crença de merecimento. Normalmente, as pessoas atingem a crença de merecimento ainda na infância, por fatores que interferem nisso, tais como a criação dos pais e mesmo as condições de vida nos primeiros anos de formação.

Para chegar a este nível, o autoconhecimento deve ser um estudo diário, sem que autossabotagens nos impeçam de enxergar um futuro vitorioso.

O comportamento nas organizações

Quando conhecemos os fatores que formam nosso padrão de comportamento e alteram, para o bem e para o mal, nosso desempenho profissional e pessoal, fica mais fácil compreender as nossas próprias limitações e mesmo e das pessoas que nos cercam, especialmente no ambiente de trabalho.

Pois, mesmo em uma empresa, tudo o que acontece é puramente o retrato da soma do comportamento de várias pessoas convivendo juntas diariamente.

Se cada um de nós é único, não podemos menosprezar a individualidade constante que nos leva a tomar atitudes, por vezes aparentemente irracionais.

Tente compreender os padrões de comportamento de cada um de seus colegas de trabalho e trabalhe neles, compreendendo suas limitações, objetivos e qualidades.

Assim, seus conflitos diários serão reduzidos.

Notas finais

Quantas vezes não nos flagramos repetindo os mesmos comportamentos em situações específicas, sem entender os motivos pelos quais nos irritamos, ficamos nervosos ou mesmo alegres por algo que aconteceu?

Em Decifre e influencie pessoas, os autores dão uma lição preciosa para cada um de seus leitores: decifrar-se é tão importante quanto entender porque aquele seu parente ou colega de trabalho age de uma forma ou de outra.

Demonstrando de forma simples e prática boas maneiras de compreender o próprio comportamento, com dados advindos de estudos que remontam desde os gregos, eles vão mostrar que olhar para si mesmo é o primeiro e crucial passo para entender a realidade que nos cerca.

Com o aprendizado deste microbook, é possível compreender as reais razões para reações, aparentemente, automáticas, mas que podem ser bem trabalhadas por nós, internamente, mas também externamente.

Afinal, é muito fácil reclamar dos que nos rodeiam, mas ter ciência de nossas próprias limitações, para trabalhá-las adequadamente em busca de soluções, é um desafio que exige de nós muita maturidade.

E a maturidade é, definitivamente, fundamental para que possamos sair de círculos viciosos de autossabotagem e de apontar o dedo para o que não funciona ao nosso redor, sem perceber que fazemos parte de uma grande engrenagem.

Dica do 12

Depois de compreender como se formam os padrões comportamentais, que tal dedicar, ao menos, meia hora por dia para fazer uma autoanálise, descobrindo-se e vendo se suas atitudes são condizentes com os objetivos que deseja alcançar?

Este livro é uma parceria de 12minutos com a Editora Gente. Para comprá-lo na íntegra, clica aqui! :)

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