Crianças Dinamarquesas

Iben Dissing Sandahl & Jessica Joelle Alexander Também disponível em audiobook: Baixe nosso app para ouvir gratuitamente.

Em nosso papel de pais, frequentemente nos vemos atados ao momento presente, tentando descobrir, por meio de intermináveis noites acordados, como acalmar um bebê agitado ou manter o ritmo de amamentação durante uma viagem. Embora possa parecer o contrário, esse tempo se esvairá rapidamente: em breve, o seu recém-nascido crescerá.

É a partir dessa compreensão que nossos autores, Jessica J. Alexander e Iben D. Sandahl, apresentam suas contribuições para ajudar os leitores a garantir uma infância feliz e segura aos seus filhos.

Se você acha que os pais dinamarqueses, cidadãos de um país considerado pela ONU como o mais feliz do mundo, podem nos ensinar algumas coisas, venha conferir, em apenas 12 minutos, os princípios mais importantes adotados por este povo para o pleno desenvolvimento de suas crianças. Boa leitura!

Farra

Um dos mais relevantes princípios observados pelos pais dinamarqueses consiste em deixar as crianças brincarem livremente. Em vez de atividades direcionadas por “especialistas” e supervisionadas pelos pais, eles preferem deixar os filhos aproveitarem o dia e brincarem por conta própria.

Leve seus filhos para se divertirem ao ar livre e estimule-os a explorar os arredores com outras crianças de diferentes faixas etárias. Quando é a própria criança que escolhe a brincadeira e dirige as ações, o sentimento de autoestima é desenvolvido com mais facilidade.

Honestidade

A maioria dos adultos não é honesta com os filhos. Para os autores, ser honesto com eles significa expressar o que você sinceramente pensa, seja bom ou ruim.

Se, por exemplo, o seu filho vier mostrar um desenho que fez na escola, em vez de dizer que ele é um artista maravilhoso, fomente o diálogo, perguntando por que ele escolheu essas cores.

Em muitas ocasiões, temos grandes dificuldades em lidar com as crianças quando elas estão ansiosas, agressivas ou irritadas. Todavia, auxiliá-las a aprender a respeito das próprias emoções pode ser algo muito positivo.

Selecione livros infantis de boa qualidade e aproveite todas as oportunidades para ler juntos. Tenha em mente que bons livros e diálogos honestos darão mais palavras para ajudar os seus filhos a entenderem melhor a si próprios e o mundo que os cerca.

União

Os pais dinamarqueses praticam o “hygge”, palavra que não pode ser traduzida em outra língua, mas refere-se a dedicar um tempo para o aconchego com familiares e amigos. Trata-se de uma tradição diariamente praticada na Dinamarca.

Para os pais, isso implica reservar um tempo para se dedicar exclusivamente aos filhos, promovendo atividades capazes de reunir toda a família.

Superar

Superar as situações negativas é uma habilidade formidável e, portanto, deve ser ensinada às crianças. Quando o seu filho tiver alguma reclamação ou queixa, discuta francamente o problema com ele.

Isso não significa ignorar os problemas da vida, mas ouvir os pontos positivos nos relatos do seu filho e ajudá-lo a se concentrar nisso. Se, por exemplo, ele mencionar que odeia a escola, mencione a aula de Educação Física que tanto gosta.

Dito de outra forma, ajude-o a deslocar o foco das coisas que ele não pode fazer para lembrar e valorizar tudo aquilo que ele faz bem.

Opressão zero

Quando os autores abordam o conceito de “opressão zero” isso não implica que os pais devem abrir mão de estabelecer limites, deixando que os filhos façam tudo o que tiverem vontade.

Eles explicam que o estilo dinamarquês busca delimitar regras claras, mas de forma respeitosa com a criança. O que eles rejeitam é o estilo autoritário, substituindo-o por uma abordagem que evita os conflitos e promove o respeito mútuo.

Se, em algum momento, você sentir que está prestes a perder o controle com os seus filhos, dê um tempo a si mesmo. Se você mantiver a calma, os seus filhos também permanecerão calmos.

Tenha sempre em mente quem é o lado adulto da relação. Quando o seu filho estiver chateado com alguma coisa, permita que ele manifeste integralmente as suas emoções e espere que ele (e você, se for o caso) se acalme antes de convidá-lo a sentar para solucionar racionalmente o problema, independentemente de sua natureza.

Empatia

Todos desejamos que os nossos filhos demonstrem compaixão pelos outros e por si mesmos. Essa boa intenção deve sair do “mundo das ideias” e se transformar em ação prática, voltada a ensinar a criança a respeitar e a se esforçar por compreender os outros.

Uma excelente forma de praticar a empatia, segundo os autores, é falar a respeito das expressões faciais: mostre ao seu filho diferentes imagens de pessoas tímidas, nervosas, felizes, irritadas e tristes. Em seguida, peça para ele tentar imaginar por que as pessoas das imagens estão se sentindo assim.

Socialização

Se o seu filho estiver brincando em um parque ou jogando futebol com outros garotos e algum atrito surgir entre eles, é natural que você sinta um forte desejo de intervir para protegê-lo.

Nossos autores sugerem que você refreie esse ímpeto e deixe ele resolver a situação, pois as crianças adquirem habilidades de negociação e aprendem a lidar positivamente com os outros em situações como essa.

Notas finais

O convite realizado nesta obra é, para dizer o mínimo, fascinante: mais do que apenas humanizar o tratamento dispensado às nossas crianças, os autores demonstram como respeitar as necessidades e as emoções dos nossos filhos é fundamental para criar adultos saudáveis, seguros de si mesmos e, o mais importante, verdadeiramente felizes!

Dica do 12’

Leia a reportagem da BBC “A palavra que contém o segredo do povo mais feliz do mundo” e conheça mais sobre a tradição dinamarquesa do hygge e sua influência sobre o estilo de vida dinamarquês.

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